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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

31
Jan23

Angela Davis, Maya Angelou e Stanislaw Lem nas novidades da Antígona

Niel Tomodachi

A editora Antígona vai "continuar a deitar a língua de fora ao mundo", lançando este ano novos livros de Angela Davis, Maya Angelou e Stanislaw Lem, a continuação da autobiografia de Muhammad Chukri e um inédito de Richard Wright.

Angela Davis, Maya Angelou e Stanislaw Lem nas novidades da Antígona

Numa apresentação conjunta com a Orfeu Negro, a Antígona Editores Refratários, anunciou 13 das 24 novidades editoriais a serem publicadas em 2023, a começar com o romance "A promessa", de Silvina Ocampo, e "O inquilino quimérico", de Roland Topor, já editados este mês.

"A promessa" foi o labor dos últimos dias da escritora argentina Silvina Ocampo, já atormentada pela doença, publicado postumamente em 2011, enquanto "O inquilino" é um clássico do humor negro com recortes kafkianos, que foi adaptado ao cinema por Roman Polanski, em 1976.

Segundo Lurdes Afonso, da Antígona, que prometeu "livros para continuar a deitar a língua de fora ao mundo", numa alusão à "caraça" que representa a editora, vai manter-se a aposta em Stanislaw Lem - escritor polaco de ficção científica, de quem já foi publicado "Solaris" -, com o lançamento em fevereiro do romance "A voz do amo", um livro filosófico em torno da sobreinterpretação e das limitações do conhecimento, e, em outubro, de "Memórias encontradas numa banheira".

Em abril chega "Tempo de erros", de Muhammad Chukri, sequela de "Pão seco", continuando o ciclo autobiográfico do autor, neste caso centrado na sua aprendizagem da escrita, aos 20 anos.

A editora destaca, em maio, o lançamento de um inédito em Portugal, a versão integral de "O homem que viveu debaixo da terra", de Richard Wright, autor de "Native son", e figura tutelar de James Baldwin, que deu voz à raiva contida da população negra.

Logo no mês a seguir, sairá "Uma autobiografia" de Angela Davis, com prefácio da autora à edição norte-americana mais recente, publicada em 2022. Esta publicação segue-se a "A liberdade é uma luta constante" e "As prisões estão obsoletas?", também editadas pela Antígona.

Ainda no mesmo mês, será lançada uma obra entre a ficção e o ensaio antropológico, de Nastassja Martin, intitulado "Acreditar nas feras", vencedor de vários prémios, que narra o encontro brutal entre uma antropóloga e um urso na floresta siberiana, em 2015, que não a mata, mas desfigura-a.

"Terra queimada", do critico de arte e professor de teoria de arte Jonathan Crary, é um ensaio sobre os efeitos destrutivos da era digital ao mundo pós-capitalista, que será publicado em julho, o mesmo mês em que é reeditado o, há muito esgotado, "Marcas de Batom. Uma história secreta do século XX", da autoria do critico musical Greil Marcus, uma viagem à descoberta da origem da força, do poder e do niilismo dos Sex Pistols.

Em agosto chega outro dos grandes destaques da editora, "Reúnam-se em meu nome", o segundo volume da autobiografia de Maya Angelou, que se sucede a "Sei porque canta o pássaro na gaiola".

Outubro chega com aquela que é a "grande aposta para este ano" da editora, o romance de estreia da escritora espanhola Layla Martinez, "Caruncho", um livro com um "estilo de escrita fabuloso", que aborda os espetros e as questões de classe, a violência e a solidão.

"Autodefesa. Uma filosofia da violência", de Elsa Dorlin, um ensaio político da autodefesa e a sua genealogia, uma coletânea de poemas de Lawrence Ferlinghetti, intitulada "Uma manta de retalhos da mente", e "A pequena comunista que nunca sorria", de Lola Lafon, "nome forte da rentrée", inédito em Portugal" são as novidades de novembro.

Este último, é um livro sobre Nadia Comaneci - ela é a "pequena comunista que nunca sorria" -- que aborda temas como infância sacrificada, adolescência comprometida e instrumentalização das mulheres em regimes despóticos.

A Orfeu Negro, que se tem destacado pela publicação de obras fundamentais dos estudos de estudo do género, feminismo, racismo, queer e pós-colonialismo, lançou em janeiro "Um feminismo decolonial", de Françoise Vergès, e prepara-se para editar em março "Welcome to paradise", do ilustrador, performer visual e cartoonista António Jorge Gonçalves, que aqui partilha as páginas dos seus diários gráficos, com desenhos de turistas em Lisboa.

Ainda em março, a editora lança também um livro de Angela Davis, autora que partilha com a Antígona, intitulado "Mulheres, raça e classe", e cujo âmbito se insere mais na filosofia da Orfeu Negro, explicou Ana Cepeda, da editora.

Trata-se de uma obra seminal e revolucionária, uma reflexão obrigatória dos estudos feministas, que faz convergir as lutas feministas com as lutas antirracistas, segundo a editora.

Para abril, está prevista a publicação de "Corpos que contam", de Judith Butler, autora de "Problemas de género", um estudo sobre a teoria feminista e queer, que reflete sobre como relacionar a materialidade do corpo com a performatividade do género, obra que a editora espera conseguir publicar simultaneamente com o resto do mundo.

Em junho, chega às livrarias "Tudo do amor", de Bell Hooks, uma das suas obras mais populares integra a trilogia do amor -- e uma das mais pessoais também, em que a autora desconstrói noções e representações do que habitualmente se designa por "amor", mascarando relações de poder e dominação.

"Vera Mantero", de vários autores, é a proposta do mês seguinte, um livro dedicado à bailarina e coreógrafa, que aborda o processo e o modo de fazer de Vera Mantero, sempre ligado ao questionamento estético e ético da vida.

Uma novidade que esta editora vai lançar em setembro é o livro "Puta feminista", de Georgina Orellano, trabalhadora sexual, mãe, ativista e secretária geral do Sindicato de Trabalhadorxs Sexuais da Argentina.

Nesta obra, a autora descreve na primeira pessoa, os códigos da rua, as interações com homens e a violência da clandestinidade.

Em outubro, a Orfeu Negro iniciará a publicação da obra de Audre Lorde, com "Sister outsider", ensaios e discursos sobre sexismo, racismo, homofobia, invisibilidade e sobretudo resistência; e, em novembro, chega "Espelho mágico. Uma viagem pela história do cinema", proposta do crítico de cinema, programador e realizador Francisco Valente, que reflete o seu percurso pessoal, feito de visionamentos, entrevistas e festivais.

 

31
Jan23

"Canções para o Incêndio" de Juan Gabriel Vásquez;

Niel Tomodachi

Canções para o Incêndio

Sobre o Livro:

Nas histórias de mulheres e homens comuns declinam-se temas como a memória, o poder e significado da violência, e a relação complexa entre literatura e verdade.

Uma fotógrafa de renome apercebe-se de algo que teria preferido ignorar. Um veterano da Guerra da Coreia confronta-se com um segredo do passado durante um encontro que parecia inofensivo.

Um escritor depara-se com a história apaixonante de uma órfã da Grande Guerra. Na Colômbia, em Espanha, Paris ou Hollywood, as histórias deste livro irradiam a estranha luz das coisas que ferem. Juan Gabriel Vásquez dá prova, uma vez mais, de mestria narrativa e profundo entendimento da existência humana.

Um livro belo e cru sobre a força do acaso, que declina temas como a memória, o poder e significado da violência, e a relação complexa entre literatura e verdade.

 

Sobre o Autor:

Juan Gabriel Vásquez nasceu em Bogotá, Colômbia, em 1973. Estudou Literatura na Sorbonne em Paris e fez de Barcelona a sua casa por mais de uma década. É autor dos romances Os informadoresHistoria secreta de Costaguana (Prémio Qwerty), O barulho das coisas ao cair (Prémio Alfaguara, English Pen AwardImpac Dublin Literary AwardPremio Gregor von Rezzori-Città di Firenze), As reputações (Prémio da Real Academia Espanhola, Premio Arzobispo Juan de San Clemente, Prémio da Casa da América Latina de Lisboa, finalista dos Prémios Médicis e Femina) e A forma das ruínas (Prémio Literário Casino da Póvoa Correntes d’Escritas, e finalista do Prémio Bienal de Novela Mario Vargas Llosa). Tem publicados dois volumes de contos: Los amantes de todos los santos e Canciones para el incendio, assim como de dois livros de ensaios El arte de la distorsión e Viajes con un mapa en blanco, além de uma breve biografia de Joseph Conrad, El hombre de ninguna parte. Como tradutor, foi responsável pela tradução de obras de John Hersey, John dos Passos, Victor Hugo e E. M. Forster, entre outros, e escreve regularmente em vários jornais.
Os seus livros estão publicados em 30 idiomas e mais de 40 países, com extraordinário êxito da crítica e do público. Venceu por duas vezes o Premio Nacional de Periodismo Simón Bolívar pelo seu trabalho jornalístico. No ano de 2012 foi-lhe atribuído em Paris o prémio Roger Caillois pelo conjunto da sua obra, prémio anteriormente consagrado a autores como Mario Vargas Llosa, Carlos Fuentes, Chico Buarque, Milton Hatoum e Roberto Bolaño.
Em Portugal, a Alfaguara tem no seu catálogo os romances Os Informadores (2020), A Forma das Ruínas (2017), As Reputações (2015) e O Barulho das Coisas ao Cair (2012).

 

31
Jan23

" Como Educar Crianças Desafiantes" de Laura Sanches

Niel Tomodachi

Aprenda a gerir erros, a lidar com a frustração e a encontrar a calma

Como Educar Crianças Desafiantes

Sobre o Livro:

Nunca ouvem, raramente obedecem e têm uma necessidade extrema de negociar tudo. Consegue identificar os seus filhos nesta descrição? Já perdeu a conta aos castigos e às ameaças a que tem de recorrer para se fazer ouvir? Então, este livro é para si e para todos os que, perante crianças mandonas ou mimadas, se sentem desorientados e a falhar.

Educar não tem de ser um fardo e muito menos uma luta constante, mesmo quando estamos perante uma criança controladora e que não se deixa cuidar. Neste livro, a psicóloga clínica Laura Sanches desconstrói o mito dos miúdos com mau feitio, a quem chama crianças alfa, e apresenta uma série de estratégias de empoderamento para que pais e cuidadores reclamem o papel de adultos responsáveis e capazes, em todas as fases da vida, desde a infância até à adolescência.

Aprender a gerir birras intermináveis, lidar com a frustração e encontrar a calma e a disponibilidade para acolher os sentimentos e as emoções das crianças são algumas das ferramentas que a autora se propõe partilhar. Acima de tudo, é preciso que os pais confiem que é no seu coração que encontram todas as respostas para a educação dos filhos… e que os filhos, por sua vez, sejam capazes de descansar no amor dos pais.

Um livro indispensável para pais e cuidadores adquirirem ferramentas de compreensão, gestão e acolhimento das necessidades, sentimentos e emoções das crianças difíceis de educar.

 

Sobre a Autora:

Psicóloga clínica, especializada em aconselhamento. Licenciada na Universidade Lusófona em 2002, concluiu, dois anos mais tarde, o mestrado em Consciousness and Transpersonal Psychology, na Liverpool John Moores University. É autora de três livros sobre mindfulness e parentalidade positiva e, desde que se estreou no papel de mãe, em 2011, começou a dedicar-se às áreas da educação e do desenvolvimento infantil, tendo feito formação no Neufeld Institute. Atualmente dá consultas no Espaço Vida, em Lisboa, onde, além da psicologia clínica, faz também sessões de aconselhamento parental.

 

30
Jan23

Yara Monteiro e Luiz Ruffato nomeados para o Prémio Literário de Dublin

Niel Tomodachi

Dois escritores de língua portuguesa estão entre os 70 nomeados para o Prémio Literário Internacional de Dublin 2023, a portuguesa de origem angolana Yara Monteiro, com 'Essa dama bate bué', e o brasileiro Luiz Ruffato, com 'O verão tardio'.

Yara Monteiro e Luiz Ruffato nomeados para o Prémio Literário de Dublin

página oficial do prémio literário divulgou hoje a lista longa dos candidatos ao galardão no valor de 100 mil euros, escolhida por 84 bibliotecas de todo o mundo, da qual constam autores oriundos de 31 países.

Entre os nomeados, incluem-se 29 romances traduzidos, originalmente publicados em português, espanhol, árabe, finlandês, russo, francês, croata, alemão, sueco, norueguês, búlgaro, holandês, hindi, coreano, esloveno, islandês e japonês.

Uma das obras originalmente publicada em língua portuguesa é "Essa dama bate bué", de Yara Nakahanda Monteiro, traduzida para o inglês por Sandra Tamele, com o título "Loose Ties".

Editada em Portugal em 2018 pela Guerra & Paz, esta é uma história de autodescoberta, entre a sátira e a tragédia, o abandono e a rutura, sobre uma mulher nascida em Angola, mas criada pelos avós em Portugal, que a poucos meses do casamento foge para o seu país natal, em busca da mãe e da sua própria identidade, incluindo a sexual.

O outro romance de língua portuguesa, "O verão tardio", de Luiz Ruffato, foi traduzido para "Late Summer", por Julia Sanches, e não está editado em Portugal.

Trata-se de uma narrativa sobre um homem e as suas tentativas de reatar os fios do passado, uma jornada aos limites de um Brasil dividido, em que o diálogo não parece mais possível.

O autor tem outros livros publicados em Portugal, como "Eles eram muitos cavalos" e "De mim já nem se lembra", na Tinta-da-China, e "Estive em Lisboa e lembrei-me de ti", pela Quetzal.

Da lista de nomeados constam ainda autores como Karl Ove Knausgard e o seu romance "A estrela da manhã", Hervé Le Tellier, com "A anomalia", Ilja Leonard Pfeijffer, com "Grande hotel Europa", Amor Towels, com "Lincoln Highway", e Elif Shafak, com "A ilha das árvores desaparecidas".

Entre os nomeados contam-se também outros títulos como "Pequenas coisas como estas", de Claire Keegan, "Mar de tranquilidade", de Emily St. John Mandel, "Encruzilhadas", de Jonathan Franzen, e "Paradais" de Fernanda Melchor, autora mexicana cujo anterior romance, "Temporada de furacões", foi finalista deste prémio e que se encontra desde a semana passada publicado em Portugal.

O Prémio Literário de Dublin é organizado pela autarquia da capital da Irlanda e gerido pelas bibliotecas públicas da cidade, com um valor monetário de 100 mil euros, a serem entregues na totalidade ao autor da obra vencedora, se esta for escrita em inglês, ou, no caso de tradução, a dividir entre escritor e tradutor, nos valores de 75 mil euros e 25 mil euros, respetivamente.

A lista de finalistas do Prémio Literário Internacional de Dublin 2023 será conhecida no dia 28 de março e o vencedor será revelado a 25 de maio.

O romance "The art of loosing", da autora francesa Alice Zeniter, foi o vencedor do Prémio Literário de Dublin 2022.

 

30
Jan23

"Ressurreição" de Lev Tolstói

Niel Tomodachi

Ressurreição

Sobre o Livro:

Ressurreição é, a par de Guerra e Paz e Anna Karénina, um dos grandes romances de Lev Tolstói. Escrito nos últimos anos de vida do autor, conta-nos a história de um príncipe russo, Dmítri Nekhliúdov, e de uma jovem empregada doméstica, Máslova, que ele seduziu no passado, com consequências dramáticas para ela.

Máslova acaba por cair na prostituição, é acusada de um crime que não cometeu e é enviada como prisioneira para a Sibéria. A vida dos dois protagonistas voltará, então, a cruzar-se, de modo inesperado, desenrolando-se diante de nós uma história de redenção, em que o peso dos gestos passados se reequilibra perante o acaso, mas, sobretudo, em face da vontade do presente.

Tolstói constrói aqui uma narrativa de grande intensidade psicológica, que é ao mesmo tempo uma descrição panorâmica e incisiva da vida social da Rússia czarista de finais do século XIX e uma crítica mordaz às injustiças sociais e ao regime do seu país.

 

Sobre o Autor:

Também conhecido como Léon Tolstói ou Lev Nikoláievich Tolstói (9 de setembro de 1828 - 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo muito influente na literatura e política do seu país.
Junto a Fiódor Dostoievski, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são Guerra e Paz e Anna Karenina.
Membro da nobreza, entre 1852 e 1856 realizou três obras autobiográficas: MeniniceAdolescência e Juventude.
Tolstói serviu no exército durante as guerras do Cáucaso e durante a Guerra de Criméa como tenente. Esta experiência convertê-lo-ia em pacifista.
Associado à corrente realista, tentou reflectir fielmente a sociedade em que vivia.
Cossacos (1863) descreve a vida deste povo.
Anna Karenina (1867) conta as histórias paralelas de uma mulher presa nas convenções sociais e um proprietário de terras filósofo (reflexo do próprio Tolstói), que tenta melhorar as vidas de seus servos.
Guerra e Paz é uma monumental obra, onde Tolstói descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos pegaram fogo a Moscovo.
Tolstói teve uma importante influência no desenvolvimento do pensamento anarquista, concretamente, considera-se que era um cristão libertário. O príncipe Kropotkin lhe citou no artigo Anarquismo da Enciclopédia Britânica de 1911.
Nos seus últimos anos depois de várias crises espirituais converteu-se numa pessoa profundamente religiosa, criticando as instituições eclesiásticas em Ressurreição, o que provocou a sua excomunhão.
Tolstói tentou renunciar as suas propriedades em favor dos pobres, mas a sua família impediu-o. Tentando fugir da sua casa morreu na estação ferroviária de Astapovo.

 

30
Jan23

França apresenta plano de luta contra racismo, antissemitismo e discriminação por orientação sexual

Niel Tomodachi

França apresenta plano de luta contra racismo, antissemitismo e discriminação por orientação sexual

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, apresentou hoje um plano de combate ao racismo, ao antissemitismo e à discriminação com base na origem, visando, em particular, tornar os jovens menos vulneráveis a mensagens de ódio.

É ao dar a conhecer que impedimos que a história se repita“, disse Borne, cujo pai, judeu, foi deportado e depois se suicidou quando ela tinha 11 anos.

Num procedimento pouco vulgar, o plano do Governo francês inclui explicitamente o combate à discriminação de pessoas de etnia Roma ou cigana.

Durante a sua escolaridade, cada aluno terá de participar na “visita de um sítio histórico ou memorial relacionado com racismo, antissemitismo ou anticigano“, porque “é desde a infância que se podem estabelecer estereótipos“, declarou a chefe do executivo francês.

É na nossa juventude que abundam algumas teorias da conspiração. É também sobre os nossos jovens que as mensagens de ódio nas redes sociais têm mais efeito“, sublinhou.

O novo plano 2023-2026 prevê uma série de medidas que afetam setores desde a educação ao emprego, à justiça e ao desporto.

Tem como objetivo detetar e combater a discriminação no emprego, nas empresas, na escola, nos transportes e outras áreas e “desenvolver ferramentas” com plataformas digitais e influenciadores. 

Os suportes para denúncia por todos aqueles que sejam vítimas de discursos de ódio nos transportes, por exemplo, estão previstos para março e o plano vai também focar-se no acesso à habitação para “destacar as boas práticas e denunciar as más“.

Borne prometeu “total firmeza na resposta a crimes” de racismo, antissemitismo e discriminação, permitindo “a emissão de mandados de detenção” contra pessoas que “usem indevidamente a liberdade de expressão” para esse fim. 

Não haverá impunidade para o ódio“, afirmou a chefe do governo francês, que escolheu o Instituto do Mundo Árabe para apresentar este plano que inclui 80 medidas.

Entre elas, prevê ainda o agravamento das sanções em casos de expressão racista ou antissemita por pessoas que pertençam às autoridades públicas ou que estejam adstritas a uma missão de serviço público, acrescentou.

O plano deve permitir “medir melhor” estes fenómenos, “educar e treinar melhor“, “punir melhor” os autores e “acompanhar melhor as vítimas“, resumiu a primeira-ministra francesa.

Será também implementado um código de conduta para videojogos e ‘e-sports’. 

Elisabeth Borne anunciou ainda, durante a apresentação do plano, a criação no local de um antigo campo de concentração, no oeste da França, de um museu em memória dos ali alojados durante a Segunda Guerra Mundial.

Em junho, o Governo francês deverá apresentar um outro plano contra a discriminação por orientação sexual.

 

30
Jan23

"Mundo Sepúlveda" de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski

Niel Tomodachi

Mundo Sepúlveda

Sobre o Livro:

Em fevereiro de 2020, Daniel Mordzinski despediu-se de Luis Sepúlveda com um abraço apertado e as palavras «até breve, irmão». Estavam no festival literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e – sem que o soubessem – a pandemia dava os primeiros passos em Portugal.

Lucho e Daniel não voltaram a ver-se. Na memória ficavam trinta anos de amizade, de histórias, de viagens. E, na gaveta, um sem-número de fotografias.

Mundo Sepúlveda é mais do que uma homenagem. Nele, as fotografias de Mordzinski juntam-se às palavras de Sepúlveda, em textos maioritariamente inéditos, num diálogo entre artes que permite conhecer melhor o autor chileno e os lugares que deram sentido aos seus dias.

«Agora, enquanto ele navega infatigável pelos mares para lá do fim do mundo, penso nas muitas saudades que tenho dele, e recordo a sua generosidade, os seus contínuos gestos de consideração pelo próximo, e sinto-me orgulhoso por ter sido seu amigo, companheiro de tantas viagens e irmão de uma das vozes mais dignas e firmes da literatura.»

Do Prólogo de Daniel Mordzinski

 

Sobre os Autores:

Daniel Mordzinski e Luis Sepúlveda

 

30
Jan23

Foi encontrada uma múmia com 4.300 anos — estava envolta em folhas de ouro

Niel Tomodachi

Os arqueólogos encontraram ainda vários outros sarcófagos, rodeados por dezenas de pequenas estátuas, no Egito.

Foi descoberta na passada sexta-feira, 27 de janeiro, uma múmia com 4.300 anos, envolta em folhas de ouro, na necrópole de Saqqara, no Egito. Pode ser muito bem a mais antiga e completa múmia alguma vez encontrada e terá sido enterrada numa sala localizada a 15 metros de profundidade.

Segundo o arqueólogo Zahi Hawass, antigo ministro das Antiguidades do Egito, o sarcófago de calcário estava perfeitamente selado. “Ao abrir o primeiro sarcófago, vi uma múmia do Reino Antigo. Acredita-se que a múmia, que estava coberta com folha de ouro, tenha 4.300 anos. A descoberta é um achado arqueológico muito importante”, conta à BBC. A múmia estava identificada como um homem chamado Hekashepes.

Foram ainda encontrados outros túmulos, nos quais estava um padre, inspetor e supervisor de nobres chamado Khnumdjedef, que remonta ao reinado de Unas, o último Faraó da Quinta Dinastia (que decorreu entre o século XXV e XXIV antes de Cristo).

“Esta descoberta é importante porque liga os reis às pessoas que viviam entre eles”, explica, desta vez, Ali Abu Deshish, um dos arqueólogos envolvidos na escavação.

A equipa encontrou outra múmia que pertence a um “guardador de segredos e assistente do grande líder do Palácio” — chamava-se Meri e realizava rituais religiosos especiais. E ainda um antigo juiz e escritor chamado Fetek, que estava decorado com uma coleção de estátuas, entre as quais uma que representava um homem com a sua mulher e filho. Foram também registados vários produtos de olaria, que remontam aos séculos XXV e XXI a.C.

A região de Saqqara foi considerada Património Mundial da UNESCO em 1979. Era precisamente nesta zona que estava Memphis, a antiga capital egípcia e composta por dezenas de pirâmides.

30
Jan23

Encher a casa de cor, na portuense Canto by Trendy Pillows

Niel Tomodachi

Peças de decoração com um toque de irreverência preenchem a Canto by Trendy Pillows, onde às almofadas coloridas da portuguesa Trendy Pillows se juntam outras propostas para rechear a casa.

A Canto by Trendy Pillows é a evolução natural da marca de almofadas surgida em 2014, pelas mãos de três amigas, quase como uma brincadeira que correu bem. “Na altura, sentíamos que quando uma pessoa queria marcar a diferença em casa tinha de contratar alguém ou recorrer a lojas como o Ikea”, conta Filipa Cunha, uma das sócias do negócio, ao lado de Maria João Parente e Joana Valente.

 

As almofadas em algodão e em linho, de produção nacional, foram o primeiro artigo a ser comercializado, e foi um sucesso. Mas ao longo do tempo outros objetos decorativos foram-se juntando a elas, pelo que começou a fazer sentido um novo nome para os abraçar.

Eis que surge a Canto by Trendy Pillows, numa loja de canto na Rua Pedro Homem de Melo, e a ambicionar estar “naquele canto da casa que é mais especial”. É também com este nome que são assinadas as colaborações entre a marca e artistas convidados. De momento, a loja acolhe a parceria entre a Canto e a artista plástica Graça Paz, que resultou em peças como almofadas, individuais, abat-jours, tapa-pés e sete prints exclusivos, repletos de cores e padrões. Na loja descobre-se ainda a última coleção-cápsula da Trendy Pillows, a “La vie en vichy” feita de almofadas e individuais com o intemporal padrão axadrezado, nos tons azul, verde, rosa e roxo, ideais para animar qualquer divisão.

Pelas prateleiras encontram-se artigos das marcas representadas pela Canto, a HK Living e a Liv. Destacam-se os quadros, que são “peças decorativas com muita presença e a um preço que uma peça de arte não conseguiria acompanhar”, as molduras em acrílico, os tapetes e o mobiliário, caso dos biombos, mesas de apoio, iluminação, cadeiras e louças. Velas, castiçais, vasos, jarras, sempre coloridos, ajudam a completar a oferta, também disponível online e na loja Trendy Pillows em Campo de Ourique.

 

30
Jan23

Amazon está a preparar série baseada em 'Tomb Raider'

Niel Tomodachi

O projeto conta com Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’) como produtora executiva e argumentista.

Amazon está a preparar série baseada em 'Tomb Raider'

O site The Hollywood Reporter está a avançar com a notícia que a Amazon se encontra a desenvolver uma série baseada em ‘Tomb Raider’, a conhecida ‘franchise’ de videojogos que conta com a arqueóloga Lara Croft como protagonista.

Alegadamente, esta série encontra-se a ser desenvolvida como um exclusivo para o serviço de streaming Prime Video e contará com Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’) como produtora executiva e protagonista.

Recordar que ‘Tomb Raider’ já teve direito a alguns filmes e que a protagonista Lara Croft já foi interpretada por Angelina Jolie e Alicia Vikander. Ainda não há uma atriz associada ao papel principal.

 

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