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Little Tomodachi (ともだち)

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Sab | 23.05.20

4 truques para aplicar quando estiver com vontade de comer doces

ともだち

São simples e rápidos de introduzir na rotina, garante a nutricionista Maria Gama.

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Os últimos meses têm sido cheios de mudanças e não pelos melhores motivos. Por isso, não estranhe que esteja com mais vontade de comer doces. Porém, se não quer estragar a saúde nem o peso, deve arranjar soluções para contornar esse cenário.

A nutricionista Maria Gama, autora do blogue NiT “Põe-te na Linha”, aplica vários truques para controlar a vontade de comer doces. “Nestes momentos, faço uma reflexão sobre se tenho mesmo fome ou não“, conta.

“Se estou num dia em que o meu cérebro não pára de pensar em doces, faço questão de comer sopa, prato (proteína, hidratos e legumes) e terminar com uma peça de fruta. Tenho a plena noção de que fico cheia, mas também estou a prevenir o que se pode seguir”, acrescenta.

Como a fruta é doce, pode ajudar a evitar aquela necessidade de petiscar pouco tempo depois. Maçã cozida ou assada com canela, marmelo cozido ou assado, banana e pêra são as frutas que mais ajudam a especialista nestes momentos.

Conheça mais quatro dos seus truques que aplica quando lhe apetece comer um doce.

1. Comer bem durante todo o dia

“Parece que não, mas isto faz imensa diferença. Quando passamos o dia todo a fingir que comemos — ou seja, um iogurte aqui, uma fruta acolá, apenas uma sopa ao almoço e uma bolacha ao lanche — não há corpo que resista. E pior: nada há que consigamos fazer para resistir. Não vale a pena praticamente não comer durante o dia quando se quer emagrecer. Além de não estarmos a dar os nutrientes essenciais ao nosso organismo, acabamos por ter um resultado oposto, uma vez que atacamos todos os doces mal possamos”, revela.

Por isso mesmo, é essencial ter um dia alimentar equilibrado ou, por outras palavras, sem fome. A nutricionista tem sempre refeições super completas e tenta comer de poucas em poucas horas. Faça isto e não vai ter qualquer dificuldade em resistir a um doce.

2. Começar sempre a refeição com uma sopa

“Se consigo resistir a muitas das coisas calóricas e cheias de açúcar ao final da tarde, já depois de um longo dia de trabalho, é por causa da minha rica sopa. Comer três conchas de sopa tem um efeito super saciante, que me acalma e me deixa esperar até ao almoço ou até ao jantar. Por isso, para mim, ter sempre sopa feita em casa é fundamental, tanto por esta questão dos doces, como para manter simplesmente um estilo de vida saudável”, diz.

A nutricionista partilhou um truque com a NiT: faz sopa em grande quantidade, congela e, assim, garante este prato todas as semanas — mesmo nos dias em que não tem tempo para cozinhar, diminuindo a probabilidade de encomendar comida.

3. Ser criativo

Assumir que vai comer um doce mas que pode fazê-lo através de algo mais saudável é bastante eficaz, garante a especialista. No fundo, deve imaginar-se a comer algo que o vai deixar agradado e que, mesmo assim, não o impede de ter o corpo com que sempre sonhou. Banana com manteiga de amendoim, panquecas com queijo fresco e manteiga de amendoim, tâmaras, fruta fresca, cozida ou assada e pepitas de cacau cru para misturar com frutos secos são alguns snacks a que Maria Gama recorre.

“Claro que não é suposto andar a comer banana com manteiga de amendoim todos os dias antes de ir para a cama, mas é bem melhor do que ir comer um gelado ou um pastel de nata”, compara.

4. Dizer que não

A alteração de hábitos alimentares tem de ser para sempre e é importante ter noção disso. Por isso, todo o trabalho psicológico também tem de ser feito sem prazo. A nutricionista aplica esta regra em qualquer momento.

“Temos de ter bem presente o que queremos, ou não, para a nossa vida. Ou seja, se vou jantar com amigos só porque quero estar com eles, não há razão para ter de comer um doce só porque sim. Até porque sei que, normalmente, ao fim de semana vou estar descontraída no sofá a ver um filme e aí, sim, prefiro comer o meu doce se tiver de ser. No fundo, temos de pensar que não é pelos outros comerem que temos de fazer o mesmo. Nós temos de fazê-lo quando quisermos e quando nos fizer sentido.”