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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

29
Jun22

“Les Portugais”: o novo livro de BD que fala sobre a emigração

Niel Tomodachi

Há uma nova banda desenhada que incide sobre uma importante parte da história portuguesa e um marcante fenómeno, o da emigração. Escrito por um filho de emigrantes portugueses, nascido em França, o novo livro “Les Portugais” conta a odisseia de dois jovens emigrantes portugueses em França nos anos de 1970 e revela as dificuldades encontradas à sua chegada.

A história de amizade entre dois jovens, à procura de uma vida melhor, mostra um pouco do destino de milhares de portugueses que, nos anos 70, fugiram da ditadura de Salazar. Em vários países, mas em muitos casos em França, procuraram recomeçar as suas vidas…

O livro foi escrito por Olivier Afonso, nascido em 1975 em França, filho de pais portugueses, e que além de escritor é um dos mais reconhecidos criadores de efeitos especiais e maquilhagem no cinema francês há vinte anos. As ilustrações são de Aurélien Ottenwaelter, conhecido como Chico, um reputado artista dos estúdios de animação franceses.

A BD ainda só se encontra editada em francês, embora os autores já tenham expressado vontade em conseguir uma versão em língua portuguesa. Para quem já se sente confortável com o francês, sendo uma obra ilustrada a compreensão é acessível. A obra está à venda em várias livrarias online, como a da FNAC.

 

26
Jun22

Clássicos da Literatura regressam em banda desenhada

Niel Tomodachi

Segunda série inclui "Auto da Barca do Inferno" por autores portugueses.

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A coleção "Clássicos da Literatura em BD" está de regresso para uma segunda série, a partir de dia 28 deste mês. Com distribuição em bancas e nalgumas livrarias, este projeto da editora Levoir e da RTP anuncia mais 16 volumes.

"Vinte mil léguas submarinas", uma adaptação do romance de Jules Verne, assinada pelos italianos Fabrizio Lo Bianco e Francesco Lo Storto, abre a coleção que, mensalmente, irá igualmente propor versões aos quadradinhos de "Sandokan", de Emílio Salgari, "Madame Bovary", de Flaubert, "Quo Vadis", de Henryk Sienkiewicz, "Os Miseráveis", de Victor Hugo, "A Guerra dos Mundos", de H. G. Wells, "Guerra e Paz", de Tolstoi, ou "Os Desastres de Sofia", da Condessa de Ségur, sendo que nalguns casos as adaptações se estendem por dois livros.

O volume 30, que irá encerrar esta segunda vida da coleção, será uma adaptação do "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, por um duo de autores portugueses, cujos nomes ainda não foram divulgados.

Baseado numa coleção similar francófona, os "Clássicos da Literatura em BD" tiveram uma primeira série de 14 volumes, entre Setembro de 2020 e Novembro de 2021, entre os quais "Os Maias", adaptados pelo português José de Freitas e o ilustrador espanhol Canizales, e "Amor de Perdição", revisitado por João Miguel Lameiras e Miguel Jorge.

A coleção é composta por volumes de capa dura, com 56 páginas, que incluem a versão em banda desenhada do clássico da literatura e um dossier sobre a vida e a obra do autor original, numa perspetiva histórica, ao preço de 13,90 €.

Aproveitando esta segunda vida, a editora anunciou a reimpressão dos primeiros cinco títulos, já esgotados: "A volta ao mundo em 80 dias", de Júlio Verne, "Alice no País das maravilhas", de Lewis Carroll, "Odisseia", de Homero, "Tom Sawyer", de Mark Twain e "Oliver Twist", de Charles Dickens.

 

28
Fev22

Calvin & Hobbes: É Um Mundo Mágico, é reeditado!

Niel Tomodachi

Finalmente o relançamento há muito aguardado de um dos álbuns da genial criação de Bill Watterson que marcou e continua a marcar leitores de todas as idades. As tiras do irreverente e desconcertante Calvin e do seu inseparável tigre, cuja profundidade, acutilância e humor se renovam a cada leitura.

É um mundo mágico é o décimo quarto e último livro de Calvin & Hobbes. Foi lançado pela primeira vez em Outubro de 1996 e reúne as tiras publicadas de 20 de Março de 1995 a 31 de Dezembro de 1995, com excepção de algumas tiras de Abril que surgem no volume Há tesouros por toda a parte.

O livro inclui a última tira de Calvin e Hobbes que dá o titulo ao livro  e em que Calvin diz ao seu tigre-companheiro Hobbes – «É um mundo mágico, Hobbes, velho amigo… vamos explorar!».

  É Um Mundo Mágico de Bill Watterson

Calvin & Hobbes
É UM MUNDO MÁGICO
Bill Watterson
ISBN 978-972-662-547-6
PVP: €23,22

Bill Watterson nasceu em Washington DC em Julho de 1958 tendo mudado para Changrin Falls, em Ohio, aos seis anos de idade. Formou-se em Ciências Políticas no Kenyon College em 1980 tendo começado a trabalhar de seguida no Cincinnati Post como cartoonista . As tiras Calvin e Hobbes só foram publicadas pela primeira vez em Novembro de 1985. Bill Watterson aposentou-se em Novembro de 1995, dedicando-se desde então à pintura.

 

16
Fev22

O fabuloso mundo de Agatha Christie em BD

Niel Tomodachi

Agatha Christie foi uma escritora inglesa que ficou mundialmente conhecida pelas suas narrativas policiais. Nelas, há sempre um crime intrigante que nos desafia, para que tentemos reconstruir e deslindar o mistério, um detetive arrojado, inteligente e “fora da caixa”, que reúne os suspeitos antes do fim para apresentar a solução do homicídio, um ou vários assassinos de quem ninguém desconfia e um ambiente cheiinho de suspense.

Pois estas histórias têm agora uma adaptação para BD em português.

Trata-se de uma coleção que já tem oito volumes, da editora Arte de Autor, e que acompanha a edição original franco-belga, contando com diferentes autores em cada uma das adaptações, o que torna cada livro diferente dos outros.

Ora espreita o resumo ou sinopse de cada uma das BD para ver se ficas com vontade de entrar no mundo fabuloso da “Rainha do crime”:

 

Os Crimes do ABC

Há um crime? Não, são vários! Hercule Poirot, o maior detetive do mundo, parece baralhado com um homicida desconcertante, que o avisa antecipadamente e por charadas dos seus crimes e o desafia a apanhá-lo. É uma corrida desesperada contra o tempo e há só uma pista, um guia de transportes. Ah, e esses assassinatos sucedem-se por ordem alfabética.

 

Encontro com a morte 

Num hotel luxuoso de Jerusalém, há uma cliente temperamental que maltrata toda a gente. Um dia, aparece morta nas ruínas de Petra e todos parecem ter tido motivo para a matarem. Só o imbatível Poirot conseguirá deslindar toda a trama e identificar o verdadeiro culpado.

 

Mister Brown – Os Beresford (PNL)

Prudence Cowley (Tuppence) e Thomas Beresford (Tommy) são dois «velhos» amigos. Ambos são envolvidos num caso de espionagem, em que terão de lidar com um misterioso adversário, Mister Brown. Este anda disfarçado e pretende recuperar documentos comprometedores confiados a uma jovem sobrevivente de um naufrágio. Mr. Brown arquiteta um plano de agitação social no Reino Unido para tentar anular a descoberta desses perigosos documentos. Mas eis que Tuppence e Tommy entram em ação. Conseguirão eles evitar o pior?

 

Miss Marple – Um cadáver na biblioteca (PNL)

O cadáver estrangulado de uma mulher desconhecida é descoberto na biblioteca da residência do casal Bantry. A esposa pede então ajuda à sua velha amiga Jane Marple, uma senhora muito perspicaz e conscienciosa, que irá tentar descortinar a espantosa história que está por detrás desta morte.

 

No início, eram 10…

Publicado originalmente em português como Convite para a morte, é o romance mais conhecido e adaptado da Rainha do crime. Há oito pessoas que não se conhecem de lado nenhum e que são convidadas para uma casa numa ilha, onde vive um casal de empregados. Depois, surge uma estranha lengalenga que encadeia a morte sucessiva de dez soldados… Há chuva, vento, um ambiente pesado de cortar a respiração. Que mistérios esconde cada uma dessas personagens? Onde estão os donos da casa que convidaram toda aquela gente?

 

Crime no expresso do Oriente (PNL)

Tudo se passa numa viagem do famoso expresso do Oriente, em pleno inverno de 1934. A neve obriga à paragem do luxuoso comboio num lugar deserto, cerca da meia-noite. Quando amanhece, descobre-se um cadáver. Um importante americano morre com uma dúzia de punhaladas e a porta do seu compartimento está trancada por dentro. Como foi possível? Só que um dos passageiros é nosso Hércule Poirot, o qual conduzirá brilhantemente a investigação ao homicídio.

 

Morte no Nilo

A ação acontece num cruzeiro no Nilo, Egito. De repente, todos ficam em choque: é encontrado o cadáver de Linnet, uma bela mulher, cheia de estilo e rica, odiada e invejada por quase todos os passageiros. Contudo, embora as aparências apontem para um óbvio suspeito, todos os tripulantes parecem ter um qualquer motivo para a matar. É que naquele cenário exótico nada é exatamente o que parece… Hercule Poirot está lá e recorda-se de ter ouvido alguém dizer: “Receio perder a cabeça … ter vontade de a matar…”…

 

Hercule Poirot – Crime no Campo de Golfe

Este foi o último livro da coleção a dar às bancas e trata-se da segunda investigação de Poirot que testa até à exaustão as suas “celulazinhas cinzentas” para resolver este mistério. Acompanhado do capitão Hastings, ele viaja para França a pedido de um rico industrial que receia ser assassinado. Contudo, quando lá chega, o homem já está morto, mas isso não é razão para Poirot desistir. Tudo fará para encontrar o assassino, pelo meio de uma trama insidiosa e intrigante.

Sobre a autora

Considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX, Agatha Christie nasceu em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. A experiência em hospitais durante a I Guerra Mundial, nomeadamente o conhecimento sobre venenos e preparados, e as inúmeras viagens um pouco por todo o mundo acompanhando o marido, serão uma riquíssima fonte de conhecimento de inspiração para maior parte dos seus famosos policiais. Estes, traduzidos em mais de 100 línguas, são verdadeiramente a sua imagem de marca, pelas tramas insondáveis e personagens fascinantes que criou, passando a ser conhecida como a “Duquesa da morte “ou a “Rainha do crime”.

Há detetives que se tornaram imortais, como Miss Marple ou os Beresford, mas o mais conhecido é Hercule Poirot, agente reformado da polícia belga, detetive brilhante e de aspeto extravagante, cujos métodos de investigação são únicos e infalíveis, graças às suas “celulazinhas cinzentas”. Algumas das suas obras já foram adaptadas ao cinema (caso de “Crime no Expresso do Oriente” e, prestes a estrear, “Morte no Nilo”), mas há também séries, sobretudo inglesas, que recriam as suas fabulosas e intrigantes histórias. Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976.

 

25
Out21

'Balada para Sophie' eleita a melhor BD de autor português

Niel Tomodachi

A novela gráfica 'Balada para Sophie', de Filipe Melo e Juan Cavia, venceu o prémio de melhor banda desenhada de autor português do festival AmadoraBD, anunciou hoje o júri.

'Balada para Sophie' eleita a melhor BD de autor português

festival anunciou hoje os vencedores dos prémios anuais de banda desenhada, reformulados e reajustados a apenas cinco categorias, e que reconhecem a produção de banda desenhada portuguesa e editada em Portugal.

Este ano, pela primeira vez, há um prémio monetário de cinco mil euros na categoria de melhor BD de autor português, tendo o júri decidido atribuí-lo a 'Balada para Sophie'.

Editada em 2020 pela Tinta-da-China e reeditada este ano pela Companhia das Letras, a novela gráfica volta a juntar o argumentista português Filipe Melo e o desenhador argentino Juan Cavia e tem como ponto de partida a rivalidade entre dois pianistas franceses, que nos anos 1930 competem num concurso de jovens talentos.

A história é contada na perspetiva de um dos pianistas, Julien Dubois, que, sabendo-se no fim de vida, procura redimir-se do passado numa longa entrevista com uma jornalista.

O júri da 32.ª edição do AmadoraBD atribuiu ainda o prémio revelação a Ricardo Santo, pela obra 'Planeta Psicose', editado pela Escorpião Azul.

O prémio de melhor fanzine ou publicação independente foi para Joana Afonso, com 'Bestiário de Isa', em edição de autora.

Nesta categoria, a obra 'Bottoms Up', de Rodolfo Mariano, foi retirada da lista de nomeados por decisão do autor e da editora Chili Com Carne, explicou fonte da organização à agência Lusa.

A editora portuguesa A Seita é reconhecida com o prémio de melhor edição portuguesa de banda desenhada com o livro 'Procura-se Lucky Luke', de Mathieu Bonhomme.

O júri do AmadoraBD considerou ainda que a melhor obra estrangeira de BD publicada em Portugal nos últimos meses foi 'Burlão nas Índias', de Alain Ayroles e Juanjo Guarnido, editada pela Ala dos Livros.

Este ano, o júri dos prémios integrou Pedro Cleto (em representação da autarquia), Carlos Moreno (Clube Português de Banda Desenhada) e Daniel Lima (Escola Ar.Co).

O festival AmadoraBD, que começou no dia 21, volta a ser presencial, com a novidade de que o núcleo central passa do Fórum Luís de Camões para o Ski Skate Amadora Park, contando ainda com a Bedeteca da Amadora e a Galeria Municipal Artur Boal como espaços complementares.

O festival AmadoraBD, que é uma iniciativa da câmara municipal da Amadora, decorrerá até 1 de novembro.

 

21
Out21

Amadora BD está de volta — com destaque para Lucky Luke e a Mulher-Maravilha

Niel Tomodachi

A Mulher-Maravilha e o mangá também vão estar presentes no festival que arranca esta quinta-feira e se prolonga até 1 de novembro.

Depois de um ano em que aconteceu online, graças à pandemia, em 2021, o festival Amadora BD está de volta com uma edição presencial. O evento arranca esta quinta-feira, 21 de outubro, e prolonga-se até ao dia 1 de novembro.

Uma das maiores novidades é a mudança de espaço. Como o Fórum Luís Camões, onde o Amadora BD se realizou durante 16 anos, foi transformado num centro de vacinação, a organização teve de procurar alternativas. Assim, o núcleo central foi instalado no Ski Skate Amadora Park. Este local acolhe dez exposições de autores portugueses e internacionais. É também aqui que fica a área comercial, que tem os stands das editoras e vai receber sessões de autógrafos. Mas também vai haver mostras na Galeria Municipal Artur Bual e na Bedeteca da Amadora.

Uma das exposições mais importantes é “80 Anos de Diana, a Mulher-Maravilha: Guerreira e Pacifista”. Celebra o 80.º aniversário desta personagem da DC Comics e o impacto que tem hoje — no cinema e enquanto figura feminina no universo da banda desenhada. Esta mostra inclui trabalhos dos portugueses Miguel Mendonça e Daniel Henriques, que fazem ilustrações para a DC.

Há outro aniversário redondo que via ser celebrado no Amadora BD. São os 75 anos do cowboy que é mais rápido do que a própria sombra, Lucky Luke. “Os Herdeiros de Morris” centra-se nos autores que prolongaram a saga após a morte do criador original. Vai haver trabalhos expostos, por exemplo, de Achté e Mawil.

Outra saga icónica de BD, a de Michel Vaillant, também vai estar no núcleo central do festival. “Michel Vaillant: O (Próximo) Desafio” terá trabalhos originais de Marc Bourgne e arte digital criada por Benjamin Beneteau.

A banda desenhada japonesa vai ser o foco de uma exposição intitulada “A História do Mangá”. “Estava na hora de nos aproximarmos do público mais jovem, e pensámos esta exposição tendo em conta o público mais jovem que nos visitava e que é leitor de Mangá. Além de apresentar reproduções de originais de séries de culto como ‘Akira’, ‘Lobo Solitário’ ou ‘Astroboy’, [a mostra] apresenta outras coleções um pouco mais populares, também devido ao anime e ao cinema de animação, como ‘Dragon Ball’, ‘Navegantes da Lua’ ou ‘Doraemon’”, explica Catarina Valente, da organização, à Agência Lusa, citada pelo Sapo.

“O bom filho à casa torna. Retrospetiva de Jorge Miguel”, “Marcello Quintanilha. Chão de Estrelas” e “Desvio, de Bernardo P. Carvalho e Ana Pessoa” são outras das exposições que poderá conhecer até 1 de novembro.

Este ano, a comunicação do evento e a decoração dos espaços foram influenciadas por uma estética futurista de distopia que está presente por todo o lado. A programação completa do Amadora BD pode ser consultada no site oficial. O histórico festival, que já vai na 32.ª edição, é promovido pela autarquia.

Os bilhetes gerais custam 3€, sendo que o passe fica por 10€. Os jovens, estudantes e idosos só pagam 2€. De segunda a quinta-feira, as portas abrem às 10 e só fecham às 19 horas. Às sextas-feiras, fins de semana e no feriado de 1 de novembro o Amadora BD dura mais meia hora e só encerra pelas 19h30.

 

28
Set21

Se és fã de banda desenhada, toma nota!

Niel Tomodachi

O Festival AmadoraBD arranca a 21 de outubro, na Amadora, em três espaços de exposição, o Ski Skate Amadora Park, a Bedeteca e a Galeria Municipal Artur Boal e, ao contrário do ano passado, já poderá receber visitas presencias.

Da programação, constam pelo menos nove exposições específicas, mostras de exemplares de livros carismáticos, encontros com autores e atribuição de prémios para a melhores produções de BD de 2021 e um especial para a melhor BD de um autor português.

As exposições concentram-se em heróis e autores consagrados, razões de sobra para atrair os amantes da BD: por exemplo, poderás rever lá as personagens da Mulher-Maravilha (a Wonder Woman do DC Comics, criada em 1940) e do Lucky Luke, o cowboy “solitário”, da autoria do franco-belga Morris em 1946, ou Michel Vaillant, o famoso piloto automobilista francês, em mostras retrospetivas para que fãs e público em geral saboreiem um pouco das aventuras destes heróis. Se gostas de mangá ou tens curiosidade em conhecer esta BD japonesa, poderás também apreciar uma retrospetiva da sua história desde o séc. VII até aos nossos dias.

Foram convidados autores famosos para estarem presentes nessas exposições, com destaque para os portugueses Miguel Mendonça e Daniel Henriques e o catalão Álvaro Martínez Bueno, que trabalham na DC Comics, assim como os dois escritores que continuaram a fazer histórias sobre Lucky Luke após o desaparecimento do seu criador, mas também Frank Pé, autor da nova adaptação da BD da personagem Marsupilami e ainda Georges Bess, autor da adaptação de “Bram Stocker” para BD.

O festival AmadoraBD estará em exibição até 1 de novembro.

 

17
Set21

“Racista, eu!?” Dicas para combater a discriminação

Niel Tomodachi

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Somos todos diferentes e, no século XXI, o nosso mundo está cada vez mais multicultural, em todos os países convivem pessoas de diferentes etnias, origens, religiões, orientações sexuais…. Infelizmente, continua a haver pessoas que não toleram essas diferenças e que assumem posições mais ou menos agressivas que põem em causa a liberdade individual – um direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Isso é discriminação (não confundir com “descriminar” que é a ação de tirar a culpa) e há que combatê-la a todo o custo.

Se gostas de Banda Desenhada (BD) , “Racista, eu?” é uma BD que explora este tema. Há seis personagens, jovens, todos diferentes, mas todos amigos, e que entram em situações onde o preconceito e o bullying são temas principais e cada prancha (página)  mostra uma situação desconcertante: ou há alguém excesso de peso, ou com deficiência mental, ou um mulato, negro, indiano, ou alguém com vestuário “esquisito” e os outros estranham, comentam, gozam, rejeitam. Mas cada história termina sempre com uma boa ensinadela e ficamos a pensar como o mundo pode mudar para melhor, se quisermos.

Esta BD foi criada pela Comissão Europeia em 1998 e está publicada em 11 línguas (português, espanhol, italiano, grego, dinamarquês, neerlandês, finlandês, sueco, alemão, inglês e francês).

Para além disso, podes lê-la livremente na Internet, acedendo aqui.

 

25
Abr21

MOM: a bd de Emilia Clarke

Niel Tomodachi

Emilia Clarke, a Daenerys de A Guerra dos Tronos ou Sarah Connor em Exterminador: Genisys ou a Qi’ra de Han Solo, criou uma banda desenhada!

Passaram-se três anos desde que em jeito de brincadeira, Emilia Clarke apresentou o seu novo desafio a um grupo de amigos. O que começou com a frase “Ei, pessoal, não seria muito engraçado se …” na manhã seguinte transformou-se em “Isto seria engraçado. Isto seria espectacular. Por que não? “.
Agora, a actriz recorreu às redes sociais para anunciar ao mundo que nasceu MOM: Mother of Madness.

Trata-se de uma minissérie da Image Comics, escrita por Emilia Clarke em colaboração com Marguerite Bennett, que a actriz apelida de “guru da banda desenhada”.
A história revela um novo super-herói!
Maya é uma mãe solteira que descobre possuir superpoderes estranhos e usa-os para enfrentar uma cabala secreta de traficantes de seres humanos.

Clarke descreve a história como uma mistura típica de Deadpool com “muita macacada” e humor irónico, combinada com uma sensibilidade feminina bastante actual.

“Apelidamos as mães de super-heróis, e eu pergunto, e se elas fossem? Maya teve uma vida muito difícil, e ela encontra-se num lugar onde tudo a torna única, ela odeia e tem vergonha. É apenas na descoberta dos poderes que ela encontra a verdadeira aceitação de si.” Revela Emilia Clarke, a autora de MOM: Mother of Madness

A actriz e agora autora não especifica quais são os poderes, apenas revela que Maya tem imensas capacidades como fazer muitas coisas em certos momentos do mês, situações perversas que advêm de ser mulher com um ciclo menstrual. Emilia Clarke considera espantoso conseguir reunir elementos que as mulheres não apreciam nas suas vidas e conseguir inverter essas situações, transformando-as em sobre-humanas.

As origens de MOM: Mother of Madness estão enraizadas na história de Emilia Clarke, ao reconhecer ser uma dedicada consumidora de banda desenhada e de filmes de super-heróis, e que muitas vezes se sentia excluída desse mundo por causa de ser mulher. A paixão pela banda desenhada surgiu por influência do irmão, Emilia acompanhava-o às lojas de banda desenhada, mas muitas vezes nem tinha permissão para entrar e quando conseguia bisbilhotar as lojas via poucas mulheres, tanto nas capas dos álbuns como no interior das lojas.
Com o passar do anos, Emilia começou a frequentar as feiras e convenções da especialidade e mesmo assim encontrou poucas mulheres a assumirem os seus gostos.

Após conversas iniciais com a Image Comics e com Marguerite Bennett (Batman: Joker’s Daughter, DC Comics: Bombshells, X-Men: Years of Future Past, Death of Wolverine), a actriz e autora montou uma equipa criativa exclusivamente feminina para MOM: Mother of Madness, incluindo a ilustradora Leila Leiz (Last Book You’ll Ever Read, Horde), a colaboradora Isobel Richardson e a ilustradora Jo Ratcliffe desenhou uma das capas, a outra versão de capa foi desenhada por Jen Bartel (Star Wars: Women of the Galaxy, DC: Women of Action), premiada com um prémio Eisner.Como todos os trabalhos em banda desenhada, este foi um processo colaborativo, mas Emilia Clarke elaborou muito do material, tanto da história principal como do desenho do guarda-roupa de Maya.

“Tem sido uma experiência feminina muito bonita de criação, e um processo de realização fenomenal e criativo. Mas a maior razão pela qual eu queria fazer esta banda desenhada é para que as raparigas olhem  para uma mulher falível. Obviamente é raro ver isso na indústria; temos mulheres incrivelmente poderosas. Mas eu simplesmente senti que nunca tinha visto isto. ” Conclui Emilia Clarke

MOM: Mother of Madness será lançado internacionalmente a 21 de julho e a compra estará disponível em diversas plataformas como Amazon Kindle, Apple Books, comiXology, ou Google Play.

(S)

26
Jan21

Portuguesa 'Pentângulo' nomeada ao Prémio de BD Alternativa

Niel Tomodachi

A publicação portuguesa de Banda Desenhada (BD) 'Pentângulo' está este ano novamente entre as nomeadas ao Prémio de BD Alternativa do Festival de Banda Desenhada de Angoulême, marcado para junho em França.

10606409.jpg'Pentângulo' consta da lista de "24 candidatos de uma dezena de países (França, Portugal, Suécia, Finlândia, Taiwan, Suíça, Itália, Brasil, China e Japão) e de quatro continentes diferentes, à 40.ª edição", de acordo com informação disponível no 'site' oficial do festival.

'Pentângulo', que reúne BD de alunos e professores do Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, resulta de uma parceria entre aquela instituição e a editora Chili com Carne e já esteve entre os nomeados ao Prémio de BD Alternativa do Festival de Banda Desenhada de Angoulême no ano passado.

Já foram publicados três números da 'Pentângulo', o terceiro dos quais em 2019.

Os candidatos ao Prémio de BD Alternativa, atribuído desde 1982, "são todos antologias, que incluem vários autores, editadas por estruturas não-profissionais".

Entre os candidatos, contam-se também duas publicações brasileiras: 'Café Espacial' e 'CWB'.

A publicação vencedora receberá uma bolsa no valor de mil euros, atribuída pelo Sindicato dos Editores Alternativos, bem como a possibilidade de participar na edição de 2022 do festival.

A 48.ª edição do Festival de Banda Desenhada de Angoulême decorre entre 24 e 27 junho na localidade francesa que lhe dá nome.

 

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