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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

29
Jun22

O jazz está de volta a Matosinhos com vários concertos gratuitos

Niel Tomodachi

O Festival Matosinhos em Jazz decorre no Jardim Basílio Teles, onde também vai encontrar uma exposição com peças de Clara Não e outros artistas.

Esqueça o Natal, o Carnaval e a Páscoa. Para os fãs de música, a melhor altura do ano é mesmo o verão, meses durante as quais vai poder ouvir dezenas de artistas diferentes, que vão desde o rock ao funk, sem esquecer a música eletrónica. Para os fãs de jazz também não faltam opções. Melhor ainda é quando estas sessões são gratuitas, tal como acontece no Festival Matosinhos em Jazz, que decorrerá durante quase todos os fins de semana de julho.

A programação começa no dia 9, com uma atuação de Mimi Froes. No dia seguinte, vai poder relaxar no Jardim Basílio Teles enquanto Jéssica Pina oferece a música de fundo.

No fim de semana seguinte, os ritmos começam com o britânico Alfa Mist — sim, o festival não é apenas feito de artistas portugueses. A 17 de julho, Camilla George sobe ao palco, vinda diretamente do Reino Unido. 23 e 24 de julho contarão com as atuações de Raquel Martins e Ashley Henry, dois nomes promissores da música jazz contemporânea.

O último fim de semana do evento será o mais emblemático. Nos restantes dias, os artistas atuam pelas 18 horas, enquanto que a 29 e 30 de julho sobem ao palco na Praça Guilherme Suggia umas horas depois, pelas 22 horas. Nestes dias vai poder ouvir, respetivamente, Rebecca Martin com a Orquestra Jazz de Matosinhos e GNR com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

Além dos concertos, vai poder passar pela exposição do festival, que contará com obras de Clara Não, André Tentugal, Vasco Gargalo, Joana Linda e João Fazenda.

 

29
Jun22

Nova temporada do Teatro Municipal do Porto vai ter cerca de 100 espetáculos

Niel Tomodachi

A agenda está organizada entre setembro deste ano e julho de 2023, contando com opções diversas.

A programação para a nova temporada do Teatro Municipal do Porto (TMP) foi apresentada esta terça-feira, 28 de junho. De setembro de 2022 a julho de 2023, poderá contar com cerca de 100 espetáculos diferentes para ver.

Assim, dessa centena de apresentações — 95 já anunciadas e os cartazes do Festival Dias da Dança e do FITEI ainda por fechar — haverá 19 internacionais. Ao mesmo tempo, mais de metade dos espetáculos terão a autoria de artistas e companhias cujo trabalho é feito a partir do Porto.

“É o primeiro ano no qual lançamos uma temporada do TMP em toda a sua extensão”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, citado pelo site da autarquia.

Esta, que será a última temporada desenhada por Tiago Rodrigues enquanto diretor artístico do Departamento de Artes Performativas da Ágora, terá ainda uma componente musical maior do que as anteriores. Em parte, esta aposta deve-se à abertura do Batalha Centro de Cinema.

Entre a vasta programação do Teatro Municipal do Porto para a próxima temporada destacam-se os 91 anos do Teatro Rivoli, os 70 anos do Teatro Experimental do Porto, os 35 anos do Teatro de Marionetas do Porto ou os 22 anos do ciclo poético Quintas de Leitura.

Além destes, poderá ver novos espetáculos de Marco da Silva Ferreira, António Lago e Né Barros, mas também estreias de (LA)HORDE, El Conde Torrefiel e Philipe Quesne, a ópera-performance “Sun & Sea”, das lituanas Lina Lapelytė, Vaiva Grainytė e Rugilė Barzdžiukaitė, ou o regresso da Companhia Nacional de Bailado.

Todas as informações e os detalhes do calendário estão disponíveis no site do próprio Teatro Municipal do Porto.

 

29
Jun22

“Les Portugais”: o novo livro de BD que fala sobre a emigração

Niel Tomodachi

Há uma nova banda desenhada que incide sobre uma importante parte da história portuguesa e um marcante fenómeno, o da emigração. Escrito por um filho de emigrantes portugueses, nascido em França, o novo livro “Les Portugais” conta a odisseia de dois jovens emigrantes portugueses em França nos anos de 1970 e revela as dificuldades encontradas à sua chegada.

A história de amizade entre dois jovens, à procura de uma vida melhor, mostra um pouco do destino de milhares de portugueses que, nos anos 70, fugiram da ditadura de Salazar. Em vários países, mas em muitos casos em França, procuraram recomeçar as suas vidas…

O livro foi escrito por Olivier Afonso, nascido em 1975 em França, filho de pais portugueses, e que além de escritor é um dos mais reconhecidos criadores de efeitos especiais e maquilhagem no cinema francês há vinte anos. As ilustrações são de Aurélien Ottenwaelter, conhecido como Chico, um reputado artista dos estúdios de animação franceses.

A BD ainda só se encontra editada em francês, embora os autores já tenham expressado vontade em conseguir uma versão em língua portuguesa. Para quem já se sente confortável com o francês, sendo uma obra ilustrada a compreensão é acessível. A obra está à venda em várias livrarias online, como a da FNAC.

 

29
Jun22

Os bolinhos de coco que vão ser um sucesso na próxima festa de anos dos miúdos

Niel Tomodachi

São uma opção saudável que vai agradar toda a família, e fazem-se em cerca de 20 minutos.

A pior coisa que podemos fazer quando queremos perder peso é não comer. Ficamos esfomeados, frustrados, o nosso cérebro acaba por não agir corretamente e tudo o que for altamente calórico vai parecer ainda mais irresistível. O que se segue depois são horas e horas de arrependimento. É por isso que os snacks saudáveis são sempre um aliado crucial na árdua jornada que é a perda de peso.

Um ovo cozido, pequenas saladas e frutos secos são opções que se fazem rapidamente e que saciam, mas muitas vezes não nos dão o prazer gustativo que procuramos. É aí que entram os doces saudáveis, muitas vezes feitos sem recorrer a açúcares refinados.

Sandra Nereu, autora do blogue “Panelinha de Sabores”, criou uma receita de bolinhos de coco que também vão ser um sucesso na próxima festa de anos dos miúdos. Além disso, são preparados em muito pouco tempo, algo que os pais gostam sempre, e levam apenas quatro ingredientes (e um deles é opcional). Segundo a autora, são “crocantes por fora” e “húmidos e macios por dentro.”

 

Do que precisa

— 150 gramas de coco ralado

— 2 claras de ovo

— 3 colheres de sopa de agave

— 30 gramas de óleo de coco (opcional)

 

Como se faz

Comece por aquecer o forno a 160 graus e forre um tabuleiro com papel vegetal. Depois, vai misture todos os ingredientes. Caso queira, acrescente também o óleo de coco derretido.

Quando tudo estiver misturado forme pequenas bolas com a massa obtida, com as mãos. Coloque-as no tabuleiro e leve-ae ao forno entre 12 a 15 minutos, dependendo do tamanho das bolinhas.

 

28
Jun22

Livre quer criminalizar "práticas de conversão" da orientação sexual e acabar com "vazio legal"

Niel Tomodachi

Em causa está a punição por "práticas de conversão" da orientação sexual que vão desde multas a penas de prisão até três anos.

Livre propõe alteração de Código Penal sobre "práticas de conversão" da orientação sexual

O Livre vai entregar um projeto de lei para proibir e criminalizar as "práticas de conversão" da orientação sexual em Portugal, argumentando que está na altura do país "acabar com o vazio legal nesta matéria".

Num projeto de lei ao qual a agência Lusa teve acesso, o partido representado na Assembleia da República pelo deputado único, Rui Tavares, propõe que seja acrescentado ao Código Penal um artigo específico sobre este tipo de práticas, definindo que "quem praticar, promover ou publicitar quaisquer práticas ou tratamentos que visem a repressão ou modificação da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género de qualquer pessoa é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa, se pena mais grave lhe não couber".

De acordo com o mesmo artigo, "não são puníveis as práticas, tratamentos ou serviços de afirmação da expressão de género ou identidade de género devidamente consentidas, como por exemplo o recurso a tratamento hormonal e acompanhamento médico", a tentativa das práticas de conversão "é punível" e o procedimento criminal "não depende de queixa".

O Livre defende ainda que se este tipo de prática for levada a cabo por um "profissional de saúde, psicólogo ou profissional educativo será definida como sanção acessória a proibição de exercício da profissão por não menos de cinco anos".

"Caso o autor do crime seja titular de responsabilidades parentais sobre a vítima, o exercício das responsabilidades parentais deverá ser revista, avaliada e decidida pelo tribunal a continuação ou perda parcial ou total da guarda parental, desde que o superior interesse da pessoa menor seja sempre assegurado e a sua segurança e bem-estar sejam garantidos", acrescentam.

Esta força política quer ainda que no artigo 177º do Código Penal, sobre 'agravação' de crimes, que a pena prevista para este tipo de casos seja "agravada em metade" numa situação em que "a vítima seja pessoa particularmente vulnerável em razão de deficiência física ou mental, doença, menoridade, gravidez, condição de vítima de violência doméstica, condição de migrante ou requerente de asilo ou situação económica ou social".

O mesmo se aplica se da prática em causa "resulte gravidez, ofensa à integridade física grave, perigo de vida, suicídio ou morte da vítima".

O partido sugere também uma alteração à lei do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e à proteção das características sexuais de cada pessoa, acrescentando um número ao artigo 2º desta lei onde se passaria a ler que é "proibido praticar, recomendar ou publicitar práticas que visem a repressão ou modificação da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género de qualquer pessoa".

Na exposição de motivos, o partido define 'práticas de conversão' como "quaisquer práticas ou tratamentos físicos e/ou mentais, independentemente da pessoa ou entidade que o façam, que tenham o intuito de reprimir e/ou modificar a orientação sexual, identidade de género, expressão de género de uma pessoa, colocando em causa o bem-estar e a saúde física e/ou mental da vítima".

O Livre recusa assim o termo "terapias de reconversão", explicando que "a palavra 'terapia' se refere a tratamentos, métodos ou procedimentos para curar ou tratar doenças, lesões ou distúrbios psíquicos, o que não é compatível com as posições e pareceres internacionais e nacionais da comunidade médica e civil sobre a orientação sexual e identidade de género ou expressão de género".

"Está na altura do Estado português, e à semelhança dos exemplos positivos já implementados no Canadá, França, Alemanha, Malta, Suíça, alguns estados dos EUA, entre outros, acabar com o vazio legal nesta matéria e criminalizar as "práticas de conversão", garantindo também o devido apoio e proteção de todas as pessoas afetadas, em concordância com os direitos fundamentais consagrados pela Constituição da República Portuguesa, com os pareceres e posições das várias entidades médicas e civis relevantes", vincam.

No passado dia 17 de maio, também o Bloco de Esquerda submeteu ao parlamento um projeto de lei que visa criminalizar este tipo de práticas.

 

28
Jun22

Os melhores destinos LGBTI+ na Europa

Niel Tomodachi

Eis uma lista com as dez melhores cidades.

Saiba quais são os melhores destinos LGBTI+ na Europa

Viajar enquanto pessoa parte da comunidade LGBTI+ não precisa de ser uma experiência difícil porque existem muitas cidades europeias que recebem todos de braços abertos. O The Guardian criou uma lista com as dez melhores mesmo a tempo de celebrar o Pride. 

 

Malta

O primeiro destino na lista é Malta, pioneira, na União Europeia, na proibição de terapias de conversão. O The Guardian recomenda duas cidades: Valeta e Rabat. O Monaliza Lounge, um drag bar e o Number 11, um boutique hotel só para adultos, são algumas das sugestões. Por lá o Pride celebra-se durante uma semana entre 7 e 17 de setembro.  

 

Irlanda

A seguir vem a Irlanda que, em 2015, se tornou no primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo através de referendo nacional. Segundo o meio de comunicação é em Dublin que o espírito de inclusão se sente mais. Por lá, o Pride celebra-se até ao fim do mês, mas o artigo menciona outras coisas como a Gutter Bookshop, cujo nome remete para uma citação de Oscar Wilde e a Farrier & Draper, onde se organiza, todas as semanas uma 'big gay disco'. 

 

Dinamarca

A terceira posição é ocupada pela Dinamarca, mais concretamente Copenhaga, que é chamada, pelos locais, 'o bairro LGBTQ+ da Escandinávia'. O The Guardian sugere um brunch no Oscar bar and cafe, antes de uma cerveja num dos bares gay mais antigos da Europa, o  Centralhjornet. O Pride acontece em agosto (15 a 21) e o MIX Copenhagen LGBTQ Film Festival, vai de 21 a 30 de outubro. 

 

Edinburgo

Edinburgo é, segundo o autor do artigo, uma escolha clássica e segura para pessoas LGBTQ+. Glasgow é a cidade a visitar graças aos seus "bairros diversos". Pode sentar-se e beber uma cerveja no bar gay mais antigo da cidade, o The Waterloo, ou divertir-se no Underground, que tem noites de karaoke e de atuações de drag.

 

Itália 

Apesar de Itália não ser um dos países mais progressivos da Europa, o autor abriu uma exceção para Milão, onde se encontram muitos casais do mesmo sexo. Em Porta Venezia encontra diferentes negócios 'queer' como o restaurante Leccomilano, o Bar Basso e cafe-bar Blanco. O Pride acaba dia 2 de julho com uma parada gay. 

 

Reino Unido

Em Birmingham, o Pride festeja-se nos dias 24 e 25 de setembro, antes disso são muitos os eventos na agenda para um verão LGBTQ+. A cidade inglesa conta com uma 'Gay Village', em Hurst Street com muitos bares e cafés. O restaurante Topokki ou o bar lésbico The Fox são algumas sugestões. 

 

Grécia

As ilhas do Mediterrâneo são, segundo o The Guardian, uma espécie de 'lugar seguro' para os viajantes LGBTQ+. Mykonos acolhe, anualmente, um festival de dança gay, chamado XLSIOR, que este ano acontece entre 17 e 24 de agosto. Alguns dos hotspots da ilha são o restaurante Jackie O, os bares Porta ou Kastro’s e o hotel Super Paradise. 

 

Finlândia 

A Finlândia é a terra natal de um conhecido 'herói gay': o Tom of Finland. O artista revolucionou o país, durante a década de 70, quando a homossexualidade era ilegal. O The Guardian aconselha uma ida a Helsínquia onde o Pride se festeja entre 27 de junho e 3 de julho. Descubra sítios como o Street Pride ou o Kvääristö, um local pensado para mulheres 'queer', transgénero ou pessoas não-binárias.

 

Bélgica 

É um dos países que mais protege as pessoas LGBTQ+ e, por isso, merece lugar nesta lista. Apesar de Bruxelas ser a 'capital queer', o The Guardian recomenda uma visita à Antuérpia, uma cidade muito inclusiva. O roteiro de paragens obrigatórias passa pela única livraria LGBTQ+ da região, a Kartonnen Dozen e o club de fetiches The Boots. As celebrações do Pride estão marcadas para os dias entre 10 e 15 de agosto. 

 

Espanha

A capital de Espanha é a cidade do país é a que melhor recebe pessoas LGBTQ+. Em Madrid o orgulho gay é comemorado entre 1 e 10 de julho e é o segundo maior do mundo, ficando apenas atrás de São Francisco, nos Estados Unidos. O Chueca, é o bairro gay de Madrid. Lá pode assistir a espetáculos de drag no LL Bar e comer no Mercado San Antón.

 

28
Jun22

O país que proibiu nadar e mergulhar para proteger um tesouro

Niel Tomodachi

A ilha de Hon Mun, no Vietname, é conhecida pelas suas praias paradisíacas, frequentadas por milhares de turistas. A partir de agora, é expressamente proibido nadar e mergulhar naquelas águas.

A razão é simples. O Governo vietnamita pretende proteger o já de si muito danificado recife de coral lá existente, o que para muito contribuiu a grande procura por parte de mergulhadores.

“Queremos avaliar as condições da área sensível do recife para que possa ser levado a cabo um plano adequado a fim de decretar a área de conservação do mar”, explicaram as autoridades locais.

Cerca de 60% do mar costeiro em Hon Mun estava coberto por corais vivos em 2020. Descobertas recentes mostraram que o valor diminuiu para menos de 50%.

A pesca ilegal, dragagens e construções de parques industriais foram também fatores que contribuíram para o drama ambiental.

Com mais 3200 quilómetros de costa, o Vietname tem tomado medidas alargadas de proteção ambiental, mesmo que choquem com a não escondida busca por receitas turísticas.

Os recifes de coral em todo o Sudeste Asiático foram fortemente atingidos pelo aquecimento global.

A sua degradação, diz a comunidade científica, pode ter efeitos devastadores ambientais e económicos.

O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas alertou que 4,5 milhões de pessoas na Ásia e na região do Oceano Índico podem ser afetadas por recifes danificados.

 

28
Jun22

Governo espanhol propõe mudança de género desde os 12 anos sem parecer médico

Niel Tomodachi

Proposta aprovada torna possível mudar de género no registo civil, a partir dos 12 anos, sem parecer médico, mas será necessária autorização de um juiz até aos 14 anos.

Menores poderão se registrar com novo gênero na Espanha | Mundo | Pleno.News

O Governo espanhol aprovou esta segunda-feira uma proposta de lei que prevê a mudança de género no registo civil a partir dos 12 anos sem necessidade de pareceres médicos, sendo que a partir dos 16 basta a vontade da pessoa.

Ao abrigo desta proposta, que terá de ser aprovada pelo parlamento, será possível mudar de género no registo civil, a partir dos 12 anos, sem parecer médico, mas será necessária autorização de um juiz para os casos entre os 12 e os 14 e dos pais ou tutores legais entre os 14 e os 16.

Para maiores de 16 anos, bastará a própria vontade de quem quiser fazer a alteração.

É a segunda vez que o Governo espanhol aprova esta proposta, depois de há um ano ter avançado com o anteprojeto, que dividiu o Executivo.

Conhecida como a lei da “autodeterminação de género”, a proposta pretende retirar a carga de patologia à mudança de género.

“Reconhece-se o direito a todos serem quem são sem mediação de testemunhas”, afirmou a ministra da Igualdade, Irene Montero, numa conferência de imprensa no final do conselho de ministros que aprovou a proposta.

A proposta proíbe também cirurgias de modificação genital até aos 12 anos em crianças que nasçam com características físicas dos dois géneros (crianças intersexuais ou hermafroditas),

Por outro lado, o texto consagra o direito de lésbicas, bissexuais e transgénero com capacidade reprodutiva acederem às técnicas de reprodução mediamente assistida e permite a filiação dos filhos de mães lésbicas e bissexuais sem necessidade de casamento.

A proposta foi aprovada no mesmo dia em que a imprensa espanhola noticiou que um juiz de Ourense (na Galiza, noroeste de Espanha) autorizou a mudança do género nos documentos de uma criança de 8 anos.

A decisão, citada pela agência de notícias EFE, considera que a criança, um rapaz registado com o género feminino, tem “maturidade suficiente” e apresenta uma “situação estável de transexualidade”.

A mãe desta criança disse à EFE que esta é “uma grande vitória, um avanço enorme para as crianças e para todos os grupos que lutam pelo reconhecimento dos menores”.

Em relação ao filho, disse que “sempre falou no masculino na primeira pessoa” e que em casa sempre o deixaram “expressar-se livremente na forma de vestir e brincar”.

“Espero que isto sirva para alguma coisa e se oiçam os menores”, defendeu, dizendo que não tem sentido solicitar relatórios de equipas de psiquiatras “porque isto não é uma doença”.

A mulher lamentou que a proposta de lei que vai ser debatida pelos deputados não abranja as crianças.

 

28
Jun22

Este é o número de cancros na Europa ligados à poluição

Niel Tomodachi

Os fatores de maior risco são, segundo a Agência Europeia do Ambiente, a poluição do ar, o tabagismo passivo, os raios ultravioletas, o amianto, a alguns produtos químicos e a outros poluentes

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Cerca de 10 por cento dos cancros na Europa estão ligados à poluição, nas suas diversas formas, e eram evitáveis na maioria dos casos, informou na segunda-feira, 27 de junho, a Agência Europeia do Ambiente (AEA).

“A exposição à poluição do ar, ao tabagismo passivo, aos raios ultravioletas, ao amianto, a alguns produtos químicos e a outros poluentes estão na origem de mais de 10% dos casos de cancro na Europa”, especificou a organização, em comunicado.

Este número pode contudo diminuir de forma drástica se as políticas existentes forem objeto de uma atualização rigorosa, nomeadamente na luta contra a poluição, segundo a organização.

“Todos os riscos cancerígenos ambientais e profissionais podem ser reduzidos”, afirmou Gerardo Sanchez, um perito da AEA, sobre o documento, o primeiro da agência sobre a relação entre cancro e ambiente.
“Os cancros determinados pelo ambiente e devidos a radiações ou a carcinogéneos químicos podem ser reduzidos a um nível quase negligenciável”, declarou, durante um encontro com a imprensa.

Segundo os dados da AEA, a poluição do ar é responsável por um por cento dos casos e dois por cento das mortes, percentagem que sobe para nove por cento no caso dos cancros do pulmão. Estudos recentes também detetaram “uma correlação entre a exposição a longo prazo às partículas, um poluente atmosférico importante, e a leucemia entre os adultos e as crianças”, realçou a agência.

O radão, um gás radioativo natural suscetível de ser inalado, nomeadamente em habitações pouco arejadas, é considerado responsável por dois por cento dos casos de cancro no Velho Continente.
Segundo a Agência, os ultravioletas – de origem principalmente solar, mas também artificial – são responsáveis por cerca de quatro por cento de todos os casos de cancro, em particular do melanoma, uma forma grave de cancro da pele que aumentou fortemente na Europa nas últimas décadas.

Algumas substâncias químicas utilizadas nos locais de trabalho e libertadas no ambiente são também cancerígenos. Chumbo, arsénico, crómio, pesticidas, bisfenol A e as substâncias perfluoroalquílicas (PFAS, na sigla em Inglês), usadas entre outras aplicações na alimentação, estão entre as mais perigosas para a saúde dos europeus, tal como o amianto, interdito na União Europeia (UE) desde 205, mas ainda presente em diversos edifícios.

Na UE, todos os anos 2,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com um cancro, das 1,3 milhões morrem. A Europa, que representa cerca de 10% da população mundial, tem 23% dos novos casos e 20% das mortes.

 

28
Jun22

Livraria Aberta quer ajudar a resgatar a história 'queer' em Portugal

Niel Tomodachi

A Livraria Aberta, no Porto, que na terça-feira celebra o primeiro aniversário, usa a curadoria de livros e avança para a edição própria para resgatar a história 'queer' em Portugal e "fixar conhecimento".

Livraria Aberta quer ajudar a resgatar a história 'queer' em Portugal

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do primeiro aniversário, os criadores e gestores da livraria, Paulo Brás, formado em literatura, e Ricardo Braun, do teatro, explicam a vontade de entrar no campo da edição e também como "não há ainda uma grande preocupação em Portugal em escrever a história 'queer'", defende o primeiro.

"Nem há muitos livros publicados, ou os que existem esgotam e não são reeditados. Acontecem colóquios e as atas não são publicadas. O conhecimento não se fixa, parece que estamos sempre a começar do zero. Isto cria uma ideia geral de que 'ah, os autores não existiram'", acrescenta.

Com um catálogo "bastante abrangente" na livraria, sita na Rua do Paraíso, no Porto, o seu universo aborda questões não só do espectro LGBT mas também com "uma preocupação interseccional de ter textos feministas, narrativas raciais e outro tipo de exclusões".

Para o movimento LGBT no país, "é preciso é haver conhecimento, investigação", um trabalho que fazem, pela livraria, ao ir às editoras encontrar os livros que lá estão, e que "noutro sítio se calhar ficam perdidos", encontrando estantes de onde não saem "após três meses de exposição", com outro "tempo de vida".

"Mesmo da parte das editoras que vão lançando coisas que se encaixam no nosso catálogo, se calhar há menos medo, ou pudor, em que as sinopses já levantem ou assumam que os livros falem dessas questões", lembra Ricardo Braun.

As edições ligadas ao tema sofrem de um "código", alerta, em que não se diz "que as personagens são LGBT, fala-se de amores proibidos ou tendências desviantes", uma "maneira muito críptica de falar das coisas para não alienar ninguém".

As editoras mais independentes, completa Paulo Brás, já criam "um diálogo", seja a perguntar por livros especificamente 'queer' que ainda não estão publicados em português, num país sem editoras em papel especificamente dedicadas.

"Os próprios distribuidores foram percebendo que os livros LGBT não são só os livros com os meninos nus na capa a namorar, ou com LGBT na sinopse. Não são só esses. Um caso muito flagrante: na poesia, é preciso conhecer a obra, e por vezes a vida do poeta, para saber que o livro pode estar cá", refere Paulo Brás.

A possibilidade de editar em nome próprio está "prevista desde o início", mas ainda falta "dinheiro para isso".

A sustentabilidade é a prioridade antes de assumirem esse risco, com o qual querem "suprir lacunas no catálogo", e aplicar o conhecimento que têm para acrescentar e não duplicar.

Editar é para poder "contribuir para fazer história" do movimento no país, "para mostrar que aquelas coisas existiam", que "tiveram o seu impacto" e trazê-las de volta, contornando a dificuldade da falta de acesso quando algumas obras -- ou autores -- esgotam.

"Não tiramos da mesa e percebemos a importância de também ajudar de alguma maneira autores 'queer' a tentar publicar sem conseguir. Há áreas pouco exploradas. Um autor trans português? Há poucas edições", acrescenta Paulo Brás.

Entre a programação do primeiro aniversário está uma série de sessões informais moderadas por Paulo Brás, pelas 18:00 das segundas-feiras, até 01 de agosto, sobre referências LGBTQ na literatura portuguesa.

Assentarão num "formato de 'não-aula', uma coisa mais de partilha, leitura, descoberta", explica Ricardo Braun, sobre referências da literatura portuguesa LGBT, que Paulo Brás assumiu quase como "um dado adquirido".

"Essas conversas vão ser moderadas por mim e a ideia é eu trazer para a mesa cópias e excertos, [que] lemos e comentamos em conjunto. Não sou professor, e depois, porque eu venho inicialmente desse contexto mais académico, de comunicações, e não sinto que isso proporcione um diálogo. Até porque eu não sei quem vem a essas conversas. Posso estar a falar do António Botto e está aqui um 'superfã' do Botto e que quer falar sobre ele", explica.

Para a frente, numa fase de primeiro aniversário, além da edição, é "importante que as pessoas percebam que a livraria tem de ser sustentável", refere Paulo Brás, para que não corra o risco de ser "mais um projeto que dura dois ou três anos e desaparece".

"Além disso, queremos intensificar a questão da programação, porque sabemos que são sempre momentos de cruzamento de muitas pessoas, e é importante para o ambiente que queremos na livraria", acrescenta Paulo.

Para Ricardo, há pontes com outros agentes culturais e trabalho em rede que pode ser intensificado, e o espaço infantojuvenil, demarcado do resto da livraria, continuará a ser uma aposta para que livros infantis dedicados à temática possam "facilitar a conversa".

"Para que pais, tios, avós, possam falar descomplicadamente destas coisas às crianças. O facto de virem cá, porque querem falar de algo à criança da família é bom, é ótimo", acrescenta.

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