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Little Tomodachi (ともだち)

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29
Mar21

Militante pelos direitos dos homossexuais agredido no Uzbequistão

Niel Tomodachi

Um militante pelos direitos dos homossexuais no Uzbequistão foi violentamente agredido e hospitalizado com uma perna partida e ferimentos na cabeça, anunciou hoje a polícia deste país da Ásia Central.

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Segundo um comunicado dos responsáveis policiais, Miraziz Bozorov foi agredido na tarde de domingo perto da sua residência por desconhecidos, que se puseram em fuga.

O comunicado também descreve Bozorov, um militante muito crítico do conservadorismo e do Governo deste país de maioria muçulmana, como um provocador.

A agressão registou-se algumas horas após uma manifestação de protesto contra os homossexuais na capital Tachkent que reuniu várias dezenas de pessoas, com diversas detenções por "hooliganismo".

Esta manifestação foi convocada após um apelo de Bozorov à abolição da lei que proíbe relações sexuais entre homens, e quando o Uzbequistão, a par do Turquemenistão, continua a ser o único país da Ásia Central onde a homossexualidade é ainda criminalizada.

O Ministério do Interior uzbeque difundiu um vídeo que exibe vários manifestantes detidos a lamentarem as suas ações, mas o vídeo também critica Bozorov que, segundo a polícia, exibiu "um comportamento depravado e o desrespeito intencional pelas regras de comportamento em sociedade".

O embaixador do Reino Unido no Uzbequistão, Tim Torlot, denunciou a agressão a Bozorov, considerando-a "indesculpável".

O Presidente uzbeque, Shavkat Mirziyoyev, já declarou que a abolição da lei que criminaliza a homossexualidade não está na ordem do dia.

O seu antecessor, Islam Karimov, que dirigiu de forma autoritária o país durante 25 anos até à sua morte em 2016, qualificava a homossexualidade como uma forma "comum" das doenças mentais.

Apesar de ter emitido sinais de desanuviamento, através da aplicação de reformas políticas e económicas desde a sua chegada ao poder, Mirziyoyev manteve certos dispositivos autoritários do seu predecessor.

 

06
Nov20

A fotógrafa ativista que arrisca a vida para contar a história da comunidade LGBTQIA+

Niel Tomodachi

Zanele Muholi tem o seu trabalho atualmente em exibição no museu Tate Modern.

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Não é uma fotógrafa de moda tradicional. Aliás, se a tivéssemos de descrever numa só palavra, provavelmente teríamos de escolher “ativista”. Zanele Muholi tem 48 anos, é sul-africana e uma das vozes mais aclamadas tanto no mundo da fotografia, como dos direitos da comunidade LGBTQIA+.

Nasceu em Durban, em 1972, numa África do Sul mergulhada no apartheid. A mais nova de oito filhos, perdeu o pai ainda em bebé. A viúva e sua mãe Bester Muholi, empregada de limpeza, passou a acumular vários empregos para suportar a família.

Zanele Muholi, que se reconhece como sendo de género não-binário, apaixonou-se por fotografia ainda na adolescência. “Estava a passar por um período difícil e, quando comecei a fotografar, tudo melhorou. Descobri que a câmara era uma ferramenta através da qual eu podia falar sobre o que quer que estivesse a sentir”, explicou ao “The Guardian”.

Atualmente, é uma das mais aclamadas fotógrafas da sua geração, somando mais de duas dezenas de prémios na área. Em 2002, começou a documentar vítimas de crimes de ódio no seu país, criando a série “Only Half the Picture”, ou apenas metade da fotografia, numa tradução livre. “É-te dito que podes existir, mas ao mesmo tempo existe esta violência que é uma ameaça constante que te nega o direito de ser quem és, e quem queres ser”, afirma à mesma publicação.

É o caso de Lungile Dladla, uma sul-africana homossexual, cuja história é retratada na mais recente exposição de Muholi — atualmente patente no museu Tate Modern, em Inglaterra. Numa noite de fevereiro de 2010, Lungile Dladla e uma amiga foram brutalmente violadas por um homem armado, dizendo que as ia “livrar da sua homossexualidade”. Mais tarde, descobriram ter contraído HIV.

Este tipo de violações são comuns naquele país. Esse foi o mote para o trabalho “Faces and Phases” (“faces e fases”, em tradução livre) da fotógrafa. Nele, a “artista-ativista” retrata as histórias de vida de vários membros da comunidade LGBTQIA+, correndo ela própria sérios riscos.

“Não me atrevo a fotografar à noite, porque sei que à noite não é seguro para muitas pessoas. E não fotografo em festas, porque tenho de pensar em como vou para casa a seguir. Não é suposto ser assim, claro, mas é preciso ser-se muito cuidadoso quando se produz este tipo de trabalho.”

A proteção tem de se estender, obviamente, também aos fotografados: “É uma comunidade em que as pessoas estão a arriscar a sua vida. Por isso, quando lidamos com assuntos que são arriscados de mostrar, temos de ser o mais cuidadosos possível, porque é complexo, não queres provocar agressores enquanto estás a trabalhar, ou colocar pessoas em perigo pela forma como produzes o teu trabalho”.

Em 2012, Muholi virou a câmara para si e deu início a uma série de auto-retratos chamada “Somnyama Ngonyama”. Com recurso aos mais diversos materiais, estes retratos prestam tributo às mulheres africanas e ao próprio percurso. Muitos foram feitos em quartos de hotéis em Paris, Londres, e outras cidades europeias.

Até 7 de março de 2021, é possível assistir ao trabalho da fotógrafa no Tate Modern, em Londres. São mais de 260 imagens que espelham todo o seu percurso profissional. A entrada custa 13 libras (o equivalente a 14,40€). Se estiver a pensar numa escapadinha até Inglaterra, saiba que encontra voos a partir de 30€, ida e volta por pessoa, Lisboa-Londres.

 

01
Out20

"Nobel Alternativo" para ativistas do Irão e da Bielorrússia pela primeira vez

Niel Tomodachi

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Duas advogadas, do Irão e da Nicarágua, um advogado dos Estados Unidos e um ativista da Bielorrússia foram hoje distinguidos, em Estocolmo, com o "prémio Nobel Alternativo" que pretende "impulsionar mudanças sociais urgentes e duradouras".

A advogada iraniana Nastin Sotoudeh, a ativista das causas indígenas e ambientais nicaraguense Lottie Cunningham Wren, o advogado norte-americano dos direitos cívicos Bryan Stevenson e, por último, o ativista político bielorrusso Ales Bialiatski e o seu Centro dos Direitos Humanos Viasna foram os vencedores dos prémios 2020.

Esta é a primeira vez, em 41 edições, que o "Nobel Alternativo" escolheu ativistas do Irão e da Bielorrússia.

"As pessoas galardoadas com o Prémio Right Livelihood [modo de vida correto] 2020 estão unidas na luta pela igualdade, pela democracia, pela justiça e pela liberdade. Com os seus esforços para desafiar sistemas jurídicos injustos e regimes políticos ditatoriais estão a fortalecer os direitos humanos, a reforçar as sociedades civis e a denunciar os abusos institucionais", afirmou o diretor-executivo da Fundação Right Livelihood, Ole von Uxekull, em conferência de imprensa na Casa da Cultura de Estocolmo.

"As e os laureados deste ano sublinham as crescentes ameaças que sofre a democracia a nível mundial. Para quem apoia a democracia, este é o momento de nos levantarmos e de nos apoiarmos mutuamente", sublinhou.

Sotoudeh, de 57 anos, vai receber o prémio pelo "destemido ativismo ao assumir com enorme risco pessoal a promoção das liberdades políticas e dos direitos humanos no Irão", de acordo com um júri internacional.

A advogada do estado de direito e dos direitos de presos políticos, ativistas da oposição, mulheres e menores de idade frente ao regime repressivo do Irão, foi condenada, por "incitação à corrupção e à prostituição", em março de 2019, a 38 anos de prisão e 148 chicotadas.

Pelo "encorajador empenho na reforma do sistema judicial penal dos Estados Unidos" e por "promover a reconciliação racial à luz do trauma histórico", o júri premiou Bryan Stevenson.

Stevenson, de 60 anos, e a organização que fundou em 1989 "Equal Justice Initiative" (EJI, Iniciativa por uma justiça igualitária) defendem, há décadas, condenados à morte, lutam contra a aplicação de penas excessivas no sistema penal norte-americano, que afetam de forma desproporcionada pessoas de cor e pobres.

Para o júri internacional, Lottie Cunningham Wren recebe o prémio "pela incansável dedicação à proteção dos territórios e das comunidades indígenas perante a exploração e as pilhagens".

Advogada do grupo indígena Miskito, Wren, de 61 anos, tem ajudado na defesa dos direitos das mulheres indígenas, ao estabelecer programas para diminuir a violência de género e ao ajudar a criar espaços para mulheres nos organismos decisores.

A atribuição do prémio a Ales Bialiatski e ao centro Viasna deveu-se à "determinação na luta pela consecução da democracia e dos direitos humanos na Bielorrússia", indicou o júri.

Ativista dos direitos humanos há quase 30 anos, Bialiatski, de 58 anos, fundou em 1996 o centro Viasna, em Minsk, para apoiar presos políticos naquela que é frequentemente considerada, sob o regime do Presidente Alexander Lukashenko, "a última ditadura na Europa".

Na sequência das manifestações maciças, reprimidas pelas autoridades, contras as eleições presidenciais de agosto, em que Lukashenko conquistou um sexto mandato consecutivo, o centro Viasna desempenhou um papel fundamental na defesa da liberdade de reunião e dos direitos dos detidos por protestarem, indicou a fundação.

Além do prémio monetário, a Fundação oferece aos distinguidos apoio a longo prazo e ajuda a proteger aqueles cujas vidas e liberdade estejam em perigo.

Cada um dos premiados vai receber um milhão de coroas suecas (94 mil euros), destinadas a apoiar o trabalho nas respetivas áreas e não para uso pessoal.

Num processo de nomeação aberto a qualquer pessoa, o júri recebeu 182 nomeações provenientes de 71 países.

Criados em 1980, os "Nobel Alternativo", que "honram e apoiam homens e mulheres que oferecem respostas práticas e exemplares aos desafios mais urgentes e atuais", vão ser entregues virtualmente em 03 de dezembro.

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