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Little Tomodachi (ともだち)

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Dom | 22.03.20

Há uma nova app que junta voluntários para ajudar pessoas em risco

ともだち

A iniciativa Quero Ajudar pretende salvaguardar os grupos mais vulneráveis durante o surto de coronavírus.

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Durante os tempos de exceção que vivemos, causados pela pandemia do novo coronavírus, a entreajuda nas comunidades nunca foi tão importante. É precisamente por isso que, nos últimos dias, têm surgido várias iniciativas que juntam voluntários que queiram ajudar as pessoas mais vulneráveis e que não podem, por isso, sair de casa para comprar bens alimentares ou medicamentos.

A mais recente, lançada no sábado, 21 de março, chama-se Quero Ajudar. Foi criada em apenas três dias por um grupo de profissionais portugueses e brasileiros que se juntaram através do Programa E-Commerce Experience para fazer nascer uma app de apoio comunitário e interajuda.

Através da appqualquer pessoa pode pedir ajuda para a compra de alimentos ou medicação, apoio psicológico, transporte para deslocações necessárias, alojamento para os que estão longe de casa, auxílio a animais de estimação, entre outros. 

Depois, também qualquer pessoa se pode voluntariar para ajudar. Basta fazer um pedido à rede de voluntários e aguardar que este seja aceite. Há ainda uma funcionalidade de apoio aos profissionais de saúde portugueses cujo objetivo é doar uma refeição ou outro bem essencial — e deixar-lhes uma mensagem de apoio. 

Por agora, encontra alguns pedidos de ajuda que ainda não foram atendidos: um grupo de médicos do Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, precisa de materiais de proteção individual; há quem precise de ajuda para passear o cão em Lisboa; e, em Sintra, há quem precise de ajuda psicológica para lidar com o isolamento. 

Resumindo, de forma simples e intuitiva, a app permite que quem precisa de ajuda descreva exatamente o seu pedido, que é posteriormente transmitido à rede de voluntários e analisado. Se for aprovado, é estabelecida a ligação entre a pessoa que precisa de ajuda e um voluntário da rede, garantindo, ao longo de todo o processo, a confidencialidade dos dados pessoais.

“O momento é desafiante e não somos de virar costas a um bom desafio, e a melhor forma de o fazer é através da ação. Queremos encurtar a distância entre quem precisa de ajuda e quem pode ajudar”, explica Vanessa Caldas, fundadora do Programa E-Commerce Experience.

 

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