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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

14
Out21

É urgente preparar os jovens para uma vida mais saudável

Niel Tomodachi

estilo de vida

Uma em cada três crianças tem excesso de peso. Destas, 12% são obesas. Esta é a realidade do nosso país. Em 2021, a obesidade continua a ser a doença mais prevalente na infância, a nível nacional – uma das prevalências das mais elevadas a nível europeu. Assim alertam os resultados do estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI, em Portugal). E este não é o único estudo que se debruça sobre este problema que urge em ser resolvido.

Não há dúvidas de que é na medicina preventiva que está o segredo para uma vida mais saudável. Comer bem, garantir um sono de qualidade e ser ativo. Estão são, hoje e sempre, as bases para uma vida em equilíbrio e com menor risco de um vasto número de doenças. Infelizmente, a aposta nem sempre segue este caminho e por isso, não sendo os mais jovens aqueles que apresentam maior risco de problemas cardiovasculares, cancro ou outro problema prevalente em faixas etárias mais avançadas, os cuidados com a alimentação e a prática de atividade física são postos de lado.

A nível da alimentação, sabe-se que quase metade dos jovens portugueses não consome frutas nem vegetais diariamente. A percentagem é mais evidente no sexo masculino (47%) mas igualmente preocupante no sexo feminino (43%). Assim aponta o Estudo Europeu da OMS ‘Spotlight on adolescente health and well-being’.

Ainda assim, Helena Real, Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Nutrição, reconhece que “as gerações mais jovens começam a ser cada vez mais conscientes quanto à questão do equilíbrio nutricional e à sustentabilidade alimentar. Ainda assim, nem sempre esta sensibilidade se repercute em comportamentos mais saudáveis e sustentáveis em matéria alimentar, o que pode ser pressentido, por exemplo, no consumo reduzido de frutas e hortícolas por parte dos adolescentes, segundo o último inquérito alimentar português”, diz à Men’s Health.

 

O lado mental…

Maus hábitos à mesa? Crescente tendência para o excesso de peso. Se é verdade que a obesidade é um problema cada vez maior nas faixas etárias mais jovens, é também inegável que tal leva a problemas consequentes como a relação que os mais novos têm com o próprio corpo. Diz a OMS, nas conclusões do estudo Spotlight on adolescent health and well-being’, que 38% das jovens portuguesas de 15 anos considera-se gorda e 73% sentem-se pressionadas na escola. No sexo masculino, a percentagem, para a mesma idade, é de 24% e de 49%, respetivamente. Mais: “os jovens que consideram que já ficaram sozinhos na escola, por os colegas não lhe quererem fazer companhia, afirmam mais frequentemente estar a fazer dieta ou não gostar de algo no seu corpo”, revela o estudo ‘O comportamento alimentar dos jovens portugueses’.

 

…e o físico

O mesmo estudo nacional alega que “os jovens que veem televisão quatro horas ou mais por dia, referem mais frequentemente consumir alimentos pouco saudáveis”. O ciclo é vicioso, e por isso os cuidados não se podem ficar pela alimentação. Numa era em que o uso de ecrãs é cada vez mais comum, e garante presença nos quartos das crianças portuguesas cada vez mais cedo, é urgente apostar num estilo de vida mais ativo. E o problema tornou-se ainda mais urgente aquando da pandemia que, segundo Inês Marques, Pediatra no Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Descobertas, veio acentuar aquela que já era “uma tendência preocupante no estilo de vida das nossas crianças e jovens: o uso excessivo de ecrãs”. Tal hábito “tem os tornando mais sedentários, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e limitando o treino das suas competências sociais, empatia e inteligência emocional, potenciando o risco de perturbações psicológicas ou comportamentais”, acrescenta a pediatra.

 

A PANDEMIA VEIO ACENTUAR AQUELA QUE JÁ ERA “UMA TENDÊNCIA PREOCUPANTE NO ESTILO DE VIDA DAS NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS: O USO EXCESSIVO DE ECRÃS”.

 

Este aspeto é de grande importância: o estilo de vida pouco saudável seguido por grande parte das camadas mais jovens a nível nacional não diz respeito apenas à alimentação ou à prática de exercício físico. Estende-se à (falta de) socialização e outros aspetos consequentes. Como reagir? “Acompanhar a visualização de conteúdos de modo a reduzir os riscos associados; limitar o tempo diário despendido com os ecrãs, balanceando-o com o de sono e exercício físico; promover a interação social, sobretudo ao ar livre; tornar o digital lúdico e não sedentário, por exemplo através de jogos de georeferenciação”, enumera Inês Marques.

 

Mas como vai a prática desportiva?

Para João Beckert, Médico Especialista em Medicina Desportiva e em Medicina Física e de Reabilitação na Unidade de Medicina Desportiva e Performance do Hospital CUF Tejo, “os jovens portugueses não têm um estilo de vida saudável como gostaríamos. É manifesta a melhoria do ambiente construído, com ciclovias, parques públicos e equipamentos desportivos que, conjugados com o melhor acesso a informação e uma melhor oferta pública e provada de técnicos de desporto, permitiriam uma melhoria do estilo de vida” dos nossos jovens.

Dizem os mais recentes estudos que 65% dos jovens em Portugal fazem algum tipo de desporto ou atividade física (Eurobarómetro). Mas são dos menos ativos da Europa, acrescenta a entidade. Focando o caso nas faixas etárias mais jovens, “84,3% dos portugueses entre os 11 e os 17 anos são sedentários”, realça Rosário Ferreira, membro do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria. “São menos de 20% aqueles que praticam exercício físico a nível nacional”, diz a pediatra.

A realidade nas escolas reflete estes mesmos dados. Um estudo divulgado pelo Instituto de Avaliação Quantitativa (IAVE) admite que, em Portugal, “quase metade dos alunos do 2º ano não consegue saltar à corda seis vezes seguidas” e “quatro em cada dez não dá a cambalhota para a frente”.

Ainda assim, “a atividade física reportada por cerca de metade dos adolescentes portugueses de 12, 13 e 15 anos resume-se às aulas de educação física na escola, o que está muito abaixo das recomendações”, aponta Carla Rêgo, pediatra no Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Porto ao lembrar o relatório de 2018 do HBSC (Health Behaviour School Children).

Perante este retrato, será fácil inferir que os jovens portugueses, desde idades precoces (1 ano de idade!) apresentam um estilo de vida de risco para a ocorrência de doenças crónicas do adulto, tais como obesidade, doença cardiovascular, diabetes e alterações comportamentais. Estas repercussões do sedentarismo, da adição a ecrãs e de comportamentos alimentares incorretos terá um forte impacto quer na qualidade quer na expectativa de vida das gerações futuras, mas também elevados custos para o sistema de saúde do país”, salienta a pediatra.

Parte da solução, aos olhos de João Beckert, passa por “investir num reforço do desporto escolar” e em “aumentar a literacia desportiva”, mas também “quebrar algumas atitudes de hiperproteção parental (pavor ao risco) que limitam o desenvolvimento motor e psicossocial das crianças”. O médico especializado em Medicina Desportiva aponta ainda a necessidade de alargar as ofertas de modalidades desportivas alternativas bem como o financiamento de ofertas desportivas de proximidade e ainda a atribuilºao de bolsas desportivas”.

 

Os primeiros passos da mudança

A pediatra Carla Rêgo vê a solução na família, que tem a responsabilidade de educar, com o apoio da escola. “Importa lembrar que os cuidadores serão os principais responsáveis por criar, desde os primeiros anos de vida, comportamentos saudáveis baseados em escolhas alimentares equilibradas e variadas e num estilo de vida ativo, devendo para tal dar o exemplo. A criança estrutura o seu comportamento para a vida imitando os seus modelos (os cuidadores) e aprendendo de uma forma lúdica (em casa e na escola). Os adultos – educadores – são totalmente responsáveis pelos comportamentos dos jovens de hoje e, consequentemente, pela saúde física e mental das gerações futuras”, remata.

Já a psicóloga Alexandra Antunes realça que, para falar de estilos de vida saudável, importa incluir vários comportamentos que contribuem para a promoção da saúde física e psicológica, bem como para a prevenção da doença. “Destacaria os seguintes: a atividade física, a alimentação, os cuidados de higiene, o sono, o consumo de substâncias (álcool, drogas e tabaco), a gestão de stress, a relação interpessoal, a ocupação dos tempos livres”, enumera a especialista, que é Membro da Direção Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

“De acordo com o último estudo da Health Behavior School-aged Children, em colaboração com a OMS (realizado em Portugal em 2018, que tem como objetivo perceber os estilos de vida e os comportamentos dos adolescentes), os adolescentes portugueses estão mais saudáveis do que em anos anteriores e em sintonia com a média europeia”. Porém, a psicóloga não nega que “há hábitos que ainda merecem a nossa preocupação pois estão aquém do desejável, o nível de atividade física ainda é insuficiente, o consumo de álcool mantém-se elevado e o uso excessivo das tecnologias em detrimento da relação direta com os pares”, realça.

 

“HÁ HÁBITOS QUE AINDA MERECEM A NOSSA PREOCUPAÇÃO: O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA AINDA É INSUFICIENTE, O CONSUMO DE ÁLCOOL MANTÉM-SE ELEVADO E O USO EXCESSIVO DAS TECNOLOGIAS EM DETRIMENTO DA RELAÇÃO DIRETA COM OS PARES”,

 

Dito isto, aos olhos de Alexandra Antunes, “é prioritário a implementação de programas de literacia em saúde que visem a promoção de estilos de vida saudáveis através de uma mudança de comportamentos e que deve implicar os principais contextos com impacto no desenvolvimento dos jovens: família, escolas, a iniciar no nível pré-escolar e cuidados de saúde primários”.

 

Difícil, mas possível

“As crianças começam a expressar as suas ‘escolhas’ alimentares por volta dos 4 anos, como forma de controlo sobre o ambiente que os rodeia”. Assim lê-se no Guia Prático para Educadores, desenvolvido pela Direção Geral do Consumidor e Associação Portuguesa dos Nutricionistas. Logo, a solução está na implementação de medidas mais saudáveis em casa, na escola e nos meios por onde a criança cresce.

“É imprescindível que se promova um estilo de vida mais saudável e sustentável desde cedo, pois a saúde e a proteção do nosso planeta, sociedade e economia trabalha-se ao longo de toda a vida. A chave está em termos uma Dieta Mediterrânica, pois é dos modelos mais bem estudados e que nos mostra que é dos mais saudáveis e sustentáveis”, diz-nos Helena Real, secretária-geral da associação portuguesa de nutrição.

E se esta postura de dar o exemplo, fazendo do saudável o mais comum, é transcendente a outras áreas além da alimentação, façamos das boas rotinas de sono um bom hábito. Tornemos os momentos de atividade física mais frequentes do que os momentos passados em frente à televisão. Limitemos o tempo passado ao ecrã. Não é nas obrigações e proibições que estão a base para uma vida saudável, mas sim nas rotinas mais equilibradas. Só assim aprendemos a apreciar o lado mais saudável da vida – e há que começar o mais cedo possível.

 

13
Out21

Este sábado há um workshop de alimentação macrobiótica (e inclui almoço)

Niel Tomodachi

Na hora de aprender um pouco mais sobre alimentação, o melhor mesmo é a aposta incluir tudo: aprender, fazer e saborear.

A alimentação macrobiótica procura levar até à mesa não apenas alternativas saudáveis mas também toda uma abordagem enquanto estilo de vida.

A ideia passa por confecionar refeições com ingredientes naturais e sem produtos de origem animal, apostando na saúde mas procurando não perder nada do que se quer na cozinha: o lado prático e saboroso.

É este o objetivo de um workshop de macrobiótica que vai decorrer este sábado, 16 de outubro. Vai decorrer na Academia Auchan, dentro do hipermercado de Alfragide, entre as 11h e as 13 horas.

As inscrições estão à venda na Ticketline e custam 30€. O workshop será conduzido pela nutricionista Inês Silva e para quem quer aprender mais sobre macrobiótica ou descobrir o que esta alimentação lhe pode dar, é uma oportunidade perfeita. O workshop está dividido em três partes: um pouco de téorica, um lado mais prático e, no fim, de desgustação.

 

14
Set21

Esta mãe criou uma linha de pequenos-almoços e lanches saudáveis sem açúcar

Niel Tomodachi

Adoçante natural sem açúcar e calorias, granolas e misturas para panquecas são algumas das opções mais saudáveis do mercado.

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A procura por produtos verdadeiramente saudáveis, sem adição de açúcares e muitas calorias, tem vindo a crescer no mercado português, quer seja porque procuramos opções para nós próprios ou para os nossos filhos. Os cuidados com a saúde e alimentação estão a tornar-se numa prioridade para as novas gerações no seu quotidiano.

Fernanda Vasconcellos, uma mãe empreendedora, decidiu criar na sua cozinha os produtos ideais para os pequenos-almoços e lanches dos filhos. Desenvolveu produtos sem adição de açucares, como granolas, misturas para panquecas, adoçante natural e fibra prebiótica, tanto para os miúdos, como para os adultos. 

Todos estes produtos são da gama Nolita, um projeto que nasceu na cozinha de Fernanda, em 2019. “A certa altura da minha vida, tive um problema: queria opções para pequenos-almoços saudáveis (e saborosos), nomeadamente sem açúcar, e não encontrava uma resposta no mercado. Decidir ir à procura de soluções e agora quero partilhá-las”, refere Fernanda.

A ausência total de açucares nos seus produtos é um dos principais fatores diferenciadores destes produtos dos restantes no mercado. Fernanda desenvolveu um adoçante natural (Sweety), obtido através da fermentação do milho (zero açucares e zero calorias), que confere o sabor adocicado aos seus produtos que fazem tanto sucesso junto dos mais pequenos. Este adoçante é o mais saudável do mercado e está à venda por 2,49€ (100 gramas) ou 9,99€ (500 gramas).

Os outros produtos desenvolvidos pela empreendedora foram as granolas e as misturas para panquecas pensadas para pessoas de várias idades e verdadeiramente irresistíveis. As misturas para panquecas custam 0,99€ (70 gramas) e 4,49€ (420 gramas) e estão disponíveis nos sabores cacau, framboesa, amora e chia. Estas misturas são feitas com farinha de tremoço, o que lhes confere um elevado teor de proteína e fibra. 

 

Já as granolas, que foram o primeiro produto desenvolvido por Fernanda, estão disponíveis em quatro opções: Crunchy, Nutty, Berry e Sporty. A gama de granolas tem o preço de 1,79€ (70 gramas) e 6,99€ (420 gramas).

A Nolita é ainda indicada para quem segue dietas low carb, podendo comer a granola sporty e o adoçante Sweety, para quem tem preocupações com a diversidade microbiota intestinal, sendo que quatro produtos da marca têm propriedades prebióticas. Como nenhum produto tem adição de açúcar ou glúten, são também opções recomendadas para pessoas com diabetes e celíacos. 

Todos os produtos Nolita têm certificado biológico, são vegan, integrais e isentos de glúten.

 

06
Set21

A amora é a bomba nutricional (e saudável) de que precisa na sua vida

Niel Tomodachi

É rica em vitamina C e fibras, ajuda a controlar o apetite e é excelente para a pele. E já lhe dissemos que são deliciosas?

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Vinho de amora. É provavelmente a primeira vez que ouve falar de tal coisa e, se assim for, ninguém o vai censurar. A verdade é que ele existe e é produzido, por exemplo, na Guarda, onde um professor e agricultour aproveita o potencial dos frutos silvestres para criar algo inusitado. Original talvez em Portugal, porque os primeiro registos de vinho feito com este fruto data do século XVII.

Podemos, contudo, recuar ainda mais na história. A amora não tem propriamente uma origem definida. Os gregos e romanos usavam-na pelos seus poderes medicinais. Os nativo-americanos também. E, em boa verdade, o seu palpite estava certo.

É que além de deliciosas, as amoras são altamente nutritivas e oferecem uma série de benefícios. Mas comecemos pelo básico, a sua composição. Uma dose de 100 gramas de amoras contém, em média, 43 calorias, além de 35 por cento da dose diária recomendada de vitamina C, 32 de magnésio e 25 por cento de vitamina K1. Nem tudo se limita à tabela nutricional.

As amoras estão igualmente recheadas de antioxidantes como a antocianina, ácido elágico ou resveratrol, que ajudam a controlar os radicais livres que provocam o stress oxidativo — ligado a doenças como a arte ateroesclerose, Parkinson e Alzheimer. E no grupo dos frutos mais consumidos, só a romã se aproxima dos valores da amora.

“Os frutos vermelhos [e as amoras] têm vindo a ganhar cada vez mais importância numa dieta equilibrada, e o seu poder antioxidante já é reconhecido pela maioria das pessoas”, explicou à NiT a nutricionista Bruna Silva. 

Os vários estudo feitos ao poder da amora revelam que o seu consumo pode ajudar a proteger as células dos níveis elevados de açúcar e aumentar a sensibilidade à insulina. É esse facto que sublinha também a nutricionista Daniel Duarte, que revela que são frutas ricas em fibras e por isso têm “um papel muito importante para quem quer perder peso e, a longo prazo, gordura”. A fibra que nas amoras e nos frutos vermelhos em geral “mantêm a sensação de saciedade por períodos longos de tempo, o que evita picos de insulina”.

No grupo dos frutos vermelhos e no que toca à quantidade de fibra por 100 gramas, por exemplo, as amoras perdem apenas para as framboesas, mas destacam-se distintamente dos morangos e dos mirtilos.

Outro dos efeitos estudados das amoras é o anti-inflamatório, que ajuda o nosso sistema a tratar infeções e a curar as lesões, sobretudo provocadas pelo stress e pela má alimentação — e que promovem problemas como diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

É uma lista interminável, mas caso sofra de colesterol elevado, pode e deve acrescentar amoras à sua alimentação diária. Um estudo de 2010 demonstrou que consumir uma bebida com amoras durante oito semanas provocou uma queda de 11 por cento no colesterol mau. 

Lembra-se do ácido elágico de que falámos anteriormente? Pois bem, o seu poder antioxidante traz também benefícios à pele, nomeadamente com as suas propriedades de anti-envelhecimento. É um argumento que sai reforçado de um estudo que concluiu que ele é capaz de bloquear a produção de enzimas que destroem o colagénio em pele danificada pelo sol. E quanto mais colagénio mantiver intacto, mais elástica e jovem será a sua pele.

Caso não tenha ainda razões suficientes para ir a correr comprar um balde cheio de amoras, basta dizer-lhe que são amigas de qualquer dieta, seja uma low carb, cetogénica ou simplesmente apta a perder peso. Podem ser comidas em sobremesas, como snack, em compota, como bem entender. E são sempre deliciosas.

E quanto ao vinho? Bem, esse talvez não tenha tantas propriedades benéficas, mas pode sempre optar pelo chá de amora que, como a NiT já revelou, tem tem um efeito antisséptico, laxante, digestivo e calmante.

“A fruta é rica em vitaminas A, B e C, contém potássio, cálcio em grandes quantidades, magnésio, zinco, fibras e ferro. É ainda muito usada para combater problemas de garganta e prisão de ventre, excesso de ácido no corpo e melhora o funcionamento dos rins e do fígado.”, diz à NiT a nutricionista Sónia Marcelo, autora do blogue “Dicas de Uma Dietista” e do livro “Guerra ao Açúcar“.

 

20
Ago21

O programa alimentar criado pela nutricionista que diz para não se fazer dieta

Niel Tomodachi

Mais aprendizagem, menos restrições, com um acompanhamento diário de Sónia Marcelo, em consultas e pelo WhatsApp.

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Dietas. A palavra em si tem já tanta história que é coisa para nos assustar. Mas não é preciso olhar para a palavra com temor. Na verdade, mais importante do que não comer, é saber o que comer, porquê e com que objetivos. Não é por acaso que a própria nutricionista Sónia Marcelo não é fã deste conceito de dietas.

É esta abordagem que Sónia Marcelo pretende dar ao programa “Leve e Plena”, um programa completo de acompanhamento nutricional que será feito de forma diária, incluindo através do WhatsApp.

Em consulta define-se um plano de ação com objetivos, estratégias para as dificuldades que cada pessoa sente, e um plano alimentar, “com alimentos reais, saborosos e saciantes”, explica a nutricionista.

Há também dicas e estratégias pensadas para o dia a dia e para aqueles momentos que mais facilmente podem desviar-nos do rumo, como festas, eventos e convívios sociais. A ideia é ter também um plano que se adapta à pessoa e é capaz de se adaptar às diferentes circunstâncias, através do tal acompanhamento próximo.

Este programa conta também com uma parte dedicada a exercícios de coaching e orientações para a pessoa não se perder nas informações nos rótulos (sabendo assim o que está de facto a escolher. Há ainda um total de 10 sessões individuais com a pessoa. A ideia passa por um plano abrangente, que promete, entre este fim de verão e antes do próximo Natal, permitir a quem tem lutado contra o peso perceber como pode mudar, sem sacrifícios desnecessários ou dietas iô-iô.

O programa completo tem o valor de 975€. As inscrições e mais informações podem ser feitas através da página “Dicas de uma Dietista”. Pode também seguir Sónia Marcelo nas redes sociais.

 

19
Ago21

Quer controlar o peso? Isto é o que precisa de saber antes de subir para a balança

Niel Tomodachi

Na hora de controlar o peso, a relação com a balança deve ser a mais natural, “sem peso na consciência”.

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É um degrau muito pequeno, quando se sobe a uma balança. E no entanto há alturas em que aquele simples passinho parece coisa gigante. Há ali um risco de ansiedade, uma antecipação de um número que parece ter capacidade de ditar como a pessoa se deve sentir com ela própria — e com a o seu corpo. Não tem de ser assim.

“A pesagem devia ser encarada como uma boa estratégia de gestão da saúde corporal — algo descontraído e rotineiro”, como destaca a nutricionista Ana Bravo. No seu mais recente livro, “Nutrição com Coração — Equilíbrio Interior para Uma Alimentação”, a nutricionista realça a forma como “muitos de nós somos reféns da balança, ficamos nervosos antes de subir e espreitar o resultado”.

Apesar de até termos consciência deste momento mais nervoso, há muita gente que não evita cair no erro: “fazemo-lo sem parar, muitas vezes no mesmo dia, o que acontece, sobretudo, quando a ânsia de perder peso é grande”.

Antes de olharmos para o tal número mais ou menos redondo, é importante uma pessoa saber pesar-se. “O valor que vemos numa balança convencional corresponde à soma de todos os componentes corporais, ou seja, ossos, músculos, órgãos, tecidos, gordura, líquidos, etc.”.

São muitas variáveis para que um simples número possa esclarecer tudo. “Rapidamente se compreende que, quando nos pesamos numa balança ‘simples’, não temos noção de qual (ou quais) destes componentes variou, sabemos apenas que o total é diferente”, explica Ana Bravo na mesma obra.

Ora, assumindo que as variações dos ossos, órgãos e tecidos “são raras e muito pequenas”, podemos concluir que a mudança está na parte muscular, adiposa (da gordura corporal) e de líquidos corporais. “As mudanças nos tecidos muscular e adiposo são relativamente lentas, mas poderão ser significativas. Mudanças rápidas são apenas as provocadas por alterações de líquidos e/ou toma de refeições”. Ou seja: uma ida à casa de banho, uma refeição algo diferente, e os resultados já podem mudar.

A forma de contrariar isto é tentar replicar da melhor maneira quanto possível as mesmas condições. A nutricionista dá algumas orientações: “sem roupa, sem sapatos, sem joalharia, de manhã, em jejum e depois de ir à casa de banho. Esta é a pesagem mais fidedigna”, sentencia.

Há, no entanto, outro princípio a ter em conta: deve pesar-se sempre na mesma balança — e verificando periodicamente se esta está calibrada. Como? “Coloque qualquer produto que tenha o peso escrito no rótulo e confirme se a balança pesa corretamente”, sugere Ana Bravo.

Acredite: é muito comum uma pessoa pesar-se frequentemente em balanças diferentes e ficar sem saber em que número confiar. E não, nestes casos não ajuda aplicar aquele princípio de “copo meio cheio ou vazio”.

Estes princípios de que falámos anteriormente aplicam-se a todas as pessoas mas no caso das mulheres pode haver mais variáveis a ter em conta, caso a pessoa esteja com o período ou na fase pré-menstruação. “O ideal é pesar-se uma vez por semana ou de quinze em quinze dias. Se o objetivo é testar a variação de gordura corporal, não se pese todos os dias, porque pode criar falsas expectativas ou mesmo causar frustração e desmotivação”, aconselha Ana Bravo.

Cuidado com o sítio onde guarda a balança
Para uma relação mais descontraída.
 

Algumas balanças mais modernas são úteis por nos darem mais avaliações para lá do tal número dos quilos. Mas não pense que automaticamente tornam a pesagem mais simples ou fácil. “As balanças de bioimpedância já permitem medir a percentagem de gordura corporal, bem como a quantidade de músculo. No entanto, atenção, porque estas medições exigem condições ainda mais apertadas para que o resultado seja válido, nomeadamente, ficar sem comer, beber e treinar umas horas antes”, salienta.

 

O mais importante

Na hora de controlar o peso, é verdade de La Palisse assumirmos que sabermos o tal valor dos quilinhos é importante. Mas a relação com a balança deve ser não só mais rotineira como descontraída. Afinal de contas, não é um fim em si mesmo.

Na verdade, o importante é mesmo como a pessoa está a progredir, como se sente física e psicologicamente. Daí que se sente que estava no bom caminho, não deve ser um número menos bom num dia a desviar a pessoa do trabalho já feito.

“Já agora, mais um conselho”, escreve Ana Bravo. “Se pretende perder peso, esforça-se e não vê resultados satisfatórios: experimente fazer um registo do seu peso à segunda e à sexta de manhã, em jejum. Será que ao fim-de-semana recupera o que perdeu durante a semana? Queremos eliminar tudo o que pode causar desmotivação, certo?”. Certo. Por isso já sabe: um número não é tudo.

Como reforça Ana Bravo, quando começa a tomar maior controlo e noção das suas escolhas alimentares, “deve confiar e deixar fluir, sem peso na consciência, com toda a confiança em si”. Afinal de contas, uma balança é uma ferramenta. Somos nós que a usamos. Não é ela que manda em nós.

Como realça a nutricionista Maria Gama, “é essencial que se queira perder peso por um estilo de vida mais saudável, pela saúde. Isso irá permitir que seja uma mudança a longo prazo e não apenas para os meses de praia, por exemplo.

 

28
Abr21

Depois dos cabazes, a The Equal Food cria um mercado com frutas e os legumes feios

Niel Tomodachi

O The Hood recebe a primeira edição da iniciativa já este sábado. Há muito para escolher e até serão feitas receitas saudáveis.

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Este fim de semana, o The Hood, no UBBO, vai receber um mercado de frutas e legumes fora do habitual. No sábado, 1 de maio, a partir das 11 horas, vão ali ser vendidos produtos feios, ou seja, que apesar do seu aspeto estão em perfeitas condições de consumo, mas que por vezes são excluídos dos normais meios de escoamento. A iniciativa foi criada pela The Equal Food, que já tinha um projeto de entrega de cabazes ao domicílio.

O evento deste sábado vai contar com a venda das várias frutas e legumes, mas também serão feitos smoothies e outras receitas saudáveis na hora, como haverá música com DJ durante todo o período do mercado, e uma área com a venda de brindes e sacos de pano.

O The Equal Food trouxe a hipótese de combater o desperdício alimentar, uma vez que na composição dos cabazes que começou por criar, mas também neste tipo de mercados, junta alimentos que são considerados imperfeitos para o mercado comum e seriam deitados fora.

É através do site que pode fazer a encomenda dos cabazes que têm disponíveis todas as semanas. O peso é mais ou menos sempre o mesmo, com cerca de nove quilos. Os pedidos são feitos semanalmente até aos domingos e as entregas realizadas na zona de Lisboa sempre às quintas-feiras.

Desde que o serviço foi criado, em 2020, que já entregaram mais de três mil cabazes e contribuíram para que 30 toneladas de alimentos não fossem desperdiçados. A recolha é feita junto de produtores locais, que desta forma conseguem escoar o que não vai para o mercado. Os principais motivos de imperfeição estão relacionados com o tamanho, a forma e a cor dos produtos.

As entregas são feitas todas as semanas.
 

Apesar de não se apresentarem como os mais bonitos, são sempre ingredientes que estão em condições de serem consumidos. Em relação ao preço, a marca garante uma redução de 40 por cento ao praticado no mercado.

O projeto começou apenas com um cabaz e neste momento já conta com duas opções. Há o Equally Delicious Padrão (25,56€) e o Básico (15,90€). O padrão consegue juntar entre 18 a 20 produtos diferentes, sendo que quatro são superalimentos. Já o básico é composto por 14 a 16 produtos. E tem a hipótese de juntar ovos e cogumelos.

As frutas e legumes são sempre da época. No site consegue ver o que lhe poderá ser entregue, uma vez que não existe escolha de artigos, só mesmo do tipo de cabaz. Nesta altura há cogumelos, morangos, framboesas, peras, kiwi, cenouras, couve-flor ou brócolos.

 

26
Abr21

5 erros que pode estar a cometer depois de treinar

Niel Tomodachi

Vai regularmente ao ginásio, quer queimar gordura e ir ganhando músculo? Isso é positivo! Mas, e o que come durante o dia? Será que não come em demasia só porque pensa que o pode fazer se for ao ginásio? Outra pergunta: o que come depois de treinar? Para ajudar nas respostas, a Men’s Health revela os erros que não deve cometer.

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Ataca o frigorífico depois de treinar

É possível que, depois de um treino intenso, acabe a pensar que pode comer o que quiser. Não faça isso. Um simples hambúrguer deita por terra todo o esforço que acaba de ter ao treinar.

Demora muito tempo até comer depois de sair do ginásio

O ideal é comer 30 minutos após o exercício, para manter o nível de açúcar no sangue equilibrado e evitar a fome. Se forem horas de uma refeição, escolha um pequeno-almoço, almoço ou jantar de 400 a 500 calorias; se for a meio de refeições, escolha um snack de 200 a 300 calorias com proteína e hidratos de carbono.

Só ingere bebidas desportivas

Se já treina a um ritmo intenso, as bebidas desportivas são benéficas para restabelecer a hidratação mais rapidamente, pois ajudam a devolver a energia sob a forma de açúcar e reabastecem o nível de eletrólitos. Mas, se é uma pessoa que treina moderadamente, ingira água, pois é a melhor opção para se hidratar.

Escolhe snacks com demasiado açúcar ou cafeína

É normal sentir-se exausto depois de um bom treino, mas evite comer um doce para recuperar a normalidade. É verdade que sentirá um pico de energia, mas isso irá dissipar-se rapidamente, fazendo com que acabe por querer repetir a dose.

Exagera nas proteínas

Deverá equilibrar a ingestão de proteína com a de hidratos de carbono complexos. Legumes, fruta e cereais integrais são uma fonte de energia que o seu sistema precisa enquanto a proteína faz o trabalho de reparar os músculos. E não tenha medo da gordura – pode manter a de qualidade.

(S)

12
Abr21

"Os novos mitos que comemos" de Pedro Carvalho

Um guia para se proteger dos influencers e das dietas da moda

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

A água alcalina cumpre tudo aquilo que promete? O jejum intermitente traz realmente benefícios? É possível ser vegan e ter uma alimentação equilibrada?

Se fica baralhado com a quantidade de informação nutricional contraditória e com a miríade de dietas milagrosas que abundam nas redes sociais, este livro é para si.
Com base em evidência científica, o nutricionista Pedro Carvalho desmistifica questões alimentares relacionadas com a saúde, o exercício e as dietas, para que possa defender-se das falácias e das meias-verdades que diariamente ouvimos sobre aquilo que comemos.
Com a ajuda de Os novos mitos que comemos ficará certamente mais bem preparado para fazer escolhas alimentares de forma informada sem se perder em dietas da moda.

 

Sobre o Autor:

Pedro Carvalho nasceu em Matosinhos, em 1987. É licenciado em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) e doutorado em Ciências do Consumo Alimentar e Nutrição.

Foi docente da FCNAUP até 2015 e é, desde 2016, professor auxiliar no Instituto Superior da Maia (ISMAI) e na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

Escreve desde 2011 para o Público, sendo responsável pelas colunas "Mitos que Comemos" e “Dicionário dos alimentos”. É autor das obras 50 Super Alimentos Portugueses (+10!), em coautoria com Vitor Hugo Teixeira, Os Mitos que Comemos e Comer, Crescer, Treinar, em coautoria com Maria Roriz.

Atualmente, é nutricionista clínico no CIM – Centro de Inovação Médica e na Clínica Privada de Guimarães, consultor nutricional da Sonae MC e nutricionista do voleibol feminino do Leixões Sport Club.

 

01
Abr21

"A Bússola da Alimentação" de Bas Kast

Os 12 princípios científicos para uma alimentação saudável e uma vida mais longa

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Um livro que nos elucida todas as dúvidas sobre alimentação saudável, com base nos estudos científicos realizados até ao momento.

Emagreça de forma eficaz, previna doenças e retarde o envelhecimento com a ajuda da ciência .

O que devo comer? É uma pergunta simples cuja resposta, atualmente, se tornou muito complexa. E se eu experimentasse a dieta paleo? Ou a dieta low carb? Ou a low fat? Ou, talvez, a dieta keto ou uma dieta sem glúten? Muito do que achamos ser uma alimentação saudável poderá estar, na verdade, a fazer-nos mal.

Bas Kast explica como sair deste caos provocado pela batalha das dietas, ao colocar de lado as tendências da moda e as ideologias muitas vezes contraditórias. E dá resposta às perguntas-chave: O que fazer para perder peso de forma duradoura? Poderemos evitar os típicos padecimentos da idade? É possível «rejuvenescermos» com a ingestão de determinados alimentos?

A Bússola da Alimentação é a síntese dos resultados de estudos científicos realizados nas últimas décadas sobre nutrição e envelhecimento, descrevendo as bases para uma alimentação que previne o aparecimento de doenças típicas da idade e mantém o corpo em forma durante mais tempo.

Não perca o rumo da sua saúde.
Saiba a resposta a todas as perguntas sobre alimentação.

 

Sobre o Autor:

Bas Kast é um jornalista e escritor alemão. Estudou Psicologia e Biologia nas universidades de Konstanz e de Bochum, na Alemanha, e ainda no MIT, nos EUA. Iniciou-se no jornalismo como freelancer no jornal Die Zeit e em várias revistas, tornando-se mais tarde editor e repórter no jornal Der Tagesspiegel.
Depois de receber o diagnóstico de um problema cardíaco, propôs-se mudar radicalmente a sua alimentação, a fim de se curar, e iniciou uma viagem de vários anos à descoberta da investigação científica mais recente em torno do envelhecimento e da alimentação. É autor de vários livros de divulgação científica, alguns deles já traduzidos em diversas línguas.

 

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