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Little Tomodachi (ともだち)

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28
Jul21

Prémio Booker revela 13 nomeados para edição de 2021

Niel Tomodachi

A lista dos 13 livros nomeados para o prémio Booker inclui obras de Kazuo Ishiguro, Rachel Cusk, Patricia Lockwood e Anuk Arudpragasam, anunciou hoje o galardão que distingue o melhor livro de ficção publicado em inglês no Reino Unido.

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Dos 13 autores nomeados para a chamada "lista longa" do Booker deste ano cinco já tinham integrado listas em edições anteriores: Damon Galgut, que este ano entra na lista com "The Promise", o Nobel da Literatura Kazuo Ishiguro, que concorre com "Klara e o Sol" (já editado em Portugal pela Gradiva) e venceu a edição de 1989 com "Os Despojos do Dia", Mary Lawson, que apresenta "A Town Called Solace", Richard Powers, que assinou "Bewilderment", e Sunjeev Sahota, autor de "China Room".

Para além dos cinco nomes que já antes tinham sido reconhecidos pelo Booker, encontram-se nomeados Anuk Arudpragasam, com "A Passage North", Rachel Cusk, por "Second Place", Nathan Harris, com "The Sweetness of Water", Karen Jennings, pelo livro "An Island", Patricia Lockwood, por "No One is Talking About This", Nadifa Mohamed, com "The Fortune Men", Maggie Shipstead, com "Great Circle", e Francis Spufford, por "Light Perpetual".

O júri da edição deste ano do Booker foi presidido pela historiadora Maya Jasanoff e composto também pela escritora e editora Horatia Harrod, pela atriz Natascha McElhone, pelo escritor Chigozie Obioma e pelo antigo arcebispo da Cantuária Rowan Willians.

Em comunicado, Jasanoff afirmou que "uma coisa que une estes livros é o seu poder para absorver o leitor numa história pouco habitual e fazê-lo com uma voz distintiva".

A organização realça que os livros de Nathan Harris e Patricia Lockwood são as estreias dos autores no romance.

Vários dos autores agora nomeados têm livros publicados em Portugal, de Rachel Cusk a Richard Powers, passando por Maggie Shipstead, Damon Galgut e Kazuo Ishiguro, mas o único título da lista já disponível no mercado nacional é o do vencedor do Nobel da Literatura de 2017.

A lista de 13 obras foi escolhida a partir de 158 livros publicados no Reino Unido ou na Irlanda entre outubro do ano passado e setembro deste ano, estando o anúncio dos finalistas marcado para 14 de setembro.

O livro vencedor do prémio no valor de 50 mil libras (58,6 mil euros) vai ser revelado numa cerimónia que vai decorrer em Londres, no dia 03 de novembro.

 

07
Jul21

Oitenta pessoas transexuais foram assassinadas no Brasil no primeiro semestre

Niel Tomodachi

Oitenta pessoas transexuais foram assassinadas no Brasil, no primeiro semestre deste ano, divulgou esta quarta-feira a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

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Ao todo, a Antra registou a morte de 89 transexuais de janeiro a junho no país, dado que inclui nove suicídios.

Aconteceram ainda 33 tentativas de homicídio e 27 violações de direitos humanos.

No primeiro semestre do ano, a associação registou o assassínio de 78 travestis e mulheres transexuais e 2 transexuais masculinos.

A média de assassínios desta população no primeiro semestre no levantamento que engloba dados de 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021, é de 84 casos, com cerca de 14 casos por mês.

"Em 2021 tivemos, até ao momento, uma média de 13,3 casos por mês, o que chama atenção pela proximidade com a média móvel e exige atenção durante o decorrer do ano", destacou a Antra.

A organização frisou, porém, que esta redução não significa que a situação em todos os meses seja de declínio constante.

"Em maio e junho observamos números de até 5 pontos acima da média, e com relação aos estados, seguimos a mesma lógica: São Paulo, Ceará e Bahia, Minas gerais e Rio de Janeiro e Paraná, são os estados com o maior número de casos, e temos observado com muita atenção uma onda de ataques transfóbicos em Pernambuco durante o mês de junho", informou o relatório.

Além disso, a Antra informou que denúncias sobre casos de violências contra pessoas transexuais têm-se intensificado no Brasil com uma maior veiculação de notícias nos mais diversos meios de comunicação social.

Outro dado relevante diz respeito a crimes cometidos contra vítimas cada vez mais jovens.

Entre pessoas onde foi possível identificar a idade em 2021, apenas 12 (cerca de 15%) conseguiram ultrapassar a estimativa média de vida dos transexuais no Brasil, que é de 35 anos. As demais estavam na faixa de 13 a 35 anos.

"Já nos primeiros dias do ano, deparámo-nos com o assassínio brutal de uma adolescente transexual de 13 anos, no interior do Ceará -- tornando-se a mais jovem vítima do 'transfeminicídio' do país. E chama a atenção que o seu algoz também era um menor de idade. E ao longo do semestre vimos repetir em forma e intensidade, a crueldade com que esses casos têm acontecido", destacou o relatório da Antra.

A organização informou ainda que a maioria das vítimas expressava publicamente o género feminino, sendo travestis e mulheres transexuais, e da raça negra.

 

03
Jul21

Centenas de pessoas participaram na Marcha do Orgulho Gay no Porto

Niel Tomodachi

Muitas centenas de pessoas, a grande maioria jovens, aglomeraram-se hoje na Praça da República, no Porto, para participarem na Marcha do Orgulho Gay, que este ano teve como tema "Orgulho na Nossa Rua".

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"Estamos a tentar que as regras sejam cumpridas, é difícil porque não podemos estar junto a cada pessoa e perguntar se fazem parte do mesmo agregado ou, pelo menos, do mesmo grupo de amigos, mas temos o papel de garantir que tudo ocorre em segurança", disse à Lusa um dos voluntários responsáveis por fazer cumprir as regras impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS) para contrariar o aumento de casos de covid-19 ocorrido nos últimos dias.

Francisca Ferreira, da comissão organizadora, garantiu que "as restrições impostas pela DGS estão a ser cumpridas por elementos da organização e voluntários".

"Uma vez que estamos em pandemia e o número de casos tem vindo a aumentar, foi decidido pela comissão organizadora ter pontos de desinfeção ao longo do percurso, encurtar a marcha e não realizar o tradicional arraial", disse, em declarações à Lusa.

Depois de concentrados durante cerca de uma hora na Praça da República, os participantes saíram, acompanhados pela PSP, em direção à Avenida dos Aliados para a leitura do manifesto e para fazer o ponto de situação do abaixo assinado que decorre até domingo para reivindicar a atribuição do nome da transexual Gisberta Salce Júnior, assassinada há 15 anos no Porto.

"Este ano temos focado muito na questão da rua, este é o acrónico que usamos para a iniciativa que lançamos para termos uma rua com o nome da Gisberta Salce Júnior, cuja morte trágica deu inicio à própria marcha. Este ano queremos relembrar isso, já que se assinalam os 15 anos desse crime", disse à Lusa Sofia Brito, também da comissão organizadora.

Segundo a ativista, o objetivo é "assinalar e tentar fazer alguma reparação histórica".

Neste momento, "temos mais de seis mil assinaturas do abaixo assinado que decorre até amanhã, dia em que se realiza o Porto Drag Festival", que este ano será em homenagem a Vítor Fernandes/Natacha Semmynova, recentemente falecido, um ativista e representante da comunidade LGBTQI+ do Porto.

O abaixo assinado será posteriormente entregue na Câmara do Porto para "demonstrar e fazer ouvir a voz e a vontade das pessoas que moram e vivem no Porto".

A marcha do Orgulho do Porto é organizada por uma comissão composta por representantes de coletivos, partidos políticos e associações que trabalham com a comunidade LGBTQI+.

O objetivo da marcha continua a ser reclamar direitos e denunciar situações, nomeadamente, de discriminação e de violência.

 

02
Jul21

Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto mantém-se apesar dos alertas das autoridades de saúde

Niel Tomodachi

A Marcha do Orgulho LGBTI+ vai manter-se, este sábado, no Porto, apesar de a Administração Regional de Saúde do Norte não aconselhar a realização do evento.

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A marcha com o lema "Orgulho na Minha Rua", de defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gays, transexuais, intersexuais e queer, acontece este sábado à tarde e começa na Praça da República, no Porto. O evento vai contar com medidas de segurança que, garante a organização, cumprem as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A autoridade de saúde pública adianta ao JN que, apesar de não ter emitido qualquer parecer, a Administração Regional de Saúde do Norte "já informou a organização do evento que desaconselha eventos/festas que promovam aglomeração de pessoas, tendo em conta a situação epidemiológica que nesta data se verifica na cidade do Porto e concelhos limítrofes".

 

Maria Francisca, da organização da Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto, diz que o evento "não é uma festa" mas uma manifestação, tendo a realização da mesma sido comunicada à autarquia do Porto e às autoridades policiais.

A porta-voz confirma terem recebido recomendações das autoridades de saúde, que vão ser colocadas em prática, como em qualquer manifestação em altura de pandemia.

"Estamos conscientes da fase pandémica em que estamos e, por isso, temos 80 voluntários ao longo da marcha a consciencializar as pessoas de que é preciso cumprir as regras", esclarece Maria Francisca.

Entre os cuidados da 16.ª edição da Marcha do Orgulho LGBTI+, no Porto, está a diminuição do tempo da intervenção dos coletivos e partidos políticos, para evitar aglomerações a ouvir os manifestos, e as faixas da marcha serão sempre levantadas pelas mesmas pessoas, de forma a não haver trocas.

A 19 de junho, a Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa cancelou a iniciativa no próprio dia após a DGS ter emitido um parecer desfavorável devido ao contexto epidemiológico. A organização criticou a resposta na "véspera" da marcha, apesar "das tentativas de contacto continuadas ao longo de dois meses".

 

29
Jun21

Ativistas LGBT na Geórgia denunciam ameaças antes de marcha na capital

Niel Tomodachi

Ativistas de direitos LGBT na Geórgia denunciaram hoje ameaças de grupos homofóbicos, antes de uma marcha anual marcada para a próxima semana na capital do país conservador do Cáucaso.

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"As minorias sexuais enfrentam assédio e discriminação todos os dias na Geórgia e as ameaças aumentaram antes da marcha de Tbilissi. Há apelos públicos à violência, mas a polícia não está a tomar medidas preventivas", afirmou o organizador Guiorgui Tabagari, à agência France-Presse.

A homossexualidade continua a ser estigmatizada na Geórgia, onde a Igreja ortodoxa é muito influente.

Na semana passada, o influente bispo Spiridon fez um apelo à "mobilização contra os sodomitas e os sem-vergonha", para "não permitir que esses pervertidos" -- como se lhes referiu -, organizem a marcha marcada para 05 de julho.

Em meados de junho, Levan Vassadzé, um empresário rico e líder de um pequeno partido pró-Rússia, lançou um ultimato ao governo, instando-o a cancelar a marcha para "evitar uma escalada do confronto".

Em 2019, Vassadzé disse ter criado grupos de homens armados com bastões para "perseguir homossexuais nas ruas".

Numa intervenção no Parlamento, o primeiro-ministro georgiano, Irakli Garibashvili, insistiu que a "liberdade de reunião é defendida na Geórgia para todos, independentemente da orientação sexual".

O líder do partido no poder Sonho Georgiano, Irakli Kobakhidzé, já tinha apelado aos organizadores da marcha LGBT para que "anulassem os seus planos".

Essa é a opinião partilhada pelo presidente da câmara municipal de Tbilissi, Kakhi Kaladzé, que hoje garantiu "não ser razoável" organizar o evento porque "há grupos de cada lado que se querem servir dele com más intenções".

Numa carta dirigida ao governo georgiano na segunda-feira, 28 membros do Parlamento Europeu deploraram as declarações de Kobakhidzé, pedindo às autoridades para garantirem a organização adequada da marcha em virtude da "liberdade de expressão e reunião".

Os críticos do governo georgiano acusam-no de dar consentimento tácito a grupos homofóbicos e nacionalistas, que tradicionalmente apoiam o partido no poder em eleições e protestos.

Em 2019, centenas de ativistas de extrema-direita queimaram bandeiras arco-íris em Tbilissi para protestar contra o lançamento de um filme sobre o tema da homossexualidade.

Seis anos antes, milhares de apoiantes da Igreja ortodoxa interromperam uma manifestação contra a homofobia.

Os ativistas LGBT tiveram então que se refugiar num autocarro da polícia para escapar à multidão, que os atacou na praça central de Tbilissi, atirando pedras e ameaçando-os de morte.

A Geórgia, antiga república soviética, descriminalizou a homossexualidade em 2000 e leis antidiscriminação foram aprovadas em 2006 e 2014.

 

22
Jun21

Feira do Livro do Porto com 124 pavilhões e 78 entidades participantes

Niel Tomodachi

A Feira do Livro do Porto, que regressa aos Jardins do Palácio de Cristal entre 27 de agosto e 12 de setembro, homenageia o escritor Júlio Dinis e conta nesta edição com 78 entidades participantes, distribuídas por 124 pavilhões.

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De acordo com informação hoje disponibilizada pela Câmara do Porto, na sua página na Internet, para a edição deste ano, apresentaram candidatura 82 entidades, das quais foram aprovadas 78 entre distribuidoras, editoras, livrarias, alfarrabistas, estruturas institucionais, ocupando 124 pavilhões, aos quais se junta mais um, que será para uso da autarquia.

Novamente sob coordenação do diretor artístico do Museu da Cidade, Nuno Faria, esta edição da Feira do Livro do Porto homenageia o escritor portuense Júlio Dinis, no ano em que se assinalam os 150 anos da morte do autor de "Os Fidalgos da Casa Mourisca".

Marcado para os seis fins de semana que antecedem a Feira do Livro, realiza-se pela primeira vez o ciclo de programação cultural "Warm Up", que "vai percorrer diversas sonoridades, do jazz aos blues, passando pelas músicas do mundo, a 'spoken word' e a música de dança, com muitos concertos marcados com músicos emergentes".

No primeiro fim de semana de "Warm Up", nos dias 16, 17 e 18 de julho, entre os espaços da Casa do Roseiral, Concha Acústica e do Lago dos Cavalinhos, no Palácio de Cristal, o destaque da organização vai para o concerto de apresentação do novo álbum de Rui Reininho, "20.000 Éguas Submarinas".

A 92.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, anunciada em abril pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, coincide com a do Porto, ao decorrer de 26 de agosto a 12 de setembro de 2021.

 

20
Jun21

Barquinhos de papel ao vento lembraram os refugiados que morrem no mar

Niel Tomodachi

Barcos de papel a vogar ao vento, presos por um fio, lembraram hoje a fragilidade dos milhares de refugiados que morreram a tentar atravessar o Mediterrâneo, e cujos nomes foram recordados numa iniciativa de apelo à ação hoje em Lisboa.

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Matias Penelo tem seis anos, um luminoso cabelo louro quase branco e um olhar carregado de curiosidade. De mão dada com a mãe, não teve vergonha de se aproximar dos ativistas que preparavam a iniciativa a propósito do Dia Mundial do Refugiado que decorreu esta tarde no Largo Camões, em Lisboa, para lhes perguntar o que se estava ali a passar.

"Como gosto de barquinhos de papel vim saber o que se passava e explicaram-me que é por causa dos refugiados que fugiram da guerra e que morreram afogados no mar", disse à Lusa, com a mesma desenvoltura e à vontade com que quis saber o que se passava e com que aceitou a oferta dos ativistas para contribuir para o momento, fazendo ele próprio um barquinho de papel.

Matias, que nunca tinha ouvido falar da história dos refugiados que morreram no mar, sentiu pena dessas pessoas, cujos nomes foram impressos numa longa lista de 12 folhas de papel de grande formato, que, enquanto não foram coladas ao chão, ondularam ao vento o nome, a origem e as circunstâncias da morte de cada um daqueles que, entre janeiro de 2019 e 01 de junho deste ano, morreu no Mediterrâneo. Mas não só.

"Nesta lista está também o nome de Ihor Homeniuk", disse à Lusa Sofia Grilo, do coletivo Humans Before Borders (HuBB), uma das organizações responsáveis pela iniciativa, recordando o caso do cidadão ucraniano que morreu no aeroporto de Lisboa à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

"As fronteiras não são só o Mediterrâneo, são também os centros de detenção. Existem mais barreiras para os refugiados do que o mar, até barreiras mentais. Nenhuma fronteira vale mais do que a vida humana", disse Sofia Grilo, que explicou que, mais do que sensibilização, a iniciativa é um apelo à ação na União Europeia.

Sofia Grilo defendeu que estas mortes não são um acidente, mas intencionais, provocadas por bloqueios ao resgate e às ações humanitárias, como aqueles que já colocaram no banco dos réus ativistas que tentaram salvar náufragos no Mediterrâneo.

"Exigimos a criação de rotas legais e seguras. Estas pessoas estão desesperadas e vão continuar a fugir dos seus países. Sem rotas seguras, as mortes são inevitáveis", disse.

"Estas mortes podiam ter sido prevenidas se estas vidas tivessem sido protegidas e reconhecidas como vidas humanas", disse ainda, acrescentando que quase 45 mil pessoas já morreram a tentar a travessia entre o norte de África e o sul da Europa, desde 1993, e que só este ano já morreram mais de 800.

Para estes ativistas, estas pessoas têm de ser mais do que números, a que se reage com indiferença.

"Isto para nós é indignante. É frio. É por isso que queremos lembrar os nomes e mostrar que não são números", explicou, enquanto ao seu lado os companheiros concluíam o longo corredor de folhas de papel, simbolicamente ladeado de coletes salva-vidas, a sublinhar os nomes do que não conseguiram chegar a um porto seguro.

Na lista há maioritariamente mortes por afogamento, mas há também homicídios, de refugiados abatidos a tiro por guardas fronteiriços, mortes acidentais em florestas, de pessoas a tentar entrar na Europa, contornando os controlos fronteiriços, e suicídios de menores que não aguentaram as condições nos abrigos.

Os nomes foram lidos ao microfone, diante de uma faixa onde se lia, em inglês, "Protejam as pessoas, não as fronteiras", enquanto balançavam ao vento os barquinhos de papel presos por um fio que os ativistas seguravam num semicírculo em torno da lista transformada em memorial.

O Dia Mundial do Refugiado assinala-se hoje.

Segundo um comunicado divulgado na sexta-feira pelas Nações Unidas, apesar da pandemia, o número de refugiados e deslocados internos no mundo continuou a crescer em 2020, atingindo um novo recorde de 82,4 milhões, o que significa que são mais do dobro do que os que existiam há uma década, quando o número era inferior a 40 milhões.

 

20
Jun21

Milhares saíram à rua para provar que "o arco-íris não ofende ninguém"

Niel Tomodachi

Milhares de pessoas participaram, este sábado, no "Desfile da Igualdade" realizado em Varsóvia, evento que não ocorreu em 2020 devido à pandemia de covid-19, com o objetivo de defender os direitos das minorias sexuais na Polónia.

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Organizado conjuntamente por diferentes entidades de defesa dos direitos das minorias, com o apoio do presidente da câmara de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, o desfile de manifestantes com as cores do arco-íris passou pelo centro da capital polaca, sob um sol intenso e ao som de músicas transmitidas de plataformas móveis

De acordo com jornalistas da AFP no local, cerca de 20 mil pessoas, a maioria jovens, participaram na marcha. Nem a polícia, nem a autarquia, comunicaram as estimativas sobre o número de participantes.

"O arco-íris não ofende ninguém" foi o slogan muito presente durante a manifestação.

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Segundo o líder do partido conservador nacionalista Lei e Justiça (PiS) no poder desde 2015, Jaroslaw Kaczynski, os homossexuais constituem uma ameaça para a família tradicional.

O presidente da Polónia, Andrzej Duda, equiparou a "ideologia LGBT" ao comunismo e, com o apoio do Governo, várias regiões ou municípios deste país considerados apegados aos valores católicos declararam-se livres dessa ideologia.

O Conselho da Europa classifica a Polónia na última posição da União Europeia em termos de direitos LGBTQ (lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e queer), estimando num relatório recente que os principais líderes políticos do país agravaram a situação nos últimos anos.

 

19
Jun21

Escritor Valter Hugo Mãe vence Grande Prémio de Romance e Novela da APE

Niel Tomodachi

O escritor Valter Hugo Mãe é o vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), pela obra "Contra mim", anunciou hoje a associação.

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Segundo o júri, "Contra mim", de Valter Hugo Mãe, é "merecedor" do Grande Prémio de Romance e Novela, "pela qualidade de construção narrativa, na cuidada arquitectura do texto, e pela expressividade poética da linguagem, na poderosa evocação de tempos e de lugares da infância".

"Esta escrita recria, sensível e ironicamente, o olhar comovido da criança, na descoberta do mundo e das palavras, e nesse gesto de resgate podemos ler a projecção de um autor a desenhar-se perante os seus leitores", prossegue o júri desta edição do prémio.

A escolha foi "por maioria" de um júri coordenado por José Manuel de Vasconcelos, e constituído por António Pedro Pita, Carlos Mendes de Sousa, Manuel Frias Martins, Maria de Lurdes Sampaio e Rita Patrício. "A Cidade Infecta", de Teresa Veiga recebeu um voto de António Pedro Pita.

A lista dos cinco finalistas era constituída pelos títulos "As Telefones", de Djaimilia Pereira de Almeida, "A Noite das Barricadas", de H.G. Cancela, "Felicidade", de João Tordo, "Cidade Infecta", de Teresa Veiga, e "Contra Mim", de Valter Hugo Mãe, escolhidos entre 61 obras apresentadas a concurso, como indicou a APE.

O Grande Prémio de Romance e Novela/2020, da Associação Portuguesa de Escritores, conta com o apoio da Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, e tem um valor pecuniário de 15.000 euros

O Grande Prémio de Romance e Novela da APE foi atribuído pela primeira vez em 1982, tendo sido distinguido o romance "Balada da Praia dos Cães", de José Cardoso Pires (1925-1998).

Agustina Bessa Luís, António Lobo Antunes, David Mourão Ferreira, Vergílio Ferreira, João de Melo, Paulo Castilho, Maria Gabriela Llansol, José Saramago, Helena Marques, Mário de Carvalho, Teolinda Gersão, Augusto Abelaira, Fernanda Botelho, Maria Velho da Costa, Lídia Jorge, Vasco Graça Moura estão entre os vencedores do prémio, a que se juntam, em edições mais recentes, autores como Rui Cardoso Martins, Gonçalo M. Tavares, Ana Teresa Pereira, Alexandra Lucas Coelho, Ana Margarida de Carvalho e Paulo Varela Gomes.

No ano passado a obra vencedora foi "Tríptico da Salvação", de Mário Cláudio, e, no ano anterior, "Um Bailarino na Batalha", de Hélia Correia.

 

17
Jun21

A nova coleção da New Balance celebra o orgulho LGBTI com as cores do arco-íris

Niel Tomodachi

Chama-se "Everybody's Welcome" e foi desenvolvida por Zoie Lam, artista visual de Hong Kong. Inclui peças de roupa e sapatilhas.

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Desde 1969 que junho está marcado nos calendários como o mês da celebração dos direitos da comunidade LGBTI. Hoje em dia, embora já tenha conquistado vários direitos, a comunidade continua a lutar por uma maior e melhor integração na sociedade.

É por isso que todos os anos se celebra o mês Pride, um movimento mundial que pretende sensibilizar para o tema e mudar a mentalidade das pessoas. A esta celebração juntam-se centenas de marcas que aproveitam a data para lançarem coleções especiais com designs irreverentes e cores do arco-íris — um símbolo LGBTI. Mais uma vez, a New Balance não foi exceção. 

A marca americana anunciou recentemente a sua nova coleção Pride 2021, com o mote “Everybody’s Welcome”, que significa, em português, “todos são bem-vindos”. A linha inclui peças de calçado e roupa mas também uma curta-metragem dedicada à história da Front Runners New York Pride Run. 

 

Inspirada pela comunidade LGBTI de todo o mundo, esta nova coleção foi pensada e desenhada por Zoie Lam, uma artista visual de Hong Kong. Tanto as sapatilhas como as peças de roupa têm designs originais de Zoie, “que são emblemas da felicidade e otimismo”. As suas personagens não têm género e exemplificam a cordialidade e a empatia. O objetivo é, precisamente, destacar a crença da New Balance de que “todos são bem-vindos”, não importa como se identificam.

Além de T-shirts com grafismos, um calção, um casaco e uma camisola de cavas, a coleção é composta pelas sapatilhas Fresh Foam Tempo, o clássico 5740 e ainda umas sandálias. As peças são um verdadeiro arco-íris, com cores irreverentes, padrões arrojados e ilustrações muito divertidas. Todas já estão à venda no site da marca americana.

A curta-metragem da coleção

A peça protagonista da coleção Pride 2021 da New Balance é a curta-metragem criada em conjunto com o Clube Front Runners New York, que conta a história dos 40 anos do Front Runners Pride Run. O filme é dirigido por Rose Bush, diretora de fotografia da curta-metragem “Colette”, vencedora de um Óscar.

O filme Front Runners Pride Run destaca a história de Urie Dvorozniak, um universitário desempregado de Nova Iorque que anseia por uma comunidade que o aceite e que abrace a sua identidade, sem quaisquer julgamentos. O filme ilustra bem a importância de sermos capazes de ultrapassar os nossos obstáculos e evidencia a importância de construir a nossa autoconfiança, independentemente da nossa diferença. 

Além disso, pelo terceiro ano consecutivo, a New Balance apoia a GLSEN, uma organização com sede nos Estados Unidos focada em defender as questões LGBTI+ e em criar ambientes escolares mais seguros para jovens e alunos LGBTI+ do ensino básico até ao secundário.

A New Balance comprometeu-se em doar cerca de 83 mil euros (100 mil dólares) ao longo de dois anos para apoiar diretamente o programa “Changing the Game” da GLSEN, que está a ser redesenhado e relançado para criar espaços seguros em vestiários. Além da doação, a New Balance usará a sua plataforma mundial para ajudar na missão da GLSEN e dar visibilidade aos seus vários projetos.

“Como uma marca global que enfatiza a importância da diversidade e inclusão, a New Balance tem o orgulho de celebrar a comunidade LGBTI+ em todo o mundo e facilitar a participação no atletismo. Defendemos a igualdade no acesso ao desporto para todos”, explica Jeff McAdams, VP de Global Marketing.

 

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