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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Jun21

"A Voz que Grita por um Sentido" de Viktor E. Frankl

Como redescobrir a dimensão humanista da Psicoterapia

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Nos anos 30, com o aumento em massa de suicídios entre os jovens universitários em Viena, um jovem psiquiatra austríaco propôs uma terapia inovadora: ajudar os estudantes a encontrar um sentido para a vida. Nascia assim a Logoterapia, que o autor comprovou de forma terrível no campo de concentração de Auschwitz: os prisioneiros que sobreviviam não eram os mais fortes fisicamente, mas aqueles que vislumbravam um sentido para a existência.

Viktor E. Frankl, que relataria a sua experiência no livro O Homem em Busca de um Sentido, assistiu no pós-guerra ao crescimento económico da Europa e previu que, à medida que as pessoas vissem as suas necessidades básicas satisfeitas, começariam a esquecer-se do sentido da vida, e que isso acabaria por levar a um enorme vazio existencial.

Neste livro (textos de 1947 a 1977) o autor vem contrariar esse vazio reafirmando os valores humanistas que se foram perdendo. O autor procura (re)encontrar o que temos de mais humano em diferentes expressões da cultura humana. Percorre a filosofia, a moralidade, mas também temas fulcrais para a psicologia, como o sexo ou a literatura, à procura daquilo que faz de nós humanos.

A Voz que Grita por um Sentido quer devolver um rosto humano à psiquiatria e evidenciar o que cada um de nós tem de único e individual. E reforça a crença do autor de que num mundo confuso, só em nós próprios encontraremos um farol e um rumo para a vida.

 

Sobre o Autor:

Nascido na Áustria em 1905, Viktor Emil Frankl formou-se em Neurologia na Universidade de Viena, onde viria a doutorar-se em Psiquiatria. Tendo-se especializado no estudo da depressão e do suicídio, viria a ser influenciado no início por Sigmund Freud e Alfred Adler, de quem se viria a afastar. Ao desenvolver um programa pioneiro junto dos estudantes vienenses, que reduziu a zero a taxa de suicídios, foi convidado a trabalhar com Wilhelm Reich. A sua brilhante carreira foi interrompida pela ascensão do Nacional Socialismo. Quando lhe ofereceram a hipótese de emigrar, decidiu permanecer na Áustria, para cuidar dos pais. Em 1942, foi deportado para um gueto e depois para o campo de concentração de Auschwitz. No fim da guerra retomou o seu trabalho, imprimindo-lhe uma direção totalmente nova. Criou a Logoterapia, ensinou-a em universidades de Viena a Harvard. Quando morreu, aos 92 anos, tinha recebido 29 Doutoramentos Honoris Causa e a sua obra estava traduzida em mais de 40 línguas.

 

30
Jun21

"Prometo-te a Liberdade" de Laurent Gounelle

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

O chefe de Sybille dá-lhe 10 dias para salvar o emprego e, no mesmo dia, o companheiro confessa-lhe que a relação já não funciona. Em ambos os casos, o problema é a sua personalidade, mas o que pode ela fazer para mudar algo que lhe é intrínseco?

Quando reencontra um amigo que mal reconhece ao fim de tantos anos, ele fala-lhe de um líder de uma sociedade secreta que domina um conhecimento antigo capaz de lhe conceder uma nova personalidade.

 

Sobre o Autor:

Laurent Gounelle é um romancista francês, especialista em desenvolvimento pessoal. Depois de se licenciar em Economia e ter trabalho como executivo de grandes empresas, decidiu mudar de carreira e dedicar-se à escrita, tendo a psicologia e a filosofia como ponto de partida. Os seus romances tornaram-se bestsellers e foram traduzidos em todo o mundo.

 

«Uma história que nos prende. Absolutamente cativante.»
Maxi

«Um verdadeiro convite para encontrar o caminho da realização.»
Metro

30
Jun21

"Casa de Dia, Casa de Noite" de Olga Tokarczuk

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Casa de Dia, Casa de Noite, primeiro romance-constelação de Olga Tokarczuk, foi vencedor do Prémio Günter Grass e do Prémio Nike ainda antes de a autora receber o Prémio Nobel.

A vida na pequena cidade de Nowa Ruda, situada no coração da Europa, num território de passagem e de fronteiras instáveis, onde povos, guerras e regimes se sucedem, não é tão simples como aparenta ser. Os seus mais recentes habitantes polacos ocuparam as casas deixadas vazias pelos alemães em fuga no final da guerra, e nos bosques em redor há muitos segredos que se escondem debaixo da terra.

Com a ajuda de Marta, a sua velha e sábia vizinha, a narradora deste romance, recém-chegada à cidade, vai reunindo as histórias surpreendentes deste lugar, compondo um novelo de mitos, sonhos, episódios anedóticos, que muitas vezes transcendem o visível e o racional, misturando passado e presente.

 

Sobre a Autora:

Prémio Nobel da Literatura 2018

Olga Tokarczuk nasceu em Sulechów, uma pequena cidade polaca, em 1962. Formada em Psicologia, publicou o seu primeiro livro em 1989, uma coletânea de poesia intitulada Miasta w lustraché, seguindo-se os romances E. E. e Prawiek i inne czasy, tendo sido este último um sucesso.
A partir daí, a sua prosa afastou-se da narrativa mais convencional, aproximando-se da prosa breve e do ensaio. Uma das melhores e mais apreciadas autoras de hoje, a obra de Olga Tokarczuk tem sido alvo de várias distinções, nacionais e internacionais. Recebeu por duas vezes o mais importante prémio literário do seu país, o Prémio Nike; em 2018, foi finalista do Prémio Fémina Estrangeiro e vencedora do Prémio Internacional Man Booker. Os seus livros estão traduzidos em trinta línguas.
Em 2019, foi distinguida pela Academia Sueca com o Prémio Nobel de Literatura pela sua «imaginação narrativa, que com uma paixão enciclopédica representa o cruzamento de fronteiras como forma de vida».

 

«Olga Tokarczuk construiu um romance em forma de árvore, como a Internet, no qual explora todas as dimensões de um mesmo lugar.»
Le Monde

«Tokarczuk é uma escritora que redescreve talentosamente o mundo.»
The New Yorker

30
Jun21

“Quatro Dias a teu Lado”: a história real que inspirou o novo filme sobre toxicodependência

Niel Tomodachi

Mila Kunis e Glenn Close protagonizam esta produção que pode ser vista nos cinemas. Foi realizada por Roberto García.

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Além de realizar episódios para séries de prestígio como “Os Sopranos”, “Sete Palmos de Terra”, “Terapia” ou “The Affair”, o colombiano Rodrigo García tem dirigido, escrito e produzido filmes nos EUA. O mais recente é “Quatro Dias a teu Lado”, que estreia esta quinta-feira, 1 de julho, nos cinemas portugueses.

Protagonizado por Mila Kunis e Glenn Close (com quem García tinha trabalhado em “Albert Nobbs”), conta uma história sobre toxicodependência. Kunis é a filha viciada em heroína. Close é a mãe que a acolheu em casa para juntas atravessarem quatro dias cruciais em que é essencial manter-se sóbria — para que a longo prazo consiga ultrapassar a sua adição.

É um melodrama de uma hora e quarenta minutos que pode não ser assim tão diferente de tantos outros filmes do género que já foram feitos — a diferença aqui é que se baseia diretamente numa história real.

Foi a partir de um artigo do “The Washington Post”, escrito por Eli Saslow em 2016, e intitulado “Como está Amanda? Uma história de verdade, mentiras e de uma adição americana”, que Roberto García construiu o guião para este filme — em colaboração com o próprio jornalista.

Amanda Wendler, a protagonista desta história, tinha 31 anos quando o artigo foi publicado. Não tinha emprego nem concluído o ensino secundário. Não tinha carro nem apoio financeiro que não fosse o da mãe. Estava há 12 dias sóbria, sem ter consumido qualquer droga, e tinha ficado sem dentes durante este período — após um dentista lhe arrancar todos os 28 que tinha na sua boca, todos eles em decadência devido a vários anos de negligência e pouco cuidado.

Não era a primeira, a segunda ou sequer a oitava tentativa de deixar para trás as drogas. Tudo começou ainda na escola. Uma lesão menor fez com que um médico lhe receitasse uma caixa de 120 comprimidos de Vicodin.

Os comprimidos ajudaram a afastar aquela dor, mas também a angústia sentida durante o processo de divórcio dos pais, a depressão que resultou daí, o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, as dúvidas constantes sobre si própria. 

Rapidamente, Amanda estava a abandonar o secundário sem o concluir, e a depender cada vez mais de medicamentos receitados. Tomava um ou dois comprimidos para atravessar melhor os dias na loja de penhores onde trabalhava. Depois, já casada e com dois filhos gémeos, para aguentar as tarefas diárias e o tempo que passava sozinha enquanto o marido, camionista, trabalhava.

A dose começou a aumentar de forma progressiva, aos poucos, até que 15 comprimidos por dia já não provocavam o efeito suposto. Foi então que se virou para a heroína, mais ou menos a partir de 2012, uma droga ilegal que lhe tinha sido apresentada por um antigo namorado. Mais potente, mais viciante e também mais potencialmente letal, a heroína levou-a por uma espiral de decadência e negatividade.

O caso retratado no artigo e no filme é bastante paradigmático tendo em conta a “epidemia” de drogas prescritas a que a América parece estar cada vez mais sujeita. Em 2016 já era a maior causa de morte nos EUA se não contarmos com mortes por doença — batendo os acidentes de carro, os suicídios ou os incidentes com armas.

Muitos dos opióides receitados tornam-se portas de entrada para o vício e para o uso de drogas ilegais. Segundo estimativas do Centers for Disease Control and Prevention, cerca de 350 americanos todos os dias usam heroína pela primeira vez. São cerca de 79 mortes e mais de 4100 emergências médicas por dia.

Além disso, no caso específico da heroína a probabilidade de recaída é de cerca de 97 por cento. Muitos dos toxicodependentes regulares não sobrevivem a uma década de vício intenso — Amanda já estava no 11.º ano de consumo habitual de drogas em 2016.

Os quatro dias que são retratados no filme são importantes porque Amanda ia experimentar um novo tratamento para a heroína. Consistia numa injeção mensal de uma droga legal chamada naltrexona. Esta substância bloqueia os efeitos dos opióides e, portanto, faz com que o consumidor não se consiga sentir drogado — o que é uma medida eficaz para combater o consumo.

Contudo, estas injeções seriam perigosas se Amanda ainda tivesse heroína ou outras drogas no seu organismo. Assim sendo, precisava de estar completamente sóbria durante pelo menos duas semanas antes de o tratamento poder começar.

Os últimos quatro dias parecem pouco, mas, como Amanda diz no artigo do “The Washington Post”, isso não é de todo verdade para um toxicodependente. “Os dias duram eternamente. Sabes o quão difícil é aguentar um único minuto?”, questionou, antes de dizer que não ia certamente conseguir passar tanto tempo sem voltar a consumir.

O filme acompanha estes dias difíceis, de grandes desafios para Amanda e para a sua mãe — e padrasto que vive com elas. Amanda precisa da mãe para a ajudar, mas a mãe vai ter de ser ultra resistente para a conseguir apoiar neste processo.

O elenco de “Quatro Dias a teu Lado” inclui ainda Carla Gallo, Stephen Root, Carlos Lacamara, Joshua Leonard ou Kim Delgado, entre outros.

 

30
Jun21

Bruxelas avisa Hungria para retirar polémica lei contra direitos LGBT

Niel Tomodachi

Bruxelas emitiu hoje um novo aviso à Hungria para renunciar à lei considerada discriminatória das pessoas LGBTI, sob pena de desencadear um procedimento que pode levar a sanções contra Budapeste.

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Por outro lado, a Comissão Europeia reconheceu que o novo mecanismo que liga a concessão de fundos europeus ao respeito do Estado de Direito não se pode aplicar neste caso, embora os deputados da Suécia tenham exercido pressão nesse sentido.

A Hungria deve responder até quarta-feira a uma carta da Comissão que expõe preocupações jurídicas sobre um texto que considera "discriminatório" e contrário aos valores europeus.

"Aguardamos a resposta das autoridades húngaras, de preferência o anúncio de que esta lei não entrará em vigor, o que seria o meu maio desejo", afirmou a vice-presidente da Comissão, Vera Jourova.

"Se a resposta não for satisfatória, não hesitaremos em avançar para o próximo passo, que pode ir tão longe como o Tribunal de Justiça Europeu e sanções financeiras no futuro", alertou, avisando que este é o processo previsto de infração em caso de violação do direito europeu.

Sobre a possibilidade de desencadear o novo mecanismo que condiciona o acesso aos fundos europeus ao respeito do Estado de direito, fruto de um compromisso adotado em 2020, a comissária responsável pelos valores e transparência respondeu um claro "não", durante uma conferência de imprensa.

Esse mecanismo estritamente controlado permite à UE suspender ou restringir o acesso de um Estado-membro ao financiamento europeu, em caso de violações do Estado de Direito que afetem o orçamento da União de uma "maneira suficientemente direta" (corrupção, fraude fiscal, concessão de subsídios, entre outros).

Esse mecanismo não foi ainda aplicado, tendo os Estados-membros concordado em aguardar a decisão do Tribunal de Justiça Europeu sobre a sua validade, após um recurso interposto pela Polónia e Hungria.

A lei húngara, que deve entrar em vigor em julho, foi considerada uma "vergonha" pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e rendeu ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, uma 'chuva' de críticas da maioria dos Estados-membros na última cimeira da UE.

A lei estabelece que "pornografia e conteúdo que retrate a sexualidade ou promova o desvio da identidade de género, mudança de sexo e a homossexualidade não devem ser acessíveis a menores de 18 anos".

"A lei não diz respeito aos homossexuais, [mas] à maneira como os pais querem educar os seus filhos sobre o sexo", defendeu Orbán, acusando os homólogos europeus de não a terem lido.

30
Jun21

Alterações climáticas: Lema do semestre português "não ficou cumprido"

Niel Tomodachi

O lema da presidência portuguesa da União Europeia "não ficou cumprido", porque em tudo o que diz respeito às alterações climáticas a UE "não se impôs", considerou em entrevista à agência Lusa o diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal.

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"Houve uma Cimeira Social, que foi até um dos momentos altos da presidência, que aconteceu no Porto [em maio], que referiu a questão da pobreza, tocando também aqui a questão digital e as alterações climáticas, mas tudo com objetivos a muito longo prazo e sem um plano concreto de ação", disse Pedro Neto, ao fazer um balanço da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que hoje termina.

Portugal assumiu a 01 de janeiro, pela quarta vez, a presidência europeia, sob o lema "Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital".

"Este era um mote que nos entusiasmou, porque tinha em conta a justiça, a justiça social, a questão das alterações climáticas e também a inovação e a modernização em tudo o que diz respeito ao mundo digital, ao que o digital vem facilitar a vida, quer a vida em sociedade, quer a vida pessoal e também em relação às questões relativas a dados pessoais e à proteção da identidade das pessoas", assumiu o dirigente da Amnistia Internacional (AI).

"Infelizmente vamos percebendo que, por vezes, as declarações de intenções são compromissos do momento, que são feitos com entusiasmo, mas se não forem acompanhados de um plano concreto de operacionalização depois ficam por aí e aquilo que vemos são as datas a prolongarem-se", lamentou.

Passados seis meses, e face às expectativas criadas, fica um "sabor agridoce", nas palavras de Pedro Neto, que reconheceu ter havido também "alguns pontos positivos" na presidência portuguesa.

"Houve questões que foram acontecendo no plano de um desafio enorme que a presidência portuguesa herdou, numa das alturas mais duras desta pandemia a viver-se nos meses de janeiro e fevereiro, também com uma economia de rastos, a população desgastada com esta vaga de covid-19 na altura a ensombrar toda a Europa", referiu.

"Aquilo que nos animou perante este cenário foi essa atitude, a recuperação justa, verde, digital, esse entusiasmo que parecia que nos ia dar um semestre com os Direitos Humanos sempre em cima da mesa como tema crítico", um dos pilares fundamentais da União Europeia, sublinhou o ativista.

Na questão do clima, Pedro Neto destacou que os vários acordos existentes no mundo não estão a responder à urgência que vivem determinadas populações, obrigadas a procurar refúgio em outros países e a enfrentar a fome no seu próprio país.

"Muitos dos novos pobres e dos migrantes também já o são por questões como as alterações climáticas e não vemos aqui nenhuma ação muito concreta e decisiva, nenhum plano de intervenção com datas. Só vemos a data final de quando é para estar cumprido, mas não vemos mais", declarou.

De acordo com a apreciação que fez da presidência portuguesa, há uma intenção de construir o edifício, mas é necessário "construir passo a passo e definir" um caminho, que não vislumbra.

Entre os pontos positivos do último semestre, Pedro Neto destacou, no plano dos eventos, a celebração dos 10 anos da Convenção de Istambul, com uma conferência de alto nível sobre a violência contra as mulheres na União Europeia, na qual se debateu e refletiu sobre o problema.

As celebrações ficaram, no entanto, ensombradas com a saída da Turquia deste compromisso.

"Ao olharmos para o tempo, para estes 10 anos, e mesmo para este semestre, parece que não houve progressos significativos, nem houve a adesão de mais Estados membros à Convenção, o que para nós é muito preocupante, bem pelo contrário, acabou por sair um dos Estados membro", disse.

No que diz respeito à igualdade de género, Pedro Neto destacou a divulgação de um relatório em que se abordou "de uma forma muito positiva" a necessidade de quotas para impulsionar a igualdade em lugares de decisão nas várias esferas da sociedade e que apresentou uma "percentagem preocupante e que é preciso reverter".

"A liderança [feminina] ainda é feita apenas por 33% na política e 19% nos negócios. É preciso equilibrar estas percentagens para uma maior igualdade", concluiu.

 

30
Jun21

Estes são os crepes saudáveis mais fáceis de fazer — só precisa de 3 ingredientes

Niel Tomodachi

Esta receita tem tudo: é rápida de confecionar, tem poucos produtos e é mesmo deliciosa.

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Pode servi-los em forma de meia-lua, dobrados ao meio, em forma de triângulo ou até mesmo em rolinhos. Seja qual for a disposição, o recheio, quer sejam mais grossos ou mais finos, doces ou salgados, a verdade é que são um dos petiscos mais apreciados em qualquer que seja a hora da refeição.

No entanto, e muitas das vezes, o que chateia e evita com que estes icónicos de todas as horas não sejam feitos mais vezes são as muitas calorias que, normalmente, têm. Saiba, contudo, que não tem de ser sempre assim.

À página de Instagram “Ela Cozinha”, da autoria da Patrícia Ferreira, chegou uma proposta de receita daquelas que de tão boas parece que caem do céu. “Agrada a gregos e a troianos inclusive até à pequena cá de casa”, explica na publicação, a responsável pela página.

Espere precisar de somente três ingredientes saudáveis e de poucos minutinhos para ter no ponto (e na sua frigideira) estes belos crepes. Depois, pode servi-los a toda a família, especialmente ao pequeno-almoço ou ao lanche. Junte, para ficar ainda mais delicioso, o recheio favorito aí de casa.

 

Do que precisa

— 100 ml de claras
— Um ovo
— Seis colheres de polvilho doce

Como se faz

Nesta receita precisa apenas de juntar todos os ingredientes num recipiente. Bata bem e obtenha uma mistura homogénea e bem líquida. Se vir que a textura está demasiado espessa, acrescente um pouco de bebida vegetal. Depois, o truque, de acordo com a criadora de conteúdos da página “Ela Cozinha”, Patrícia Ferreira, “é deixar a frigideira aquecer bem”. Deite porção a porção e faça os crepes saudáveis mais rápidos e fáceis de se fazer.

Se preferir uma opção mais refrescante para os dias quentes de verão, conheça oito receitas de gelados deliciosos (e até três ingredientes), que pode comer sem culpa.

 

30
Jun21

"Escravidão" de Laurentino Gomes

Niel Tomodachi

A história de um dos negócios mais rentáveis do mundo que foi também uma das maiores tragédias humanas

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Sobre o Livro:

Resultado de seis anos de pesquisa e observações que incluíram viagens por 12 países e três continentes, Escravidão explica as raízes da escravidão humana na Antiguidade e em África antes da chegada dos portugueses, o início do tráfico de cativos para a América e suas razões, os números, os bastidores e os lucros do negócio negreiro, além da trajetória de alguns dos seus personagens mais importantes, como o Infante D. Henrique, patrono das grandes navegações e descobrimentos do século XV e também um dos primeiros grandes traficantes de escravos no Atlântico. Esta é uma história de dor e sofrimento cujos traços são ainda visíveis atualmente em muitos dos locais visitados pelo autor.
"A escravidão é um fenómeno tão antigo quanto a própria história da humanidade. No mundo inteiro, desde a mais remota Antiguidade, da Babilónia ao Império Romano, da China Imperial ao Egito dos Faraós, das conquistas do Islão na Idade Média aos povos pré-colombianos da América, milhões de seres humanos foram comprados e vendidos como escravos. Provinham de todas as regiões, raças e linhagens étnicas, incluindo eslavos (designação que originou a palavra “escravo”) de olhos azuis das regiões do Mar Báltico. A descoberta e a ocupação de um novo continente pelos europeus na virada do século XV para o XVI, porém, adicionaria ingredientes inteiramente novos a essa história.
Nada foi tão volumoso, organizado, sistemático e prolongado quanto o tráfico negreiro para o Novo Mundo: durou três séculos e meio, promoveu a imigração forçada de milhões de seres humanos, envolveu dois oceanos (Atlântico e Índico), quatro continentes (Europa, África, América e Ásia) e quase todos os países da Europa e reinos africanos, além de árabes e indianos que nele participaram indiretamente."
Laurentino Gomes

 

Sobre o Autor:

LAURENTINO GOMES é paranaense de Maringá, vencedor de 6 Prémios Jabuti de Literatura e autor dos livros 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro; 1822, sobre a Independência do Brasil; e 1889, sobre a Proclamação da República. Lançado na Bienal do Rio de Janeiro de 2007, o livro 1808 foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em inglês nos Estados Unidos pela Editora Lyons Press, do Grupo Globe Pequot de Connecticut. Ao todo, as suas obras já venderam mais de 2 milhões de exemplares no Brasil e no resto do mundo. Graças à repercussão destes três títulos, Laurentino já foi eleito duas vezes pela revista Época como um dos cem brasileiros mais influentes do ano. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, tem pós-graduação em Administração na Universidade de São Paulo. Laurentino Gomes é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e da Academia Paranaense de Letras.

 

30
Jun21

Cidades flutuantes: será esta a solução para as mudanças climáticas?

Niel Tomodachi

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Terão os escritores do filme Waterworld previsto o futuro? Além da impossível simbiose aquática do protagonista, a abordagem poderia ter sido correta se a proposta da Universidade de Delaware (Estados Unidos) fosse levada em consideração diante da ameaça das mudanças climáticas para as cidades costeiras do mundo. De acordo com os especialistas, a construção de uma bateria de medidas deve começar agora, incluindo fortificações de áreas costeiras e criações de cidades flutuantes para as quais a próxima geração se deve deslocar.

A ideia publicada na revista Science pelo investigador AR Siders, do Disaster Research Center da Universidade de Delaware, e por Katharine J. March, especialista em Ciências Atmosféricas da Universidade de Miami, antecipa uma possível solução à elevação do nível do mar que provocará o aumento das temperaturas do planeta nos próximos anos e o derretimento dos polos.

A primeira parte da sua proposta consiste na retirada como o método mais eficaz antes da chegada das águas. Mas o seu projeto é ambicioso porque também propõe transformar estradas em canais para podermos viver em cidades flutuantes ou construir cidades mais fortificadas nos pontos mais altos do planeta, como se fosse um filme de ficção científica.

Especialistas acreditam que a construção de diques como o que está a ser planeado no litoral de Nova Iorque e a retirada para locais mais seguros devam ser a primeira opção, embora não a única, para evitar os desastres meteorológicos que estão por vir. A razão é o seu alto custo e a sua considerável ineficiência. De acordo com os seus cálculos, apenas 13% das costas poderiam ser bem-sucedidas e lucrativas, reforçando as suas defesas contra a elevação do nível do mar.

Universidade de Delaware

Projeto de médio prazo e exemplos de sucesso

Os investigadores sugerem que olhe a longo prazo se quiser alcançar o sucesso. “É difícil tomar boas decisões sobre as mudanças climáticas se pensarmos 5 ou 10 anos à frente. Estamos a construir infraestruturas que duram entre 50 e 100 anos; o nosso planeamento deve ser longo”, alerta Siders .

A proposta não é rebuscada. Na verdade, ela tem referências de sucesso, como a construção na Holanda em terrenos recuperados do mar. A sua última novidade deslumbrante foi a instalação de casas flutuantes no porto de Nassau (Roterdão) que se adaptam às marés e oferecem um espaço ecológico entre as casas. Outras cidades vizinhas seguiram o mesmo exemplo.

Os Estados Unidos também têm exemplos como as novas casas flutuantes de Miami. No Oceano Atlântico, alguns proprietários com uma conta bancária próspera já começaram a desfrutar de casas flutuantes de alto padrão.

As cidades flutuantes e as migrações são a solução para as mudanças climáticas? “A mudança climática está a afetar as pessoas ao redor do mundo e todos estão a tentar descobrir o que fazer a respeito. Uma estratégia potencial, fugir dos perigos, poderia ser muito eficaz, mas muitas vezes é esquecida”, afirma. Joseph R. Biden, do Departamento de Geografia da Universidade de Delaware e um dos promotores da proposta elaborada pelo departamento de pesquisa de desastres da universidade norte-americana para responder às perguntas.

 

30
Jun21

"História dos Povos Árabes" de Albert Hourani e Malise Ruthven

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Considerada por unanimidade a melhor história dos povos árabes, este livro de Albert Hourani é universalmente estudado em todos os cursos de história no mundo inteiro. Não existem árabes, existe um conjunto de populações que se convencionou reunir sob a designação de árabes com base numa língua que é, efectivamente, muito diferente.

Esta História dos Povos Árabes é universalmente reconhecida como um dos livros mais importantes escritos sobre o tema e também um dos mais completos num só volume.

A presente edição foi actualizada após a morte do Autor por Malise Ruthven, cobrindo assim eventos importantes como os ataques terroristas do 11 de setembro ou a invasão americana do Iraque, permitindo assim que uma obra fundamental entre também dentro do século XXI.

Ao revelar as origens muito diferentes de populações diversas que compõem os ditos povos árabes, Hourani traça registos culturais e civilizacionais diametralmente opostos, fazendo o retrato de civilizações que tiveram o seu Renascimento antes da Europa e sobre as quais assenta, em grande parte, a arte, a ciência e a cultura do mundo ocidental.

 

Sobre os Autores:

Albert Hourani (1915-1993) é considerado um dos historiadores mais importantes do mundo árabe, ou até mesmo o mais relevante. Inglês de ascendência libanesa, Albert Hourani teve uma educação conturbada em Inglaterra numa época em que viu ser-lhe negada a possibilidade de estudar numa escola preparatória por ser «estrangeiro». Mais tarde, acabou por ingressar no Magdalen College na Universidade de Oxford onde estudou Filosofia, Política, Economia e História, sempre com um interesse particular na área das relações internacionais.
Durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou para o Governo na preparação do denominado «dossier árabe».
Em 1946 regressou a Oxford e aos colégios Magdalen e St. Andrew para uma carreira académica de eleição que o levou ao topo na sua área de investigação. Em St. Andrew criou o Centro de Estudos do Médio Oriente, o primeiro da Universidade e que se manteve até hoje uma referência. Ensinou nas universidades Americana de Beirute, de Chicago, da Pensilvânia e de Harvard, regressando sempre a Oxford.
A sua influência nos Estudos do Médio Oriente é transversal, tendo dado nome a diversas cátedras e ao prémio para o melhor livro sobre estudos do Médio Oriente. Foi fellow da MESA e da Academia Americana de História.

:::::

Malise Ruthven (n.1942) é um académico, escritor e jornalista anglo-irlandês especializado em estudos religiosos, nomeadamente islâmicos, história cultural e extremismos religiosos, com uma vasta bibliografia publicada sobre o tema.

 

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