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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

29
Jul21

"A Amizade Leva-nos Mais Longe" de Kevan Chandler

Niel Tomodachi

Seis amigos à descoberta do mundo: uma aventura sem cadeira de rodas

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Sobre o Livro:

A Amizade Leva-nos Mais Longe é, como o título sugere, uma história sobre o poder incrível da amizade, sobre como os amigos são, efetivamente, o maior tesouro que podemos conquistar e preservar ao longo da vida.

O autor e narrador deste livro, o norte-americano Kevan Chandler, sofre de uma doença rara e altamente incapacitante, que o obriga ao uso de uma cadeira de rodas. A doença limita drasticamente os seus movimentos e a sua liberdade. Condiciona-o a vários níveis e, apesar da sua alegria, bom humor e vitalidade admiráveis, impede-o de realizar muitos dos seus sonhos. Um deles era viajar.

Contudo, este livro conta-nos como, com a ajuda de um grupo de amigos e da sua personalidade combativa, Kevan realizou o sonho de conhecer o mundo. Graças a uma espécie de mochila construída para o efeito, livrou-se da cadeira de rodas e visitou durante semanas vários países, como França, Inglaterra, Irlanda e até a China, transportado às costas dos seus amigos na odisseia incrível que resolveu contar neste livro.

Uma narrativa comovente com o poder de nos relembrar que, seja num sentido mais ou menos literal (e este não podia ser mais), A Amizade Leva-nos Mais Longe.

 

Sobre o Autor:

Kevan Chandler cresceu na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, com os pais e os dois irmãos. É o mais novo da família e o segundo a quem foi diagnosticada uma doença neuromuscular rara, designada por atrofia muscular espinal. No verão de 2016, ele e um grupo de amigos fizeram uma viagem pela Europa, e mais tarde pela China, em que a cadeira de rodas, da qual até então Kevan raramente se separava, não fez parte da bagagem. Os amigos levaram-no às costas ao longo de várias semanas, numa demonstração comovente e rara de amizade. Kevan Chandler é autor de vários livros e faz conferências em todo o mundo acerca de como é viver com uma deficiência profunda. É o fundador da We Carry Kevan, uma instituição sem fins lucrativos que procura definir o conceito de acessibilidade, e tem um bacharelato em Aconselhamento, pelo John Wesley College.

 

28
Jul21

Prémio Booker revela 13 nomeados para edição de 2021

Niel Tomodachi

A lista dos 13 livros nomeados para o prémio Booker inclui obras de Kazuo Ishiguro, Rachel Cusk, Patricia Lockwood e Anuk Arudpragasam, anunciou hoje o galardão que distingue o melhor livro de ficção publicado em inglês no Reino Unido.

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Dos 13 autores nomeados para a chamada "lista longa" do Booker deste ano cinco já tinham integrado listas em edições anteriores: Damon Galgut, que este ano entra na lista com "The Promise", o Nobel da Literatura Kazuo Ishiguro, que concorre com "Klara e o Sol" (já editado em Portugal pela Gradiva) e venceu a edição de 1989 com "Os Despojos do Dia", Mary Lawson, que apresenta "A Town Called Solace", Richard Powers, que assinou "Bewilderment", e Sunjeev Sahota, autor de "China Room".

Para além dos cinco nomes que já antes tinham sido reconhecidos pelo Booker, encontram-se nomeados Anuk Arudpragasam, com "A Passage North", Rachel Cusk, por "Second Place", Nathan Harris, com "The Sweetness of Water", Karen Jennings, pelo livro "An Island", Patricia Lockwood, por "No One is Talking About This", Nadifa Mohamed, com "The Fortune Men", Maggie Shipstead, com "Great Circle", e Francis Spufford, por "Light Perpetual".

O júri da edição deste ano do Booker foi presidido pela historiadora Maya Jasanoff e composto também pela escritora e editora Horatia Harrod, pela atriz Natascha McElhone, pelo escritor Chigozie Obioma e pelo antigo arcebispo da Cantuária Rowan Willians.

Em comunicado, Jasanoff afirmou que "uma coisa que une estes livros é o seu poder para absorver o leitor numa história pouco habitual e fazê-lo com uma voz distintiva".

A organização realça que os livros de Nathan Harris e Patricia Lockwood são as estreias dos autores no romance.

Vários dos autores agora nomeados têm livros publicados em Portugal, de Rachel Cusk a Richard Powers, passando por Maggie Shipstead, Damon Galgut e Kazuo Ishiguro, mas o único título da lista já disponível no mercado nacional é o do vencedor do Nobel da Literatura de 2017.

A lista de 13 obras foi escolhida a partir de 158 livros publicados no Reino Unido ou na Irlanda entre outubro do ano passado e setembro deste ano, estando o anúncio dos finalistas marcado para 14 de setembro.

O livro vencedor do prémio no valor de 50 mil libras (58,6 mil euros) vai ser revelado numa cerimónia que vai decorrer em Londres, no dia 03 de novembro.

 

28
Jul21

"Enquanto a Lua Muda" de Sofia Serrano

Niel Tomodachi

Há segredos que não se conseguem esconder por muito tempo…

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Sobre o Livro:

A lua comanda os dias de Camila. Aurora é uma sonhadora. Francisca não olha a meios para atingir fins. Margarida pressente que algo grave está para acontecer.

Enquanto a Lua Muda conta-nos as histórias de quatro mulheres, em épocas diferentes, ligadas inevitavelmente entre si por um profundo segredo.

Será a verdade finalmente revelada?

 

Sobre a Autora:

Nasceu em 1980 em Lisboa e é médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia.
Desde pequena que tem a paixão da escrita, e a par da sua atividade médica é autora dos livros "Confissões de uma Médica" e "O Livro da Mulher" e coautora do "Dias de uma Princesa Grávida". Escreve também no blogue Café, Canela & Chocolate, que criou em 2012.
Vive com o marido e os dois filhos no Algarve, onde exerce a sua atividade médica e encontra inspiração para escrever. Adora boas histórias e finais imprevisíveis.

 

28
Jul21

"Como se o Mundo Existisse" de Ana Teresa Pereira

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

«Que neblina é esta que nunca levanta nas histórias sem fim de Ana Teresa Pereira, que abismos (de paixão?)? E, no entanto, são nítidos os contornos, nada se esfuma, vemos tudo, as cores vibrantes dos vestidos, as jarras, corredores, portas, escadas, portões, jardins, labirintos. Que espelhos são estes, sempre lá, mal se abrem portas, nos camarins, nos quartos alugados, nos hotéis? Que teatros são estes onde se ensaia? Que homens são estes, estátuas, monstros? Leio sem parar estas histórias misteriosas (são contos? apontamentos?), são uma janela sempre. Aqui, com Ana Teresa Pereira, ler é ver, voltar a ver, voltar a ler.»

Jorge Silva Melo

 

Sobre a Autora:

Ana Teresa Pereira nasceu em 1958 no Funchal, onde vive. Ainda estudante e guia intérprete, viu publicado em 1989 o seu primeiro livro, Matar a Imagem, com o qual ganhou o Prémio Caminho Policial. Em 1990 na coleção Campo da Palavra publicou o romance As Personagens. Estreou-se na literatura infantil com A Casa da Areia e A Casa dos Penhascos, dando assim início a uma nova coleção para jovens. Desde o seu primeiro livro tem vindo a publicar regularmente. A singularidade da sua temática e a concisão da sua escrita dão a Ana Teresa Pereira um lugar próprio na literatura portuguesa atual.

 

28
Jul21

Esta marca portuguesa de roupa infantil lançou uma linha para apoiar a Ajuda de Berço

Niel Tomodachi

Por cada peça de roupa vendida, a Maria Concha vai doar 5€ para apoiar bebés e crianças que necessitam de cuidados especiais.

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No início do mês, a marca portuguesa Maria Concha lançou uma coleção cápsula solidária em conjunto com a arquiteta Tânia Martins, criadora da Homestories, em que uma percentagem das vendas reverte a favor da Ajuda de Berço.

Por cada peça vendida da nova coleção, 5€ destinam-se a ajudar a associação de solidariedade social a construir a Casa Nova, no bairro de Benfica, em Lisboa. Este novo espaço de prestação de cuidados especiais, construído no âmbito da campanha “Dê casa ao coração”, materializa a vontade de dar casa a aconchego a bebés e crianças com doenças crónicas ou agudas que necessitam de cuidados especiais.

Tânia Martins desenhou a Caring Collection com propostas de verão, feitas de tecidos leves e frescos, pensados para o conforto dos miúdos aproveitarem o melhor da estação: passeios à beira-mar, piqueniques nos jardins, sestas à sombra das árvores e muitas brincadeiras com a família e os amigos.

Esta linha é composta por quatro peças feitas em Portugal. Jardineiras para meninos e meninas dos 18 meses aos 6 anos; um vestido dos 2 aos 8 anos; e uma camisa com capuz dos 2 aos 12 anos. Já os tecidos são, principalmente, feitos de algodão orgânico e linho.

 

Todas as peças da Maria Concha são feitas à mão. Os tons para esta coleção caracterizam-se principalmente pelo bege e branco.

A Maria Concha é uma marca portuguesa de confeção de roupa infantil dos 6 meses aos 12 anos. Foi criada há 10 anos para oferecer peças de qualidade, com uma estética intemporal. A produção é nacional e os tecidos são, sobretudo, feitos 100 por cento de algodão e algodão orgânico. As coleções lançadas ao longo do ano vão desde peças para ocasiões mais especiais a propostas de praia.

Tânia Martins, a arquiteta convidada, é mãe de duas meninas e criadora da Homestories, uma marca própria onde as obras combinam com finais felizes. Agora, uniram-se para apoiar a Ajuda de Berço, um centro de acolhimento temporário para bebés e crianças dos 0 aos 12 anos, vítimas de situação de risco ou abandono, em regime de permanência. Foi criada em 1998 e já acolheu mais de 378 bebés.

As propostas da Caring Collection estão à venda na loja online da Maria Concha. 

 

28
Jul21

Netflix vai ter uma série de “Pokémon” com atores reais

Niel Tomodachi

O produtor executivo de "Lucifer" terá o mesmo cargo na nova expansão deste universo.

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Surgiu em 1995 e desde aí que tem sido um fenómeno mundial. Falamos, claro, de “Pokémon”, um mundo criado por Satoshi Tajiri que é habitado não só por humanos, mas também por estas criaturas com habilidades especiais. Neste universo, os humanos (ou treinadores) apanham e treinam os seus pokémon para depois lutarem uns contra os outros. Agora, a saga de sucesso vai expandir-se na Netflix com uma nova série de imagem real.

A informação foi adiantada pela revista “Variety”, que revela já algumas informações sobre o projeto: Joe Henderson, o produtor executivo de “Lucifer”, será o guionista e produtor desta nova expansão do mundo de “Pokémon”.

“Pokémon” já conta com vários conteúdos na plataforma de streaming, como três filmes (sendo um deles original da Netflix) e três séries, incluindo “Pokémon: Liga Índigo”, o primeiro projeto televisivo deste universo, lançado em 2000.

O formato de imagem real não vai ser uma estreia para “Pokémon”, que já tem um filme neste registo — “Detetive Pikachu”. Protagonizado por Ryan Reynolds e Justice Smith, o filme arrecadou mais de 363 milhões de euros mundialmente quando estreou em 2019.

A saga é também um sucesso na área dos videojogos, sendo considerada a adaptação para consolas mais bem sucedida de sempre, com dezenas de jogos disponíveis. Este ano, por exemplo, já lançou um novo jogo para a Nintendo Switch e lançará mais dois para a mesma consola.

 

28
Jul21

Neste glamping ecológico do norte descansa na piscina com vista para quatro serras

Niel Tomodachi

O Glamping Hills permite-lhe ter uma experiência única no meio da natureza, com várias atividades e spots perfeitos para conhecer.

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Está cada vez mais na moda largar as estadias nos hotéis de dez andares e apostar num conceito mais tranquilo, acolhedor e ligado à natureza. De forma a ser possível acampar com glamour, surgiu o termo Glamping, que permite uma experiência única num pequeno alojamento, em meio rural.

Com o objetivo de dar vida a um projeto deste género, João Madureira, de 49 anos, e Carlos Videira, de 51 anos, concorreram ao programa “Valorizar”, definido pelo governo para desenvolver o turismo em Portugal.

Segundo um dos responsáveis: “como já conhecia este conceito, fui pesquisando mais informações e inseri-me em grupos nórdicos, que são pioneiros desta ideia, e acabámos por enviar uma proposta para este plano e foi aceite”. Daqui surgiu o Glamping Hills, em Santa Comba de Rossas, concelho de Bragança.

A escolha do sítio não foi difícil, era um espaço de família e um ponto importante de ligação entre Bragança e Macedo de Cavaleiros. E para recordar o tempo em que as mercadorias chegavam de comboio à aldeia, o local conta uma decoração renovada, através de armários, antigas malas de latão coloridas, cobertores e tantos outros detalhes.

João Madureira destaca ainda que “atualmente, a aldeia não tem sequer 300 habitantes e ao atrair visitantes a este local, dá-se alento aos residentes, de forma a partilharem as suas histórias e a tornarem a experiência dos hóspedes ainda mais enriquecedora”.

Este alojamento é ecológico, inovador e totalmente inserido na natureza. Conta com seis cabanas de 18 metros quadrados e todas estão equipadas com ar condicionado, água quente e casa de banho privativa. Além disto, tem ainda uma esplanada, uma taberna com serviço de restaurante, uma piscina para os dias quentes e vários recantos de sonho, com uma vista inigualável para as quatro serras circundantes.

Uma das cabanas disponíveis.
 

O Glamping Hills associa-se diretamente ao conceito de “Land’Art”, o estilo artístico em que elementos do ambiente são trabalhados para formar uma obra de arte. Contando com peças do artista plástico Miguel Moreira e Silva, mais precisamente três elementos característicos da identidade deste território. Todos criados a partir de materiais recolhidos das florestas.

Um destes símbolos é uma máscara em ponto grande, que nos remete para os caretos de Podence. Existe ainda um ninho também em larga escala, inserido numa nogueira centenária, ao qual podemos subir e recostar-nos durante horas. Este local é para garantir uma maior sensação de conforto, paz e tranquilidade. Por fim, surge um elemento típico da gastronomia de Trás-os-Montes: o cogumelo. Alimento este que também foi transformado em arte.

Existem ainda diversas árvores de fruto, 100 por cento biológicas, para qualquer hóspede colher livremente. E no outono apanhar castanhas é uma possibilidade, seguindo-se uma visita à lareira do espaço interior, para brindar com um copo de vinho da região.

Coloque na mala apenas a roupa mais confortável e traga o seu livro favorito, para aproveitar estes dias em pleno. No entanto, se quiser aventurar-se por atividades fora deste espaço existem passeios a cavalo, um peddy paper incrível para conhecer a aldeia, diversos percursos pedestres, passeios de barco e muitas outras propostas. 

Pode ainda visitar o mítico Castelo de Bragança; a albufeira do Azibo, uma das sete maravilhas em praias fluviais; a cascata do Cachão da Malhadinha; e se quiser passar a fronteira a sugestão passa por conhecer Puebla de Sanabria e o Lago da Sanabria.

O preço da estadia é de 85€ por cabana, para duas pessoas e uma criança, durante todo o ano (com pequeno almoço incluído). Pode encontrar mais informações no site ou na página de Facebook. 

 

28
Jul21

"Flash Fire" by T.J. Klune

Niel Tomodachi

Flash Fire is the explosive sequel to The Extraordinaries by USA Today bestselling author TJ Klune!

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Sobre o Livro:

Nick landed himself the superhero boyfriend of his dreams, but with new heroes arriving in Nova City it’s up to Nick and his friends to determine who is virtuous and who is villainous. Which is a lot to handle for a guy who just wants to finish his self-insert bakery AU fanfic.

 

Sobre o Autor:

TJ KLUNE is a Lambda Literary Award-winning author (Into This River I Drown) and an ex-claims examiner for an insurance company. His novels include The House in the Cerulean Sea and The Extraordinaries. Being queer himself, TJ believes it's important—now more than ever—to have accurate, positive, queer representation in stories.

 

28
Jul21

"The Extraordinaries" by T.J. Klune

Niel Tomodachi

Some people are extraordinary. Some are just extra. TJ Klune's YA debut, The Extraordinaries, is a queer coming-of-age story about a fanboy with ADHD and the heroes he loves.

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Sobre o Livro:

Nick Bell? Not extraordinary. But being the most popular fanfiction writer in the Extraordinaries fandom is a superpower, right?

After a chance encounter with Shadow Star, Nova City’s mightiest hero (and Nick’s biggest crush), Nick sets out to make himself extraordinary. And he’ll do it with or without the reluctant help of Seth Gray, Nick's best friend (and maybe the love of his life).

Rainbow Rowell's Fangirl meets Marissa Meyer's Renegades in TJ Klune's YA debut.

 

Sobre o Autor:

TJ KLUNE is a Lambda Literary Award-winning author (Into This River I Drown) and an ex-claims examiner for an insurance company. His novels include The House in the Cerulean Sea and The Extraordinaries. Being queer himself, TJ believes it's important—now more than ever—to have accurate, positive, queer representation in stories.

 

27
Jul21

"À Espera dos Bárbaros" de J.M. Coetzee

Niel Tomodachi

Um dos grandes romances de J. M. Coetzee adaptado ao cinema.

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Sobre o Livro:

Durante décadas, o Magistrado dirigiu um pequeno povoado fronteiriço, esforçando-se por ignorar o conflito subterrâneo que opunha os bárbaros e o Império. Mas quando chegam o coronel Joll e o seu assistente, peritos em interrogatório enviados pela capital, o Magistrado deixa que uma irreprimível simpatia pelas vítimas tome conta de si e projecta um acto de quixotesca rebelião que acaba por transformá-lo num inimigo do Estado.

Em À Espera dos Bárbaros, J. M. Coetzee criou uma comovente alegoria da estranha relação que se estabelece entre opressores e oprimidos, do universo desprovido de esperança daqueles que vivem em cumplicidade com regimes que tudo ignoram da justiça e da decência.

 

Sobre o Autor:

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2003

O escritor sul-africano, de origem boer, John Maxwell Coetzee nasceu na Cidade do Cabo, onde viveu grande parte da sua vida, residindo atualmente em Adelaide, Austrália, para onde foi depois da polémica que se seguiu à publicação de A Desgraça (1999).

Autor de vários livros (romances e ensaios), a maior parte deles traduzidos em português (entre eles A Vida e o Tempo de Michael K., com o qual recebeu pela primeira vez o Booker Prize, em 1983, À Espera dos BárbarosA IlhaA Idade do FerroA Desgraça, Booker Prize em 1999, ou o ensaio Vidas dos Animais), é também professor de Literatura. Um dos maiores romancistas da língua inglesa dos nossos dias, já quando o Nobel foi atribuído em 1991 à também sul-africana Nadine Gordimer, muitas vozes se levantaram defendendo que deveria ser Coetzee já nessa altura a recebê-lo. A sua escrita (com influências de Dostoievski, sobretudo na forma de encarar a culpa, e Kafka) é de uma grande radicalidade. A Academia, ao atribuir-lhe o prémio, realçou: "Ao mesmo tempo [Coetzee] é um cético escrupuloso, implacável na sua crítica ao racionalismo cruel e à moral de cosmética da sociedade ocidental."

Muito reservado, não gosta das luzes da fama e dá raramente entrevistas. Não compareceu na cerimónia de entrega do Booker em 1999 (já tinha feito o mesmo em 83), tendo preferido ficar em Chicago onde estava a dar aulas por uma semana.

"Este ano é J.M. Coetzee [...] É um prémio justo para um notável romancista sul-africano, que nós tivemos ocasião de conhecer aqui há uns anos, por ocasião da reunião em Lisboa do Parlamento Internacional dos Escritores. Um duro (como mostrou na luta contra o 'apartheid'), um homem seco e conciso (como revela a sua escrita), alguém que transporta consigo o sentido trágico da existência - mas ao mesmo tempo, um cosmopolita com alguns traços narcísicos: nessa altura andava sempre com sapatos vermelhos que se tinham convertido na sua imagem de marca. O Prémio Nobel vem-lhe dar o reconhecimento que uma obra austera e complexa obviamente merece."
Eduardo Prado Coelho, Público, 3 Out. 2003

"Justificada e merecida a atribuição do prémio Nobel da Literatura a J.M. Coetzee. É um grande escritor, com uma postura ética desassombrada."
José Saramago, citado pelo Comércio do Porto, 3 Out. 2003

"Foi uma belíssima notícia e a escolha foi justíssima, pois Coetzee é um grande escritor, que ultrapassa largamente as fronteiras da África do Sul e do próprio continente africano. [...] A obra de Coetzee fala [...] dos interesses do homem, na sua universalidade."
José Eduardo Agualusa, citado pelo Comércio do Porto, 3 Out. 2003

 

«Uma obra notável e original.»
Graham Greene

«J. M. Coetzee consegue compreender o essencial de cada ser. O que ele aí descobre é bem mais complexo do que aquilo que a maioria das pessoas alguma vez será capaz de compreender a respeito de si própria. E o modo como o transmite é brilhante, em termos de contenção e de elegância formal.»
Nadine Gordimer – Prémio Nobel de Literatura 1991

 

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