Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Nov22

"Cães de Chuva" de Daniel Jonas

Niel Tomodachi

Prémio Literário Fundação Inês de Castro

Cães de Chuva

Sobre o Livro:

Mesmo lendo-o longe da fórmula do soneto, Daniel Jonas faz uso do verso livre não como uma muleta arbitrária para melhor exprimir o que inquieta o seu universo, mas como uma arma sem paralelo na poesia portuguesa. Em Cães de Chuva, é precisamente na malha rigorosa que é tecida através da topografia do espaço, da arqueologia da palavra exata, que a sua voz marca o compasso.

A geometria desfaz-se
desmorona-se

como onda
em decomposição.

 

Sobre o Autor:

Daniel Jonas é poeta, dramaturgo e tradutor. Enquanto poeta, publicou, entre outros, Sonótono (Cotovia, 2006), que lhe valeu o prémio PEN de Poesia e  (Assírio & Alvim, 2014), galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da APE. Foi ainda um dos sete poetas nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, pelo seu livro Passageiro Frequente (Língua Morta, 2013), traduzido em polaco por Michal Lipszyc. Antes tinha sido distinguido com o prémio Europa David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari/Aldo Moro, pelo conjunto da sua obra. Traduziu vários autores, entre os quais John Milton, Shakespeare, Waugh, Pirandello, Huysmans, Berryman, Dickens, Lowry, Henry James e William Wordsworth. Como dramaturgo, publicou Nenhures (Cotovia, 2008) e escreveu EstocolmoReféns e o libreto Still Frank, todos encenados pela companhia Teatro Bruto.

 

30
Nov22

Novos livros de Bob Dylan e Maggie O'Farrell nas novidades de dezembro

Niel Tomodachi

O novo livro de ensaios de Bob Dylan, o mais recente romance de Maggie O'Farrell e a publicação inédita do clássico da literatura norte-americana "Flores para Algernon" são algumas novidades literárias de dezembro, um mês com poucos lançamentos.

Novos livros de Bob Dylan e Maggie O'Farrell nas novidades de dezembro

chegada do mês de Natal não traz novidades literárias para a maioria das editoras portuguesas, mas ainda assim destacam-se algumas publicações, como as da Relógio d'Água, que vai lançar "A Filosofia da Canção Moderna", livro do músico norte-americano Bob Dylan, o primeiro escrito em 18 anos.

Esta obra reúne os primeiros textos de Bob Dylan depois de receber o Prémio Nobel da Literatura, em 2016, e representa o seu primeiro livro desde que publicou em 2004 o biográfico "Crónicas, volume 1".

São 60 ensaios sobre a arte de escrever canções, em que o autor se debruça sobre o trabalho de composição de outros artistas, como Nina Simone, Hank Williams e Elvis Costello.

Neste livro, que começou a ser escrito em 2010 e integra 150 fotografias, Bob Dylan apresenta um conjunto de ensaios sobre música, mas que são também meditações e reflexões sobre a condição humana.

O livro foi lançado nos Estados Unidos no dia 01 de novembro, mas recentemente viu-se envolvido em polémica por o autor ter utilizado réplicas da sua assinatura em vez da sua assinatura original na edição especial, pela qual os fãs pagaram 600 dólares (cerca de 577 euros).

A insatisfação gerada por esta situação obrigou Bob Dylan a vir a público, na sexta-feira passada, pedir desculpa pelos "autógrafos" dados por uma máquina, assegurando que só o tinha feito porque lhe garantiram que era "algo feito a toda a hora" no mundo da arte e da literatura.

O músico e escritor norte-americano explicou a sua decisão, alegando que desde 2019 sofre de vertigens, pelo que precisa de estar com cinco pessoas nas sessões dedicadas a assinar cópias com a sua própria caligrafia, o que foi impossível durante a pandemia.

Admitindo agora que "utilizar uma máquina foi um erro", Bob Dylan adiantou que já começou a trabalhar com a editora para o retificar.

De Bob Dylan, a Relógio d'Água editou em Portugal "Crónicas, volume 1", os dois volumes de canções, para os períodos 1962-1973 e 1974-2001, e "Tarântula", o seu único livro de ficção, escrito em 1966.

Outra novidade da Relógio d'Água é "Flores para Algernon", de Daniel Keyes, uma obra de ficção científica originalmente publicada em 1966, que explora o conceito de múltiplas realidades, indagando se o mundo percecionado é o que realmente existe.

A narrativa centra-se em Charlie Gordon, nascido com um quociente de inteligência anormalmente baixo, que é sujeito a uma cirurgia experimental para lhe aumentar a inteligência.

A experiência, anteriormente bem-sucedida com um rato de laboratório chamado Algernon, resulta num aumento de inteligência que ultrapassa a dos próprios médicos, mas que também faz de Charlie testemunha de uma nova realidade: ácida, crua e problemática.

Com o passar do tempo, Charlie Gordon começa a questionar a sua sorte e a refletir sobre as suas relações sociais e a própria existência, enquanto Algernon, entretanto seu rato de estimação, começa a sofrer consequências inesperadas da experiência.

Da autora de "Hamnet", a escritora da Irlanda do Norte Maggie O'Farrell, a Relógio d'Água publica agora "O Retrato de Casamento", baseado na vida de Lucrézia de'Médici.

Maggie O'Farrell trata, neste romance, da relação de Lucrézia de' Médici, duquesa de Ferrara, com Alfonso II d'Este, numa evocação da Renascença italiana em toda a sua beleza e brutalidade.

A melhor correspondência de Virgínia Woolf reunida num só livro, intitulado "Espíritos Afins. Cartas Escolhidas", o segundo volume da premiada trilogia de ficção científica do chinês Liu Cixin, "A floresta sombria", uma compilação dos artigos de Javier Marias, intitulada "Será o cozinheiro boa pessoa?", um novo romance biográfico de Cristina Carvalho sobre o poeta irlandês W.B. Yeats, "Onde Vão Morrer os Poetas", e um romance sobre o desejo e o dever de procriar, "Maternidade", da autoria da canadiana Sheila Heti, são outras novidades da editora.

A Companhia das Letras traz um novo livro de Afonso Cruz, "A flor e o peixe", uma fábula poética ilustrada, inspirada em dois contos de José Saramago, que fala de empatia, perseverança e beleza.

Do mesmo autor, sai na Alfaguara mais um volume da coleção "Enciclopédia da Estória Universal", este dedicado a "Deuses e Afins".

A chancela vai também republicar "Matadouro Cinco", do norte-americano Kurt Vonnegut, com prefácio de Salman Rushdie, um clássico da literatura do século XX e um dos mais importantes romances antibélicos de sempre.

A história parte de Dresden, em 1945, escassos meses antes do fim da II Guerra Mundial, quando a cidade é bombardeada até à destruição total e dezenas de milhares de pessoas são mortas numa só noite.

Escondido na cave de um matadouro, está Billy Pilgrim, jovem protagonista da narrativa, que, como Kurt Vonnegut, foi feito prisioneiro de guerra pelo exército alemão e sobreviveu ao bombardeamento.

Com Pilgrim, o leitor embarca numa odisseia que atravessa vários tempos - passado, presente e futuro -- e mostra o caminho percorrido por qualquer vida destroçada, procurando sentido na inevitável falibilidade humana.

Kurt Vonnegut demorou vinte anos a transformar a sua experiência num romance sobre a guerra, que fosse diferente de todos os outros.

A Tinta-da-China faz chegar às livrarias em dezembro um livro inédito em Portugal, "Peste & Cólera", de Patrick Deville, um "romance sem ficção", vencedor de distinções internacionais, entre as quais o Prémio Fémina 2012.

Com prefácio de Juan Gabriel Vasquez, esta obra conta a imensa vida de Alexandre Yersin, o homem que descobriu o bacilo da peste e que tinha uma curiosidade infinita pelo mundo.

"Peste e Cólera" é o segundo volume da coleção "A Vida Privada dos Livros", dirigida por Alberto Manguel, autor que vai também lançar o seu primeiro livro de ensaios "portugueses", ou seja, escritos na perspetiva de quem vive agora em Lisboa e em Portugal: "Guia de um perplexo em Portugal".

As novidades da Guerra e Paz para o próximo mês são a biografia oficial de Paulo de Carvalho, que celebra os 60 anos de carreira, e um livro de Ana Zanatti que homenageia os gatos, com ilustrações de Inês Galvão, intitulado "Gatos, mistérios ronronantes".

 

28
Nov22

Nobel Abdulrazak Gurnah diz que literatura ajuda a conhecer colonização

Niel Tomodachi

O Nobel da Literatura de 2021, o tanzaniano Abdulrazak Gurnah, defende que a ficção literária pode ajudar a conhecer a história da colonização portuguesa e outras, mas não substitui o trabalho científico dos investigadores.

Nobel Abdulrazak Gurnah diz que literatura ajuda a conhecer colonização

"A história do colonialismo português em África está bem documentada pelos historiadores. Mas aposto que a maioria dos portugueses não a conhece", exemplificou Abdulrazak Gurnah, em entrevista à agência Lusa em Lagos, Nigéria, no contexto da sua participação no AKÉ Arts & Book Festival, que terminou no fim de semana.

Sobre a presença durante séculos de potências europeias no continente africano, uma realidade marcada por racismo e crimes violentos contra os povos nativos, perdura, porém, "um hiato que a literatura pode preencher".

Para o Nobel nascido no antigo Sultanato de Zanzibar, integrado na Tanzânia, um romance contribui muitas vezes para divulgar factos históricos "que o sistema tem silenciado ou que apenas tem negligenciado".

"É aqui que a literatura nos pode levar, para essas histórias e notícias que ainda não foram dadas", acrescentou.

O autor de 'Afterlives' ('Vidas Seguintes'), de 73 anos, disse que teve esse propósito nesta última obra, publicada em 2020, e que aborda o tema da colonização alemã em África, "já investigada por historiadores" e outros académicos.

"A literatura pode construir uma ponte entre o saber académico e a imaginação popular", afirmou.

Ressalvou, contudo, que quando trata de "algumas situações de injustiça", associadas a colonização, guerras, racismo e refugiados, por exemplo, não está "a pensar em transformar a sociedade", matéria que deixa à reflexão dos leitores.

"É importante que as pessoas tenham prazer com a leitura e esse é para mim um ponto importante", reiterou o professor universitário jubilado, que vive desde 1968 no Reino Unido, onde entrou aos 18 anos como refugiado.

Abdulrazak Gurnah enfatizou que não tem "a preocupação de querer mudar o mundo" com as suas obras, correndo estas até o risco de "serem apenas palavras lançadas ao vento".

Na sua opinião, "a literatura é também uma forma de dar notícia sobre algo que não é do conhecimento geral" e cujo resultado depende de quem lê.

"O que acontece a seguir não está nas minhas mãos, porque as pessoas têm de se transformar a elas próprias", disse.

Ao lerem os seus livros, elas "podem, inclusivamente, reconhecer-se nas situações" descritas.

"Há histórias que já conhecem, mas a ficção torna-as mais acessíveis", referiu.

A Lusa questionou Abdulrazak Gurnah sobre José Saramago, premiado também com o Nobel da Literatura, em 1998, cujo centenário está a ser comemorado e que se dedicou à "desconstrução da história", como afirma Carlos Reis, comissário das comemorações dos 100 anos do nascimento do escritor português.

'Ensaio Sobre a Cegueira' (1995) é o livro do congénere Nobel que o tanzaniano conhece melhor, planeando agora ler outros: "Ler mais Saramago é uma das coisas que tenho de fazer".

"Sei que escreveu muito e que é muito admirado em Portugal", comentou, para revelar que tem acompanhado o trabalho de autores africanos lusófonos, como Mia Couto (Moçambique) e Pepetela e José Eduardo Agualusa (Angola), tendo estado há dois meses com este no Macondo Literary Festival, em Nairobi, Quénia.

O que levou o Nobel de 2021 a escrever 'Vidas Seguintes' tem a ver com "a forma como foi tratada" a I Guerra Mundial, a Grande Guerra de 1914-1918 que eclodiu na Europa, mas que, recordou, teve também efeitos devastadores em África e noutros continentes.

"É claro que a maior violência e o mais elevado número de mortos ocorreram na Europa. Mas, por que é que as pessoas não se questionam sobre as consequências do conflito no resto do mundo?", perguntou.

Face a uma narrativa historiográfica predominante nas antigas potências coloniais, há repercussões da Grande Guerra noutras latitudes que importa "não negligenciar", preconizou.

"Houve milhares de vítimas desta guerra em África", enfatizou Abdulrazak Gurnah, que "quis falar disso" no seu último livro.

Sob o lema 'Homecoming' ('Regresso a casa'), o AKÉ Festival de Lagos, com 10 edições, é liderado pela editora e escritora Lola Shoneyin.

A conferência de Abdulrazak Gurnah, no sábado, foi um dos momentos altos do programa, na presença do nigeriano Wole Soyinka, primeiro Nobel da Literatura africano, em 1986.

Portugal, através do Festival Literário Internacional do Interior (FLII) - Palavras de Fogo, foi o único país lusófono representado.

 

27
Nov22

Livro de Annie Ernaux agora reeditado depois de 20 anos esgotado

Niel Tomodachi

"Um lugar ao sol seguido de Uma mulher", obra conjunta de dois textos de Annie Ernaux, em que a autora disseca as mortes dos pais, volta a estar disponível no final deste mês, depois de 20 anos esgotada.

Livro de Annie Ernaux agora reeditado depois de 20 anos esgotado

Esta republicação de uma das obras mais emblemáticas da mais recente Prémio Nobel da Literatura acontece no dia 30 de novembro, pela Coleção Dois Mundos, da Livros do Brasil, editora que publicou anteriormente "Os anos" e "O acontecimento".

A obra aborda duas mortes, "infinitamente marcantes, digeridas pela autora através da escrita", a primeira, publicada em 1984 e vencedora do Prémio Renaudot, sobre a perda do pai, e a segunda, lançada quatro anos depois, sobre a mãe.

Dois meses depois de passar nos exames finais para se tornar professora, o pai de Annie Ernaux morreu. Revisitando a memória da sua vida, no que ela teve de mais particular, repleta de confiança no trabalho árduo e igual dose de sonhos frustrados, complexos de inferioridade e vergonha, a filha procura preencher um vazio, traçando em simultâneo um retrato coletivo sobre uma época, um meio social e uma ligação familiar.

Sobre este livro, a autora confessou que talvez o tivesse escrito, porque ela e o pai não tinham nada para dizer um ao outro.

Pouco depois, também a mãe desapareceu, após uma doença prolongada que lhe arrasou a existência, intelectual e física, e mais uma vez coube à filha restaurar, através da palavra escrita, a sua presença na História.

Sobre aquela que considera ter sido "a única mulher que contou verdadeiramente", Annie Ernaux confessou: "Parece-me que agora escrevo sobre a minha mãe para, por minha vez, a trazer ao mundo".

"Um lugar ao sol seguido de Uma mulher" são "peças literárias fulgurantes, misto de biografia, sociologia e história, onde resplandece a ambivalência dos sentimentos que unem filhos e pais e o impacto doloroso da quebra desse elo vital", descreve a editora.

A Coleção Dois Mundos lançou também recentemente uma nova edição do romance "Uma paixão simples", que já tinha saído no ano passado pela Coleção Miniatura.

Publicado originalmente em 1991, "Uma paixão simples" surpreendeu o panorama literário francês, quebrando os estereótipos do romance sentimental pelo seu erotismo e pela sua honestidade.

Esta obra foi adaptada ao cinema em 2020 por Danielle Arbid, num filme já exibido em Portugal.

Neste romance há, de um lado, uma mulher culta, independente, divorciada e já com filhos adultos e, do outro, um homem casado, estrangeiro, mais jovem, por quem ela perde completamente a cabeça, e por quem espera, dia após dia.

O tema pode parecer trivial, mas não o é, de todo, o modo como são narrados os dois anos em que dura esta "paixão simples".

No seu "estilo frontal, acutilante, despido de vergonhas e julgamentos, Annie Ernaux desfoca a linha ténue entre ficção e autobiografia e põe na voz da narradora as confidências da história de uma relação que toma conta de tudo, que extasia e rebaixa, fonte da maior felicidade e da mais dolorosa solidão", escreve a editora.

Nascida em Lillebonne, na Normandia, em 1940, Annie Ernaux estudou nas universidades de Rouen e de Bordéus, sendo formada em Letras Modernas.

Atualmente é considerada uma das vozes mais importantes da literatura francesa, destacando-se por uma escrita onde se fundem a autobiografia e a sociologia, a memória e a história dos eventos recentes.

Galardoada com o Prémio de Língua Francesa (2008), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019) e o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021) pelo conjunto da sua obra, destacam-se os seus livros "Um lugar ao sol" (1984), vencedor do Prémio Renaudot, e "Os anos" (2008), vencedor do Prémio Marguerite Duras e finalista do Prémio Man Booker Internacional.

Em 2022, Annie Ernaux foi distinguida com o Prémio Nobel de Literatura.

 

25
Nov22

Daniel Jonas é o vencedor da 15.ª edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro pela obra “Cães de Chuva”

Niel Tomodachi

Daniel Jonas é o vencedor da 15.ª edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro pela obra “Cães de Chuva”

José Viale Moutinho recebe Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2021.

Daniel Jonas é o vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro, uma iniciativa anual que distingue obras de prosa ou poesia escritas em língua portuguesa, pela sua obra Cães de Chuva, editada em 2021 pela Assírio & Alvim. Já José Viale Moutinho recebe o Prémio de Tributo Consagração Fundação Inês de Castro, uma comunicação que coincide com o dia do lançamento da nova obra do escritor, (22) Contos Escolhidos Antologia Pessoal (1988-2015), a decorrer na cidade de Coimbra. 

Poeta, tradutor e professor nos ensinos básico e universitário, Daniel Jonas publicou, entre outros, Sonótono (Cotovia, 2006), que lhe valeu o prémio PEN de Poesia, e  (Assírio & Alvim, 2014), galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da APE. Foi ainda um dos sete poetas nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, pelo seu livro Passageiro Frequente (Língua Morta, 2013), traduzido em polaco por Michal Lipszyc. Antes tinha sido distinguido com o prémio Europa David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari/Aldo Moro, pelo conjunto da sua obra. Traduziu vários autores, entre os quais John Milton, Shakespeare, Waugh, Pirandello, Huysmans, Berryman, Dickens, Lowry, Henry James e William Wordsworth, e, mais recentemente, Os Contos de Cantuária de Geoffrey Chaucer. Como dramaturgo, publicou Nenhures (Cotovia, 2008) e escreveu  Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank, todos encenados pela companhia Teatro Bruto. “Cães de Chuva” (Assírio & Alvim) é o seu mais recente livro de poemas.

Capa do livro “Cães de Chuva” (ed. Assírio & Alvim, 2021)

O júri deste Prémio Literário é composto por Isabel Lucas, Mário Cláudio, Isabel Pires de Lima, António Carlos Cortez e presidido por José Carlos Seabra Pereira. “Daniel Jonas confirma a solidez da sua criação literária e a originalidade que o torna um dos mais estimulantes poetas da poesia portuguesa contemporânea. Em Cães de Chuva, livro em verso livre, Jonas articula a  herança clássica de autores e temas clássicos com a modernidade da linguagem, da forma, dos sentimentos que dominam o tempo e o espaço em que vive. Outra das características do poeta está na atmosfera perpassada pela sombra, uma tristeza pontuada por momentos de alguma exuberância. E há a linguagem, com cada palavra a ser tratada com extrema precisão, deixando entrar termos de outros idiomas, revelando mais uma vez a ousadia que caracteriza a sua produção poética, tal como a atenção dada a elementos como o tempo e o espaço”, afirma Isabel Lucas, júri do Prémio Literário Inês de Castro desde 2021.

“Cães de Chuva é um livro a celebrar, por um poeta, dramaturgo que aprofunda e dá densidade à sua marca poética enquanto passa para a língua portuguesa alguns dos livros e autores mais exigentes da língua inglesa. A notável experiência do tradutor parece contaminar, no melhor sentido, uma poesia nunca acomodada a temas e a fórmulas.  
O júri do Prémio Inês de Castro, ao dar este prémio a Daniel Jonas, quer distinguir a qualidade, a ousadia e a solidez da escrita poética de Daniel Jonas, mais uma vez manifestada em Cães de Chuva., refere ainda o júri num comunicado.

José Viale Moutinho, vencedor do Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2021

Nascido no Funchal em 1945, José Viale Moutinho vive no Porto. Foi jornalista (Jornal de Notícias, 1966–1975, e Diário de Notícias, 1975–2004), tendo recebido o Prémio de Reportagem Norberto Lopes, da Casa da Imprensa de Lisboa, textos recolhidos no livro Primeira Linha de Fogo (da Guerra Civil de Espanha aos Campos de Extermínio Nazis), Bertrand, 2013. Como escritor, estreou-se em 1968 com a narrativa Natureza Morta Iluminada. Narrador, entre outras obras: No País das Lágrimas (4.ª ed, Âncora Ed, 2022), Romanceiro da Terra Morta (1978), Cenas da Vida de um Minotauro (Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2000) e Monstruosidades do Tempo do Infortúnio (Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2019), Já os Galos Pretos Cantam (Prémio Edmundo Bettencourt), A Peste no seu Esplendor, Textos Goliardos, Fechem essas Malditas Gavetas!Velhos Deuses EmpalhadosQuatro Manhãs de NevoeiroA Batalha de Covões, Entre Povo e Principais. Poeta, os seus livros estão reunidos em Cimentos da Noite: 1975 – 2018 (Prémio D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus 2021), três peças de teatro (representadas), estudos sobre autores de 800, sobretudo sobre Camilo e Trindade Coelho, tendo ainda ampla obra no campo da Literatura Popular e livros para crianças e jovens.

Ao longo da sua carreira, José Viale Moutinho recebeu ainda outras distinções, tais como: o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, em 2020 e 2019, e o D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus, há dois anos Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, Prémio Rosalía de Castro, do Pen Clube da Galiza, Pedrón de Honra, da Galiza, Sócio Honorário da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia. A Imprensa da Universidade de Coimbra acaba de editar-lhe a antologia pessoal (22) Contos Escolhidos, com ensaio crítico da professora Leonor Martins Coelho (Univ. Madeira). Tem também obras editadas no Brasil e traduzidas em russo, catalão, búlgaro, alemão, italiano, mirandês, castelhano, galego, inglês, entre outros idiomas.

Ao longo dos anos, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro tem distinguido autores e obras de reconhecido valor, como Pedro Tamen (2007), José Tolentino Mendonça (2009), Hélia Correia (2010), Gonçalo M. Tavares (2011), Mário de Carvalho (2013), Rui Lage (2016), Rosa Oliveira (2017), Djaimilia Pereira de Almeida (2018) ou Andreia C. Faria (2019).

A cerimónia oficial de entrega destes prémios vai realizar-se na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no primeiro trimestre de 2023, numa data a anunciar brevemente.

 

24
Nov22

A 3 e 4 de dezembro, os livros na Penguin Random House Grupo Editorial podem ajudar quem mais precisa

Niel Tomodachi

FiHDNZMXwAA819K.jpg

No fim de semana de 3 e 4 de dezembro as portas do Penguin Random House Grupo Editorial abrem-se aos leitores para uma venda solidária de Natal.

Entre grandes clássicos, romances que fazem palpitar o coração, thrillers que tiram o sono, biografias cativantes e o mundo gigantesco de obras infantis, será possível encontrar o livro ideal para aquela pessoa especial. Estará disponível uma seleção do catálogo, que inclui novidades (como Cem anos de perdão, de João Tordo; O caso Alaska Sanders, de Joël Dicker; Surrender, de Bono; Isto começa aqui, de Colleen Hoover; ou A noite é um jogo, de Camilla Läckberg) e obras mais antigas. Só serão aceites pagamentos por multibanco.

E, enquanto deixa arrumado o assunto “presentes de Natal”, ajuda uma causa solidária. As receitas das vendas irão reverter na totalidade para a Acreditar.

Esta associação de pais e amigos de crianças com cancro está, neste momento, a ampliar a casa de Lisboa, junto ao IPO. Em vez dos atuais 12 quartos, a instituição passará a poder acolher 32 famílias em simultâneo.

As casas são essenciais para muitos pacientes e familiares que só assim conseguem permanecer juntos durante os tratamentos – uma vez que têm de se deslocar das suas respetivas localidades para estarem perto dos centros de referência de oncologia pediátrica. Além de Lisboa, a Acreditar tem casas em Coimbra, Funchal e Porto.

A associação funciona desde 1994 e, além do alojamento gratuito para as famílias, faz o acompanhamento em todos os momentos da doença, tanto nas casas, como nos hospitais ou no domicílio.

Também o Penguin Random House Grupo Editorial tem uma responsabilidade social. Acreditamos que os livros, as histórias e as ideias que eles contêm, têm a capacidade única de nos conectarem, mudarem e levarem para um futuro melhor. Se, através dessa paixão que queremos partilhar com os nossos leitores, pudermos fazer a diferença noutras áreas – desta vez, através da Acreditar –, melhor ainda.

Por isso, estamos à vossa espera a 3 e 4 de dezembro, das 14h às 20h, nos escritórios da editora, em Lisboa (Av. Liberdade, 245 – 7A). Prometemos ajudar nas escolhas, fazer embrulhos lindos com o nosso papel personalizado e não cantar temas de Natal – é melhor para todos que nos limitemos a fazer aquilo que sabemos: livros. Porque, seja Natal ou não, temos a certeza de uma coisa: os melhores presentes leem-se.

Descubra parte da seleção que poderá encontrar à venda a 3 e 4 de dezembro.

https://www.penguinlivros.pt/

 

24
Nov22

"Um presente do Bob" de James Bowen

Niel Tomodachi

Um presente do Bob

Sobre o Livro:

Quando James Bowen encontra um gato alaranjado nas escadas do prédio onde vive está longe de imaginar do quanto a sua vida irá mudar.

Nos seus livros anteriores - A minha história com Bob e O mundo segundo Bob - acompanhamos James na sua recuperação e como Bob foi determinante no difícil processo de reaprender a viver no mundo real. Agora, é o momento de refletir no que foram os tempos difíceis que passaram juntos, nos Natais frios e solitários que viveram e como Bob lhe mostrou que o verdadeiro espírito do Natal está para além da febre consumista que nos rodeia nessa época.

Em Um presente do Bob, James Bowen fala-nos, abertamente, de uma época natalícia em que sentia a solidão e o abandono com mais intensidade, mas que com a companhia do Bob se tornou num tempo de esperança e generosidade.

 

Sobre o Autor:

James Bowen é autor dos bestsellers A minha história com Bob, O mundo segundo Bob e Um presente do Bob. James encontrou o gato Bob em 2007 e desde então são inseparáveis. Atualmente dedicam parte do seu tempo a ações de angariação de fundos para associações humanitárias de apoio aos sem-abrigo e associações de defesa dos animais, como a Blue Cross.
Vivem no Norte de Londres.

 

O músico de rua James Bowen e o gato que lhe mudou a vida regressam com um novo livro que mostra o verdadeiro sentido do Natal.

Destak

 

24
Nov22

"O que aprendi com Bob" de James Bowen

Niel Tomodachi

O que aprendi com Bob

Sobre o Livro:

James encontrou o gato Bob em 2007 e desde então são inseparáveis.
Neste livro o autor partilha histórias que viveu com o seu companheiro Bob e em que este lhe ensinou verdadeiras lições de vida sobre o valor da amizade, o poder da calma e a importância de saber apreciar as coisas simples das vida.

Na compra deste livro está a contribuir com 0.50€ para a Animais de Rua, associação que ajuda muitos milhares de animais, tratando-os e alimentando-os.

Ajude-nos a ajudar. A Animais de Rua agradece. O James Bowen e o Bob ficam muito felizes.

 

Sobre o Autor:

James Bowen é autor dos bestsellers A minha história com BobO mundo segundo Bob e Um presente do Bob. James encontrou o gato Bob em 2007 e desde então são inseparáveis. Atualmente dedicam parte do seu tempo a ações de angariação de fundos para associações humanitárias de apoio aos sem-abrigo e associações de defesa dos animais, como a Blue Cross.
Vivem no Norte de Londres.

 

24
Nov22

Os Lusíadas – Edição comemorativa 450 anos

Niel Tomodachi

Para comemorar os 450 anos da primeira publicação de Os Lusíadas, a Âncora Editora publicou uma nova edição da adaptação em Banda Desenhada por José Ruy.

Trata-se de um trabalho de rara qualidade, em que o mestre José Ruy utiliza o texto autêntico de Luís de Camões para nos brindar com a excelência dos seus desenhos. Obra com boa apresentação gráfica. Cada capitulo é enriquecido com a reprodução de uma vinheta de cada um dos dez cantos d´Os Lusíadas.

O livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.

José Ruy

nasceu na Amadora, em maio de 1930. Cursou Artes Gráficas e habilitação a Belas Artes na Escola António Arroio, onde foi discípulo do Mestre Rodrigues Alves, e dos pintores Costa Mota, Trindade Chagas e Júlio Santos. Iniciou-se como autor de textos e desenhos com 14 anos, tendo publicados 85 álbuns, 54 dos quais em Banda Desenhada, com destaque para: Aristides de Sousa MendesPeter café Sport e o Vulcão do FaialA Ilha do FuturoFernão Mendes Pinto e a sua PeregrinaçãoCarolina Beatriz Ângelo – Pioneira no Voto e na CirurgiaOs Lusíadas e João de Deus – A Magia das Letras, estes também com edição em mirandês. Tem colaborado em muitos jornais e revistas, nomeadamente em «Cavaleiro Andante» e «O Mosquito», tendo editado e dirigido uma 2.ª série desta publicação.

O rigor na investigação e qualidade dos seus trabalhos tem sido apreciada em todo o país. Foram-lhe atribuídos 27 prémios. Expôs com sucesso em vários países da Europa, na China, no Japão e no Brasil. Primeiro autor a ser galardoado com o Prémio de Honra do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 1990. No ano seguinte foi distinguido com a Medalha Municipal de Ouro de Mérito e Dedicação da sua cidade natal, onde o seu nome está atribuído a uma escola e a uma avenida. Referenciado no «Dictionnaire mondial de la bande dessiné, Larousse» edição de 1998, e com destaque no «Larousse de la BD» em 2004.

Os Lusíadas – Edição Comemorativa dos 450 Anos da Primeira Publicação
José Ruy
Âncora Editora
ISBN 978 972 780 834 2
Edição: 8.ª Edição – Outubro de 2022
Páginas: 138
Formato: 21,5x30cm
PVP: 29€
Compra com 10% destaque e portes grátis

 

 

24
Nov22

RUINATION, o primeiro livro LEAGUE OF LEGENDS já saiu!

Niel Tomodachi

O primeiro livro ambientado no universo de League of Legends, um dos videojogos mais populares de sempre chegou às livrarias portuguesas.

Segurou-a com a sua última força, com mãos que se assemelhavam mais às garras de um abutre do que a qualquer coisa que pertencesse a um homem.

«Promete-me», gemeu, ardendo com um fogo desesperado.

«O rapaz não tem temperamento para governar. Culpo-me, mas és tu quem deverá suportar o peso, neta. Promete-me que o orientarás. Aconselha-o. Controla-o, se necessário. Protege Camavor. Passou a
ser este o teu dever.»

«Prometo, avô», disse Kalista. «Prometo.»

RUINATION - League of Legends

Quando o tio de Kalista, o jovem e narcisista Viego, se torna rei, ela promete moderar os seus instintos destrutivos, tornando-se sua leal confidente, conselheira e general militar. No entanto, Kalista vê os seus desígnios gorados quando a lâmina envenenada de um assassino atinge a esposa de Viego, Isolde, contagiando-a com uma doença incurável.

À medida que o estado de Isolde piora, Viego desce à loucura e à dor, ameaçando arrastar Camavor consigo. É então que Kalista tenta uma jogada desesperada para salvar o reino, lançando-se em busca das Ilhas Abençoadas. As ilhas, há muito desaparecidas, poderão ser a chave para a salvação da rainha — isto é, se Kalista conseguir encontrá-las.

A corrupção cresce na capital das Ilhas Abençoadas, onde um guardião vingativo procura enredar Kalista nas suas cruéis intrigas. Ela será forçada a escolher entre a sua lealdade a Viego e fazer o que ela sabe que é certo… Porque, mesmo perante a escuridão absoluta, um gesto nobre pode acender a luz que salvará o mundo. 

Um conto épico de magia, de vingança e de um império à beira da ruína. 

RUINATION - League of Legends

Título: Ruination
Autor: Anthony Reynolds
Nuvem de Tinta
Nº de pág.: 464
PVP: 19,95€
Data de publicação: 21 novembro 2022
Compra com 10% Desconto e portes grátis

RUINATION - League of Legends - Wook

Anthony Reynolds é oriundo de Sydney, na Austrália.

A paixão por videojogos nasceu cedo, o que o levou a enveredar por uma carreira na área dos jogos e da escrita.
Ao longo de mais de vinte anos, publicou inúmeras histórias, jogos, romances e audiodramas.
Começou a jogar League of Legends na segunda temporada (jogava bastante mal com Shaco) e ingressou na Riot Games em 2014.
Depois de vários anos a viver no Reino Unido e nos EUA, regressou a Sydney, onde vive perto da praia com a mulher, Beth, a filha, Maya, o filho, Avery, e o seu gato, tão adorável quanto idiota, chamado Thor.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub