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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

19
Jan22

Vem aí um congresso gratuito para aprender tudo sobre alimentação e nutrição

Niel Tomodachi

Entre as várias temáticas, destacam-se a perda de peso, saúde mental e populações especiais. Saiba como pode participar

Se a nutrição e a alimentação são áreas que lhe despertam curiosidade, temos boas notícias. Já se pode inscrever, gratuitamente, para assistir ao I Congresso Internacional Online para Nutricionistas. Acontece nos dias 25, 27 e 29 de janeiro.

Nutrição desportiva, perda de peso, populações especiais, futuro da profissão, saúde mental e à volta do mundo são algumas das temáticas que mais de 30 especialistas vão explorar em masterclasses e debates no decorrer da iniciativa. Para participar, precisa apenas de smartphone, tablet ou computador, além de uma boa ligação à Internet.

Pedro Meirinhos, nutricionista desportivo no Futebol Clube do Porto; Margarida Beja, nutricionista especialista nos cuidados intermédios e intensivos no Universitary Hospital Southampton NHS Foundation Trust; e Noélia Arruda, nutricionista clínica e autora do livro “Manual para a Fertilidade, Gravidez e Amamentação”, são alguns dos profissionais confirmados no cartaz do evento.

Durante o congresso, haverá ainda um momento em que o público pode esclarecer todas e quaisquer questões, assim como fazer sugestões ou outro tipo de partilha, garantem. A programação, em atualização, está disponível no site da Nutrition Academy. A mais recente escola do Grupo Academy é a responsável pela organização do encontro virtual.

 

10
Nov21

Perder peso sem deixar de comer arroz, massa e batatas também é possível

Niel Tomodachi

É possível emagrecer mesmo que coma hidratos de carbono ao almoço e jantar — mas é preciso seguir algumas regras.

A palavra dieta é muitas vezes associada à restrição alimentar e à eliminação dos hidratos de carbono do prato. A maioria dos nutricionistas recomenda a diminuição do consumo de arroz, massa ou batatas para conseguir perder peso. No entanto, é possível continuar a incluí-los nas suas refeições — com algumas regras.

Os hidratos de carbono são fundamentais para o nosso organismo e são a nossa principal fonte de energia diária –  seja para respirar ou fazer uma corrida. Devemos ingerir hidratos de carbono complexos (massa, arroz, batata, feijão, grão, cereais) porque são de absorção lenta e fazem-nos sentir saciados durante mais tempo.

nutricionista Maria Gama, autora do blogue “Põe-te na linha” explica que podemos perder peso sem ter de deixar de parte os hidratos de carbono (como o arroz, massa ou batata). No entanto, tem de ter atenção a algumas regras para conseguir emagrecer e manter-se saudável, sem restrições alimentares:

 

Comece pelos legumes

A maioria das vezes, temos mais olhos que barriga e ao começar pelo arroz, massa ou batata, a probabilidade de ainda querermos mais pode ser maior.

Se, no entanto, começarmos a refeição pelos legumes, preenchendo logo uma parte do estômago, a quantidade de hidratos de carbono que ingerimos irá será menor. Por isso, é muito importante nunca esquecer de inclui hortícolas no prato — que muitas vezes não são incluídos — e, isso sim, é um erro.

Normalmente, encontramos sempre forma de ter carne/peixe/ovos, a acompanhar arroz, batata ou massa e acabamos por pensar que já não temos tempo para acrescentar verduras. Na verdade, se tivermos pouco tempo e tivermos alguns legumes congelados, cozem até mais rápido do que fazer um arroz. Umas folhas de alface (ou folhas de espinafre ou agrião cruas) também podem ser uma forma rápida e fácil de acrescentar verde ao seu prato.

 

Escolha os alimentos certos

Comer arroz, massa, ou batata cozidos apenas em água é muito diferente de optar por umas batatas-fritas ou por um esparguete à carbonara com natas. Atenção: este tipo de refeições têm o seu lugar no cardápio de um estilo de vida saudável.  O importante é que seja feito de forma equilibrada. 

É importante perceber que é possível comer hidratos de carbono, sem aumentar de peso, desde que faça as escolhas mais adequadas. Optar por uma massa com natas, bacon ou chouriço é bem diferente do que consumir um arroz branco ou de cenoura, por exemplo.

Prefira, por exemplo, arroz, esparguete ou batata-doce sem molhos de adição. “O que engorda não é comer uma batata, são as 10 batatas que comemos ou o pãozinho no molho”,  indica a nutricionista.

 

Valorize o que come

Os hidratos de carbono não são todos iguais. A maioria das bolachas — na sua maioria feitas com farinha de trigo — acabam por ter na sua composição nutricional uma elevada quantidade de gordura e de açúcar. Se comer, opte por bolachas de arroz ou milho, por exemplo.

É frequente evitar comer arroz ou massa ao almoço ou ao jantar e depois terminar o dia a comer umas bolachas antes de ir dormir. “Mais vale comer o arroz ou a massa na refeição principal”, explica Maria Gama.

 

Não se esqueça do acompanhamento fundamental

Uma refeição completa deve ser constituída por uma sopa de legumes, proteína, hidratos de carbono e legumes (regra geral, que deve ser adaptada a cada pessoa).

“Ao deixarmos de lado a sopa ou os legumes, podemos exagerar no prato principal. Se não começar a refeição com sopa ou não acompanhar o prato principal com legumes a probabilidade de exagerar no prato principal é muito maior”, admite a nutricionista.

Além disso, sendo o arroz ou as batatas alimentos saborosos (e com açúcares naturalmente presentes) que nos sabem bem, é muito fácil abusar, mesmo quando não queremos simplesmente porque não nos apercebemos.

“Passei muitos anos sem comer hidratos de carbono e era mais pesada. Hoje em dia como-os a todas as refeições e tenho menos peso”, explica Maria. O que mudou? Tudo o resto: deixou de comer bolachas, snacks, passou a comer sopa, legumes, deixou de beber refrigerantes e evita passar demasiadas horas consecutivas sem comer.

 

05
Nov21

Ruff Dog: dieta natural para cães e gatos

Niel Tomodachi

Rita Nova é veterinária, Joana Carido é nutricionista, e juntas criaram a Ruff Dog, comida saudável para animais de companhia. Os alimentos são cozinhados a baixa temperatura e com o máximo aproveitamento de cada ingrediente.

Começou como um blogue, tornou-se marca de comida saudável para cães e gatos, ganhou forma com loja aberta em Queijas, Oeiras. Rita Nova, veterinária, e Joana Carido, nutricionista, conheceram-se, por acaso, num seminário de treino de cães. Tornaram-se amigas, perceberam que pensavam da mesma maneira sobre nutrição e saúde dos animais, juntaram ideias e construíram um espaço dedicado ao bem-estar físico e mental do cão e do gato.

Na Ruff Dog, as dietas são pensadas ao grama, sem farinhas ou açúcares, sem aditivos nem conservantes, feitas numa cozinha profissional. “É um alimento minimamente processado, passa apenas por um processo de congelação e cozedura (no caso da cozinhada), são utilizados alimentos aptos para consumo humano e não subprodutos, frescos e não desidratados (como as rações secas), podem ser adaptados às necessidades de cada cão”, adianta a nutricionista.

Os ingredientes são exclusivamente portugueses, de produtores locais, para uma alimentação equilibrada na proporção certa de proteínas, gorduras, hidratos de carbono, fibras, vitaminas e minerais. Orelha de ovelha, peixinhos, salsicha de borrego, patas de galinha, nariz de porco, rabo de vaca, pata de peru, peito de pato, entre outras opções e a partir de 50 cêntimos. Alimentos cozinhados a baixa temperatura, sem adição de água, congelamento rápido no abatedor. Tudo pensado para combater intolerâncias e alergias e desenvolver o sistema imunitário dos animais de companhia. E não só. Rita Nova descreve os benefícios. “Aumento da energia e vitalidade. Diminuição do mau hálito causado pelo tártaro. Aumento da massa muscular. Diminuição ou desaparecimento de intolerâncias alimentares, muitas vezes causadas pelo processamento das rações. Melhora a saúde articular através do controlo do excesso de peso. Pelo e pele mais saudáveis.” Joana Carido lembra ainda que “muitas doenças dos nossos animais (e nossas) surgem pelo consumo excessivo de alimentos altamente processados”.

A Ruff Dog não tem apenas snacks naturais, disponibiliza também objetos para interação com os donos, coisas para roer, jogos de enriquecimento e estimulação mental, artigos de treino e de desporto, além de suplementos alimentares. “Acreditamos que o conhecimento veterinário de cada patologia, de alguém que trabalhou ativamente em clínica, associado ao conhecimento mais profundo da nutrição e do benefício de cada alimento, torna a nossa abordagem única no mercado”, sublinha a veterinária.

As amigas têm ideias e têm sonhos. “Nada de concreto ainda, mas podemos garantir que o nosso foco se vai manter sempre na saúde dos animais dos nossos clientes, em proporcionar, através da alimentação, uma melhor qualidade de vida”, realça Joana Carido. Por agora, os planos passam por continuar a crescer, manter a qualidade, aumentar a variedade.

 

01
Nov21

8 dicas infalíveis para conseguir emagrecer até ao Natal (sem dietas malucas)

Niel Tomodachi

Quer comer o bolo rei e as rabanadas? Comece já numa dieta pré-natal para poder aproveitar ao máximo a época natalícia.

O início de novembro é a altura ideal para começar a pensar no Natal. Até pode achar que ainda é cedo, mas o corpo de janeiro começa a ser preparado agora. O bolos rei, as rabanadas e o pão-de-ló são doces típicos da época natalícia e não, não queremos ter de fechar a boca nestes dias para não engordar. O ideal é começar já uma dieta pré-natal para começar o ano com a forma física que deseja.

A pensar nos exageros que normalmente se fazem nestes dias festivos, a nutricionista Sónia Marcelo, deixa oito dicas para conseguir fazer uma dieta pré-natal — sem exageros e sem restrições malucas. 

Definir objetivos realistas

Segundo a nutricionista, devemos começar por dirigir o nosso pensamento para aquilo que queremos. Em vez de cismar que não pode engordar e que não pode comer as azevias ou os chocolates que adora, deve considerar exatamente o contrário.

“Deve pensar que ainda tem dois meses até ao natal e que vai conseguir emagrecer um quilo por semana para estar mais descontraída na altura de comer os doces natalícios”, diz Sónia.

Definir o objetivo de quanto peso quer perder por semana é fundamental para se motivar e manter o foco.

Partilhar os objetivos com outras pessoas

Além de definir a sua meta, é importante que a partilhe com uma amiga ou familiar. Assim, vai ter sempre alguém para a motivar ao longo de todo o processo. “Assim, a pessoa assume o compromisso consigo própria mas também com outras pessoas, o que geralmente resulta melhor porque ficamos mais motivadas”, explica a nutricionista.

Fazer um plano adaptado ao dia a dia

Sónia deixa bem claro que não concorda com dietas e grandes restrições alimentares. Para equilibrar o peso até ao Natal deve elaborar um plano adaptado a si, aos seus gostos e rotinas. “Não deve fazer algo só porque a colega do lado está a fazer ou porque ouviu alguém falar disso na farmácia. Esse plano não vai resultar porque não está adaptado a si”, afirma.

O segredo para conseguir emagrecer de forma controlada e saudável é apostar em snacks práticos, que consiga transportar para qualquer lado, como peças de fruta, palitos de vegetais, frutos oleaginosos (amêndoas, nozes, sementes) ou queijos individuais magros. 

As amêndoas são um fruto seco com bastante fibra e uma excelente opção de snack.
 
 

Fazer várias refeições ao longo do dia

O lema deve ser “escutar o nosso corpo”, explica Sónia Marcelo. Esta dica é muito flexível, uma vez que há pessoas que podem fazer quatro refeições por dia e outras cinco ou seis. A regra será “comer quando tem fome e não esperar pelas apenas refeições grandes”, diz. 

Se comer apenas ao almoço ou jantar vai chegar ao final do dia com muito mais fome e, por consequência, vai ingerir mais alimentos à noite — o que não é aconselhado. “Vai consumir muitas mais calorias do que se tivesse comido várias vezes ao longo do dia”, afirma a nutricionista.

Preferir o consumo de alimentos saciantes entre refeições

Os alimentos ricos em fibra (como legumes, frutas ou frutos secos oleaginosos) vão dar uma sensação de saciedade durante mais tempo. “Também deve preferir alimentos rijos, que implicam mastigar mais vezes, diminuindo a sensação de fome”, aconselha Sónia.

Aumentar a ingestão de água 

O consumo normal diário de água deve ser de 1,5 litros, no mínimo. Segundo explica a nutricionista, uma pessoa que não ingira água suficiente vai confundir a sede com a vontade de comer: “vai alimentar-se mais e o organismo não vai funcionar da forma correta”. 

Deve beber, no mínimo, 1,5 litros de água por dia.
 
 

Não comer doces natalícios antes do tempo

Os doces típicos desta época festiva devem ser apenas consumidos no dia 24 e 25 de dezembro. Apesar de os supermercados já terem muitas opções disponíveis, o seu consumo deve ser exclusivo destes dias festivos. 

“Estes doces devem ser consumidos apenas nos dias de Natal e em doses controladas”, lembra a nutricionista.

Criar uma rotina de exercício físico

Claro que um processo de emagrecimento até ao Natal tinha de incluir uma rotina de exercício físico. “Escolha a modalidade que mais gosta e pratique entre três a quatro vezes por semana”, aconselha Sónia Marcelo. 

Neste caso, ter uma amiga ou familiar que nos acompanhe é bastante motivador e pode ajudar a levar a dieta até ao fim. “Termos o hábito de fazer exercício físico é muito importante para a nossa saúde”.

 

31
Out21

Estudo: 9% dos portugueses já seguem uma dieta veggie

Niel Tomodachi

De acordo com o estudo ‘The Green Revolution Portugal’ realizado em 2019 pela consultora espanhola Lantern (o primeiro estudo realizado a nível nacional sobre a realidade veggie), os portugueses estão a mudar os seus hábitos alimentares.

Segundo a pesquisa, existem 764 mil adultos que seguem uma dieta veggie, o que corresponde a 9% da população. 45% dos portugueses afirma ter reduzido ou eliminado o consumo de carne vermelha e 54% diz ter reduzido ou eliminado por completo o consumo de enchidos. Para além disso, é nas camadas mais jovens (18-24 anos) que se concentra o maior número de veganos e vegetarianos. Preocupação com a saúde e cuidado com o ambiente estão entre as principais razão para a adoção de uma dieta com mais plantas e menos animais.

No entanto e ainda segundo esta análise, um em cada três veggies admite ser complicado ou muito complicado encontrar pratos adequados à sua dieta fora de casa, sendo que o grau de insatisfação com os produtos substitutos disponibilizados pelo mercado é superior a 55%, demonstrando que há ainda um longo caminho a percorrer e um universo de inúmeras oportunidades.

 

14
Out21

É urgente preparar os jovens para uma vida mais saudável

Niel Tomodachi

estilo de vida

Uma em cada três crianças tem excesso de peso. Destas, 12% são obesas. Esta é a realidade do nosso país. Em 2021, a obesidade continua a ser a doença mais prevalente na infância, a nível nacional – uma das prevalências das mais elevadas a nível europeu. Assim alertam os resultados do estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI, em Portugal). E este não é o único estudo que se debruça sobre este problema que urge em ser resolvido.

Não há dúvidas de que é na medicina preventiva que está o segredo para uma vida mais saudável. Comer bem, garantir um sono de qualidade e ser ativo. Estão são, hoje e sempre, as bases para uma vida em equilíbrio e com menor risco de um vasto número de doenças. Infelizmente, a aposta nem sempre segue este caminho e por isso, não sendo os mais jovens aqueles que apresentam maior risco de problemas cardiovasculares, cancro ou outro problema prevalente em faixas etárias mais avançadas, os cuidados com a alimentação e a prática de atividade física são postos de lado.

A nível da alimentação, sabe-se que quase metade dos jovens portugueses não consome frutas nem vegetais diariamente. A percentagem é mais evidente no sexo masculino (47%) mas igualmente preocupante no sexo feminino (43%). Assim aponta o Estudo Europeu da OMS ‘Spotlight on adolescente health and well-being’.

Ainda assim, Helena Real, Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Nutrição, reconhece que “as gerações mais jovens começam a ser cada vez mais conscientes quanto à questão do equilíbrio nutricional e à sustentabilidade alimentar. Ainda assim, nem sempre esta sensibilidade se repercute em comportamentos mais saudáveis e sustentáveis em matéria alimentar, o que pode ser pressentido, por exemplo, no consumo reduzido de frutas e hortícolas por parte dos adolescentes, segundo o último inquérito alimentar português”, diz à Men’s Health.

 

O lado mental…

Maus hábitos à mesa? Crescente tendência para o excesso de peso. Se é verdade que a obesidade é um problema cada vez maior nas faixas etárias mais jovens, é também inegável que tal leva a problemas consequentes como a relação que os mais novos têm com o próprio corpo. Diz a OMS, nas conclusões do estudo Spotlight on adolescent health and well-being’, que 38% das jovens portuguesas de 15 anos considera-se gorda e 73% sentem-se pressionadas na escola. No sexo masculino, a percentagem, para a mesma idade, é de 24% e de 49%, respetivamente. Mais: “os jovens que consideram que já ficaram sozinhos na escola, por os colegas não lhe quererem fazer companhia, afirmam mais frequentemente estar a fazer dieta ou não gostar de algo no seu corpo”, revela o estudo ‘O comportamento alimentar dos jovens portugueses’.

 

…e o físico

O mesmo estudo nacional alega que “os jovens que veem televisão quatro horas ou mais por dia, referem mais frequentemente consumir alimentos pouco saudáveis”. O ciclo é vicioso, e por isso os cuidados não se podem ficar pela alimentação. Numa era em que o uso de ecrãs é cada vez mais comum, e garante presença nos quartos das crianças portuguesas cada vez mais cedo, é urgente apostar num estilo de vida mais ativo. E o problema tornou-se ainda mais urgente aquando da pandemia que, segundo Inês Marques, Pediatra no Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Descobertas, veio acentuar aquela que já era “uma tendência preocupante no estilo de vida das nossas crianças e jovens: o uso excessivo de ecrãs”. Tal hábito “tem os tornando mais sedentários, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e limitando o treino das suas competências sociais, empatia e inteligência emocional, potenciando o risco de perturbações psicológicas ou comportamentais”, acrescenta a pediatra.

 

A PANDEMIA VEIO ACENTUAR AQUELA QUE JÁ ERA “UMA TENDÊNCIA PREOCUPANTE NO ESTILO DE VIDA DAS NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS: O USO EXCESSIVO DE ECRÃS”.

 

Este aspeto é de grande importância: o estilo de vida pouco saudável seguido por grande parte das camadas mais jovens a nível nacional não diz respeito apenas à alimentação ou à prática de exercício físico. Estende-se à (falta de) socialização e outros aspetos consequentes. Como reagir? “Acompanhar a visualização de conteúdos de modo a reduzir os riscos associados; limitar o tempo diário despendido com os ecrãs, balanceando-o com o de sono e exercício físico; promover a interação social, sobretudo ao ar livre; tornar o digital lúdico e não sedentário, por exemplo através de jogos de georeferenciação”, enumera Inês Marques.

 

Mas como vai a prática desportiva?

Para João Beckert, Médico Especialista em Medicina Desportiva e em Medicina Física e de Reabilitação na Unidade de Medicina Desportiva e Performance do Hospital CUF Tejo, “os jovens portugueses não têm um estilo de vida saudável como gostaríamos. É manifesta a melhoria do ambiente construído, com ciclovias, parques públicos e equipamentos desportivos que, conjugados com o melhor acesso a informação e uma melhor oferta pública e provada de técnicos de desporto, permitiriam uma melhoria do estilo de vida” dos nossos jovens.

Dizem os mais recentes estudos que 65% dos jovens em Portugal fazem algum tipo de desporto ou atividade física (Eurobarómetro). Mas são dos menos ativos da Europa, acrescenta a entidade. Focando o caso nas faixas etárias mais jovens, “84,3% dos portugueses entre os 11 e os 17 anos são sedentários”, realça Rosário Ferreira, membro do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria. “São menos de 20% aqueles que praticam exercício físico a nível nacional”, diz a pediatra.

A realidade nas escolas reflete estes mesmos dados. Um estudo divulgado pelo Instituto de Avaliação Quantitativa (IAVE) admite que, em Portugal, “quase metade dos alunos do 2º ano não consegue saltar à corda seis vezes seguidas” e “quatro em cada dez não dá a cambalhota para a frente”.

Ainda assim, “a atividade física reportada por cerca de metade dos adolescentes portugueses de 12, 13 e 15 anos resume-se às aulas de educação física na escola, o que está muito abaixo das recomendações”, aponta Carla Rêgo, pediatra no Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Porto ao lembrar o relatório de 2018 do HBSC (Health Behaviour School Children).

Perante este retrato, será fácil inferir que os jovens portugueses, desde idades precoces (1 ano de idade!) apresentam um estilo de vida de risco para a ocorrência de doenças crónicas do adulto, tais como obesidade, doença cardiovascular, diabetes e alterações comportamentais. Estas repercussões do sedentarismo, da adição a ecrãs e de comportamentos alimentares incorretos terá um forte impacto quer na qualidade quer na expectativa de vida das gerações futuras, mas também elevados custos para o sistema de saúde do país”, salienta a pediatra.

Parte da solução, aos olhos de João Beckert, passa por “investir num reforço do desporto escolar” e em “aumentar a literacia desportiva”, mas também “quebrar algumas atitudes de hiperproteção parental (pavor ao risco) que limitam o desenvolvimento motor e psicossocial das crianças”. O médico especializado em Medicina Desportiva aponta ainda a necessidade de alargar as ofertas de modalidades desportivas alternativas bem como o financiamento de ofertas desportivas de proximidade e ainda a atribuilºao de bolsas desportivas”.

 

Os primeiros passos da mudança

A pediatra Carla Rêgo vê a solução na família, que tem a responsabilidade de educar, com o apoio da escola. “Importa lembrar que os cuidadores serão os principais responsáveis por criar, desde os primeiros anos de vida, comportamentos saudáveis baseados em escolhas alimentares equilibradas e variadas e num estilo de vida ativo, devendo para tal dar o exemplo. A criança estrutura o seu comportamento para a vida imitando os seus modelos (os cuidadores) e aprendendo de uma forma lúdica (em casa e na escola). Os adultos – educadores – são totalmente responsáveis pelos comportamentos dos jovens de hoje e, consequentemente, pela saúde física e mental das gerações futuras”, remata.

Já a psicóloga Alexandra Antunes realça que, para falar de estilos de vida saudável, importa incluir vários comportamentos que contribuem para a promoção da saúde física e psicológica, bem como para a prevenção da doença. “Destacaria os seguintes: a atividade física, a alimentação, os cuidados de higiene, o sono, o consumo de substâncias (álcool, drogas e tabaco), a gestão de stress, a relação interpessoal, a ocupação dos tempos livres”, enumera a especialista, que é Membro da Direção Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

“De acordo com o último estudo da Health Behavior School-aged Children, em colaboração com a OMS (realizado em Portugal em 2018, que tem como objetivo perceber os estilos de vida e os comportamentos dos adolescentes), os adolescentes portugueses estão mais saudáveis do que em anos anteriores e em sintonia com a média europeia”. Porém, a psicóloga não nega que “há hábitos que ainda merecem a nossa preocupação pois estão aquém do desejável, o nível de atividade física ainda é insuficiente, o consumo de álcool mantém-se elevado e o uso excessivo das tecnologias em detrimento da relação direta com os pares”, realça.

 

“HÁ HÁBITOS QUE AINDA MERECEM A NOSSA PREOCUPAÇÃO: O NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA AINDA É INSUFICIENTE, O CONSUMO DE ÁLCOOL MANTÉM-SE ELEVADO E O USO EXCESSIVO DAS TECNOLOGIAS EM DETRIMENTO DA RELAÇÃO DIRETA COM OS PARES”,

 

Dito isto, aos olhos de Alexandra Antunes, “é prioritário a implementação de programas de literacia em saúde que visem a promoção de estilos de vida saudáveis através de uma mudança de comportamentos e que deve implicar os principais contextos com impacto no desenvolvimento dos jovens: família, escolas, a iniciar no nível pré-escolar e cuidados de saúde primários”.

 

Difícil, mas possível

“As crianças começam a expressar as suas ‘escolhas’ alimentares por volta dos 4 anos, como forma de controlo sobre o ambiente que os rodeia”. Assim lê-se no Guia Prático para Educadores, desenvolvido pela Direção Geral do Consumidor e Associação Portuguesa dos Nutricionistas. Logo, a solução está na implementação de medidas mais saudáveis em casa, na escola e nos meios por onde a criança cresce.

“É imprescindível que se promova um estilo de vida mais saudável e sustentável desde cedo, pois a saúde e a proteção do nosso planeta, sociedade e economia trabalha-se ao longo de toda a vida. A chave está em termos uma Dieta Mediterrânica, pois é dos modelos mais bem estudados e que nos mostra que é dos mais saudáveis e sustentáveis”, diz-nos Helena Real, secretária-geral da associação portuguesa de nutrição.

E se esta postura de dar o exemplo, fazendo do saudável o mais comum, é transcendente a outras áreas além da alimentação, façamos das boas rotinas de sono um bom hábito. Tornemos os momentos de atividade física mais frequentes do que os momentos passados em frente à televisão. Limitemos o tempo passado ao ecrã. Não é nas obrigações e proibições que estão a base para uma vida saudável, mas sim nas rotinas mais equilibradas. Só assim aprendemos a apreciar o lado mais saudável da vida – e há que começar o mais cedo possível.

 

13
Out21

Este sábado há um workshop de alimentação macrobiótica (e inclui almoço)

Niel Tomodachi

Na hora de aprender um pouco mais sobre alimentação, o melhor mesmo é a aposta incluir tudo: aprender, fazer e saborear.

A alimentação macrobiótica procura levar até à mesa não apenas alternativas saudáveis mas também toda uma abordagem enquanto estilo de vida.

A ideia passa por confecionar refeições com ingredientes naturais e sem produtos de origem animal, apostando na saúde mas procurando não perder nada do que se quer na cozinha: o lado prático e saboroso.

É este o objetivo de um workshop de macrobiótica que vai decorrer este sábado, 16 de outubro. Vai decorrer na Academia Auchan, dentro do hipermercado de Alfragide, entre as 11h e as 13 horas.

As inscrições estão à venda na Ticketline e custam 30€. O workshop será conduzido pela nutricionista Inês Silva e para quem quer aprender mais sobre macrobiótica ou descobrir o que esta alimentação lhe pode dar, é uma oportunidade perfeita. O workshop está dividido em três partes: um pouco de téorica, um lado mais prático e, no fim, de desgustação.

 

14
Set21

Esta mãe criou uma linha de pequenos-almoços e lanches saudáveis sem açúcar

Niel Tomodachi

Adoçante natural sem açúcar e calorias, granolas e misturas para panquecas são algumas das opções mais saudáveis do mercado.

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A procura por produtos verdadeiramente saudáveis, sem adição de açúcares e muitas calorias, tem vindo a crescer no mercado português, quer seja porque procuramos opções para nós próprios ou para os nossos filhos. Os cuidados com a saúde e alimentação estão a tornar-se numa prioridade para as novas gerações no seu quotidiano.

Fernanda Vasconcellos, uma mãe empreendedora, decidiu criar na sua cozinha os produtos ideais para os pequenos-almoços e lanches dos filhos. Desenvolveu produtos sem adição de açucares, como granolas, misturas para panquecas, adoçante natural e fibra prebiótica, tanto para os miúdos, como para os adultos. 

Todos estes produtos são da gama Nolita, um projeto que nasceu na cozinha de Fernanda, em 2019. “A certa altura da minha vida, tive um problema: queria opções para pequenos-almoços saudáveis (e saborosos), nomeadamente sem açúcar, e não encontrava uma resposta no mercado. Decidir ir à procura de soluções e agora quero partilhá-las”, refere Fernanda.

A ausência total de açucares nos seus produtos é um dos principais fatores diferenciadores destes produtos dos restantes no mercado. Fernanda desenvolveu um adoçante natural (Sweety), obtido através da fermentação do milho (zero açucares e zero calorias), que confere o sabor adocicado aos seus produtos que fazem tanto sucesso junto dos mais pequenos. Este adoçante é o mais saudável do mercado e está à venda por 2,49€ (100 gramas) ou 9,99€ (500 gramas).

Os outros produtos desenvolvidos pela empreendedora foram as granolas e as misturas para panquecas pensadas para pessoas de várias idades e verdadeiramente irresistíveis. As misturas para panquecas custam 0,99€ (70 gramas) e 4,49€ (420 gramas) e estão disponíveis nos sabores cacau, framboesa, amora e chia. Estas misturas são feitas com farinha de tremoço, o que lhes confere um elevado teor de proteína e fibra. 

 

Já as granolas, que foram o primeiro produto desenvolvido por Fernanda, estão disponíveis em quatro opções: Crunchy, Nutty, Berry e Sporty. A gama de granolas tem o preço de 1,79€ (70 gramas) e 6,99€ (420 gramas).

A Nolita é ainda indicada para quem segue dietas low carb, podendo comer a granola sporty e o adoçante Sweety, para quem tem preocupações com a diversidade microbiota intestinal, sendo que quatro produtos da marca têm propriedades prebióticas. Como nenhum produto tem adição de açúcar ou glúten, são também opções recomendadas para pessoas com diabetes e celíacos. 

Todos os produtos Nolita têm certificado biológico, são vegan, integrais e isentos de glúten.

 

06
Set21

A amora é a bomba nutricional (e saudável) de que precisa na sua vida

Niel Tomodachi

É rica em vitamina C e fibras, ajuda a controlar o apetite e é excelente para a pele. E já lhe dissemos que são deliciosas?

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Vinho de amora. É provavelmente a primeira vez que ouve falar de tal coisa e, se assim for, ninguém o vai censurar. A verdade é que ele existe e é produzido, por exemplo, na Guarda, onde um professor e agricultour aproveita o potencial dos frutos silvestres para criar algo inusitado. Original talvez em Portugal, porque os primeiro registos de vinho feito com este fruto data do século XVII.

Podemos, contudo, recuar ainda mais na história. A amora não tem propriamente uma origem definida. Os gregos e romanos usavam-na pelos seus poderes medicinais. Os nativo-americanos também. E, em boa verdade, o seu palpite estava certo.

É que além de deliciosas, as amoras são altamente nutritivas e oferecem uma série de benefícios. Mas comecemos pelo básico, a sua composição. Uma dose de 100 gramas de amoras contém, em média, 43 calorias, além de 35 por cento da dose diária recomendada de vitamina C, 32 de magnésio e 25 por cento de vitamina K1. Nem tudo se limita à tabela nutricional.

As amoras estão igualmente recheadas de antioxidantes como a antocianina, ácido elágico ou resveratrol, que ajudam a controlar os radicais livres que provocam o stress oxidativo — ligado a doenças como a arte ateroesclerose, Parkinson e Alzheimer. E no grupo dos frutos mais consumidos, só a romã se aproxima dos valores da amora.

“Os frutos vermelhos [e as amoras] têm vindo a ganhar cada vez mais importância numa dieta equilibrada, e o seu poder antioxidante já é reconhecido pela maioria das pessoas”, explicou à NiT a nutricionista Bruna Silva. 

Os vários estudo feitos ao poder da amora revelam que o seu consumo pode ajudar a proteger as células dos níveis elevados de açúcar e aumentar a sensibilidade à insulina. É esse facto que sublinha também a nutricionista Daniel Duarte, que revela que são frutas ricas em fibras e por isso têm “um papel muito importante para quem quer perder peso e, a longo prazo, gordura”. A fibra que nas amoras e nos frutos vermelhos em geral “mantêm a sensação de saciedade por períodos longos de tempo, o que evita picos de insulina”.

No grupo dos frutos vermelhos e no que toca à quantidade de fibra por 100 gramas, por exemplo, as amoras perdem apenas para as framboesas, mas destacam-se distintamente dos morangos e dos mirtilos.

Outro dos efeitos estudados das amoras é o anti-inflamatório, que ajuda o nosso sistema a tratar infeções e a curar as lesões, sobretudo provocadas pelo stress e pela má alimentação — e que promovem problemas como diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

É uma lista interminável, mas caso sofra de colesterol elevado, pode e deve acrescentar amoras à sua alimentação diária. Um estudo de 2010 demonstrou que consumir uma bebida com amoras durante oito semanas provocou uma queda de 11 por cento no colesterol mau. 

Lembra-se do ácido elágico de que falámos anteriormente? Pois bem, o seu poder antioxidante traz também benefícios à pele, nomeadamente com as suas propriedades de anti-envelhecimento. É um argumento que sai reforçado de um estudo que concluiu que ele é capaz de bloquear a produção de enzimas que destroem o colagénio em pele danificada pelo sol. E quanto mais colagénio mantiver intacto, mais elástica e jovem será a sua pele.

Caso não tenha ainda razões suficientes para ir a correr comprar um balde cheio de amoras, basta dizer-lhe que são amigas de qualquer dieta, seja uma low carb, cetogénica ou simplesmente apta a perder peso. Podem ser comidas em sobremesas, como snack, em compota, como bem entender. E são sempre deliciosas.

E quanto ao vinho? Bem, esse talvez não tenha tantas propriedades benéficas, mas pode sempre optar pelo chá de amora que, como a NiT já revelou, tem tem um efeito antisséptico, laxante, digestivo e calmante.

“A fruta é rica em vitaminas A, B e C, contém potássio, cálcio em grandes quantidades, magnésio, zinco, fibras e ferro. É ainda muito usada para combater problemas de garganta e prisão de ventre, excesso de ácido no corpo e melhora o funcionamento dos rins e do fígado.”, diz à NiT a nutricionista Sónia Marcelo, autora do blogue “Dicas de Uma Dietista” e do livro “Guerra ao Açúcar“.

 

20
Ago21

O programa alimentar criado pela nutricionista que diz para não se fazer dieta

Niel Tomodachi

Mais aprendizagem, menos restrições, com um acompanhamento diário de Sónia Marcelo, em consultas e pelo WhatsApp.

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Dietas. A palavra em si tem já tanta história que é coisa para nos assustar. Mas não é preciso olhar para a palavra com temor. Na verdade, mais importante do que não comer, é saber o que comer, porquê e com que objetivos. Não é por acaso que a própria nutricionista Sónia Marcelo não é fã deste conceito de dietas.

É esta abordagem que Sónia Marcelo pretende dar ao programa “Leve e Plena”, um programa completo de acompanhamento nutricional que será feito de forma diária, incluindo através do WhatsApp.

Em consulta define-se um plano de ação com objetivos, estratégias para as dificuldades que cada pessoa sente, e um plano alimentar, “com alimentos reais, saborosos e saciantes”, explica a nutricionista.

Há também dicas e estratégias pensadas para o dia a dia e para aqueles momentos que mais facilmente podem desviar-nos do rumo, como festas, eventos e convívios sociais. A ideia é ter também um plano que se adapta à pessoa e é capaz de se adaptar às diferentes circunstâncias, através do tal acompanhamento próximo.

Este programa conta também com uma parte dedicada a exercícios de coaching e orientações para a pessoa não se perder nas informações nos rótulos (sabendo assim o que está de facto a escolher. Há ainda um total de 10 sessões individuais com a pessoa. A ideia passa por um plano abrangente, que promete, entre este fim de verão e antes do próximo Natal, permitir a quem tem lutado contra o peso perceber como pode mudar, sem sacrifícios desnecessários ou dietas iô-iô.

O programa completo tem o valor de 975€. As inscrições e mais informações podem ser feitas através da página “Dicas de uma Dietista”. Pode também seguir Sónia Marcelo nas redes sociais.

 

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