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Little Tomodachi (ともだち)

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Quotes: ("Sempre Estrangeira")

"Quando tudo cai, permanece, indomável, o amor" - Claudia Durastanti
Qua | 08.01.20

Sobras de comida em escolas transformadas em adubo

ともだち

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Quase 100 escolas do país vão, no próximo ano letivo, fazer compostagem dos resíduos orgânicos e as três que tiverem melhor desempenho serão premiadas ao fim de três anos. Sobras de comida e de cafetaria, em vez de irem para o lixo, passarão a ser transformadas em fertilizante.

Em causa está o projeto "Devolver à terra", uma iniciativa da Zero que tem como objetivo promover a prática de compostagem, aproveitando os resíduos orgânicos.

Durante o processo de inscrição, 200 instituições manifestaram vontade de aderir a este projeto, mas só 96 foram escolhidas por preencherem os requisitos: ter cozinha e cantina, servir uma média de 50 refeições diárias e ter horta ou espaço para o desenvolvimento de uma. O objetivo é o aproveitamento do fertilizante que resultará da compostagem no espaço da escola

Paulo Lucas, vogal da ZERO, explicou ao JN o objetivo desta iniciativa, com o apoio da SILVEX. "Já existia uma necessidade para sensibilizar as pessoas para a compostagem, de forma a desviar os resíduos dos aterros e minimizar a contaminação dos solos. Começamos pelas escolas porque são locais onde existe uma maior produção de resíduos orgânicos. A escola é a primeira a dar o exemplo: ao instruirmos as crianças, estamos a sensibilizar também a população. As crianças levam as ideias para casa". E garante que, apesar da dificuldade de quem habita em apartamentos fazer compostagem "há sempre a possibilidade dos bairros fazerem compostagem comunitária".

Procura surpreendeu

A adesão aos projetos foi grande e surpreendeu a associação. "Não estávamos à espera de tantas candidaturas. Não conseguimos selecionar as 100 escolas que pretendíamos porque nem todas preenchiam os requisitos necessários, mas gostámos de ver que existe interesse das escolas nesta temática", revela o vogal da Zero. A associação vai acompanhar as escolas, através de visitas anuais de uma técnica para ajudar em problemas que possam surgir e dar sugestões. Para além das visitas vão ainda fornecer materiais de apoio, desde o conhecimento necessário para a prática aos materiais para a construção do compostor, em madeira, com três compartimentos de 1.20 m cada um.

A maioria das escolas selecionadas são da região norte e centro do país com 38 e 31 escolas, respetivamente. Foram ainda escolhidas quatro escolas no Algarve, três no Alentejo e 20 na Área Metropolitana de Lisboa.

O projeto-piloto tem como lema "faça você mesmo". "Todo o trabalho vai ser realizado pela comunidade escolar, desde a montagem do compostor à aplicação do fertilizante na terra" explica a associação. "Ainda estamos a testar, mas gostávamos de continuar o projeto. Talvez nas empresas", afirma o vogal. "É um esforço nacional, temos de devolver à terra aquilo que tiramos dela", sublinha.

A iniciativa vai ter uma duração prevista de três anos e após realizados diversos testes ao composto, vão ser premiadas as três escolas com melhor desempenho no valor de 2500 euros.

 

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