Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

03
Mar22

Prémios literários, inédito de Orwell e romances portugueses em março

Niel Tomodachi

Novos livros de João Reis, Mário Cláudio e Patrícia Müller, um romance de George Orwell inédito em Portugal, a mais completa antologia de poesia angolana e o vencedor do prémio Strega são algumas novidades literárias de março.

Prémios literários, inédito de Orwell e romances portugueses em março

Entre os destaques da Quetzal para este mês conta-se o novo romance de João Reis, "Cadernos da água", um romance composto a múltiplas vozes, entre as quais se sobrepõe uma feminina, através do fio condutor de um caderno onde regista o seu dia a dia de refugiada na companhia da filha.

Outa novidade em língua portuguesa é "A rainha e a bastarda", de Patrícia Müller, uma história em torno do mistério envolve a morte da bastarda mais nova do rei D. Dinis, violada e assassinada no Convento de Odivelas.

No que respeita a novidades literárias internacionais, a Quetzal vai publicar "Um casamento americano", de Tayari Jones, vencedor do Women's Prize for Fiction 2019, uma "narrativa fortíssima, com um extraordinário trabalho no delinear das três personagens principais, face a questões morais, raciais e legais", nas palavras da editora.

"O colibri", de Sandro Veronesi, livro que valeu ao autor o Prémio Strega 2020 (o principal galardão literário italiano) pela segunda vez (depois de "Caos calmo", em 2006) vai ser também editado em março pela Quetzal, assim como "Conversas em Princeton", de Mario Vargas Llosa e Ruben Galo.

A E-Primatur publica este mês "História de um homem comum", considerado "o grande romance de Orwell sobre a redescoberta das complexidades que estão na base de um homem comum", um livro inédito em Portugal.

Quando foi escrito, em 1938, o autor estava em Marraquexe, a recuperar de uma lesão sofrida na Guerra Civil de Espanha, e o mundo vivia ensombrado com a possibilidade de uma guerra que para alguns era inevitável, enquanto outros acreditavam ainda na possibilidade de evitar o conflito com Hitler.

A mesma editora vai publicar também um livro de contos do autor de Pinóquio, Carlo Collodi, escritos entre 1883 e 1887.

Na Dom Quixote vai sair um novo livro de Mário Cláudio, "Trilogia das Constelações - Ursamaior, Oríon, Gémeos", que reúne três romances em que o autor percorre de formas distintas as constelações da vida humana e descreve como diferentes personagens reagem às pressões do cosmos.

A mesma editora lança também "50 Anos de Poesia - Antologia Pessoal", de Nuno Júdice, enquanto na literatura internacional, destaca a publicação de "Onde as peras caem", de Nana Ekvtimishvili, livro finalista do Prémio Booker Internacional 2021, e "Um detalhe menor", da escritora palestiniana Adania Shibli, em tradução direta do árabe por Hugo Maia.

A Guerra e Paz vai apostar naquela que descreve como a antologia mais completa e abrangente já publicada de poesia angolana, incluindo os períodos e os autores mais marcantes da sua história".

"Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor" é uma edição histórica, que oferece "um retrato sistemático, plural e riquíssimo do admirável património literário angolano aos leitores de língua portuguesa em todo o mundo".

Com organização de Irene Guerra Marques e Carlos Ferreira, esta obra divide-se em três partes: a primeira, dedicada à literatura oral; a segunda, ao século XVII e a última aos poetas dos séculos XX e XXI.

Na mesma editora será publicada a "História do Português desde o Big Bang", de Marco Neves, um livro que conta a história da língua desde o princípio do Universo, há 13.800 milhões de anos, com base no conhecimento científico atual, apresentando dados muito recentes sobre a distância real entre as variantes da língua.

A Relógio d'Água vai editar "Obras Escolhidas", de Ana Teresa Pereira, "Cartas de Amor", trocadas entre Virginia Woolf e Vita Sackville-West, o romance "Casa", de Marilynne Robinson, e os livros de poemas "Meadowlands", de Louise Gluck, "Políticas de Poder", de Margaret Atwood, e "Herbarium", de Emily Dickinson, estes dois com tradução de Ana Luísa Amaral.

A Almedina também aposta este mês na poesia, publicando, na chancela Edições 70, "Poemas de Goethe" e "Poemas de Nietzsche", ambos com seleção, tradução, notas e comentários de Paulo Quintela, e "Os Responsórios da Procissão", de Saint-Pol-Roux, esquecido durante décadas e hoje reconhecido como um dos maiores poetas da língua francesa, com seleção, tradução e notas de Jorge Melícias.

A Antígona edita "Betão -- Arma de Construção Maciça do Capitalismo", de Anselm Jappe, um ensaio que congrega a crítica do capitalismo, da arquitetura citadina e do betão armado, partindo do episódio da queda da Ponte Morandi, em Génova, em 2018.

Um dos destaques da Penguin Random House Portugal vai para o romance "Poeta Chileno", de Alejandro Zambra, vencedor do Prémio Mejores Obras Literarias 2021, uma "declaração de amor à literatura, à poesia e aos poetas que desprezam o romance", que chega agora a Portugal pela Elsinore.

No mesmo grupo editorial, a chancela Objetiva publica "Sontag: vida e obra", pelo biógrafo e escritor Benjamin Moser, a "aclamada biografia de uma das mais estimulantes intelectuais do século XX", distinguida com o Prémio Pulitzer.

A Alfaguara publica "O perfume das flores à noite", de Leïla Slimani, um texto sobre a escrita, a identidade e a memória, pela autora de "Canção doce" e "O país dos outros", vencedora do Prémio Goncourt.

"A ciência do ódio", do professor universitário e um dos maiores criminologistas do mundo Matthew Williams, é um livro sobre como o preconceito se transforma em ódio, a partir da análise de mais de 300 estudos efetuados em 28 países, incluindo Portugal, a ser publicado pela Contraponto, com tradução de Bruno Vieira Amaral.

A Porto Editora publica "Poesia", de António Maria Lisboa -- na chancela Assírio & Alvim -, numa edição revista, e lança "Encontro", de Natasha Brown, o terceiro título da coleção Contemporânea de Livros do Brasil, que figurou na 'shortlist' de vários prémios britânicos.

Outra novidade desta editora é a publicação de "O Sr. Wilder e Eu", de Jonathan Coe, livro sucessor de "O Coração de Inglaterra", que venceu o Prémio Costa para melhor romance e o Prémio do Livro Europeu.

Na Tinta-da-China saem este mês "Pensamento Branco", do ativista antirracismo Lilian Thuram, "O Africano da Gronelândia", de Tété-Michel Kpomassie, uma viagem única do Togo à Gronelândia relatada pelo primeiro escritor-viajante africano, "Divisão da Alegria", de Raquel Nobre Guerra, o novo título da Coleção de Poesia dirigida por Pedro Mexia, e "Figuras do Mito", da helenista Maria Mafalda Viana, que conta a história dos deuses e heróis da antiguidade através dos tempos e aquilo que os mantém vivos na arte e quotidiano contemporâneos.

 

03
Mar22

O maravilhoso cheesecake gelado de mirtilos que vai refrescar os seus dias

Niel Tomodachi

Os mirtilos, uma fruta rica em antioxidantes, vitaminas e fibras, são a estrela desta receita.

Com a primavera a aproximar-se a passos largos, o sol a esconder-se cada vez mais tarde e as temperaturas a subirem progressivamente, as refeições começam a pedir pratos mais leves e frescos, do primeiro ao último momento. Também as pausas da manhã e da tarde exigem opções capazes de refrescar (e porque não adoçar?) os dias mais quentes.

Sugerimos um cheesecake gelado de mirtilos que, além de ser perfeito para a época, pela frescura que garante, é super fácil de fazer. Esta receita do Continente foi pensada para seis pessoas, pelo que pode ser uma opção para brilhar sem muito esforço quando reunir os amigos ou família à volta da mesa.

Também não leva muito tempo a preparar — apenas peca pelas seis horas que precisa de ir ao congelador. Porém, verá que a espera vale a pena.

Do que precisa

— 300 gramas de bolachas digestivas

— 125 gramas de manteiga

— 2 embalagens de queijo para barrar

— 6 colheres de sopa de açúcar

— 2 chávenas de mirtilos

— 1 litro de gelado de nata

— 200 ml de natas

— 1 gota de corante rosa

— 1 gota de corante azul

— 1⁄2 chávena de açúcar em pó

 

Como se faz

Num robô de cozinha, pique as bolachas até obter uma areia fina. Junte a manteiga amolecida e volte a triturar até obter uma massa húmida.

Forre uma tarteira de fundo amovível com esta massa e pressione bem com os dedos, no fundo e nos lados. Leve ao frigorífico por cerca de 30 minutos.

Numa taça, bata o queijo para barrar com o açúcar, uma chávena de mirtilos e o gelado de nata. Quando estiver tudo bem incorporado, verta o preparado sobre a massa. Leve ao congelador por cerca de seis horas.

Antes de servir, bata as natas com os corantes e o açúcar em pó até ficarem bem firmes e espalhe-as sobre o cheesecake. Decore com os restantes mirtilos.

 

02
Mar22

"A Música dos Ossos" de David Almond

Niel Tomodachi

O regresso de um dos melhores contadores de histórias da atualidade

500x.jpg

Sobre o Livro:

Ela acordou durante a noite. que música era aquela?
Que coisas selvagens e estranhas existiam ali?

Sylvia, corajosa e rebelde, muda-se da cidade de Newcastle para a agreste Northumberland. Sente-se uma estranha naquela paisagem imensa, silenciosa, aparentemente vazia, mas depois encontra Gabriel, um rapaz desconhecido mas que lhe parece muito familiar. Enquanto percorrem juntos as florestas e as zonas montanhosas, Sylvia vê a natureza com novos olhos. Toma consciência de que o passado se encontra a toda a sua volta e profundamente enraizado no seu interior.

Da asa de um milhafre morto, a dupla cria um osso oco - o tipo de flauta que era usado em rituais, no passado distante. Sozinha, e no decorrer de uma noite mágica, Sylvia descobre o seu eu antigo e reencontra-se com o mundo pré-histórico. Volta ao estado primitivo, transformada numa versão mais intensa de si própria. Regressa à cidade pronta para enfrentar as oportunidades e os desafios do mundo moderno.

Este é um romance fascinante que explora a ligação entre o nosso passado antigo e as lutas contemporâneas, e o poder da natureza para nos renovar e incentivar.

 

Sobre o Autor:

David Almond, nascido em 1951, é um dos mais aclamados autores britânicos de literatura infantojuvenil. Estreou-se com O Segredo do Senhor Ninguém, que se tornou de imediato um bestseller mundial e que recebeu diversos galardões, entre os quais o Whitbread Children's Book of the Year e a Carnegie Medal. O seu percurso literário é constituído por várias obras, além do já referido título, tais como O Rapaz Que Nadava com as Piranhas, O Meu Pai é Um Homem Pássaro, Um Cantinho no Paraíso, O Meu Nome é Mina, O Grande Jogo, Uma Criatura Feita de Mar, todos publicados pela Editorial Presença. Os seus livros encontram-se traduzidos em cerca de 40 línguas, tendo alguns deles sido adaptados ao cinema e a peças de teatro. Em 2011, foi distinguido com o prestigiado Prémio Hans Christian Andersen. Reside em Northumberland com a família.

 

«David Almond é um exímio contador de histórias.»
The Independent

«Os livros de David Almond estão, como toda a grande literatura, acima de qualquer classificação.»
The Guardian

«Um escritor com uma visionária intensidade.»
The Times

«Tão lírico quanto hipnótico. Maravilhosamente escrito.»
The Daily Mail

«Um livro que não tem uma única página aborrecida.»
The Times Children’s Book of the Week

«Um livro absolutamente notável. Vai tornar-se um clássico da literatura.»
The Irish Times

«Tão belo e lírico, que é de cortar a respiração.»
The Bookseller

 

 

02
Mar22

A região da Nova Zelândia que está a salvar o céu noturno (e a banir a luz artificial)

Niel Tomodachi

A poluição luminosa não é um problema em Wairarapa, onde é possível observar as estrelas que brilham intensamente no céu escuro.

Não são apenas os carros e os aviões que poluem o ambiente. Um tipo de poluição menos conhecida, mas também perigosa, é a luminosa. A luz artificial, que atualmente é impossível ignorar, afeta os ecossistemas que nos rodeiam e reduzem a visibilidade do céu noturno, especialmente nas grandes cidades.

Algumas regiões do mundo começam a tentar evitar este problema comum, como Wairarapa, uma área rural vínica, localizada na Nova Zelândia. Uma das maiores apologistas da causa é Becky Bateman, uma enorme fã do céu escuro e que defende o fim das luzes artificiais durante a noite.

Nos últimos dois anos, a guia turística e astrónoma tem usado um laser verde e um telescópio para mostrar aos visitantes a beleza daquele fenómeno natural, que muitas vezes ignoramos ou tomamos como garantido. É verdade: tanto quanto sabemos, a noite não irá a lado nenhum. No entanto, torna-se cada vez mais difícil observar todo seu o esplendor, devido às luzes artificiais da Terra.

Becky  Bateman é uma defensora acérrima da observação das estrelas, e incentiva todos os que participam nas suas visitas guiadas — que normalmente começam com a história do universo, fazendo ponte com a da humanidade — a apoiarem o projeto daquela região, que visa proteger o céu noturno.

“Vejo mais ou menos dez estrelas cadentes por hora quando estou aqui. Ultimamente, no entanto, tenho visto cada vez mais poluição humana, como o satélite SpaceX do Elon Musk. Para mim, os céus escuros são o último verdadeiro fenómeno natural da humanidade. Potencialmente, não poderão ser vistos no futuro”, diz à “BBC”. “Fico preocupada com a obsessão do turismo espacial, quando temos tantas razões para preservarmos o que já temos aqui.”

Não é a única a defender a causa. A Nova Zelândia organizou em 2019 uma conferência onde revelou a vontade de se tornar num destino onde será possível ver o céu escuro repleto de estrelas, sem qualquer interferência de luzes artificiais. Representantes de vários países do mundo compareceram e, embora tenham considerado a ideia da Nova Zelândia muito ambiciosa, afirmaram que se aquele país o conseguir fazer, é possível que outros sigam o exemplo.

Uma das poucas reservas do céu noturno está em Aoraki, na Nova Zelândia.
 
 

À volta do mundo apenas existem 18 reservas de céu noturno, e uma delas está na Nova Zelândia, em Aoraki. Tem mais de quatro mil quilómetros quadrados — e é a única no hemisfério sul. O seu sucesso só é possível graças à adesão dos locais, que sempre cresceram com um céu único. “Somos obcecados? Provavelmente. Mas somos, definitivamente, sortudos. Os Kiwis [naturais da Nova Zelândia] são pessoas que adoram os espaços exteriores, e temos um acesso fácil aos céus noturnos naturais do hemisfério sul. Crescemos maravilhados pelo céu da Nova Zelândia, particularmente o que vemos em parques nacionais como o de Aoraki. Podemos não conseguir encontrar a constelação Crux, mas estamos melhor do que 80 por cento da restante população que não consegue ver as estrelas à noite”, explica Steve Butler, diretor do grupo Dark Skies. Quando lhes pediram que reduzissem a iluminação artificial à noite, e as trocassem por luzes amarelas, os locais não resistiram.

A paixão crescente dos habitantes pelo céu noturno acabou por enaltecer grupos nativos outrora ignorados. Victoria Campbell é descendente da tribo Ngāi Tahu, e membro da direção da reserva de Aoraki, e afirma que aquele interesse “tornou os kiwis mais curiosos quanto à sua herança histórica e às tradições culturais” que a acompanham. “Os neozelandeses vêm de uma extensa linhagem de astrónomos, começando pelos exploradores polinésios, como os Rākaihautū que descobriram Aotearoa (Nova Zelândia), usando as estrelas, a lua e o sol como orientação”, explica à mesma publicação.

A 24 de junho deste ano, graças a uma promessa eleitoral da primeira-ministra Jacinda Adern, os neozelandeses vão celebrar, pela primeira vez, o Makariki — uma constelação que marca o início do novo ano Māori (povo indígena da Nova Zelândia). Aproximadamente uma hora antes do sol nascer, todos poderão juntar-se a olhar o céu e a recordar os entes queridos que já partiram, ao mesmo tempo que procuram esperança e inspiração.

 

02
Mar22

"Comer Como um Humano" de Bill Schindler

Niel Tomodachi

Wook.pt - Comer Como um Humano

Sobre o Livro:

Conheça os alimentos mais nutritivos e os modos ancestrais de os cozinhar para ter uma saúde de ferro. Bill Schindler era um dos miúdos obesos da escola. Tornou-se atleta, emagreceu, pensou que tinha deixado o passado para trás. Mas assim que abandonou a competição engordou outra vez, a ponto de adoecer. Só percebeu porquê muitos anos depois, quando começou a investigar melhor o que comia - e como o fazia.

Formado em Arqueologia, percorreu meio mundo a investigar os modos ancestrais de sobrevivência, ao serviço do National Geographic e do canal de YouTube da revista Wired. Na savana do Quénia, na selva tailandesa ou nas estepes da Mongólia, fez um pouco de tudo: desde beber sangue fresco de vaca com a tribo dos Masai a caçar castores nas águas geladas do Ártico.

As suas investigações levaram-no a concluir que para se ser saudável e perder peso não é preciso passar fome nem contar calorias. A chave é antes Comer Como um Humano. Ou seja, encontrar alimentos com a maior densidade nutricional possível e prepará-los para uma ingestão segura e substancial. Milhares de anos de evolução levaram o ser humano a perceber o que lhe fazia bem e o que lhe era prejudicial. E é esse saber ancestral que o Dr. Schindler recupera neste livro, onde encontraremos o relato das suas aventuras (muitas delas vividas com a mulher e filhos), a ciência da nutrição e mais de 75 receitas.

Vai ficar surpreendido quando perceber que, da cerveja à piza, há todo um mundo de prazeres gastronómicos que pode mudar radicalmente a sua vida.

 

Sobre o Autor:

Bill Schindler

 

02
Mar22

A bavaroise de morango saudável que se prepara em menos de 5 minutos

Niel Tomodachi

É uma receita super simples de replicar e os miúdos vão adorar. Só precisa de três ingredientes.

Grande parte dos oeirenses são apaixonados por doces e isso nota-se nas várias pastelarias que têm mesas cheias no concelho. As montras estão repletas de chocolate, recheios de ovo, crostas de açúcar e pepitas. Porém, é necessário saber quando devemos fazer uma paragem e substituir os ingredientes maus pelos bons.

O truque mais saudável é fazer próprias sobremesas em casa. Desta forma, controla as comidas que ingere e as calorias também. Pode ser uma tarefa mais complicada do que parece porque requere alguma pesquisa na Internet — e as receitas são infinitas —, mas é por isso que pode contar com as sugestões da nutricionista Cátia Carvalho da Silva. 

A mais recente receita da oeirense faz-se em menos de cinco minutos, apenas leva três ingredientes e é absolutamente deliciosa. Neste exemplo, a fruta utilizada é o morango. No entanto, pode substitui-lo por outro ingrediente que goste mais. Dê um toque pessoal quando fizer a sua recriação e sirva na próxima ocasião com amigos, eles vão adorar. 

Sempre que precisar de mais esclarecimentos, pode sempre marcar uma consulta presencial ou online com a nutricionista Cátia Carvalho da Silva, através das páginas de Instagram e Facebook ou do email catiacarvalhodsilva@gmail.com.

Do que precisa

— Água;

— 1 pacote de folhas de gelatina (sabor a morango);

— 1 iogurte natural.

 

Como se faz

Ferva 250 mililitros de água e adicione um pacote de folhas de gelatina com o seu sabor favorito. Mexa bem e acrescente outros 250 mililitros de água, desta vez fria. Junte um iogurte natural e mexa bem.

Se preferir, coloque em taças individuais, mas será mais fácil verter para uma forma. Depois basta levar ao frigorífico até que solidifique. 

 

01
Mar22

Portugal é o sétimo país mais LGBT+ friendly da Europa

Niel Tomodachi

A ILGA destaca a não-discriminação nas doações de sangue, mas realça, negativamente, o crescimento do discurso de ódio.

A associação Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo (ILGA) divulgou, a 15 de fevereiro, um novo relatório sobre a situação de direitos das pessoas da comunidade LGBTQIA+ no contexto europeu e centro-asiático. O documento inclui uma lista onde Portugal surge como o sétimo país mais LGBTQIA+ friendly da Europa.

A organização destaca a não-discriminação em função das orientações, características sexuais, e identidades e expressões de género na doação de sangue. Apresentam, porém, várias recomendações ao País: a proibição das terapias de conversão; a garantia de serviços de saúde adequados às pessoas transgénero e de género diverso; e a criação e implementação de políticas públicas de asilo que protejam quem chega a Portugal após ter fugido dos seus países devido à discriminação devido à sua orientação/identidade sexual.

Em comunicado, a ILGA Portugal realça negativamente “o discurso de ódio anti-LGBTI+ que cresce progressivamente no País entre líderes e representações políticas. Além disso, refere que “as instituições europeias e a maioria dos governos nacionais têm agido mais incisivamente no repúdio e na criação de mecanismos que garantam o avanço das medidas de proteção dos direitos e das vidas das pessoas LGBTI+”.

Apesar da posição relativamente elevada, o sétimo lugar representa uma descida neste ranking face ao ano passado, onde Portugal se posicionou em quarto.

“As recomendações para o apoio do governo às associações e coletivos LGBTI+ no âmbito do impacto da Covid-19 (feitas em julho de 2021) não foram totalmente implementadas. A falta de respostas públicas dignas e específicas nas áreas da saúde e apoio social colocaram as associações em grande sobrecarga, com um aumento exponencial dos pedidos de ajuda no contexto pandémico”, explica Ana Aresta, presidente da direção da ILGA Portugal.  

“Ficam também por assegurar as medidas no sistema educativo, em todos os níveis de ensino e ciclos de estudo, que promovam o exercício do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género, e do direito à proteção das características sexuais das pessoas. O governo deve garantir a proteção das crianças e jovens LGBTI+ que vivem atualmente em contextos de elevada vulnerabilidade”, acrescenta.

 

01
Mar22

WEHELPUKRAINE.ORG (um género de “Airbnb” para encontrar alojamento, medicamentos e ofertas de trabalho para refugiados ucranianos)

Niel Tomodachi

Plataforma online global, criada em Portugal, serve de ponto de encontro para quem precisa de ajuda e para quem quer ajudar, com alojamento, medicamentos e ofertas de trabalho. Unicórnios portugueses juntaram-se no apoio

We Help Ukraine: o novo site português que liga ucranianos em dificuldades  a quem quer oferecer ajuda

Num único local encontra-se quem precisa de ajuda na Ucrânia – ou está em fuga ou tem lá família – e quem pode fornecer esse apoio, sejam empresas, organizações ou pessoas individuais. A plataforma digital www.wehelpukraine.org liga a procura de emergência com a oferta solidária, num único espaço e a nível global.

O projeto arrancou em Portugal no sábado e já tem mais de uma centena de pessoas e organizações a desenvolver e gerir a plataforma, que funcionará como um “Airbnb” para encontrar – e disponibilizar – um alojamento, medicamentos e ofertas de trabalho. Está disponível um contact center em inglês, português e ucraniano para atendimento por telefone, e-mail, mensagens instantâneas, videoconferência e outros canais de comunicação.

Para além disso, será aqui também que se vão concentrar todas as iniciativas individuais de ajuda que forem surgindo, desagregadas, na sociedade portuguesa, como o apoio gratuito dado pela Ordem dos Notários a nível de documentos de viagem, Ordem dos Psicólogos, advogados, etc. Porque a plataforma quer dar resposta a todo o tipo de carências, desde um quarto para dormir ou um emprego a apoio financeiro, médico e psicológico, ajuda no pedido de estatuto de refugiado ou aulas da língua falada no país de acolhimento.

A iniciativa arrancou com uma mensagem de Hugo de Sousa na rede social Linkedin, incapaz de ficar quieto perante a tragédia que se desenrola na Ucrânia. Figura influente e reconhecida no mundo digital e da inovação propôs a criação de uma plataforma para receber famílias, em particular crianças e idosos. “Não podemos ficar confortavelmente nas nossas casas, a atualizar a nossa fotografia do Facebook com uma bandeira da Ucrânia, enquanto há pessoas a morrer”. Os avós acolheram uma família austríaca, crianças pequenas, durante a II Guerra Mundial. Ele quer seguir-lhes o exemplo. “Acolherei com alegria uma família ucraniana na minha terra natal, Portugal”.

Disponibilizou-se para trabalhar “48h non stop” para pôr a iniciativa de pé e convidou quem quisesse a juntar-se a ele: “Se queres ajudar manda uma mensagem”.

O apelo do managing partner da Kaizen, que vive entre Londres e Lisboa, navegou rápido pelo universo das novas tecnologias e as ajudas dispararam minutos depois, e ainda não pararam. “Estamos a trabalhar neste momento no Beato, em Lisboa, e as pessoas aparecem cá, batem à porta e ficam para ajudar, principalmente programadores e designers. E de todas as nacionalidades. Há pessoas da Alemanha, da República Checa, é como umas Nações Unidas digitais. Temos a OutSystems connosco, a Talkdesk, a Teleperformance, o Governo também já demonstrou o seu apoio…”, elenca Hugo de Sousa, na certeza de que a lista fica desatualizada a cada minuto. “Em breve publicaremos os apoios que temos tido, não todos porque há quem queira ajudar de forma anónima”.

(S)

01
Mar22

Como posso ajudar quem mais precisa na Ucrânia?

Saiba como fazer doações e apoiar o jornalismo do país.

Niel Tomodachi

Como posso ajudar quem mais precisa na Ucrânia? | Guerra na Ucrânia |  PÚBLICO

Através de doações a organizações não-governamentais (ONG), acolhimento de refugiados e apoio ao jornalismo ucranianos é possível ajudar o país e todos aqueles que são vítimas do conflito armado. Nas primeiras 24 horas, o número de ucranianos mortos já ultrapassa uma centena.

Doações a organizações humanitárias e médicas

Organização sem fins lucrativos que recebe e distribui doações, alimentos e suprimentos médicos para ucranianos deslocados dentro do próprio país, assim como qualquer pessoa afectada pelo conflito e as famílias de soldados feridos ou mortos em combate.

ONG sem fins lucrativos que está a fornecer ajuda humanitária a mais de 200 mil pessoas no local. A ONG facilita, a quem mais necessita, o acesso a pacotes alimentares, abrigos de emergência, água potável, assistência financeira, entre outros.

A organização, responsável por ajudar refugiados e treinar médicos, afirma que os fundos obtidos servirão para pessoas necessitadas e afectadas pelo conflito, para colheitas de sangue, mobilização de voluntários e recursos, e ainda actividades de emergência.

Organização ajuda paramédicos e médicos e arrecada fundos para obter suprimentos médicos, nomeadamente mochilas tácticas de primeiros socorros. De acordo com a angariação de fundos que decorre online, cada mochila pode ajudar entre cinco e dez pessoas. No seu interior contém recursos como ligaduras, medicamentos anti-hemorrágicos e alguns instrumentos médicos.

A organização está a trabalhar para reparar escolas destruídas pelos bombardeamentos e fornece uma resposta de emergência rápida a crianças afectadas pelo conflito.

 

Apoiar o jornalismo

Órgão de comunicação social que se descreve como tendo sido “criado por jornalistas que foram despedidos do Kyiv Post por defenderem independência editorial”.

Projecto multimédia independente em língua inglesa que surgiu na sequência de uma iniciativa voluntária em 2014 de apoio a jornalistas internacionais.

 

01
Mar22

Solidariedade de Norte a Sul do país: onde posso doar bens para a Ucrânia?

Niel Tomodachi

Várias organizações e associações têm dinamizado recolhas de bens nos últimos dias. Sabe onde te podes dirigir para ajudar quem mais precisa .

Ucrânia tem objetivo de conseguir uma ajuda de US$ 1 bilhão dos EUA em  2022, segundo chanceler - 17.12.2021, Sputnik Brasil

Nos últimos dias, várias organizações, associações e até pessoas em nome individual têm dinamizado iniciativas para recolher bens alimentares e materiais. O objectivo é ajudar os ucranianos que, devido à guerra, se viram obrigados a perder família e amigos, casas, bens e até a sair do próprio país.


No Norte

  • Vila Nova de Gaia

O seminário Cristo Rei está a recolher donativos e já conseguiu encher três camiões.

Os bens mais urgentes são garrafas de água, colchões (yoga mat), kits de primeiros socorros e dinheiro. Não estão a receber, temporariamente, roupa nem alimentos para bebés e crianças. As recolhas decorrem diariamente das 9h às 21h.

  • Viseu

Em parceria, a Câmara Municipal de Viseu, o Instituto Politécnico de Viseu (IPV), a Associação Viriatos.14 e a Associação dos Ucranianos de Viseu têm como objectivo apoiar a população ucraniana através de uma recolha de bens.

Pedem-se medicamentos e artigos medicinais (como compressas), alimentos não perecíveis, roupa de criança, mantas e artigos de higiene pessoal. Os bens podem ser entregues na Loja Soldiária do IPV de segunda a sexta-feira.

  • Vila Real

Em Vila Real, por iniciativa própria, é Svitlana Rohashko quem está a organizar a recolha de bens. O contacto é o 92 013 69 59.

  • Braga

No distrito de Braga foi iniciado o projecto Braga SOS Ucrânia. São vários os pontos de recolha disponíveis, assim como as horas. Existem também recolhas desta segunda até sexta-feira ou recolhas com uma duração menor.

Na sua página do Instagram estão disponíveis todos os locais, horas e dias em que as recolhas terão lugar. O contacto é o 91 289 58 60.

 

Os bens solicitados são artigos de saúde, bens para criança (como por exemplo toalhitas e leite em pó), produtos de higiene e roupa térmica.

 

No Centro

  • Leiria

A Câmara Municipal de Leiria lançou a campanha “SOS Ucrânia”. Querem recolher produtos de higiene (de higiene pessoal, desinfectantes, fraldas…), roupa térmica, medicamentos e kits de primeiros socorros, lanternas, rádios, powerbanks e pilhas.

Os bens podem ser entregues nas Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, nos quartéis de bombeiros de Leiria, Maceira, Ortigosa e Monte Redondo e também no Estádio Municipal de Leiria a partir desta segunda-feira entre as 17h e as 22h.

  • Guarda

A recolha dos bens está a acontecer até ao final desta segunda-feira na cervejaria Lumiar. A iniciativa é coordenada por Ruslana Roman, que vive em Portugal há mais de 20 anos.

A recolha pretende angariar: cobertores, medicamentos, alimentos e quaisquer outros bens essenciais.

  • Fundão

O município do Fundão, no distrito de Castelo Branco, está a organizar uma recolha de bens até ao final da semana. O local de entrega é no Centro das Migrações do Fundão (Seminário do Fundão), entre as 8h e as 20h.

Os bens solicitados são: cobertores, roupa, bens alimentares não perecíveis, leite em pó, fraldas e medicamentos.

  • Gafanha da Nazaré

A campanha que decorre em Gafanha da Nazaré, em Aveiro, parte de um grupo de ucranianos. Pedem roupa quente, sacos-cama, joelheiras e coletes à prova de balas. O contacto é o 91 766 85 89.

Em Lisboa

Na Área Metropolitana de Lisboa são várias as iniciativas de recolhas de bens.

  • Junta de Freguesia de Benfica

A recolha de bens é feita em parceria com a Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica. Podem ser entregues no Palácio Baldaya esta segunda e terça-feira, das 9h às 22h.

Alguns dos bens essenciais que pedem são: roupa quente, roupa de cama (edredons, almofadas, mantas…), medicamentos, produtos de higiene e material de limpeza e louça de plástico e metal.

  • Junta de Freguesia da Misericórdia

A iniciativa, com o nome “SOS Ucrânia”, decorre esta segunda e quarta-feira (2 de Março), das 9h às 20h.

Os bens mais urgentes que pedem são: produtos de higiene pessoal (como sabonetes, tampões, pastas e escovas de dentes), produtos para crianças e recém-nascidos e kits de primeiros socorros.

  • Junta de Freguesia da Ajuda

A recolha de bens acontecerá a partir de quarta-feira (2), entre as 9h e as 19h. O ponto de recolha será o Pavilhão Multiusos da Ajuda, ao lado do Pingo doce.

Pedem-se alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e agasalhos.

  • Junta de Freguesia de Arroios

A Junta irá fazer uma recolha solidária em parceria com a Comunidade Paroquial da Igreja de São Jorge de Arroios e Nossa Senhora dos Anjos.

Os bens poderão ser entregues na sede da Junta, no Largo do Intendente Pina Manique, até quarta-feira, entre as 9h30 e as 17h30.

  • Junta de Freguesia de Moscavide e Portela

Desde a Junta de freguesia de Moscavide à de Portela, passando pelos Bombeiros Voluntários, Creche e Jardim de Infância ou o Centro de Dia Social e Comunitário, são vários os locais e horas a que as recolhas são levadas a cabo, especificados na publicação da página do Facebook da junta de freguesia em causa.

Os bens que solicitam são produtos de higiene pessoal, agasalhos, kits de primeiros socorros, alimentos enlatados, entre outros.

  • Junta de Freguesia do Areeiro

A recolha, levada a cabo na sede da junta de freguesia, decorre esta segunda-feira até às 23h.

Os bens que solicitam são: medicamentos (como analgésicos, anti-inflamatórios, compressas, protectores gástricos, esponjas hemostáticas entre outros), ferramentas e materiais de construção e roupas quentes e produtos de higiene.

  • Junta de Freguesia de Alcântara

Em parceria com a Associação Solidária Anjos de Misericórdia, será levada a cabo uma recolha de bens a partir de dia 2, quarta-feira. Os bens devem ser entregues nas instalações da junta entre as 9h e as 18.

Pedem artigos de saúde (como betadine e soro fisiológico), produtos de higiene, roupa térmica e lanternas, powerbanks, pilhas e rádios.

  • Loures

Em Loures, no distrito de Lisboa, a Oficina Promax Car é o ponto de recolha dos bens que serão enviados para a Ucrânia. O contacto é: 96 146 59 99

  • Setúbal

A Associação Anjos de Misericórdia está também a dinamizar uma recolha de bens em Setúbal. Pede medicamentos, comida, sacos cama e kits de primeiros socorros. Os contactos são: 92 022 24 31 e 93 053 37 52

No Sul

  • Estremoz

A Câmara Municipal de Estremoz vai dinamizar uma recolha de bens, estando os pontos de recolha ainda por anunciar.

Os bens que solicitam são: aquecedores eléctricos, chaleiras, garrafas térmicas, colchões, alimentos não perecíveis, medicamentos, kits de primeiros socorros e produtos de higiene pessoal.

  • Évora

A comunidade ucraniana em Évora, juntamente com o padre Ivan Hudz, está a dinamizar uma recolha de bens. A entrega dos mesmos é feita no ginásio do Seminário Maior de Évora ao longo desta segunda-feira.

Pedem-se medicamentos, materiais de primeiros socorros e roupas quentes.

  • Faro

No distrito mais a sul do país a Associação dos Ucranianos no Algarve está também a dinamizar uma recolha de bens.

Os bens que pedem são: medicamentos e produtos médicos (como desinfectantes e cremes cicatrizantes), medicação do dia a dia (cardíaca, gástrica, renal…), alimentos com grandes prazos de validade, produtos de higiene e bens domésticos (como lanternas, roupa interior térmica, meias, esteiras)…

Não foram divulgados, até ao momento, locais de entrega concretos, assim como horas para as entregas. Mas há dois contactos disponíveis: 96 716 72 57 e 96 977 35 92.​

 

(S)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub