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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

27
Set21

"Duas Vidas Num Instante" de Dani Atkins

Niel Tomodachi

E se a vida lhe der uma segunda oportunidade?

Duas Vidas Num Instante de Dani Atkins – note! Online

Sobre o Livro:

A noite do acidente foi trágica... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está a ruir. Ela mora sozinha num apartamento minúsculo, tem um emprego enfadonho e sem futuro e vive culpada pela morte do seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar atrás no tempo.

Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?

A noite do acidente foi mágica... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, amigos fantásticos e a carreira com que sempre sonhou. Mas porque será que não consegue fazer parar as estranhas recordações de uma vida muito diferente?

 

Sobre a Autora:

Dani Atkins vive no Hertfordshire, Inglaterra, com a família, dois gatos idosos e um cão hiperativo. Duas Vidas Num Instante foi o seu primeiro romance e catapultou-a para a fama imediatamente. Desde então, não parou de escrever. Os fãs agradecem.

 

«Absolutamente brilhante.»
Daily Mail

 

27
Set21

"O Prazer de Guiar" de João Pedro Marques

Niel Tomodachi

Ao volante das escolhas infinitas - Porto Editora

Sobre o Livro:

Raquel e João têm cerca de setenta anos de idade. Amaram-se na juventude e, em tempos idos, foram casados e criaram filhos em conjunto antes de a vida os ter afastado. O Prazer de Guiar é a história do seu reencontro e reaproximação. É, também, simultaneamente, um romance on the road, no qual o casal reencontrado vai viver uma aventura adolescente que lhe reabre os horizontes numa fase tardia da sua existência.
O palco da sua aventura é Portugal no ano de 2032, um tempo em que o progresso tecnológico trouxe muito bem-estar, mas em que, paradoxalmente, cerceou as liberdades individuais. Uma época cada vez mais automatizada e robotizada em que o Estado já codificou quase tudo, impôs regras e normas em várias áreas da vida colectiva, mas proibiu muitas coisas, nomeadamente a possibilidade de conduzir nas cidades e principais estradas do país.
Serão Raquel e João capazes de lutar por esse direito que lhes foi negado? Terão sucesso no desafio que lançaram às autoridades? E conseguirão contornar ou iludir a opressiva e omnipresente vigilância policial?

 

Sobre o Autor:

João Pedro Marques nasceu em Lisboa, em 1949. Foi professor do ensino secundário e, depois, durante mais de duas décadas, investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e Presidente do Conselho Científico desse Instituto, em 2007-2008.
Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de história colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006; e, em coautoria, Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010).

Em 2010 a Porto Editora publicou o seu primeiro romance, Os Dias da Febre, ao qual se seguiram, em 2012, Uma Fazenda em África (que, com várias edições, constituiu um dos grandes sucessos do ano), em 2014, O Estranho Caso de Sebastião Moncada, em 2015, Do Outro Lado do Mar, em 2017, Vento de Espanha e, em 2019, A Aluna Americana.

 

27
Set21

"Uma Vida Assim-Assim" de Cláudia Araújo Teixeira

Niel Tomodachi

Sobre o Livro:

Às 21h08 do dia 13 de Abril de 1970, enquanto a missão espacial Apollo 13 deixa o mundo em suspenso ao anunciar Houston, we’ve had a problem, Cristina Maria nasce num bairro social do Porto. A coincidência escapa por completo aos seus pais, que perdem assim a oportunidade de juntar uma boa história à já sobrelotada mitologia familiar.

A década de 70 está a dar os primeiros passos e, com ela, traz um vislumbre de modernidade a um país cinzento. As senhoras fazem a mise, os cinemas inauguram as sessões da meia-noite, diz-se bom-dia com Mokambo, os quiosques veem esgotar a revista Gina, inauguram-se os primeiros centros comerciais… Mas se as melhores casas do país se rendem à alcatifa, no Bairro, o linóleo não tem rival. Se milhões choram a separação dos Beatles, o Bairro baila alegremente ao som dos Diapasão. O Bairro é imune ao mundo porque o Bairro é o mundo.

Cristina Maria, que nunca descobrirá a sua ligação ao programa espacial americano, sonha voar mais alto. Não precisa de validação exterior para traçar o seu destino, que, sabe, está para lá dos limites do Bairro. Ela, que se sente especial desde que tem consciência de si, jura nunca ter uma vida assim-assim.

Retrato das últimas décadas do século XX no Porto através dos sonhos e desalentos de uma jovem nascida nas margens da cidade, Uma Vida Assim-Assim apresenta-nos ao Bairro que a viu nascer e a uma panóplia de personagens tão extravagantes quanto vívidos, tão humanos quanto anedóticos. Nesta vertiginosa viagem a um destino que não consta dos guias turísticos, encontramos o outro lado da vida.

26
Set21

Suíços votaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo

Niel Tomodachi

A maioria dos suíços, 64,1%, votou hoje, em referendo, favoravelmente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, alinhando a nação alpina com muitas outras na Europa Ocidental.

Suíços votaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo

Os resultados oficiais mostraram que a medida foi aprovada com os votos a favor de 64,1% dos eleitores e a maioria favorável à medida foi alcançada em todos os 26 cantões, ou estados da Suíça.

O parlamento suíço e o Conselho Federal, no governo, apoiaram a medida "Casamento para Todos". A Suíça tem autorizado as uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo, desde 2007.

Os apoiantes da medida votada hoje disseram que esta vitória colocaria os parceiros do mesmo sexo em pé de igualdade com os casais heterossexuais, permitindo-lhes adotar filhos juntos e facilitaria a cidadania dos cônjuges do mesmo sexo. Permitiria também aos casais lésbicos utilizar a doação de esperma regulamentada.

Os opositores acreditam que a substituição das uniões civis por direitos matrimoniais plenos mina a família com base numa união entre um homem e uma mulher.

Hoje, numa mesa de voto em Genebra, a eleitora Anna Leimgruber disse que votou "não" porque acreditava que "as crianças precisariam de ter um pai e uma mãe".

Já Nicolas Dzierlatka, que votou "sim", disse que o que as crianças precisam é de amor.

"Penso que o que é importante para as crianças é que sejam amadas e respeitadas - e penso que há crianças que não são respeitadas ou amadas nos chamados casais 'hetero'", afirmou.

A campanha foi cheia de alegações de táticas injustas, com os lados contrários a decretarem a destruição de cartazes, linhas diretas LGBT a serem inundadas de queixas, 'e-mails' hostis, insultos gritados contra os ativistas e esforços para silenciar pontos de vista opostos.

A Suíça, que tem uma população de 8,5 milhões de habitantes, é tradicionalmente conservadora e só alargou o direito de voto a todas as mulheres em 1990.

A maioria dos países da Europa Ocidental já reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto a maioria dos países da Europa Central e Oriental não permite o casamento envolvendo dois homens ou duas mulheres.

Os apoiantes dizem que ainda podem passar meses até que os casais do mesmo sexo possam casar, principalmente devido a procedimentos administrativos e legislativos.

Também hoje, os eleitores rejeitaram uma proposta liderada por grupos de esquerda para aumentar os impostos sobre os rendimentos de investimentos e capital, tais como dividendos ou rendimentos de propriedades de arrendamento na Suíça, como forma de assegurar uma melhor redistribuição e uma tributação mais justa.

Os resultados mostraram que 64,9% dos votos foi contra esta medida, num país conhecido por ter um setor financeiro vibrante e impostos relativamente baixos, e como um paraíso para muitas das pessoas mais ricas do mundo. Em nenhum cantão suíço houve uma maioria de votos a favor.

 

26
Set21

"As Inseparáveis" de Simone de Beauvoir

Niel Tomodachi

Uma pequena preciosidade literária inédita em Portugal. A história de duas amigas inseparáveis, da infância à idade adulta.

Sobre o Livro:

Este é um romance sobre a intensa amizade que ligou Simone de Beauvoir a Zaza, Élisabeth Lacoin, que Simone conheceu quando tinha nove anos. Escrito em 1954, narra, em registo ficcional, a história das duas raparigas rebeldes, ao longo da sua educação sexual e intelectual, e que só terminou com a morte de uma das amigas.

Quando Andrée veio frequentar a escola de Sylvie, esta ficou imediatamente fascinada pela sua nova colega: tão inteligente, elegante, sensível e autoconfiante como uma adulta. Ficaram logo amigas e conversavam e faziam planos durante horas a fio. Mas Andrée escondia algumas feridas e sofria uma educação demasiado exigente e reprimida. Andrée é Zaza; e Sylvie, a pequena Simone.

Zaza teve uma morte trágica aos 21 anos. Foi uma personalidade extraordinária em vida, e a sua memória perdurou através das personagens em vários livros de Beauvoir, como Memórias de uma Menina Bem-Comportada e Os Mandarins.

Com um posfácio da filha adotiva de Simone de Beauvoir - Sylvie Le Bon de Beauvoir - em que é feito um relato factual e cronológico desta amizade, da vida e do contexto familiar de Zaza, e um conjunto de cartas e de fotografias, As Inseparáveis é um livro de grande valor literário e documental e uma peça importante no conhecimento da vida e obra de Simone de Beauvoir.

 

Sobre a Autora:

Simone de Beauvoir (1908-1986) nasceu em Paris, no seio de uma família burguesa, e era a mais velha de duas irmãs. Estudou Filosofia na Sorbonne, onde conheceu Sartre, companheiro de toda a vida e com quem viveu uma relação célebre pelos seus padrões de abertura e honestidade. No final da Segunda Guerra Mundial, editou a revista política Les Temps Modernes, fundada por Sartre e por Merleau-Ponty, entre outros. Foi ativista no movimento francês de emancipação das mulheres, nos anos de 1970, e serviu de modelo e de influência aos movimentos feministas posteriores. Simone de Beauvoir ganhou o Prémio Goncourt em 1954 com Os Mandarins, cujo herói se inspira na figura de Nelson Algren, com quem manteve um longo e intenso romance.
Autora de uma vasta obra literária, filosófica e autobiográfica, Simone de Beauvoir publicou, em 1949, O Segundo Sexo, texto basilar do feminismo contemporâneo.

 

«Uma nova perspetiva sobre os primeiros anos de vida de Simone de Beauvoir.»
Elle

«Uma relação decisiva que moldou a visão de Simone de Beauvoir sobre a falta de igualdade entre os sexos e sobre o sexismo.»
The New York Times

«Um reencontro crucial na vida da romancista.»
Le Figaro

«Haveria uma Simone de Beauvoir sem uma Zaza?»
El País

«Um romance comovente e cativante sobre a amizade entre as mulheres.»
The Guardian

«Um livro de um grande equilíbrio entre descrições, ambientes, personagens e as ideias inovadoras – para a época – das duas amigas.»
La Vanguardia

«Perfume de uma época, em que duas raparigas sonhadoras olhavam para o futuro, que uma das duas não conheceria.»
Livres Hebdo

«Rápido, límpido, profundo.»
Télérama

26
Set21

"A Mulher de Vestido Vermelho que Dança na Praia" de Pedro Rui Sousa

Niel Tomodachi

Uma viagem à solidão de quem procura o amor

Sobre o Livro:

«Tentar de tudo. É nossa obrigação tentar de tudo.»

Hong Kong, uma cidade em luta, é testemunha da busca do protagonista do romance. A busca por algo que serene o vazio existencial e preencha a solidão da qual não consegue escapar.
Guiado pelas circunstâncias, experiências várias e uma vontade incessante de encontrar uma resposta, o autor convida-nos a uma viagem intimista, na qual acompanhamos, na primeira pessoa, as inquietudes de quem procura Amor nesta sociedade digital.

Em capítulos curtos, numa leitura trepidante, o protagonista utiliza um site de encontros para achar o amor, aulas de Filosofia para pensar o mundo, e o próprio projecto de escrita como inspiração para o caminho que, inevitavelmente, o leva até uma luz no fundo do túnel.

 

Sobre o Autor:

Pedro Rui Sousa 

Estou numa missão para partilhar luz e encorajamento através da minha escrita. Procuro rodear-me de beleza e propósito enquanto busco respostas para as eternas perguntas. Tenho como suporte a filosofia e a espiritualidade e como parceiros de criação os trabalhos de Milan Kundera, Hermann Hesse e Antonio Tabucchi, entre outros. Renasci em Hong Kong, onde vivi exilado durante vários anos. Fiz psicanálise durante uma década e hei-de meditar para sempre. Acredito no potencial da escrita como ferramenta para compreender o passado e projetar o futuro. Um dia, vou escrever uma utopia em que todas as personagens brilharão sem restrições.

 

26
Set21

"Oito Crimes Perfeitos" de Peter Swanson

Niel Tomodachi

Um assassino recria os homicídios mais bem-sucedidos da literatura. É possível escapar impune seguindo os passos dos livros?

Sobre o Livro:

Fenomenal, raro, absolutamente original e muito envolvente, este livro não deixará nenhum leitor indiferente Mais do que um thriller carregado de emoção e suspense, psicologicamente astuto e inteligente e que presta homenagem aos clássicos policiais, Oito Crimes Perfeitos é uma obra prima imperdível. Tudo começa quando o livreiro e aficionado por policiais Malcolm Kersham compila uma lista dos assassinatos mais engenhosos na ficção, a que dá o título «Oito Homicídios Perfeitos».>

Trata se de crimes escolhidos entre os melhores dos melhores, incluindo obras de Agatha Christie Patricia Highsmith ou Donna Tart. A surpresa surge quando uma agente do FBI lhe bate à porta em busca de informações sobre uma série de assassinatos que se parecem perigosamente com os crimes da sua antiga lista. E enquanto o livreiro decide reler os livros escolhidos, o assassino aproxima se, vigia o, observa cada movimento seu, qual sombra diabólica que sabe demais sobre a sua verdadeira história.

Para se proteger, Malcolm decide procurar os potenciais suspeitos e começa a deixar atrás de si um rasto de morte.

 

Sobre o Autor:

Peter Swanson nasceu em 1968, nos Estados Unidos. É autor de vários romances, incluindo Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do prémio New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger.

 

«Um livro muito engenhoso.»
The Times

«Diabolicamente bom.»
Observer

«Este livro tem um ritmo exemplar. O autor sabe como e onde deve dar reviravoltas.»
The Herald

«Um thriller inteligente e cheio de estilo que é também uma carta de amor à ficção policial.»
Sunday Mirror

25
Set21

"Herança" de Vigdis Hjorth

Niel Tomodachi

Sobre o Livro:

Quatro irmãos. Duas casas de férias. Um segredo. Há vinte anos que Bergljot se mantém fora da órbita da família, mas, quando uma disputa em torno do testamento dos pais sobe de tom, ela não poderá ficar calada. Ambos vivos, os pais decidem deixar duas casas de veraneio às suas irmãs, deserdando de uma parte importante do património da família os dois filhos mais velhos. Visto de fora, este é um simples caso de favoritismo. Bergljot, que vive desde a infância com um segredo terrível, faz contudo uma leitura diferente: para ela, esta é a derradeira estocada para acabar com a verdade, o último insulto às vítimas. Herança é um romance lírico sobre trauma e memória, sobre sobrevivência e força. Controverso, caminhando entre realidade e ficção, este foi um dos maiores êxitos da literatura norueguesa dos últimos anos, granjeando a Vigdis Hjorth múltiplos prémios e traduções da sua obra para mais de vinte línguas.

 

Sobre a Autora:

Vigdis Hjorth nasceu a 19 de julho de 1959, em Oslo, e é autora de mais de uma dúzia de romances. Formada em Filosofia, Literatura e Ciência Política, publicou a sua primeira obra em 1983. Com Herança ganhou o Prémio da Crítica Norueguesa para Literatura e o Prémio dos Livreiros Noruegueses, tendo sido também selecionada nos Estados Unidos da América para o National Book Award for Translated Literature. Vive em Asker, nas proximidades de Oslo.

 

Um romance inquietante, magnificamente construído.

The Guardian (Reino Unido)

Tal como Knausgård, Hjorth escreve contra a repressão, contra os tabus, contando as coisas como elas são realmente. Mas ele impele-nos a olhar para corpos mortos; ela força-nos a prestar atenção às almas que sangram.

The New Yorker(EUA)

Hjorth vai desvendando segredos com uma precisão digna de Ibsen, mantendo o nível de suspense no máximo até à última página.

Aftenposten(Noruega)

Herança aborda finanças e sentimentos com crueza idêntica e lê-se como um vício inconveniente; é sem dúvida um dos poucos livros excecionais que se publicaram este ano no nosso país.

El Confidencial (Espanha)

Um romance rico, que fala de culpa e silêncio, do que significa não acreditarem em nós e não se ser ouvido. De verdades reprimidas e dolorosas, mas que devem ser ditas, testemunhadas e gritadas a nós mesmos e aos outros.

ANSA(Itália)

25
Set21

"Hegemonia - 7 Duelos pelo Poder Global" de Jaime Nogueira Pinto

Niel Tomodachi

Sobre o Livro:

Em Hegemonia - Sete Duelos pelo Poder Global, Jaime Nogueira Pinto evoca e analisa os grandes conflitos pelo domínio do mundo a Guerra de Peloponeso, as Guerras Púnicas, as Guerras de Carlos V, as Guerras franco-britânicas, as Guerras da Alemanha e a Guerra Fria para terminar no frente-a-frente China - Estados Unidos da América a que hoje assistimos e que promete dominar o futuro.

Ao longo destas páginas e dos séculos que percorremos percebemos que há constantes nas causas, nas motivações dos seus protagonistas, no modo de defesa e ataque, que se repetem. Em todas elas, na geopolítica dos interesses e na luta pela hegemonia, estiveram sempre os motores primeiros da acção humana, segundo Tucídides: o medo, a glória e a cobiça dos chefes e dos povos.

 

Excertos:

«Agora, entre os rumores sobre a origem de uma pandemia que se tornou verdadeiramente global e mundial, novos duelistas tomam posição.
Os Estados Unidos e a República Popular da China repetem hoje um ritual ensaiado na Grécia, há 2500 anos.
Mas haverá aqui, como em Tucídides, uma predestinação para a guerra?
Uma força a que os dois poderes em competição não podem ou não querem escapar?»
In Introdução

 

Sobre o Autor:

Jaime Nogueira Pinto é licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e doutorado em Ciências Sociais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica, onde leciona cadeiras nas áreas das Ciências Políticas e das Relações Internacionais. Foi também professor na UCP e na Universidade Lusíada e conferencista no IDN, no IAEM, na Academia da Força Aérea e no Instituto Superior de Ensino Militar de Angola. É Presidente do Conselho de Administração da Fundação Luso-Africana para a Cultura e membro da direção de várias associações ligadas à cooperação internacional na área euroamericana e do Mahgreb. É também membro de várias Fundações e Associações Políticas internacionais, como a Heritage Foundation (Washington DC) e o IEP. Publicou várias obras sobre História contemporânea portuguesa, (O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, A Direita e as Direitas, Introdução à Política). Foi administrador da Bertrand, S.A., diretor d’O Século e colaborador regular de orgãos da imprensa, rádio e televisão. Profissionalmente é administrador e acionista de empresas na área de business intelligence e aconselhamento estratégico, bem como de segurança privada. É casado com Maria José Nogueira Pinto e tem 3 filhos.

 

25
Set21

Sabia que o primeiro escritor da Humanidade foi uma mulher?

Niel Tomodachi

Enheduanna viveu e escreveu há mais de quatro mil anos. Contra todas as expectativas, os registos perduraram até hoje.

Pense para lá do século passado, do milénio passado, do tempo antes de Cristo. Se tivesse que se recordar de um escritor de cada uma das épocas, o mais provável é que desse brainstorming saia um nome masculino.

Não somos nós que o dizemos. Um estudo de 2011 revelava que na literatura britânica e americana, 78 por cento das críticas literárias eram escritas por homens. A mesma organização concluiu, em 2017, que apenas duas das 15 maiores revistas literárias haviam publicado mais mulheres do que homens.

Se essa é a realidade no século XXI, maior seria a disparidade há mais de quatro mil anos. É, porém, nessa época remota que encontramos a primeira autora conhecida de obras escritas — mesmo assim, no feminino, autora.

As obras perdidas no tempo e na história estão assinadas por Enheduanna, uma escritora e poetisa, mas também princesa e sacerdotisa. Viveu algures entre 2300 e 2200 AC, na antiga Mesopotâmia, hoje território iraquiano.

Filha do rei e conquistador Sargão I, tornou-se numa líder religiosa, sacerdotisa do tempo ao Deus da Lua. Além de ter assistido ao nascer de um dos grandes impérios da história, conquistou o direito de ser reconhecida como a primeira autora cujas obras estavam devidamente assinadas e reconhecidas.

As suas obras usavam a escrita cuneiforme, inventada pelos sumérios, e normalmente impressa na argila com a ajuda de um pequeno pau triangular. Hoje, conservam-se pelo menos três poemas em honra à deusa Innana, dois a Nanna e 42 hinos usados nos templos de então.

É graças aos registos de Enheduanna que hoje se conhecem, por exemplo, os mitos destes deuses mais de quatro mil anos depois. O registo da autoria é também digno de nota, até porque à época, não só eram habitualmente anónimos, como eram vulgarmente atribuídos a homens.

Gravados em blocos de argila que depois eram cozidos ou secos ao sol, os seus escritos resistiram graças a sucessivas cópias feitas séculos mais tarde, cerca de 1800 AC. Além da poesia, os registos históricos revelam outros segredos da vida de Enheduanna, sobretudo o facto de, nas suas obras, introduzir elementos autobiográficos.

Fala, por exemplo, na sua luta contra Lugalanne, um usurpador do seu posto como sacerdotisa. Abordava também as dificuldades criativas no momento de finalizar as obras. Mas não só. Muitos dos seus elogios aos deuses — então figuras celestiais — descrevem medidas e movimentos que são, para muitos, algumas das primeiras observações científicas de astronomia. Também por isso, o seu nome batizou uma das crateras de Mercúrio.

 

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