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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

21
Jul21

Primeiro-ministro húngaro convocou referendo sobre lei anti-LGBTI

Niel Tomodachi

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou hoje que será realizado um referendo na Hungria sobre a lei anti-LGBTI e pediu o apoio dos eleitores, depois de a Comissão Europeia ter lançado um processo de infração contra Budapeste.

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"Bruxelas atacou claramente a Hungria nas últimas semanas em relação à lei" que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores, disse o primeiro-ministro num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.
 

Em seguida, Orbán listou cinco perguntas, questionando os húngaros, por exemplo, sobre se estes aceitariam que a escola "debatesse sexualidade com os seus filhos sem o seu consentimento", se apoiariam "a promoção do tratamento de redesignação sexual para menores" ou a "apresentação irrestrita a menores de conteúdos mediáticos de natureza sexual que afetem o seu desenvolvimento".

Orbán, que não indicou a data para a realização deste referendo, pediu aos húngaros que respondessem "não" a todas as perguntas.

O anúncio deste referendo faz parte de um conflito legal entre Bruxelas e Budapeste sobre uma lei sobre a proteção de menores, adotada em 15 de junho, que proíbe nomeadamente o debate com menores sobre homossexualidade e mudança de sexo.

O executivo europeu, que considerou esta lei discriminatória contra pessoas LGBTI (lésbicas, 'gays', bissexuais, transgénero e intersexuais), lançou um processo de infração contra a Hungria, que pode levar a uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) e depois a sanções financeiras.

Desde o retorno ao poder de Viktor Orbán, em 2010, o Tribunal Europeu de Justiça e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm condenado regularmente a Hungria por reformas que visam a justiça, os meios de comunicação, os refugiados, as organizações não-governamentais, universidades ou minorias.

O autarca de Budapeste, Gergely Karacsony (do Partido Verde), reagiu hoje ao anúncio do referendo dizendo que se trata de um estratagema para distrair os húngaros de outras questões.

"Estou a organizar o meu próprio referendo" para perguntar aos húngaros o que pensam sobre a gestão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a instalação de 'uma universidade chinesa' na capital e a 'venda das rodovias'", ironizou Karacsony numa mensagem divulgada na rede social Facebook.

 

17
Jul21

"Yes, Daddy" by Jonathan Parks-Ramage

Niel Tomodachi

A propulsive, scorching modern gothic, Yes, Daddy follows an ambitious young man who is lured by an older, successful playwright into a dizzying world of wealth and an idyllic Hamptons home where things take a nightmarish turn.

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Sobre o Livro:

Jonah Keller moved to New York City with dreams of becoming a successful playwright, but, for the time being, lives in a rundown sublet in Bushwick, working extra hours at a restaurant only to barely make rent. When he stumbles upon a photo of Richard Shriver—the glamorous Pulitzer Prize–winning playwright and quite possibly the stepping stone to the fame he craves—Jonah orchestrates their meeting. The two begin a hungry, passionate affair.

When summer arrives, Richard invites his young lover for a spell at his sprawling estate in the Hamptons. A tall iron fence surrounds the idyllic compound where Richard and a few of his close artist friends entertain, have lavish dinners, and—Jonah can’t help but notice—employ a waitstaff of young, attractive gay men, many of whom sport ugly bruises. Soon, Jonah is cast out of Richard’s good graces and a sinister underlay begins to emerge. As a series of transgressions lead inexorably to a violent climax, Jonah hurtles toward a decisive revenge that will shape the rest of his life.

Riveting, unpredictable, and compulsively readable, Yes, Daddy is an exploration of class, power dynamics, and the nuances of victimhood and complicity. It burns with weight and clarity—and offers hope that stories may hold the key to our healing.

 

Sobre o Autor:

JONATHAN PARKS-RAMAGE’s writing has been widely published in such outlets as Vice, Slate, Out, W, Atlas Obscura, Broadly, and Elle. He is an alumnus of the Bread Loaf Writers’ Conference. Parks-Ramage lives in Los Angeles with his partner, Ryan O’Connell. Yes, Daddy is his debut novel.

 

16
Jul21

Dilemas de um jovem príncipe gay animam ‘Young Royals’, sucesso da Netflix

Niel Tomodachi

Nova série sueca retrata desafios de um príncipe dividido entre os deveres da realeza e o amor por outro rapaz.

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*O texto contém spoilers da primeira temporada de ‘Young Royals’ 

Se para muitos adolescentes gays o período de descobertas e despertar da sexualidade é difícil mesmo nos dias de hoje, para os integrantes da realeza europeia, que precisam seguir uma série de normas, esse caminho pode ser ainda mais árduo. Wilhelm (Edvin Ryding), príncipe da Suécia, vê-se diante de um dilema: ser exemplar aos olhos da coroa ao mesmo tempo em que se apaixona pelo amigo Simon (Omar Rudberg), e passa por um turbilhão chamado adolescência na nova série de sucesso da Netflix, Young Royals.

Do primeiro beijo dos dois, dado de forma receosa pelo príncipe que diz “eu não sou…”, sem completar a frase, até a primeira vez que fazem sexo, os clichês da juventude e da intensidade que caracteriza essa fase da vida embalam as experiências do casal gay – uma temática tratada com abertura e naturalidade que não seriam tão comuns até poucos anos atrás.

O relacionamento de Wilhelm e Simon ganha contornos folhetinescos quando o destino impõe uma reviravolta na vida do principezinho: até então à margem da linha de sucessão, ele se vê em vias de assumir o trono com a morte de seu irmão. Se na vida real o príncipe indiano Manvendra Singh Gohil se assumiu gay, em 2006, e quase foi deserdado pela família, no universo fictício da série os reis da Suécia, principalmente a mãe, não se mostram muito contentes com a ideia — até mesmo porque o namoro vem à tona com o escândalo de uma sex tape vazada. 

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Em vez de ser ambientada na luxúria e riqueza dos palácios, Young Royals aposta num cenário mais comum para os adolescentes: a escola. Tendo como palco central o colégio interno que abriga grande parte da aristocracia e da realeza da Suécia, as tramas são universais e fogem da perfeição física idealizada tão explorada nesse tipode série. O sexo desenfreado e performático dos protagonistas de Elite, também da gigante do streaming, dá lugar a adolescentes com rostos cobertos de espinhas e corpos em graus de beleza variados. 

Com o desafio de virar rei, Wilhelm passa do típico menino rebelde com ares de príncipe Harry a alguém que precisa lidar com as responsabilidades impostas pela família para ser o futuro rei, à la príncipe William. Enquanto isso, lida com a dúvida crucial: assumir seu relacionamento com outro garoto ou manter-se no armário para gerir a crise na coroa? No meio de especulações sobre sua sexualidade, que vão parar na capa dos tabloides de fofoca e de todos os olhares, a opção mais fácil vence. Com um gancho que não dá por acabada a história dos meninos, basta esperar pela segunda temporada para saber que fim terá a história dos amantes gays desafortunados. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15
Jul21

Direitos LGBT. Bruxelas abre processos de infração a Hungria e Polónia

Niel Tomodachi

A Comissão Europeia lançou hoje processos de infração à Hungria e à Polónia para "proteger os direitos fundamentais" europeus, após os dois países terem introduzido medidas que põem em causa os direitos das pessoas LGBTIQ.

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"A Comissão está a abrir processos de infração contra a Hungria e a Polónia relacionados com a igualdade e com a proteção dos direitos fundamentais", lê-se num comunicado de imprensa publicado pelo executivo comunitário.

No que se refere à Hungria, a Comissão Europeia abriu um processo de infração devido à lei anti-LGBTIQ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais e queer), aprovada em 15 de junho no país, e que, na sua fundamentação, proíbe "a promoção" da homossexualidade junto de menores de 18 anos.

Segundo a Comissão Europeia, apesar de a "proteção de menores sem um interesse público legítimo, que a União Europeia (UE) partilha e persegue", o Governo húngaro não conseguiu explicar ao executivo comunitário "porque é que a exposição de crianças a conteúdos LGBTIQ seria prejudicial para o seu bem-estar ou não estaria de acordo com os seus melhores interesses".

Elencando assim um conjunto de regras europeias que a lei húngara viola, a Comissão Europeia frisa que as disposições do diploma também "violam a dignidade humana, a liberdade de expressão e de informação, o respeito pelo direito humano" e os valores europeus que estão consagrados no artigo 2.º dos Tratados da UE.

A Comissão Europeia lança também outro processo de infração ao Governo húngaro por, a 19 de janeiro, ter obrigado uma editora a publicar um aviso num livro para crianças que continha histórias com pessoas LGBTIQ, onde avisava que os textos mostravam "formas de comportamento que desviam dos papéis tradicionais de género".

"Ao impor uma obrigação de fornecer informações sobre uma divergência em relação aos 'papéis tradicionais de género', a Hungria está a restringir a liberdade de expressão dos autores e editores de livros, e discrimina por motivos de orientação sexual de uma forma injustificada", salienta a Comissão.

Em ambos os processos, o executivo comunitário enviou uma carta de notificação à Hungria, em que estabelece um prazo de dois meses para obter uma resposta, sob pena de avançar com os procedimentos, que, a longo prazo, podem levar a uma queixa junto do Tribunal de Justiça da UE.

Já no que é relativo à Polónia, a Comissão Europeia considera que as autoridades polacas não responderam "completamente e apropriadamente" aos pedidos de esclarecimento do executivo comunitário relativos à "natureza e ao impacto" das chamadas "zonas livres de pessoas LGBTIQ", que foram introduzidas através de resoluções em centenas de municípios e cidades polacas desde 2019.

Mostrando-se "preocupada" pelo facto de que as zonas "podem violar a lei europeia no que se refere à não-discriminação, com base na orientação sexual", a Comissão Europeia frisa que é "necessário levar a cabo uma análise detalhada da compatibilidade das resoluções [que estabelecem as zonas] com a lei europeia".

No entanto, para conseguir levar a cabo a análise em questão, a Comissão frisa que é necessária que lhe seja fornecida "informação adequada e abrangente pelas autoridades polacas", o que, apesar de um "apelo claro" feito pelo executivo comunitário em março, Varsóvia continua sem cumprir, "evitando manifestamente responder à maioria dos pedidos da Comissão".

"A Polónia está assim a dificultar a capacidade da Comissão para exercer os poderes que lhe são conferidos pelos Tratados, e não está a respeitar o princípio da cooperação sincera (...) que exige que os Estados-membros cooperem genuinamente com as instituições europeias", aponta o comunicado.

Nesse sentido, a Comissão Europeia enviou uma carta de notificação devido à "falta de cooperação" da Polónia, dando, à semelhança da Hungria, dois meses ao Governo local para responder, antes de proceder ao próximo passo do processo de infração.

O executivo comunitário cumpre assim a ameaça que tinha sido feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, na semana passada, tinha afirmado que, caso a Hungria não "corrigisse" a lei anti-LGBTIQ, a Comissão Europeia iria utilizar "todos os poderes ao seu alcance".

"A Europa nunca irá permitir que partes da nossa sociedade sejam estigmatizadas seja devido a quem amam, à sua idade, etnia, opinião política ou crença religiosa. Porque nunca nos podemos esquecer: quando defendemos uma parte da nossa sociedade, estamos a defender a liberdade da nossa sociedade como um todo", tinha referido Von der Leyen na altura.

 

25
Jun21

Portugal vai assinar carta contra lei anti-LGBT da Hungria a 1 de Julho

Texto by dezanove.pt

Niel Tomodachi

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A carta aberta já foi subscrita por 16 Estados-Membros e será também assinada por Portugal a 1 de Julho, no dia em que Portugal deixa de presidir à UE. A informação foi relevada por Marcelo Rebelo de Sousa esta quinta-feira e António Costa confirma que Portugal vai assinar a carta.

24
Jun21

Pride: a nova coleção arco-íris da Havaianas celebra o orgulho LGBTQIA+

Niel Tomodachi

Além de chinelos, há uma mini bag brilhante, um porta-chaves e um modelo de meias. Por cada produto vendido, 7% do valor reverte para o movimento All Out.

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O nome Marsha P. Johnson pode não lhe ser familiar. Porém, é o nome da mulher que foi a grande responsável pela origem do movimento ativista e de orgulho LGBTQIA+. Afro-americana e drag queen, Marsha atirou um tijolo contra um polícia, em 1969, em Nova Iorque, nos EUA, e deu assim início a uma longa caminhada de protestos, marchas e manifestações a favor da igualdade.

Hoje em dia, embora a comunidade LGBTQIA+ já tenha conquistado vários direitos, continua a lutar por uma maior e melhor integração na sociedade. É por isso que todos os anos, em junho, se celebra o mês Pride, um movimento mundial que pretende sensibilizar e mudar mentalidades.

A esta celebração juntam-se centenas de marcas que aproveitam a data para lançarem coleções com as cores do arco-íris — um símbolo da comunidade. Esta não é a primeira vez, porém, que a Havaianas desenha uma linha de produtos totalmente dedicada ao orgulho LGBTQIA+.

Quase 60 anos depois da sua criação, no Brasil, a Havaianas é conhecida por tornar o mundo mais colorido. Assim, o lançamento da nova coleção Havaianas Pride celebra não só o que a marca representa, mas também o seu apoio a todos os tipos de amor.

Foi em 2020 que a Havaianas lançou a sua primeira coleção dedicada exclusivamente ao apoio à comunidade LGBTQIA+. Nesta altura, foi lançada uma gama de chinelos com várias cores e um único objetivo – incentivar o diálogo, a inclusão social e o empoderamento da comunidade. 

Agora, um ano depois, a coleção Pride está ainda melhor (e mais composta). Além de cinco modelos de chinelos, existe uma mini bag brilhante, um porta-chaves e um modelo de meias que já estão disponíveis no site da marca e nas suas lojas físicas. As cores, essas, são as de sempre – um verdadeiro arco-íris, frases inspiracionais, novos padrões coloridos e muitos corações.

Juntamente com as novas peças, a Havaianas lançou também um filme com o mote “Por dias mais livres”, cujo objetivo é mostrar que “os dias são mais bonitos quando todos são bem-vindos”. Por cada produto desta coleção vendido, 7% do valor reverte para o All Out, um movimento global pelos direitos LGBTQ+ que mobiliza milhares de pessoas com o intuito de construir um mundo onde ninguém terá que sacrificar a sua família ou liberdade, segurança ou dignidade, em prol de quem ama.

Graças a doações como esta, a All Out consegue realizar ações de apoio à comunidade em países como Brasil, Polónia, Venezuela, México, Alemanha e Líbano. Em 2020, foram doados cerca de 50 mil euros à All Out, gerados com a venda de mais de 150 mil peças dos produtos Pride Havaianas.

 

22
Jun21

A maior ciclovia arco-íris do mundo foi inaugurada nos Países Baixos

Niel Tomodachi

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Uma universidade nos Países Baixos marcou o Mês do Orgulho LGBTI ao pintar aquela que se acredita ser a ciclovia arco-íris mais longa do mundo. O percurso de mais de 570m pode ser encontrado no Parque Científico de Utrecht (parte da Universidade de Utrecht) na cidade de Utrecht: a cerca de 45 minutos de carro ao sul de Amsterdão.

O caminho foi ideia do estudante Elias van Mourik, de 22 anos. Em comunicado à imprensa, disse: “Muitas pessoas vivem, trabalham e estudam no Parque Científico de Utrecht. Portanto, é ótimo que exista aqui um símbolo que mostre que todas as pessoas são aceites.”

Queremos mostrar que todas as pessoas podem ser elas mesmas e são bem-vindas ao Parque Científico de Utrecht”, disse Elena Valbusa, Diretora de Diversidade da Universidade de Ciências Aplicadas de Utrecht.

O caminho é um projeto conjunto entre três instituições: Universidade de Ciências Aplicadas de Utrecht, Universidade de Utrecht e a UMC Utrecht. Elas também irão lançar iniciativas para promover a diversidade e a inclusão mais tarde este ano, dado que os eventos foram adiados por causa da pandemia da Covid19.

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22
Jun21

ILGA repudia posição da UEFA de impedir cores do arco-íris em Munique

Niel Tomodachi

A ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo repudiou esta terça-feira a decisão da UEFA em impedir que o estádio Allianz Arena em Munique se iluminasse com as cores do arco-íris para o Alemanha-Hungria.

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"A ILGA Portugal lamenta a decisão da UEFA em rejeitar a iluminação arco-íris do estádio de Munique aquando do jogo entre Alemanha e a Hungria, considerando que este seria um gesto simbólico mas de cariz macro no que toca ao posicionamento pró-direitos LGBTI por parte das associações europeias de futebol", pode ler-se em comunicado.

A associação ligada aos direitos da comunidade LGBTI endereçou ainda um apelo à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), pedindo "um posicionamento" àquela instituição, com o hastear de uma bandeira arco-íris na sede, bem como "a promoção de políticas de inclusão e diversidade no contexto do futebol nacional".

O mesmo apelo foi ainda dado a conhecer ao secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo.

A ILGA aplaudiu ainda a proposta da Câmara de Munique, que queria fazer brilhar as cores do arco-íris na resposta a uma legislação aprovada pelo parlamento húngaro.

"A ILGA Portugal recorda igualmente que, enquanto o capitão da equipa alemã, Manuel Neuer, vestiu uma braçadeira arco-íris - alvo da abertura de uma investigação por parte da UEFA [mais tarde levantada] -, o capitão da equipa portuguesa, Cristiano Ronaldo, foi vítima de cânticos de teor homofóbico por parte das bancadas húngaras", lembra.

A associação considera "fulcral que a FPF se demarque dos mesmos e clarifique que este tipo de discurso de ódio (...) não é bem-vindo no desporto".

Citada em comunicado, a presidente da associação, Ana Aresta, considera a nova legislação um "atropelamento aos direitos humanos" e assinalou a intenção em Munique como "um claro sinal de inclusão e liberdade", bem como "uma mensagem de segurança para os milhares de jovens LGBTI" que seguem a modalidade.

"Questiona-se se esta decisão teria o mesmo tratamento se o momento simbólico remetesse a outros tipos de ações de afirmação da UEFA, nomeadamente as de cariz comercial", questiona a dirigente associativa.

O parlamento magiar aprovou uma lei contra a pedofilia que inclui a proibição de falar com menores sobre homossexualidade ou mudança de sexo, na escola e nos media.

A ILGA junta-se assim à enxurrada de críticas à UEFA pelo facto de esta recusar a proposta da câmara municipal de Munique de iluminar o estádio com essas cores em apoio à comunidade LGBT na Hungria.

Para esta decisão, a UEFA argumentou que é uma organização neutra e que iluminar o estádio enviaria uma mensagem política sobre uma decisão tomada pelo parlamento nacional húngaro.

 

22
Jun21

Portugal não assinou carta sobre direitos LGBT na Hungria por "dever de neutralidade"

Niel Tomodachi

"A estigmatização das pessoas LGBTQI constitui uma violação manifesta do seu direito fundamental à dignidade", dizem 13 países. Portugal não assinou carta por "dever de neutralidade".

transferir.jpgA secretária de Estado dos Assuntos Europeus defendeu esta terça-feira que Portugal não subscreveu uma carta assinada por 13 Estados-membros sobre os direitos LGBT na Hungria devido ao “dever de neutralidade” que tem enquanto presidência do Conselho da UE.

“Não assinei o documento porque assumimos atualmente a presidência e temos um dever de neutralidade. Estava a decorrer ao mesmo tempo o debate no Conselho [os Estados-membros debateram esta terça-feira o respeito pelo Estado de direito na Hungria e na Polónia], e nós temos o papel de ‘mediador honesto’ que tem um preço: o preço é o de que não pudemos assinar o documento esta terça-feira”, afirmou Ana Paula Zacarias.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus falava em conferência de imprensa após ter presidido à última reunião do Conselho de Assuntos Gerais da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE), que decorreu est terça-feira no Luxemburgo.

Num dia em que 13 países da União Europeia endereçaram uma carta à Comissão Europeia onde instam o executivo comunitário a “utilizar todos os instrumentos à sua disposição para garantir o pleno respeito do direito europeu“, perante uma lei húngara considerada “discriminatória para as pessoas LGBT”, Ana Paula Zacarias afirmou que a “posição de Portugal é muito clara” sobre o assunto.

“A posição de Portugal é muito clara no que se refere à tolerância, ao respeito pela liberdade de expressão, e aos direitos das pessoas LGBTIQ. Não há absolutamente nenhuma dúvida sobre a posição de Portugal nesta questão”, salientou a responsável. Afirmando assim que é “claro” que teria assinado a carta se tivesse sido a título individual, Ana Paula Zacarias reiterou que a declaração não foi assinada por Portugal porque o país assume atualmente a liderança do Conselho da UE.

A secretária de Estado relembrou assim as palavras que pronunciou esta terça-feira de manhã à entrada para o Conselho de Assuntos Gerais, onde referiu que “as cores do arco-íris unem a diversidade“, em referência às críticas feitas pela Hungria à autarquia de Munique por querer iluminar o seu estádio com as cores associadas à comunidade LGBT.

“Acho que a declaração desta manhã foi muito clara relativamente à posição que temos sobre este assunto“, afirmou a responsável.

 

Treze países da UE instam Comissão a fazer Hungria respeitar direitos LGBT

Treze países da União Europeia instaram esta terça-feira a Comissão Europeia a “utilizar todos os instrumentos à sua disposição para garantir o pleno respeito do direito europeu”, perante uma lei húngara considerada “discriminatória para as pessoas LGBT”.

“Expressamos a nossa profunda preocupação quanto à adoção, pelo parlamento húngaro, de legislação discriminatória em relação às pessoas LGBTQI (lésbicas, ‘gays’, bissexuais, transgénero, ‘queer’ e intersexuais) e que viola o direito à liberdade de expressão sob o pretexto de proteger as crianças”, escreveram os 13 Estados-membros. Redigido por iniciativa da Bélgica, o texto foi assinado por mais 12 Estados-membros: Holanda, Luxemburgo, França, Alemanha, Irlanda, Espanha, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Estónia, Letónia e Lituânia.

“Instamos a Comissão Europeia, enquanto guardiã dos tratados, a utilizar de imediato todos os instrumentos ao seu dispor para garantir o pleno respeito do direito europeu, incluindo recorrer ao Tribunal de Justiça da UE”, lê-se no documento.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, escreveu no Twitter que a União Europeia “assenta na diversidade e no respeito mútuo”, o que “aplica-se a todas as áreas da sociedade, da economia e também a todos os desportos!”

A Hungria aprovou a 15 de junho uma lei proibindo “a promoção” da homossexualidade junto de menores de 18 anos, o que desencadeou a inquietação dos defensores dos direitos humanos, numa altura em que o Governo conservador de Viktor Orbán multiplica as restrições à comunidade LGBT.

O novo diploma húngaro “introduz uma proibição da ‘representação e da promoção de uma identidade de género diferente do sexo à nascença, da mudança de sexo e da homossexualidade’ junto de pessoas com menos de 18 anos”, indicam os países signatários, condenando “uma forma flagrante de discriminação assente na orientação sexual, na identidade e na expressão do género”.

“A inclusão, a dignidade humana e a igualdade são valores fundamentais da nossa União Europeia, e não podemos transigir quanto a esses princípios”, sustentam. “A estigmatização das pessoas LGBTQI constitui uma violação manifesta do seu direito fundamental à dignidade, tal como consagrado na Carta Europeia dos Direitos Fundamentais e no direito internacional”, sublinham os 13 signatários no documento.

Segundo a chefe da diplomacia belga, Sophie Wilmès, trata-se de “um apelo claro à ação”. “A Europa dos valores não é um menu ‘à la carte’”, afirmou a ministra, citada em comunicado. “Nós temos a obrigação de dizer aos nossos parceiros quando estamos profundamente convictos de que eles escolheram o caminho errado”, acrescentou.

 

17
Jun21

A nova coleção da New Balance celebra o orgulho LGBTI com as cores do arco-íris

Niel Tomodachi

Chama-se "Everybody's Welcome" e foi desenvolvida por Zoie Lam, artista visual de Hong Kong. Inclui peças de roupa e sapatilhas.

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Desde 1969 que junho está marcado nos calendários como o mês da celebração dos direitos da comunidade LGBTI. Hoje em dia, embora já tenha conquistado vários direitos, a comunidade continua a lutar por uma maior e melhor integração na sociedade.

É por isso que todos os anos se celebra o mês Pride, um movimento mundial que pretende sensibilizar para o tema e mudar a mentalidade das pessoas. A esta celebração juntam-se centenas de marcas que aproveitam a data para lançarem coleções especiais com designs irreverentes e cores do arco-íris — um símbolo LGBTI. Mais uma vez, a New Balance não foi exceção. 

A marca americana anunciou recentemente a sua nova coleção Pride 2021, com o mote “Everybody’s Welcome”, que significa, em português, “todos são bem-vindos”. A linha inclui peças de calçado e roupa mas também uma curta-metragem dedicada à história da Front Runners New York Pride Run. 

 

Inspirada pela comunidade LGBTI de todo o mundo, esta nova coleção foi pensada e desenhada por Zoie Lam, uma artista visual de Hong Kong. Tanto as sapatilhas como as peças de roupa têm designs originais de Zoie, “que são emblemas da felicidade e otimismo”. As suas personagens não têm género e exemplificam a cordialidade e a empatia. O objetivo é, precisamente, destacar a crença da New Balance de que “todos são bem-vindos”, não importa como se identificam.

Além de T-shirts com grafismos, um calção, um casaco e uma camisola de cavas, a coleção é composta pelas sapatilhas Fresh Foam Tempo, o clássico 5740 e ainda umas sandálias. As peças são um verdadeiro arco-íris, com cores irreverentes, padrões arrojados e ilustrações muito divertidas. Todas já estão à venda no site da marca americana.

A curta-metragem da coleção

A peça protagonista da coleção Pride 2021 da New Balance é a curta-metragem criada em conjunto com o Clube Front Runners New York, que conta a história dos 40 anos do Front Runners Pride Run. O filme é dirigido por Rose Bush, diretora de fotografia da curta-metragem “Colette”, vencedora de um Óscar.

O filme Front Runners Pride Run destaca a história de Urie Dvorozniak, um universitário desempregado de Nova Iorque que anseia por uma comunidade que o aceite e que abrace a sua identidade, sem quaisquer julgamentos. O filme ilustra bem a importância de sermos capazes de ultrapassar os nossos obstáculos e evidencia a importância de construir a nossa autoconfiança, independentemente da nossa diferença. 

Além disso, pelo terceiro ano consecutivo, a New Balance apoia a GLSEN, uma organização com sede nos Estados Unidos focada em defender as questões LGBTI+ e em criar ambientes escolares mais seguros para jovens e alunos LGBTI+ do ensino básico até ao secundário.

A New Balance comprometeu-se em doar cerca de 83 mil euros (100 mil dólares) ao longo de dois anos para apoiar diretamente o programa “Changing the Game” da GLSEN, que está a ser redesenhado e relançado para criar espaços seguros em vestiários. Além da doação, a New Balance usará a sua plataforma mundial para ajudar na missão da GLSEN e dar visibilidade aos seus vários projetos.

“Como uma marca global que enfatiza a importância da diversidade e inclusão, a New Balance tem o orgulho de celebrar a comunidade LGBTI+ em todo o mundo e facilitar a participação no atletismo. Defendemos a igualdade no acesso ao desporto para todos”, explica Jeff McAdams, VP de Global Marketing.

 

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