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Little Tomodachi (ともだち)

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Sex | 22.05.20

Passadiços do Paiva vão reabrir — mas é obrigatório medir a temperatura

ともだち

A Melhor Atração Turística de Aventura do Mundo está de volta no dia 25 de maio, com novas regras de segurança.

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Os premiados Passadiços do Paiva reabrem ao público na próxima segunda-feira, 25 de maio. Segundo a Câmara de Arouca, aquela que já foi eleita por várias vezes como a Melhor Atração Turística de Aventura do Mundo nos World Travel Awards, regressa no entanto com medidas de segurança, tal como um limite de pessoas por circuito e a medição de temperatura.

Ainda esta semana, noticiou a imprensa local, vários empresários e operadores turísticos de Arouca se uniram num apelo para que os Passadiços reabrissem assim que possível, dada a sua importância para a economia e para o turismo da reunião.

O anúncio chega esta sexta-feira, bem como as medidas a implementar: fechado desde 12 de março por causa do novo coronavírus, o percurso de mais de oito quilómetros que segue pelas escarpas do Rio Paiva, muda a lotação diária dos habituais 2.000 visitantes para 600. Assim, explica a autarquia à agência Lusa, pretende-se garantir um maior distanciamento social entre os visitantes da estrutura, cujo horário prevê agora que a última entrada se verifique às 17 horas, uma hora mais cedo do que anteriormente.

O acesso ao local só se fará mediante compra prévia do bilhete no site ou na Loja Interativa de Turismo — os bilhetes já estão disponíveis. Ao chegar aos Passadiços, os visitantes terão de autorizar a medição da sua temperatura e de proceder à higienização das mãos, sendo aconselhados a que se façam “acompanhar de um doseador de álcool gel para higienização das mãos ao longo do percurso”.

Para diminuir o risco de contágio através de superfícies, num passeio que pode durar até várias horas consoante o ritmo de caminhada e a frequência de paragens, a autarquia aconselha ainda que se tente quando possível “evitar o apoio nos corrimões” existentes ao longo da estrutura.

A Câmara de Arouca pede ainda a que a estrutura não seja visitada por cidadãos que estejam “doentes, em contacto com pessoas diagnosticadas com Covid-19 ou que residam ou trabalhem em áreas onde a transmissão comunitária do vírus tenha estado ativa nos últimos 14 dias”.

Quanto à nova ponte do percurso, a 516 Arouca, que vai complementar os Passadiços do Paiva e está anunciada como a maior do mundo em formato suspenso, a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, disse à Lusa que se encontra “em fase final de construção e está a ser concluída a montagem dos tabuleiros”.

Os Passadiços do Paiva percorrem 8,7 quilómetros de um troço incrível, num passeio intocado e rodeado de natureza selvagem, na margem esquerda do Rio Paiva, numa zona conhecida como a Garganta do Paiva, concelho de Arouca, distrito de Aveiro.

Ali, encontra águas bravas, cristais de quartzo e várias espécies em extinção na Europa. Passa pelas praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Segue por pontes suspensas, pequenos lagos de água nas rochas, muitas sombras, a natureza no seu estado mais puro.

 

A partida é feita do Areinho – Espiunca, a partir de onde encontra, pela frente, quase nove quilómetros, sempre em frente. O percurso pedonal é feito em estruturas em madeira de pinho, que estão assentes em ferro implantado nas rochas.

O nível de dificuldade é considerado alto, devido sobretudo a acentuados desníveis: há zonas para subir e descer escadas, três troços de terra batida e a duração média é de cerca de 2h30 para cada lado.

Além da sua óbvia e incrível beleza natural, o percurso ainda passa por vários Geossítios: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31) e Falha de Espiunca (G32).

Inaugurado em junho de 2015, o caminho não tem tido uma história fácil: a 11 de agosto de 2016, um incêndio atingiu os Passadiços do Paiva, e destruiu 700 metros.

O acontecimento obrigou a encerrar metade do trajeto (de oito quilómetros passou para quatro) e, durante vários meses, os visitantes foram obrigados a ficar pelo caminho. Em setembro de 2015, noutro incêndio, já cerca de 600 metros haviam sido destruídos.

Mas o troço reabriu, os passadiços foram recuperados e têm sido sempre melhorados. Após o primeiro fogo, o projeto sofreu algumas alterações e foram criadas normas mais restritas para os visitantes deste Património Geológico da Humanidade, segundo a UNESCO. E para breve está prometida a nova ponte suspensa, com 460 metros. 

valor de entrada para os Passadiços do Paiva é de 2€ por pessoa. As crianças até aos dez anos não pagam. Os bilhetes já estão disponíveis.

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