Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

28
Abr21

Sustentabilidade: Estudo revela quem se preocupa mais com o planeta

Niel Tomodachi

sustentavel.jpg

O mundo está a arder e nem sempre apenas num sentido figurado. Mas não são apenas os fogos a nossa única preocupação. Os oceanos vão crescer, as terras diminuir e a comida escassear. Na iminência de uma extinção, só nos resta questionar: ‘Porque é que isto está a acontecer?’.

Ora, nós sabemos bem o porquê. E a culpa é dos que continuam a não acreditar nas questões climáticas e, por isso, recusam-se a gestos tão simples e tão potentes como usar um saco de pano reutilizável sempre que vão ao supermercado. Tem dúvidas? A ciência está cá para as tirar.

Um psicólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) questionou 960 participantes sobre o que consideram ser ações masculinas e ações femininas. Questões básicas de cuidado ambiental como a separação de resíduos e posterior reciclagem, assim como o uso de sacos reutilizáveis, foram vistas como ações femininas. E pior: muitos homens confessaram evitar este tipo de comportamentos por temerem que a sua masculinidade ficasse em causa.

Com este estudo, publicado em 2019, não é difícil perceber porque é que a luta ambiental não tem ainda uma figura masculina – e aqui temos de excluir o Leonardo DiCaprio porque ele sozinho não faz milagres. Além disso, nenhum dos heróis com os quais crescemos se mostrou minimamente preocupado com o ambiente.

Tanto o Batman como o James Bond combatem o mal, mas, no que toca ao planeta Terra, pouco ou nada fazem. Facilmente agora percebemos o quão egoístas nós homens temos sido. Bem, os homens preocupam-se com algumas coisas e da forma mais correta, mas, por algum motivo, o interesse masculino está ainda muito longe de ter a ecologia e a sustentabilidade como centro de todas as suas atenções. E isso é triste, porque os homens perdem, as mulheres perdem, todos perdemos.

Aquilo pelo que os homens se interessam fervorosamente (como o futebol, o melhor óleo para a barba ou o suplemento que mais cuida dos músculos) pode ter os dias contados se não passarem a cuidar do ambiente.

Resta acreditar que tudo isto vai mudar para melhor e o primeiro passo passa por assistir a alguns dos discursos de Greta Thunberg. Com apenas 17 anos, esta jovem diz e faz o que todos os adultos já deviam estar a dizer e a fazer há anos. Na verdade, faz bem mais do que qualquer um de nós, não é verdade? E que tal juntar-se a ela?

(S)

26
Mar21

Elefantes africanos sob ameaça de extinção

Niel Tomodachi

elephant-114543_1280.jpg

Os elefantes africanos encontram-se em risco crescente de extinção devido à caça ilegal de marfim e à perda do seu habitat, aponta o relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) divulgado na quinta-feira.

As últimas avaliações da organização sublinham uma redução de mais de 86% na população de elefantes africanos das florestas nas últimas três décadas e de uma queda de pelo menos 60% nos últimos 50 anos entre os elefantes da savana, de acordo com o documento.

O relatório estima a existência de 415 mil elefantes nas savanas e florestas africanas que foram previamente avaliados como uma única espécie na Lista Vermelha da IUCN e classificados como "vulneráveis". Contudo, a organização decidiu tratá-los de forma separada após evidência genética de que são espécies distintas.

Os elefantes africanos sofrem quedas acentuadas em número desde 2008 devido a um aumento significativo da caça furtiva para recolher marfim, que atingiu o pico em 2011, mas continua a ameaçar as populações. A conversão contínua de habitats, principalmente para agricultura e outros usos da terra, também representa uma ameaça significativa para o maior animal terrestre do mundo, adverte a avaliação.

"Oitenta a 90% do nosso marfim vai para a Nigéria e acaba por financiar o Boko Haram, por isso esta é mesmo uma guerra transfronteiriça contra o crime organizado e até contra o terrorismo", afirma Lee White, o ministro da Água e Florestas do Gabão.

No entanto, medidas de conservação das espécies foram tomadas. "Transformámos biólogos em guerreiros, transformámos pessoas que se juntaram para observar os elefantes e trabalhar na natureza, nos parques nacionais, em soldados que foram para a guerra para garantir a sobrevivência dos elefantes", adiantou o ministro.

Além disso, a República do Congo também implementou medidas e, tal com no Gabão, verificaram-se resultados positivos. Na Área de Conservação Transfronteiriça do Okavango-Zambeze, na África Austral, o número de elefantes da savana também se mostrou estável ou em crescimento, salienta a União Internacional para a Conservação da Natureza.

"Os elefantes africanos desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, nas economias e na nossa imaginação coletiva em todo o mundo", disse o diretor-geral da UICN, Bruno Oberle. "Precisamos de acabar urgentemente com a caça furtiva e garantir que habitat adequado suficiente para os elefantes da floresta e da savana seja conservado. Vários países africanos lideraram o caminho nos últimos anos, provando que podemos reverter o declínio dos elefantes, e devemos trabalhar juntos para garantir que o seu exemplo possa ser seguido", acrescentou.

A última avaliação da IUCN - a primeira de três atualizações anuais - avaliou 134.425 espécies de plantas, fungos e animais, dos quais mais de um quarto estão em perigo de extinção.

 

03
Fev21

Ar mais limpo devido à pandemia adicionou calor ao planeta

Niel Tomodachi

A Terra teve um pico de "febre" em 2020 por causa da redução de partículas, refere um novo estudo.

1560033a69021efe4ccf8e3e649c3460-754x394.jpg

Quando a pandemia começou, em 2020, no meio de todo o caos e drama sanitário e económico à escala planetária, parecia haver pelo menos uma boa notícia: a de que confinamento, imposto pelo controle dos contágios, teria baixado níveis de poluição em todo o mundo, transformado cidades outrora envoltas em smog num céu limpo e azul, trazendo espécies animais de volta a cidades e rios próximos.

No entanto, a verdade é que as temperaturas em zonas dos EUA, Rússia e China foram entre 0,3 e 0,37 graus Celsius mais altas durante um curto período de 2020, quando muitos países confinavam devido à pandemia e o ar estava mais limpo.

Segundo a Lusa, a citar um estudo publicado na terça-feira, 2 de fevereiro, na ‘Geophysical Research’. este pico de ‘febre’ na Terra observado em 2020 tem explicação, ironicamente ligada precisamente à baixa da poluição: terá sido causado pela diminuição de partículas de fuligem e de sulfato do escape dos carros e de carvão em chamas, que normalmente arrefecem de forma temporária a atmosfera, ao refletirem o calor do sol.

De uma forma geral, o planeta esteve cerca de 0,03 graus Celsius mais quente durante o ano passado porque a atmosfera tinha menos aerossóis de arrefecimento que, ao contrário do dióxido de carbono, é um tipo de poluição visível, refere o estudo citado também pela Associated Press.

“Limpar o ar pode aquecer o planeta porque a poluição (fuligem e sulfato) resulta num arrefecimento” que os cientistas do clima já conhecem há muito tempo, refere o principal responsável pelo estudo Andrew Gettelman, cientista atmosférico do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica. Os seus cálculos resultam da comparação do clima para 2020 com modelos de computador que simulam o que teria acontecido sem a redução de emissões provocada pelas medidas de confinamento impostas em muitos países do mundo.

Segundo Gettelman, este efeito de aquecimento temporário devido à redução de partículas foi mais forte do que o efeito da redução das emissões de dióxido de carbono, que retêm o calor. Tal deve-se, acrescenta, ao facto de o carbono permanecer na atmosfera por mais de um século enquanto os aerossóis permanecem no ar durante cerca de uma semana.

“O ar limpo aquece um pouco o planeta, mas mata muito menos pessoas do que a poluição do ar”, ressalvou no entanto Gettelman.

 

29
Jan21

Vais poder salvar o Planeta de forma divertida com esta app

Niel Tomodachi

app_dentro.jpg

Estamos de novo em confinamento geral, as aulas estão suspensas e é difícil encontrar ocupações, certo? Se bem que o tempo de ecrã deva ser idealmente limitado – e contrabalançado com atividades físicas e criativas – ajuda sempre nestas situações ter um jogo ou uma aplicação nova para explorar.

Esta é bem gira e educativa: chama-se World Rescue, é gratuita e adequada a várias idades, sendo no entanto recomendada para a partir dos 10 anos. Podes aprender muita coisa aqui e, no final, entender melhor este incrível Planeta em que vivemos – e as suas ameaças.

Em modo de jogo simples, vais explorar países, ajudar a criar planos para prevenir secas e poluição, desmatamentos e até pandemias! No fundo, muitas das ameaças globais que o mundo enfrenta. E podes ainda entender melhor a reciclagem, conhecer curiosidades divertidas e muito mais.

O jogo foi mesmo feito em colaboração com a UNESCO e está disponível para Android e iOS.

Para tirares todas as dúvidas, conheceres personagens, etc., há um site com toda a informação – em inglês, mas que permite traduzir se necessário – e que te pode ajudar.

 

16
Ago20

O "Portão para o Submundo" fica na Sibéria. E o aquecimento global está a abri-lo cada vez mais

Niel Tomodachi

Começou por ser um mero rasgão na superfície da Terra. Agora é uma cratera com 900 metros de largura e 100 de profundidade com fósseis com milhares de anos. Chamam-lhe Portão para o Submundo.

batagaika-scaled_770x433_acf_cropped.jpg

No meio da Sibéria, a 10 quilómetros da cidade russa de Batagay, uma enorme cratera rasga a superfície terrestre ao longo de um quilómetro e a uma profundidade que ultrapassa os 85 metros. Ao longo de 200 mil anos até aos anos 60, a cratera de Batagaika não passava de uma mera ravina. Mas a desflorestação e o aquecimento global transformaram aquela pequena cicatriz siberiana na maior cratera em pergelissolo do mundo.

Os russos e os cientistas que visitam o local há 60 anos chamam-lhe Portão para o Submundo. Desde que a floresta em torno da cratera desapareceu e as temperaturas globais começaram a aumentar, o degelo no solo tem rachado cada vez mais o Portão. Agora já vai nos 900 metros de largura e, de acordo com os estudos mais recentes, tem aumentado dez metros por ano desde 2006.

A cratera testemunha as condições desastrosas do aquecimento global. Verkhoyansk, a apenas 75 quilómetros dali, registou a temperatura mais alta alguma vez medida no Ártico: 38°C, no início do ano. À medida que derrete, liberta-se para a atmosfera o dióxido de carbono e o metano que resulta da decomposição do material orgânico, acelerando o efeito de estufa e contribuindo para as alterações climáticas.

Mas o Portão para o Submundo é também uma janela para o passado da Terra. Os cientistas já encontraram na cratera fósseis de animais como leões e lobos das cavernas, cavalos e bisontes extintos há milhares de anos. Para lá chegarem, no entanto, precisam de caminhar pelo que resta da floresta, sempre embalados pelos ameaçadores sons da terra a rachar debaixo dos seus pés cada vez mais fortes à medida que se aproximam da ravina.

O Portão para o Submundo é, portanto, “um sítio impressionante”, adjetiva Thomas Opel, paleoclimatólogo do Instituto Alfred Wegener: “Dá-nos uma janela para os tempos em que o pergelissolo estava estável e os tempos em que se estava a erodir”. É um local tão entusiasmante que, de acordo com a Science Magizine, há grupos de investigadores que incorporam as expedições anuais ao local na esperança de encontrar células vivas que possam ser clonadas.

27
Jul20

"Defender o Futuro - Manual para o cidadão consciente"

Niel Tomodachi

350x.jpg

Sobre o Livro:

O estilo de vida atual das sociedades ocidentais está a levar o planeta a um estado de rutura: quanto mais extraímos, produzimos e consumimos, mais frágil se torna e mais comprometido fica o nosso futuro - assim como o das próximas gerações. Todos temos direito a viver num planeta saudável e com um ambiente sadio, assim como o dever de o proteger e de lutar para que isso aconteça. Diminuir o consumo e tentar viver com o mínimo desperdício possível são duas das coisas que pode começar a fazer já hoje, mas será que bastam?

Ao longo das páginas deste livro vai ficar a conhecer os principais problemas de cariz ambiental da atualidade, e perceber que, para conseguirmos viver em comunhão com o planeta, precisamos de alterar de forma estrutural o nosso modo de estar na vida - mas não deixe que isso o assuste. Em Defender o Futuro - Manual para o Cidadão Consciente vai encontrar dicas simples e práticas que o irão ajudar a adotar novas mudanças e comportamentos rumo a um mundo mais sustentável, para que também possa ser um herói pelo planeta. Mas, mais que mostrar os problemas, é um livro que apresenta soluções e que o guia pelos caminhos a seguir. Afinal, está do seu lado dar o primeiro passo.

Aceita o desafio?

 

Sobre a Autora:

Leila Teixeira é licenciada em Comunicação e apaixonada pela área ambiental. Após cinco anos a trabalhar numa empresa de consultoria de gestão, decidiu que era hora de trazer o seu lado B para o primeiro plano da sua vida. É mentora do Âncora Verde, um projeto de educação e sensibilização ambiental, e cofundadora da Raízes Mag, uma revista online dedicada ao ambiente e à sustentabilidade, que se está a tornar num meio de comunicação de referência em Portugal.

Encontra-se a concluir uma pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação, pela Universidade de Évora, e a sua vida divide-se entre Portugal e Cabo Verde, onde se encontra envolvida em vários projetos de voluntariado ambiental.
O mote do seu trabalho é comunicar o ambiente de forma simples e para todos, de forma a promover mudanças de comportamento e um impacto positivo na sociedade e no planeta.
Academicamente, escolheu as letras para se formar. Agora, pinta-as de verde e dá-lhes uma nova aparência, para tentar fazer do nosso mundo um lugar melhor a cada dia que passa. Porque todos os pequenos passos contam, todas as pequenas vitórias.


«Proteger, preservar, educar e informar» são as suas palavras de ordem.

 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2021 Reading Challenge

2021 Reading Challenge
Nelson has read 1 book toward his goal of 25 books.
hide

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub