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Little Tomodachi (ともだち)

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04
Jun22

Alterações inesperadas no primeiro festival LGBT do País deixam comunidade revoltada

Niel Tomodachi

A organização fez um anúncio bastante vago no Instagram. Os comentários zangados e a comparação com o Fyre Festival foram imediatos.

O LGBT+ Music Festival está agendado para os dias 1, 2 e 3 de julho, mas vai sofrer alterações no seu formato. O anúncio foi feito pela organização na passada quarta-feira, 1 de maio, através de uma publicação nas redes sociais.

“Pedimos desculpa pelo silêncio e temos a certeza que estão curiosos para saberem mais atualizações do festival. Infelizmente, temos enfrentado um grande número de problemas internos que tornaram as coisas difíceis para a nossa equipa. Temos trabalhado bastante para ter a certeza de que o festival ainda acontecerá, mas devido às circunstâncias atuais decidimos que será feito num formato diferente. Pedimos desculpa por anunciarmos estas mudanças tão perto do evento, mas estamos a fazer tudo o que podemos para oferecer uma experiência maravilhosa a todos os participantes”, lê-se no texto.

Apesar de referirem que o evento decorrerá num formato diferente, não adiantaram mais pormenores, o que acabou por revoltar os participantes. “Basicamente fizeram um anúncio onde nada foi anunciado. Perfeito”, lê-se num comentário. Outros, comparam-no com o Fyre Festival, um evento que prometia ser o melhor festival de sempre, mas acabou por ser um gigantesco flop. Os artistas não compareceram, a comida não era a prometida, e as condições eram quase nulas. O caso tornou-se tão mediático que até resultou num documentário na Netflix.

Um festival inovador em Portugal

O LGBT+ Music Festival foi anunciado em janeiro. Pouco tempo depois, o evento foi confirmado no Porto, e deveria acontecer na Alfândega. Desde o início, prometia ser um festival histórico para a comunidade LGBTQIA+ portuguesa e europeia.

O projeto nasceu a partir de uma reunião entre Marco Azevedo e Pedro Abelha, com experiência na área dos festivais, e o diretor da associação Variações, Diogo Vieira da Silva, que promove o turismo e o comércio LGBTI em Portugal e organizou o evento Porto Pride.

“Num almoço informal onde discutimos várias questões surgiu a ideia, houve uma proposta em cima da mesa: e se fizermos um festival direcionado para este segmento? Faz sentido? Existe público? Esgrimimos argumentos e chegámos à conclusão de que seria algo interessante”, explicou à NiT Diogo Vieira da Silva.

A ideia era que o evento acontecesse em 2020, mas a pandemia de Covid-19 obrigou a que fosse adiado. Os organizadores reuniram-se novamente em outubro do ano passado e puseram mãos à obra. Segundo Diogo Vieira da Silva, vai ser “provavelmente” o maior evento LGBT+ de sempre em Portugal. Mais: “é, sem dúvida, dos maiores do mundo”. “Pelo menos ao nível do cartaz e da projeção que estamos a ter, vai ser um dos mais relevantes.”

Para definir o alinhamento, escolheram artistas LGBT+ ou músicos que simpatizam ativamente com a causa. Desde então que confirmaram nomes como Iggy Azalea, Bebe Rexha, Todrick Hall, Melanie C, Ludmilla, Peaches ou Bimini Bon Boulash. “É um conceito global que estamos a experimentar no Porto, mas que não vai só acontecer nesta cidade. Nós vamos fazer este festival noutras partes do mundo. Portugal é o mentor da ideia e isso deve deixar-nos orgulhosos”, revelou Diogo Vieira da Silva.

O futuro do evento é agora incerto, e garantem que em breve serão conhecidas as novas alterações. “Por favor estejam atentos às atualizações enquanto continuamos a trabalhar nos detalhes. Se tiver alguma pergunta ou preocupação, sinta-se à vontade para nos enviar uma mensagem ou um email para hello@lgbtmusicfestival.com. Iremos responder assim que possível. Mal podemos esperar para vos vermos num fim de semana de celebração no Porto”, conclui a publicação do Instagram.

 

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