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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

04
Jan22

"Vacina" é a Palavra do Ano 2021

Niel Tomodachi

A palavra "vacina" foi escolhida como a Palavra do Ano de 2021 por 15 mil portugueses, cerca de 45% dos votos, anunciou, esta terça-feira, a Porto Editora. Em segundo lugar, ficou a palavra "resiliência", com apenas 30% dos votos.

"Vacina" foi eleita a "Palavra do Ano" de 2021

Num ano marcado pela luta contra a pandemia de covid-19 e onde a vacinação do país foi o centro das atenções durante vários meses, "vacina" ganhou o título de "Palavra do Ano" de 2021, iniciativa promovida pela Porto Editora, desde 2009. 35 mil portugueses participaram na votação online e, desses, 15 mil elegeram a palavra vencedora

"Foram cerca de 35 mil os votos na "Palavra do Ano" de 2021, o que demonstra a importância desta iniciativa que reflete os principais acontecimentos e factos que marcaram o ano em Portugal", pode ler-se num comunicado do grupo editorial enviado às redações.

Em segundo lugar, e com uma distância significativa do primeiro, ficou a palavra "resiliência" a reunir apenas 30% dos votos. O terceiro lugar foi ocupado por "teletrabalho", com 9,2% dos votos.

Fora do pódio ficaram "bazuca", com 6,5% dos votos, seguida da "criptomoeda" (2,9%), "podcast" (1,9%), "orçamento" (1,4%), "mobilidade" (0,9%), "apagão" (0,7%) e, em último lugar, "moratória" (0,6%).

A palavra "vacina" sucede a "saudade", a palavra eleita pelos portugueses em 2020.

 

30
Dez21

É bom rever o ano que passou e traçar objetivos para o ano seguinte? Psicóloga responde

Niel Tomodachi

Estamos prestes a terminar mais um ano e, como sempre, após 365 dias, ambicionamos que o que vem seja melhor do que o que passou. Traçar objetivos é positivo, mas há que saber fazê-lo. Uma psicóloga explica porquê.

É bom rever o ano que passou e traçar objetivos para o ano seguinte? Psicóloga responde

2022 é o ano no qual, uma vez mais, colocamos todas as expectativas de que as coisas melhorem e que possamos, de uma vez por todas, regressar à normalidade. Sem contar com o desejo de que a pandemia acabe, e que este vírus desapareça, esta é a altura em que fazemos uma retrospetiva do que aconteceu nos últimos 365 dias: do que podíamos ter feito melhor e não fizemos, do que queríamos concretizar e não concretizámos.

Pensar nos objetivos que não cumprimos, e perceber o porquê, e traçar novos objetivos para o ano que vem é produtivo ou pode levar à frustração?

Catarina Graça, psicóloga na Clinica da Mente, explica que considera que é bastante produtivo e explica porquê. "Acho que na vida temos de ter sempre um propósito. Temos de ter sempre objetivos — e nem falo de grandes objetivos. Considero que manter uma rotina produtiva no nosso dia a dia também nos faz sentir mais confiantes e com a nossa autoestima mais em cima", defende.

De acordo com a psicóloga, não há nenhuma forma rápida que melhore a autoestima ou nos deixe motivados. "É com experiências. Propormo-nos a fazer as coisas, a atingir determinados objetivos e vermos que conseguimos atingi-los. Acho que isso é que nos recarrega e por esse motivo é que é tão importante olharmos para trás, fazermos um balanço das coisas que conseguimos fazer e até mesmo pensar sobre o que não conseguimos e percebermos o porquê", explica à MAGG.

"Ao desenharmos objetivos é importante percebermos se temos as ferramentas necessárias para os alcançar"

Muitas vezes, o problema está, segundo a especialista, em colocarmos as expectativas demasiado elevadas. "Ao desenharmos objetivos é importante percebermos se temos as ferramentas necessárias para os alcançar, porque se não vamo-nos desiludir e frustrar — e isso já traz sentimentos mais negativos."

23
Dez21

Barack Obama | Os Livros Preferidos de 2021

by Bertrand

Niel Tomodachi

obama.jpg

O antigo presidente norte-americano Barack Obama criou uma tradição, nas suas redes sociais, ainda no exercício de funções na Casa Branca, que continua a cumprir escrupulosamente: a partilha da lista dos seus livros, filmes e músicas preferidas do ano.

No atual contexto pandémico, com os sucessivos confinamentos, a arte, nas suas mais diversas formas, foi uma grande aliada durante estes tempos estranhos, de pouca ou nenhuma interação social. Na publicação nas redes sociais, na qual revela os seus livros preferidos de 2021, Obama afirma: “A arte sustenta e nutre sempre a alma. Mas, para mim, a música e a literatura pareceram-me especialmente urgentes durante este ano pandémico - uma forma de nos conectarmos, mesmo quando estávamos enclausurados.”

A lista é vasta, reúne autores de ficção e não-ficção, desde Jonathan Franzen a Elizabeth Kolbert, um leque de obras que, apesar de heterógeno, tem um denominador comum - um propósito claro de consciencialização sobre o mundo moderno. Partilhamos consigo os títulos preferidos de Obama, destacando os que já se encontram traduzidos para português. 

 


 

1.Klara e o Sol, Kazuo Ishiguro: O imaginário futurista é indissociável da figura dos robôs. Há uma série de conceções, nem sempre positivas, que criámos em torno das máquinas e das inteligências artificiais. Este livro dá a conhecer a outra face da moeda, que nos mostra o lado humano da tecnologia. Kazuo Ishiguro oferece um olhar diferente, uma história de amizade muito peculiar.


2.Uma Cidade Nas Nuvens, Anthony Doeer, autor do multipremiado sucesso de vendas Toda a Luz Que Não Podemos Ver, lançou este ano Uma Cidade Nas Nuvens, considerado pelo The New York Times Book Review  “Um dos dez melhores livros do ano”. Uma história sobre a força do livro e sobre a magia das bibliotecas, que é, simultaneamente, uma dedicatória aos bibliotecários, aqueles que no dia-a-dia cuidam dos livros, embalados pelo silêncio. Esta é uma obra de ficção que dialoga com as tensões do mundo contemporâneo.


3.Sob Um Céu Branco, Elizabeth Koer: Este novo livro de Elizabeth Kolbert, que resulta da continuação do trabalho desenvolvido em Sexta Extinção, compila vários estudos e investigações sobre a conservação ambiental e promove a reflexão sobre as intervenções excessivas do homem na natureza. O título é alusivo a uma iniciativa sugerida pela ciência para pôr fim ao aquecimento global, que consistia em lançar partículas de calcite para a estratosfera, tendo em vista tornar o céu branco.


4. Irmão de alma, David Diop : Vencedor do International Book Prizer de 2021Irmão de Alma é o mais recente sucesso do autor franco-senegalês, David Diop. O livro explora o processo de loucura de um soldado senegalês, ao serviço do exército francês, durante a Primeira Guerra Mundial. Uma história sobre a desumanização, a devastação da guerra, a inquietude e a ausência de fé.


5.  Encruzilhadas, Jonathan Franzen :  Este livro que inaugura uma triologia, da autoria de Jonathan Franzen, é uma extensa viagem pelos dramas familiares da família Hildebrandt. Um romance construído em torno das personagens e das suas frustrações, abordando desde os conflitos no casamento, às relações entre irmãos e à vontade comum dos personagens de cuidarem uns dos outros. Uma obra que explora a ideia de que não há famílias perfeitas.

 

20
Dez21

Prémio Direitos Humanos: Assembleia da República distingue Helpo com Medalha de Ouro

Niel Tomodachi

Prémio Direitos Humanos: Assembleia da República distingue Helpo com Medalha de Ouro

António Perez Metelo, presidente da direcção da Helpo, recebeu das mãos do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a medalha de ouro comemorativa do 50.º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no âmbito Cerimónia de Entrega do Prémio Direitos Humanos 2021.

Esta distinção reconhece o trabalho desenvolvido pela Helpo em todos os cenários em que desenvolve a sua intervenção, tendo Ferro Rodrigues destacado o trabalho levado a cabo "nos domínios assistencial, da ajuda humanitária, do desenvolvimento comunitário ou da educação para o desenvolvimento humano, de que a intervenção em Cabo Delgado e em Nampula, Moçambique, é exemplo paradigmático".

A Helpo e a Associação Portuguesa de Bioética foram as duas instituições distinguidas com esta medalha de ouro, tendo sido atribuído o Prémio Direitos Humanos 2021 à Associação dos Ex-Trabalhadores das Minas de Urânio.

Fizeram parte do júri deste prémio, presidido pelo deputado Luís Marques Guedes, os deputados Cláudia Santos (PS), Fernando Negrão (PSD), Beatriz Gomes Dias (Bloco de Esquerda), António Filipe (PCP), Telmo Correia (CDS-PP), Inês de Sousa Real (PAN) e André Ventura (Chega).
O Prémio Direitos Humanos tem já mais de duas décadas e foi criado quando António Almeida Santos assumiu a presidência do parlamento.

 

18
Dez21

Elétrico de Natal vai andar pelo Porto até 21 de dezembro

Niel Tomodachi

Para assinalar a quadra natalícia, a STCP e o Museu do Carro Eléctrico decoraram um elétrico a rigor, para servir de pano de fundo a fotografias de Natal.

Tirar uma fotografia com o Pai Natal e a sua ajudante Floco de Neve, abordo de um elétrico decorado a rigor para a quadra, é a proposta de uma campanha promocional desenvolvida pela STCP e o Museu do Carro Elétrico. De amanhã, 18, até dia 21 de dezembro, o Elétrico de Natal vai estacionar em quatro pontos da cidade, em diferentes horários (ver abaixo) para que as famílias possam fazer as suas sessões fotográficas natalícias.

O acesso ao veículo é gratuito, e o número de pessoas no seu interior vai estar limitado a 10. Para entrar no elétrico do Natal, para os maiores de 12 anos, será necessário apresentar Certificado de Vacinação ou teste negativo à Covid-19 válido (PCR realizado até 72 horas antes, Antigénio laboratorial realizado até 48 horas antes e Antigénio rápido realizado até 24 horas antes).

Horários:

Infante (das 11h às 12h15)
Próximo do Passeio Alegre, na Paragem Cantareira (das 13h15 às 15h15)
Em frente ao Museu do Carro Eléctrico (15h30 às 17h00)
Carmo (das 17h25 às 19H10)

 

15
Dez21

“Maior presépio vivo da Europa” está em Portugal e lembra as crianças desaparecidas

Niel Tomodachi

A edição de 2021 do Presépio Vivo de Priscos, em Braga, tem uma mensagem importante e apoia a inclusão da população prisional.

Foi cancelado em 2020, mas este ano acontece e traz uma mensagem especial. Já abriu ao público o “maior presépio vivo da Europa”, o Presépio Vivo de Priscos, em Braga.

A 15.ª edição do evento é dedicada às crianças desaparecidas e contou, no dia da inauguração, este domingo 12 de dezembro, com a presença de Filomena Teixeira, a mãe de Rui Pedro, jovem desaparecido de Lousada há mais de 20 anos. 

O presépio é construído pela comunidade de Priscos e por reclusos do estabelecimento prisional de Braga. No total, desde o início em 2006 que são mais de 600 figurantes em 90 cenários, num espaço de 30 mil metros quadrados.

Segundo o padre João Torres, há quinze anos que a Paróquia de São Tiago de Priscos, da Arquidiocese de Braga, organiza um Presépio ao Vivo com o “objetivo de proporcionar aos visitantes um encontro com o mistério do Natal”, explica à NiT.

Este ano, a edição tem um único e nobre objetivo: “Queremos lembrar todas as crianças desaparecidas no mundo, nomeadamente em Portugal.”

A mensagem é de encorajamento à população e também à comunicação social, para levar a “refletir sobre todas as crianças que foram dadas como desaparecidas”, bem como “espalhar uma mensagem de esperança e solidariedade”, nota o pároco à “BragaTV”.

“Em Portugal desaparecem diariamente em média duas crianças ou jovens até aos 18 anos. A maioria é recuperada mas, infelizmente, não são todos. Basta lembrar: o Rui Pedro, a pequena Olívia, o Hélder, a Madeleine, e tantas outras crianças das quais tragicamente só sabemos o seu início, mas fatalmente não sabemos do seu paradeiro.”

Esta não é a única singularidade do presépio vivo de Priscos. Além de promover “a dignificação e humanização dos reclusos visando a reinserção social” ao trabalhar com detidos, inclui também uma participação muçulmana, que não é sequer novidade desta edição.

O presépio pode ser visitado ainda em dezembro nos dias 19 e 26 de dezembro, entre as 15 e as 18h30. Já em janeiro, realiza-se nos dias 2, 8 e 9, no mesmo horário, à exceção de dia 8, com horário excecional das 20 às 22h30.

As visitas só podem ser feitas mediante reserva e estão limitadas aos lugares disponíveis. As crianças até aos 16 anos não pagam; já o bilhete de adultos terá um custo de cinco euros, sendo que todo o valor reverte para causas solidárias.

 

10
Dez21

Visitas gratuitas ao presépio mais antigo do Porto

Niel Tomodachi

Aquele que é considerado o presépio mais antigo do Porto pode ser visitado, gratuitamente, na Igreja de São José das Taipas, perto do Jardim da Cordoaria. Trata-se de uma obra de arte, de estilo barroco, datada do século XVIII, cuja autoria está atribuída à escola de Machado de Castro.

No período do Advento aos Reis, o presépio, visitável durante todo o ano, numa zona museológica, ganha nova luz. Para facilitar o visionamento, as portas são mantidas abertas, todos os dias, das 11h às 12h30 e das 15h30 às 17h, até 6 de janeiro. Por marcação prévia, a Irmandade das Almas de S. José das Taipas aceita ainda visitas noutros horários. Quem ali entra costuma ser recebido pelo curador da igreja, João Pedro Cunha, que fornece algum contexto sobre aquela obra, cheia de detalhes e curiosidades.

Uma das particularidades do presépio é ter, entre as suas figuras, um quarto rei mago, que simboliza o continente americano (há 2000 anos, ainda por descobrir); este segue apeado, segurando um lama pelas rédeas, porque vai descer uma escarpa, explica João Pedro Cunha. Acresce que, no ponto mais alto do presépio, à esquerda, está representada uma família portuense típica do século XVIII, reunida à mesa, com uma cabaça de vinho e um prato com peixe, pois “a tradição do bacalhau é recente”.

(Fotografia: DR)

Outra obra a apreciar, naquela morada, por estes dias, é o presépio pintado por Kilos, artista urbano portuense. O painel, com seis metros, encontra-se no exterior da igreja – a única consagrada a S. José, de entre as 477 igrejas da diocese do Porto com direito canónico, realça João Pedro Cunha.

Paralelamente, ao abrigo de uma parceria com a Irmandade, a vizinha Escola Artística e Profissional Árvore tem patente uma exposição de presépios feitos por alunos, no âmbito do projeto “Presépios Virtudes 21”. Além de que, nas ruas, surgem presépios feitos por particulares. Basta prestar atenção.

 

09
Dez21

Noble e Fundação Ronald McDonald juntam-se pelas crianças de São João

Niel Tomodachi

A canção ‘It’s Christmas Everywhere’ conta com a participação dos Pequenos Cantores da Maia e de algumas das crianças que estão a ser apoiadas pela Casa Ronald McDonald do Porto.

Noble e Fundação Ronald McDonald juntam-se pelas crianças de São João

Com o Natal à porta, o cantor português Noble apresenta o tema ‘It’s Christmas Everywhere’, juntando-se à Fundação Infantil Ronald McDonald pela divulgação dos bonecos solidários ‘Pedro, Maria & Co’, que revertem para ajudar a equipar a Sala de Brincar Ronald McDonald na nova Ala Pediátrica do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto.

O vídeo da canção, que conta com a participação dos Pequenos Cantores da Maia e de algumas das crianças que apoiadas pela Casa Ronald McDonald do Porto, foi realizado por Gustavo Silva e Lucas Neves e estreou no passado sábado, dia 4 de dezembro.

"A ‘It’s Christmas Everywhere’ é uma música que celebra o bem, celebra o verdadeiro espírito de Natal: a união. E foi por isso mesmo que decidi escrever esta música e apoiar a Fundação Infantil Ronald McDonald, cuja missão é aproximar e cuidar das famílias com crianças em tratamento hospitalar. A associação desta música à Fundação Infantil Ronald McDonald começou no Natal do ano passado e este Natal tenho a honra de poder contar com a interpretação dos Pequeno Cantores da Maia. Vamos mais uma vez estar todos unidos no apoio à Fundação Infantil Ronald McDonald”, refere Noble.

A campanha conta ainda com a participação da designer de moda Inês Torcato e de Tiago Azevedo, na criação da t-shirt usada por Noble e por todos os participantes do vídeo.

 

07
Dez21

José Carlos Costa Barros conquista Prémio Leya 2021

Niel Tomodachi

José Carlos Costa Barros venceu o Prémio Leya 2021, por unanimidade do júri, com a obra "As Pessoas Invisíveis", anunciou hoje a organização.

José Carlos Costa Barros conquista Prémio Leya 2021

A edição deste ano concorreram 732 originais, dos quais foram selecionados 14 para apreciação do júri, presidido pelo escritor Manuel Alegre, que anunciou José Carlos Barros como vencedor.

"As Pessoas Invisíveis" é uma viagem por vários tempos da história recente de Portugal, desde a década de 40 do século XX, narrada a partir de uma personagem ambígua, Xavier, que age como se tivesse um dom ou como se precisasse de acreditar que tem um dom, revelou o júri.

"Dos anos 40 do século XX, com a ambição do ouro, a posição de Salazar face à guerra, a guerra colonial com todas as questões que hoje levanta, o nascimento e os primeiros anos da democracia. Em todas estas paisagens e em todos os tempos que o romance toca, a palavra é de quem não a costuma ter. Dramática, velada, fugaz, lapidar, tocada pelo sobrenatural".

Ainda segundo a descrição do júri, "os habitantes do mundo rural ou os negros das colónias são seres quase diáfanos que sublinham uma sensação de quase perdição que atravessa todo o livro e constitui um dos seus pontos mais magnéticos. Em 'As Pessoas Invisíveis', o leitor é convocado para preencher com a sua imaginação o não dito, os silêncios, o invisível".

Outro aspeto salientado na escolha desta obra foi o trabalho de linguagem, o domínio de uma "oralidade telúrica a contrastar com a riqueza de vocabulário e de referências histórico-sociais".

Esta não foi a primeira vez que José Carlos Barros concorreu ao Prémio Leya, já que em 2012 foi finalista com o romance "Um Amigo para o Inverno", editado no ano seguinte pela chancela Casa das Letras.

Autor de vasta obra poética, a sua estreia na prosa aconteceu com "O Prazer e o Tédio", romance que o cineasta André Graça Gomes adaptou ao grande ecrã, em 2012, sem financiamento e com atores amadores. A longa-metragem foi rodada em Boticas, onde o escritor nasceu, em 1963, e aborda a angústia do mundo rural.

Licenciado em Arquitetura Paisagista pela Universidade de Évora, José Carlos Barros vive em Vila Nova de Cacela, no Algarve.

Tem exercido atividade profissional no âmbito do ordenamento do território e da conservação da natureza, e foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa. Foi também técnico superior do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e da Direção Regional do Ambiente do Algarve.

Antigo deputado do PSD, José Carlos Barros foi vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e presidente da Assembleia Municipal da mesma cidade. É vereador, sem pelouro, naquela câmara.

Entre os vários livros de poesia que escreveu destacam-se "uma abstração inútil", "Todos os náufragos", "Teoria do esquecimento", "Pequenas depressões" (com Otília Monteiro Fernandes) e "As leis do povoamento" (editado também em castelhano).

Com "Sete epígonos de Tebas" venceu o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009.

Os seus livros de poesia mais recentes são "O uso dos venenos", "A educação das crianças", "Estação - Os poemas do DN Jovem", e "Penélope escreve a Ulisses".

Antes de anunciar o vencedor, Manuel Alegre fez saber que no início da reunião, Lourenço do Rosário - um dos membros do júri, professor de Letras e ex-reitor da Universidade Politécnica de Maputo - fez uma declaração de protesto contra as medidas da União Europeia, de proibição dos voos para Moçambique e outros países da África Austral.

"Os membros do júri associaram-se a esta tomada de posição", afirmou o presidente.

Além de Manuel Alegre e de Lourenço do Rosário, fizeram também parte do júri da edição deste ano a poetisa angolana Ana Paula Tavares, a jornalista portuguesa Isabel Lucas, o professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, o escritor Nuno Júdice e o editor, jornalista e tradutor brasileiro Paulo Werneck.

O Prémio LeYa tem um valor de 50 mil euros e é o maior prémio literário para romances inéditos de todo o mundo de língua portuguesa.

Atribuído por prova cega, a autoria dos romances é desconhecida ao longo de todo o processo de leitura e avaliação: "A autoria do romance vencedor, selada em sobrescrito, apenas é conhecida depois de tomada a decisão do júri", explica o grupo editorial.

Em 2010, 2016 e em 2019 o júri não atribuiu o galardão, j

ustificando "falta de qualidade" das obras candidatas. No ano passado, o prémio foi suspenso por causa da pandemia.

O último vencedor, em 2018, tinha sido o escritor brasileiro Itamar Vieira Junior, com "Torto Arado", romance que posteriormente viria a ganhar também os prémios Jabuti e Oceanos.

Os anteriores vencedores foram João Pinto Coelho, António Tavares, Afonso Reis Cabral, Gabriela Ruivo Trindade, Nuno Camarneiro, João Ricardo Pedro, João Paulo Borges Coelho e Murilo Carvalho.

 

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