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Little Tomodachi (ともだち)

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28
Nov21

"Amália - Palmas como Pão para a Boca" de Flávio Furtado

Receitas e outras histórias

Niel Tomodachi

Wook.pt - Amália - Palmas como Pão para a Boca

Sobre o Livro:

A forma como Amália comia, como recebia, e o que gosta de comer diz muito sobre si. Neste livro estão reunidos os resultados de uma investigação da relação desta mulher com a comida, que precisava de "palmas como de pão para a boca". São histórias deliciosas acompanhadas de mais de 70 receitas saborosas e com pequenos segredos, bem ao gosto da Rainha do Fado.

Sabia, por exemplo, que Amália tinha um pequeno segredo para que os pastéis de bacalhau não deixassem fios nos dentes? Descubra isto, e muito, mais ao longo destas 256 páginas que nos levam numa visita guiada pelas cozinhas da casa de São Bento e do Brejão.

Amália disse um dia que "as coisas que ficam na memória, na cabeça e no ouvido são as melhores, tal como a comida" e neste livro vamos perceber isso mesmo. A forma como Amália comia, como recebia, e o que gosta de comer diz muito sobre si. Neste livro estão reunidos os resultados de uma investigação da relação desta mulher com a comida, que precisava de "palmas como de pão para a boca". São histórias deliciosas acompanhadas de mais de 70 receitas saborosas e com pequenos segredos, bem ao gosto da Rainha do Fado.

Sabia, por exemplo, que Amália tinha um pequeno segredo para que os pastéis de bacalhau não deixassem fios nos dentes? Descubra isto, e muito, mais ao longo destas 256 páginas que nos levam numa visita guiada pelas cozinhas da casa de São Bento e do Brejão.

Amália disse um dia que "as coisas que ficam na memória, na cabeça e no ouvido são as melhores, tal como a comida" e neste livro vamos perceber isso mesmo.

 

Sobre o Autor:

Flávio Furtado iniciou-se na escrita desde muito cedo. Passou pela rádio, pelos jornais, pelas revistas – onde foi editor e diretor – e nos últimos 14 anos tem estado quase diariamente em televisão onde tem desempenhado funções como apresentador, repórter e comentador. Em 2021 recebeu um Gourmand World Cookbook Award, o prémio de melhor livro do mundo em língua portuguesa.

 

05
Dez20

Duplo álbum reúne inéditos de Amália cantados em estúdio e em casa

Niel Tomodachi

O duplo álbum 'Amália 1970 Ensaios', a editar na próxima sexta-feira, inclui inéditos da fadista e contou com o apoio do Arquivo Nacional do Som, que restaurou gravações, algumas feitas em casa, outras nos estúdios Valentim de Carvalho.

naom_59d40e4fda22d.jpgEsta nova edição reúne documentos inéditos, gravados em 1970 e 1971, nos quais sobressai "o grande virtuosismo vocal e artístico" de Amália que, "mais do que um aperfeiçoamento apenas formal, mais do que fazer uma 'voltinha', diferente aqui, ou uma variação ali", procurava também "novos e por vezes inesperados caminhos emocionais para cada peça", disse à agência Lusa o investigador Frederico Santiago, coordenador deste projeto.

Estes 'Ensaios', inteiramente preenchidos com música de Alain Oulman, são uma verdadeira janela para a oficina de trabalho e a cumplicidade artística entre Amália e o compositor, a que se juntava o guitarrista José Fontes Rocha, na construção do "ambiente certo para cada fado ou canção".

"Aqui se prova que Amália também trabalhava, e muito. Nunca se sentindo totalmente satisfeita com o resultado, mesmo que para nós ele seja já perfeito, o que não deixa de ser um dos segredos do seu génio - o eterno descontentamento e procura permanente da perfeição", disse Frederico Santiago.

O musicólogo sublinha ainda que este universo de canções feitas com Oulman é um "repertório que Amália, certamente por temer a censura, viria a editar depois do 25 de Abril de 1974, mas em versões gravadas mais tarde, com menor brilhantismo vocal do que estas" que agora se revelam.

Defende Santiago que, ainda antes da Revolução dos Cravos, como se prova nesta edição, "existe uma Amália, totalmente livre de preconceitos artísticos e políticos".

Outra parte do repertório aqui ensaiado ficou inédito e é agora trazido a público, como 'Sete Estradas', de Armindo Rodrigues, e a adaptação em estilo de tango do poema 'Objeto', de Ary dos Santos, do qual resultou 'Com Vossa Licença', ensaiado em casa de Amália, com os guitarristas e com Alain Oulman ao piano.

No 'booklet' que acompanha os discos, e que é um guia de audição deste "precioso material", é também referido que "a intervenção de restauro, feita por Pedro Félix [do ANS], foi reduzida e muito precisa", visando "atenuar alguns efeitos sonoros indesejados que prejudicavam a audição", sobretudo nos ensaios gravados em casa de Amália.

"O objetivo [foi] manter-se fiel ao caráter do registo".

A colaboração do ANS com a Valentim de Carvalho surgiu no âmbito das comemorações, em curso, do centenário de Amália Rodrigues (1920-1999), explicou à Lusa o antropólogo Pedro Félix, da comissão instaladora do ANS.

Para Pedro Félix esta é "uma edição fantástica, um documento raro de alcançar, que nos traz uma Amália de carne e osso".

"Esta edição ecoa muito na minha sensibilidade enquanto antropólogo; vê-se uma outra realidade que quase sempre fica escondida, este saber fazer, o processo de construção de um material, do qual só se conhece normalmente a parte final", disse Félix que referiu ainda ser "um documento histórico a artístico raro, de uma artista de tão elevado nível como Amália".

O ano de 1970, o ano da publicação do Long Play 'Com que Voz', em março, foi particularmente ativo para Amália, como demonstra a cronologia incluída no 'booklet'. A sua agenda incluiu atuações de norte a sul do país, além de vários espetáculos no estrangeiro, como na Expo'70, em Osaka, no Japão, em Itália, na Alemanha e nos Países Baixos.

Este duplo álbum "realça de forma ainda mais decisiva a importância e a modernidade criativa de Alain Oulman" (1928-1990), afirmou à Lusa Frederico Santiago, que, no seu texto, nesta edição, cita o compositor sobre o fado 'Rosa Vermelha', do qual surgem vários ensaios e 'takes' experimentais.

"'Rosa Vermelha' foi uma ideia minha. Eu queria fazer uma canção sobre uma rosa encarnada e, francamente, foi o único poema em que colaborei com o Zé Carlos [Ary dos Santos], algumas das metáforas são minhas", escreveu Oulman.

Neste fado, do ponto de vista da melodia, "podemos mesmo falar numa co-composição entre Amália e Alain, como se pode ouvir no extraordinário caminho percorrido entre a versão 'pura' do compositor e as últimas versões, já próximas melodicamente da leitura editada anos depois", acrescentou Santiago, "uma forma de podermos ser também testemunhas de um excecional caminho criativo, que na música quase nunca são preservados para a posteridade".

A maior parte dos poetas que Oulman musicou nesta altura, e aqui ensaiados, eram da oposição ao regime. Também o compositor tinha sido preso pela polícia política da ditadura, a PIDE, e expulso do país em 1966.

Entre esses poetas estavam Manuel Alegre, Ary dos Santos e Armindo Rodrigues. Alguns deles eram cantados no estrangeiro por Amália, nessa altura, mas não em Portugal.

Esta nova etapa da edição integral da obra de Amália insere-se nas celebrações dos 100 anos do seu nascimento.

Amália Rodrigues surgiu em 1939, no Retiro da Severa, em Lisboa. Em 1943, estreou-se internacionalmente em Madrid e, no ano seguinte, atravessou o Atlântico para atuar no Brasil, tendo aí gravado os primeiros discos.

Ao longo de mais de 50 anos, atuou nos mais prestigiados palcos internacionais, do Teatro Sistina, em Roma ao Lincoln Center, em Nova Iorque, passando pelo Hollywood Bowl, em Los Angeles, pelo Olympia, em Paris, pelo Concertgebouw, em Amesterdão, pela Sala Tchaikovsky, em Moscovo, ou pelo Sankei Hall, em Tóquio.

Amália, desde a sua estreia até ao seu discreto recolhimento, na década de 1990, na sua casa da rua de S. Bento, em Lisboa, teve sempre pessoas que a seguiam e "a idolatraram".

"As cartas nunca pararam de chegar a São Bento", recordou anos mais tarde à Lusa, a sua secretária e amiga, Estrela Carvas.

 

26
Jul20

"As Sílabas de Amália"

Niel Tomodachi

A homenagem de um grande poeta à grande fadista, no centenário do seu nascimento

350x.jpg

Sobre o Livro:

A 23 de julho celebra-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues. Num texto sobre Amália, publicado no livro Uma Outra Memória e incluído nesta obra de homenagem, escrevia assim Manuel Alegre: «Todo o canto, como a poesia, é uma questão de ritmo. Ou de batida. O ritmo de Amália é o ritmo das marés, a sua batida a do nosso mar. Ela podia cantar flamenco ou tango, espirituais negros ou jazz, podia entoar uma fuga de Bach, trautear as incomparáveis harmonias de Mozart. Mas ela canta isso tudo e um pouco mais. Canta o fado no sentido em que dele fala Camões. Quando ela diz fado está a dizer o nosso próprio nome e pronuncia essa palavra com a mesma entoação que provavelmente Camões lhe dava. Suspeito mesmo que foi para ela que Camões escreveu alguns dos poemas que Alain Oulman transformou em fado.»

As Sílabas de Amália é uma obra singular que reúne os quatro poemas de Alegre que Amália cantou, os que sobre ela escreveu e aqueles que exprimem uma visão do fado que, em grande parte, o poeta ficou a dever a Alan Oulman e a Amália Rodrigues. Inclui, ainda, um poema inédito de tributo a Amália.

 

Sobre o Autor:

O poeta Manuel Alegre foi galardoado, juntamente com o fotógrafo José Manuel Rodrigues, com o Prémio Pessoa 1999, uma iniciativa do jornal "Expresso" e da Unisys. Foi a primeira vez que este prémio, que pretende «reconhecer uma pessoa de nacionalidade portuguesa com uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária e científica do país», foi atribuído ex-aequo. Pinto Balsemão, em representação do júri, justificou a escolha do nome de Manuel Alegre, que viu reunida a sua obra poética no volume "Trinta Anos de Poesia" (Publ. D. Quixote), por «ser uma referência da poesia portuguesa deste século» e representar « a visão de um Portugal aberto ao mundo e um humanismo universalista atento a tudo o que nos rodeia».
Manuel Alegre, que poucos meses havia sido consagrado com o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, pelo conjunto da sua obra, a propósito da publicação do livro "Senhora das Tempestades", nasceu em Águeda em 1936 e estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde participou ativamente nas lutas académicas. Quando cumpria o serviço militar em Angola, participou na primeira tentativa de rebelião contra a guerra colonial, sendo então preso pela PIDE. Seguiu-se o exílio em Argel, onde foi membro diretivo da F.P.L.N. e locutor da rádio Voz da Liberdade. A sua atividade política andou sempre a par da atividade literária e alguns dos seus poemas ("Trova do Vento que Passa", "Nambuangongo Meu Amor", "Canção com Lágrimas e Sol"...) transformaram-se em hinos geracionais e de combate ao fascismo, copiados e distribuídos de mão em mão, cantados por Adriano Correia de Oliveira ou Manuel Freire. Os seus dois primeiros livros, "Praça da Canção" (1965) e "O Canto e as Armas" (1967) venderam mais de cem mil exemplares. Comentando o prémio, em entrevista ao "Diário de Notícias", o escritor afirmava: « Devo tudo aos meus leitores. É, sobretudo, uma vitória deles. Porque foram os leitores que, ao longo da minha vida literária, estiveram sempre perto de mim e me ajudaram a vencer várias censuras (política e estética). Expresso-lhes a minha gratidão.»
Regressado do exílio em 1974, "o poeta da liberdade" desempenhou um papel de relevo no Partido Socialista. Foi membro do Governo, deputado da Assembleia da República e ocupou um lugar no Conselho de Estado, funcionando muitas vezes como uma espécie de consciência crítica do seu partido. Os livros mais recentes (note-se ainda a incursão pela prosa: "Jornada de África", 1989, "Alma", 1995, e " "A Terceira Rosa", 1998) levam-no ao diálogo com poetas de outros tempos, como Dante ou Camões, ou a refletir sobre a condição humana, a morte e o sentido da existência, de que são exemplo os "Poemas do Pescador", que se enfrenta com o enigma da sua vida, incluídos no livro "Senhora das Tempestades", «Senhora dos cabelos de alga onde se escondem as divindades / (...) Senhora do Sol do sul com que me cegas / / (...) Senhora da vida que passa e do sentido trágico // (...) Senhora do poema e da oculta fórmula da escrita / alquimia de sons Senhora do vento norte / que trazes a palavra nunca dita / Senhora da minha vida Senhora da minha morte.»
Recebeu o mais prestigiado galardão das letras lusófonas, o Prémio Camões, em 2017.

 

05
Jul20

Conhecer Amália pelos versos de Carminho

Niel Tomodachi

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Amália foi uma grande cantora de fado, que atuou nos quatro cantos do mundo e foi aplaudida de pé, desde os Estados Unidos ao Japão, da Alemanha à Austrália, por pessoas que a ouviam e que se emocionavam mesmo sem entenderem português.

Começou a cantar ainda pequena no bairro de Alcântara, em Lisboa, e tornou-se “a voz de Portugal”. Além da música, também fez teatro, cinema e escreveu poemas.

Isto e muito mais há para descobrir e conhecer no livro “Amália, Já sei quem és”, que é uma biografia escrita para os mais novos pela também fadista Carminho.

“É uma alegria poder dar a conhecer Amália aos mais pequenos e convidá-los a seguirmos juntos nesta admiração pela grande voz portuguesa”, diz Carminho sobre a obra, que é também o primeiro livro da sua autoria.

A história é contada em sextilhas, “uma das formas poéticas usadas no fado tradicional”, explica a fadista de 35 anos. As ilustrações das 40 páginas são de Tiago Albuquerque. O livro tem edição da Nuvem de Letras e custa 12,90 euros.

Amália morreu em 1999, mas este ano assinala-se o centenário do seu nascimento com diversas iniciativas. Esta biografia infantil é uma delas.

Podes ainda saber mais sobre Amália no Museu do Fado.

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