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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Abr21

'Hamnet', 'O desassossego da noite' e outros romances chegam em maio

Niel Tomodachi

Os romances premiados 'Hamnet', 'O desassossego da noite' e 'A anomalia', livros inéditos em Portugal de Sylvia Plath e Silvina Ocampo e novas obras de Zadie Smith e Chimamanda Ngozi Adichie são algumas das novidades editoriais de maio.

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O romance 'Hamnet', da escritora irlandesa Maggie O'Farrell, inspirado na morte do filho de William Shakespeare aos 11 anos, que venceu o Women's Prize for Fiction de 2020, e o National Book Critics Circle Award, de ficção, este ano, vai ser publicado no próximo mês pela Relógio d'Água.

Pela mesma editora chega 'Mary Ventura e o Nono Reino', conto de Sylvia Plath, escrito em 1952 - quando a autora tinha 20 anos e pouco antes da sua primeira tentativa de suicídio -, que se manteve inédito durante mais de 60 anos, até ser publicado pela primeira vez em 2019.

A Relógio d'Água vai publicar ainda 'Sr. Salário', de Sally Rooney (autora de quem editou também 'Pessoas normais'), 'Diário da Peste', livro que recolhe o diário escrito por Gonçalo M. Tavares nas páginas de jornais, entre março e junho de 2020, sobre o dia-a-dia durante a pandemia, 'Rebelião na Quinta', de George Orwell (com prefácio de Ann Patchett), 'Fahrenheit 451: A Adaptação Autorizada', de Ray Bradbury e Tim Hamilton, com introdução do autor, e 'Vita Nova', antologia de poesia de Louise Gluck, vencedora do Prémio Nobel da Literatura.

A Dom Quixote traz este mês 'O Desassossego da Noite', romance de estreia da escritora neerlandesa Marieke Lucas Rijneveld, que venceu o Prémio Booker Internacional em 2020.

'Sinta-se Livre', obra que reúne textos inéditos e ensaios de Zadie Smith sobre vários temas da atualidade - das redes sociais às alterações climáticas, do mundo literário ao musical, passando ainda pelo Brexit, pela era Trump e pelo racismo -, e "Notas Sobre o Luto", de Chimamanda Ngozi Adichie, um livro que testemunha os efeitos devastadores causados pela morte do seu pai, vão ser também publicados pela editora este mês.

'Afastar-se - Treze Contos Sobre Água', de Luísa Costa Gomes, 'Devastação', de Eduardo Pitta, 'A Morte de Jesus', de J.M. Coetzee, "Um Coração Convertido", de Stefan Hertmans, e 'Peter Camenzind', de Hermann Hesse, são outras novidades da Dom Quixote.

O grupo editorial Leya aposta também nas biografias, com o lançamento de 'Salazar, O Ditador Que Se Recusa a Morrer', de Tom Gallagher, pela chancela da Dom Quixote, e 'O Mundo Não Tem de Ser Assim, Biografia de António Guterres', da autoria de Pedro Latoeiro e Filipe Domingues, uma biografia autorizada do secretário-geral das Nações Unidas, baseada em 120 entrevistas, editada pela Casa das Letras.

'A anomalia', de Hervé Le Tellier, romance que venceu no ano passado o prémio Goncourt, o mais importante galardão literário francês, chega às livrarias portuguesas, pela editorial Presença, que publica também em maio 'Uma grande história de amor', que marca o regresso à escrita de Susana Tamaro, dez anos depois, e 'As consequências do capitalismo', de Noam Chomsky e Marv Waterstone.

No próximo mês será lançado pela Antígona 'A fúria e outros contos', da multipremiada escritora, contista e poeta argentina Silvina Ocampo, mulher do também escritor Adolfo Bioy Casares, nunca antes publicada em Portugal, à exceção do romance "Quem ama, odeia", que foi escrito em coautoria com o marido.

Com prólogo de Jorge Luis Borges, este livro de 34 contos - que inclui 'A Casa de Açúcar', o preferido de Julio Cortázar, 'A Paciente e o Médico' e 'As Fotografias' - é considerado "um dos tesouros mais bem guardados da literatura latino-americana do século XX", segundo a editora.

A Antígona vai também lançar 'O apoio mútuo - Um fator da evolução', do anarquista russo Piotr Kropotkine, e 'Laocoonte', de G. E. Lessing, uma obra sobre teoria estética e sobre a natureza da pintura e da poesia.

A Alfaguara vai lançar 'O país dos outros', mais um livro da autora franco marroquina Leïla Slimani, de quem já publicou 'Canção doce' e 'No jardim do Ogre'.

A Companhia das Letras vai editar um novo romance do escritor português Hugo Gonçalves, 'Deus, pátria e família', ambientando na Lisboa de 1940, que "re-imagina o tempo do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial em Portugal", aliando mistério, amor e conspiração.

'A quinta dos animais' em edição cartonada e profusamente ilustrada, por Ralph Steadman, com dois prefácios históricos de George Orwell, vai ser editada pela Cavalo de Ferro.

A Elsinore vai reeditar o romance 'Olá, América!', de J. G. Ballard, com nova tradução de Miguel Romeira, um dos mais famosos livros deste autor, há muito esgotado nas livrarias.

Pela mesma editora chega 'Mundo Subterrâneo', de Robert Macfarlaine, autor de diversas obras sobre natureza e viagem, amplamente traduzidas e premiadas em todo o mundo, até hoje inédito em Portugal.

A Quetzal apresenta-se este mês nas livrarias com três obras de não ficção: 'O Homem do Casaco Vermelho', de Julian Barnes, um retrato da 'Belle Époque' e da vida de Samuel Jean de Pozzi, cirurgião francês e pioneiro na área da ginecologia; 'A Madrugada em Birkenau', um testemunho do Holocausto, por Simone Veil, numa narrativa pessoal e inédita; e 'A Arte da Viagem', de Paul Theroux.

'Desamigados', o primeiro livro de António Mega Ferreira com a Tinta-da-china, que conta a história de 11 amizades célebres que se transformaram em inimizades ferozes, como as de Wagner e Nietzsche, Hemingway e Fitzgerald ou Bocage e Macedo, é uma das apostas da Tinta-da-China para o próximo mês.

A editora publica também um novo número da revista Granta em Língua Portuguesa, dedicado ao tema Sono/Sonho, com capa de Jorge Molder e textos de autores como Jon Fosse, Haruki Murakami, Ondjaki, Catarina Gomes, Sérgio Rodrigues, Cláudia R. Sampaio e Afonso Reis Cabral.

A Gradiva presta homenagem a Eduardo Lourenço, com a edição de um volume intitulado "Ver é Ser Visto", que reúne um conjunto de "ensaios essenciais" do autor selecionados por Guilherme d'Oliveira Martins, que assina também a introdução, e com prefácio de José Tolentino de Mendonça.

Pelas Edições 70 vai sair 'Orientalismo - Representações Ocidentais do Oriente', de Edward W. Said, e 'Zonas de Baixa Pressão', crónicas escolhidas de António Guerreiro.

 

30
Abr21

Dramaturgo Carlos Costa retrata "distopia do Porto" em nova obra

Niel Tomodachi

O novo livro de ficção do dramaturgo portuense Carlos Costa, 'Skyline', lançado dia 08 de maio, é uma história que, parte de uma "distopia" da cidade do Porto para relatar as "relações perigosas" latentes no espaço público.

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As palavras são do próprio autor que, em entrevista à agência Lusa, afirmou hoje que a obra coloca em ação toda a cidade, até mesmo "as várias cidades que existem dentro do Porto".

"É uma distopia do Porto", referiu Carlos Costa, acrescentando que entre os protagonistas estão um presidente da Câmara Municipal, uma vereadora da Cultura, um presidente de uma empresa municipal, o presidente de uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da cidade e muitas pessoas ligadas à Universidade local.

"Todos estes interesses se cruzam e as decisões são tomadas em função dos afetos e histórias que as pessoas têm umas com as outras. Apesar de este romance ter uma carga iminentemente política, também se centra na vida, intimidade, desejos e sonhos de cada um e como tudo isso influência as decisões tomadas relativamente ao espaço público", afirmou.

Em 'Skyline', Carlos Costa conta a história de uma autarquia empenhada na mudança da Ponte D. Maria Pia para junto da Praça da República, obra que se julga que vai "transformar o Porto no centro do mundo em termos económicos".

"A força que a cidade coloca para conseguir levar a cabo essa obra vai deixar à vista todas as fraturas que dividem as pessoas dentro da cidade", afirmou o diretor artístico do Visões Úteis.

A par da Câmara Municipal, nesta "distopia do Porto" prefigura-se também "uma relação do Futebol Clube do Porto dominado pelo capital chinês, e outro clube, que resulta de uma secreção do clube original em busca do associativismo perdido".

"É como se toda a cidade em termos económicos, sociais, artísticos, associativistas e políticos se estivesse a fragmentar", realçou o dramaturgo, acrescentando que num contexto em que o poder local assume o monopólio de toda a produção cultural, discurso e pensamento artístico surge "um movimento de resistência".

"Há um movimento de resistência política aos poderes instituídos na cidade e à maneira como eles se articulam uns com os outros, não só em termos institucionais, mas também dos afetos que unem as pessoas decisoras. É um movimento que de certa forma se vai radicalizar para resistir a esta ideia de cidade", salientou Carlos Costa.

Apontada muitas vezes para identificar uma cidade, 'Skyline' retrata a ideia de usar uma cidade para tentar transformar algo, partindo do princípio de que "cada um enquanto cidadão tem de se posicionar": "colaborando, resistindo ou lutando".

Ainda que esta seja uma obra totalmente de ficção, Carlos Costa explicou que a mesma é "construída em cima de uma crítica e de um pensamento ativo acerca do que somos enquanto cidade, do que queremos ou não ser".

"Apesar de o Porto ser o território a utilizar como ponto de partida, esta reflexão é aplicável a qualquer cidade ou contexto em que estamos. Temos de tomar uma decisão sobre aquilo que queremos ser enquanto cidade, ou seja, o que queremos partilhar, vender ou ser", disse.

Depois de dois anos de pesquisa e escrita, a obra de ficção vai ser lançada em 08 de maio, pelas 17h00, no Mira Fórum, no Porto, e conta com a apresentação de Miguel Guedes e a atuação do cantautor Válter Lobo.

Depois de 'Cratera' (lançado em 2018), 'Skyline' é o segundo romance de Carlos Costa, dramaturgo, encenador e ator nascido no Porto em 1969.

 

30
Abr21

"A Noite Passada" de Alice Brito

Niel Tomodachi

Um romance imperdível sobre um país cansado da censura e do respeitinho, que ousou sonhar a liberdade.

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Sobre o Livro:

Um romance de amor poderoso num Portugal que ansiava pela liberdade.

Tendo Lisboa como ponto de partida, a autora conta-nos a história de uma jovem, Amélia, de famílias respeitáveis, que põe o futuro e a honra a perder quando se deita com um agente da PIDE de modos delicados e linguagem sedutora, mas capaz das maiores crueldades.

Um livro imperdível, com uma escrita fluida, que lembra a aclamada série da RTP, Conta-me como Foi, cheio de histórias de heróis e vilões anónimos, preconceitos e modas arrojadas, e o grande sonho da liberdade.

 

Sobre a Autora:

Alice Brito é advogada, defensora da causa feminista e cronista em periódicos on-line . Tem artigos publicados em revistas e participações com outros autores em alguns livros. Nasceu em Setúbal, cidade em que vive desde sempre, e onde se passam os seus romances. Em 2012 publicou o seu primeiro livro As Mulheres da Fonte NovaO dia em que Estaline encontrou Picasso na biblioteca viu a luz do dia em 2015.

 

30
Abr21

O surpreendente crepe de espinafres recheado com pasta de atum

Niel Tomodachi

Uma receita saudável e simples que vale a pena explorar lá em casa.

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Os crepes podem ter fama de doce ou snack mas são versáteis o suficiente para se transformarem em algo saudável (e, por isso mesmo, sejam muito bem-vindos à nossa dieta). Com os dias de calor que a primavera e o verão hão-de trazer, tornam-se também uma solução prática para as mais diversas situações.

Esta receita de crepe de espinafres recheado com pasta de atum é uma criação da autoria da nutricionista Bárbara de Almeida Araújo, autora do blogue “Manias de Uma Dietista“. Os ingredientes que pode ver mais abaixo formam a sugestão para um crepe bem servido, o que torna fácil adaptar quantidades para servir mais do que um.

Os espinafres são pouco calóricos e contêm ferro, fósforo, cálcio e vitaminas. Além disso, têm baixo teor de hidratos de carbono e dão ainda um saudável contributo para a dose diária recomendada de fibra. Neste caso, dão também uma coloração verde muito curiosa à receita, que é simples de se fazer.

Do que precisa

Para o crepe:

 Um ovo

 Meia chávena de espinafres

 Duas colheres de sopa rasas de linhaça moída

— Uma colher de sopa de bebida vegetal

Para o recheio:

Uma lata de atum

— Duas colheres de sopa de queijo quark

— Ervas aromáticas

Como se faz

Comece por bater o ovo, junte a linhaça, os espinafres e a bebida vegetal (“não é necessário colocar mas faz com que a massa fique um pouco mais líquida, o que facilita na frigideira”, explica a nutricionista). Depois pode triturar tudo com a varinha mágica, deitar a massa numa frigideira e espalhar se necessário com a ajuda de uma espátula. Deixe cozinhar e vire. Cozinhe por mais uns minutos e recheie.

 

29
Abr21

Idadismo, sabe o que é? Nasce um movimento para o combater

Niel Tomodachi

#StopIdadismo é o movimento que pretende combater a discriminação de pessoas em função da idade. "Esse é um dos grandes objetivos: identificar estas questões, que todos os dias estão a acontecer" disse José Carreira, representante do Movimento Stop Idadismo em Portugal, que é lançado, sexta-feira, em simultâneo em 11 países.

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A covid-19 levou à adoção de duras medidas que funcionaram como caixa de ressonância de problemas já existentes. "A pandemia deu alguma visibilidade a problemas que já existiam", disse o empreendedor José Carreira.

No início da pandemia, "quase que se deu a ideia de que estas pessoas mais velhas teriam de ficar confinadas e não poderiam ser visitadas", independentemente de estarem em casa ou em instituições. Para o representante, são evidentes as consequências do "ponto de vista da saúde mental destas pessoas - que mais se agravou - quando já existiam algumas fragilidades".

Saúde e setor social devem estar ligados

Para José Carreira, a resposta à pandemia afetou muito a população envelhecida e "o que ficou claro foi que a grande dificuldade que existe em articular o setor da saúde com o setor social, deixou algumas brechas que não permitiu uma atuação efetiva". Os dois setores "são fundamentais" e "têm de se interligar para poder dar uma resposta mais efetiva", defende.

Decisões de confinamento tomadas com base no critério da idade, proibição de visitas a lares de idosos e infantilização de pessoas idosas e esquecimento são alguns dos problemas que José Carreira aponta.

O movimento nascido este ano teve origem em Espanha, por iniciativa da organização ASISPA - Atención a Personas, com o lema "Stop Edadismo", e nasceu com o intuito de combater a terceira causa de discriminação mais comum no mundo: o Idaismo. O futuro, e para lá caminhamos, é a criação da "Convenção para o direito das pessoas idosas", diz.

O problema foi também apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que publicou, em março, um estudo acerca do Idadismo - "The Global report on ageism", e nota que uma em cada duas pessoas discrimina pessoas idosas, praticando atitudes danosas para a sua saúde física e mental. No final de outubro, a Fundação Calouste Gulbenkian e APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima publicaram um estudo que deu conta de um "Portugal Mais Velho" - nome do estudo.

José Carreira, consciente da discriminação etária e sensibilizado com o tema, contactou a organização ASISPA com o intuito de transportar o movimento para Portugal, com o principal objetivo de "sensibilizar, identificar discriminações nos diversos locais e diversas faixas etárias", disse ao JN.

O movimento será lançado em Portugal na sexta-feira, dia 30 de abril,, às 15 horas, em conjunto com 11 países ibero-americanos, com a presença de José Carreira, representante nacional do movimento, Laura Cañete, representante espanhola, Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional Longevity Brasil, e António Ferrari, assessor de Comunicação da ONU para Portugal, e com a moderação da jornalista Ana Carrilho.

 

29
Abr21

Anunciadas as seis escritoras finalistas para o Women's Prize for Fiction

Niel Tomodachi

Duas escritoras britânicas, duas norte-americanas, uma barbadiana e outra ganense-americana são as seis finalistas do Women's Prize for Fiction hoje anunciadas pela presidente do júri, a inglesa Bernardine Evaristo, vencedora do Prémio Booker em 2019.

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Piranesi', o segundo romance da britânica Susanna Clarke, publicado 16 anos após o premiado 'Jonathan Strange e Mr. Norrell', com que conquistou o Prémio Hugo e o Prémio Revelação dos livreiros britânicos, em 2005, é um dos finalistas a prender desde já a atenção da crítica. Igualmente finalista dos prémios Costa e Hugo, o romance investe numa personagem de mistério, Piranesi (nome comum ao do arquiteto italiano do século XVIII), que obsessivamente anota toda a informação da casa labiríntica onde habita.

O tema dos gémeos continua presente na fase final desta edição do Women's Prize for Fiction, em dois dos seis romances candidatos ao prémio: "The vanishing half", da norte-americana Brit Bennett, em que uma de duas irmãs idênticas, oriundas de uma comunidade negra, constrói uma nova identidade como pessoa branca, e "Unsettled Ground", da britânica Claire Fuller, que segue dois gémeos de 51 anos, que ainda vivem com a mãe.

Dois romances de estreia passaram também à lista de finalistas: "No One Is Talking About This", da norte-americana Patricia Lockwood, sobre o cruzamento entre as vidas real e 'online' de uma mulher, e "How the One-Armed Sister Sweeps Her House", de Cherie Jones, de Barbados, um conto de homicídio, abuso e violência.

A lista de finalistas encerra com "Transcendent Kingdom", da ganense-americana Yaa Gyasi, que segue a descoberta da história familiar de uma mulher, depois de a dependência de opiáceos destruir a vida do seu irmão.

Pelo caminho ficaram a escritora transgénero norte-americana Torrey Peters, com o seu romance de estreia, "Detransition, Baby", a consagrada autora escocesa Ali Smith, candidata com o último volume da tetralogia sobre as estações, "Summer", e a comediante britânica Dawn French, com o seu livro "Because of you", que lança um olhar sobre a maternidade.

As restantes autoras que não chegaram à fase final são as norte-americanas Raven Leilani, com "Luster", e Avni Doshi, com "Burnt Sugar", que foi finalista do Prémio Booker 2020, as irlandesas Naoise Dolan, com "Exciting Times", e Kathleen McMahon, com "Nothing But Blue Sky", e a britânica Clare Chambers, com "Small Pleasures".

"A elaboração de uma lista longa de dezasseis livros foi relativamente fácil, em comparação com a seleção de seis romances, o que exige mais consenso", disse a presidente do júri, Bernardine Evaristo, referindo-se à 'lista longa' anunciada em março, e da qual saíram agora as seis finalistas.

"Infelizmente, tivemos de perder livros excecionais que adorámos. No entanto, com esta lista restrita, estamos entusiasmados por apresentar uma gloriosamente variada e tematicamente rica exploração da ficção feminina no seu melhor. Estes romances vão levar o leitor de uma Grã-Bretanha rural, esquecida, para o centro de uma comunidade em Barbados; do interior agitado dos meios de comunicação social para o interior de uma família assolada pelo vício e a opressão; de uma questão racial na América, para um labirinto mental de dimensões inauditas", prosseguiu a autora de "Rapariga, Mulher, Outra", com que ganhou o prémio Booker.

"A ficção das mulheres [escritoras] desafia a categorização e os estereótipos, e todos estes romances confrontam-se com as grandes questões da sociedade, expressas através de histórias emocionantes. Sentimo-nos apaixonados por estes enredos, e esperamos que os leitores também fiquem", concluiu Evaristo, no termo do anúncio das finalistas, feito hoje ao final da tarde.

Do painel de jurados fazem ainda parte a escritora e jornalista Elizabeth Day, a apresentadora de televisão e rádio Vick Hope, a colunista Nesrine Malik e a apresentadora Sarah-Jane Mee.

No ano passado, o prémio foi atribuído ao romance "Hamnet", da irlandesa Maggie O'Farrell.

A vencedora será anunciada a 7 de julho.

Dirigido pela romancista Kate Mosse, o Women's Prize for Fiction tem por objetivo reconhecer a ficção escrita por mulheres em todo o mundo.

Criado em 1992, em Londres, capital britânica, por um grupo de homens e mulheres jornalistas, críticos, agentes, editores, bibliotecários e livreiros, o prémio foi uma resposta ao facto de, no ano anterior, a lista de finalistas do prestigiado prémio literário Booker não ter incluído uma única mulher.

Aliás, em 1992, apenas dez por cento das finalistas ao Booker Prize tinham sido mulheres.

A residência ou o país de origem não são critérios de elegibilidade para o Women's Prize for Fiction, que celebra a criatividade feminina.

A vencedora recebe um prémio monetário no valor de 30 mil libras (perto de 33 mil euros).

 

29
Abr21

Manuscrito de 'A hora da estrela' com anotações de Lispector publicado

Niel Tomodachi

Uma reprodução do manuscrito de "A hora da estrela", de Clarice Lispector, com as correções e notas da autora, bem como variações de algumas passagens, vai ser publicada simultaneamente em Portugal, França e Brasil, na segunda-feira.

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livro é publicado pela SP Edições, uma editora de origem francesa (SP Books, na versão original), com quase dez anos, especializada na reprodução de manuscritos de grandes obras da literatura, em edições limitadas e numeradas.

No seu catálogo, conta já com os manuscritos de "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll, "Jane Eyre", de Charlotte Brontë, "Madame Bovary", de Gustave Flaubert, ou "Notre-Dame de Paris", de Victor Hugo, entre muitos outros.

São livros cuidados, em termos de confeção e de materiais utilizados, que pretendem uma aproximação o mais possível ao original, explicou à Lusa Jessica Nelson, fundadora e diretora (juntamente com Nicolas Tretiakow) da editora.

Esta é a primeira vez que se lança no mercado português, com um manuscrito da escritora brasileira Clarice Lispector, e é também uma estreia na edição em língua portuguesa, disse.

Uma primeira vez que não deverá ser a última, já que a editora está "a estudar futuros manuscritos de grandes autores", ciente de que "a literatura em língua portuguesa é muito rica".

Quanto ao manuscrito de "A hora da estrela", Jessica Nelson explica que o livro vem dentro de uma "caixa feita à mão" em França, "estampada com um ferro de dourar e adornada com um desenho e um friso concebidos" na oficina de desenho da própria editora.

"A tiragem é de 1.000 exemplares. Uma nota do editor acompanha o manuscrito, e adicionamos anexos contendo notas de trabalho de Clarice Lispector", revelou a responsável.

Além disso, o livro faz-se acompanhar pelas variações de várias passagens importantes, ensaiadas pela autora durante a elaboração do romance.

"Costumamos dizer que os manuscritos são matéria viva: eles estão sempre em movimento. No manuscrito de 'A hora da estrela', por exemplo, encontramos mais de uma versão para diferentes passagens-chave do texto: há duas versões da cena final do livro (a versão publicada seria o resultado da fusão dessas duas variantes). É o caso também do início do texto, inicialmente escrito de forma curta e condensada, e depois desenvolvido em várias outras folhas, mais próximo do que seria no final", especificou Jessica Nelson.

Aliás, este é um dos maiores prazeres de trabalhar com manuscritos, confessa a editora, a possibilidade de "descobrir o autor, uma obra, a literatura de uma forma diferente".

"Mais intimista, mais original, às vezes surpreendente. Como, por exemplo, quando descobrimos -- e isso só foi possível graças aos manuscritos originais -- que Marcel Proust hesitou muito antes de escolher a sua famosa 'madeleine'. Nos primeiros rascunhos, ele oscilou entre uma torrada, uma bolacha, um bolinho sem nome...".

Apesar de ter uma dedicação quase exclusiva aos manuscritos, a SP Edições interessa-se também por edições raras e ilustradas, pela bibliofilia e por desenhos de escritores.

"No início, voltámo-nos espontaneamente para os manuscritos de romances franceses; hoje publicamos uma grande variedade de manuscritos", entre eles o último caderno musical de Mozart ou a correspondência de escritores.

Fundada em França em 2012, foi só em 2016 que esta marca editorial se começou a projetar internacionalmente - com manuscritos como "Jane Eyre", inicialmente, e "Teoria da relatividade geral", de Einstein, posteriormente -- "por meio da colaboração com prestigiosas instituições e agentes da vida cultural de diferentes países".

Os 'fac-símiles' e as edições científicas já existiam muito antes do aparecimento da SP Edições. O que fez com que a editora se destacasse foi o facto de ser "a primeira a tratar o manuscrito como um objeto de arte, além de ser um objeto de estudo", contou Jessica Nelson.

"Por isso, temos um cuidado especial com os materiais que utilizamos, com o papel, com a confeção das caixas que contêm os nossos livros, com o tratamento das imagens. Aliás, uma das nossas especificidades é restaurar as imagens dos manuscritos, para dar ao leitor a impressão de que ele possui o texto original nas suas mãos".

Para ter acesso aos manuscritos originais, é desenvolvido um trabalho de colaboração com grandes instituições, colecionadores e famílias de escritores, revelou a diretora da SP Edições, sublinhando: "Cada livro é para nós a oportunidade de uma nova aventura, com novos desafios e novos encontros".

Quanto à ideia de criar esta editora, nasceu de uma visita a uma exposição, mas já germinava na cabeça dos seus fundadores, como contou Jessica Nelson: "Havia muito tempo que Nicolas Tretiakow e eu queríamos criar um novo tipo de editora. Uma exposição na Biblioteca Nacional da França, em Paris, sobre os rascunhos dos escritores foi o estopim. Tínhamos a sensação de estar diante de verdadeiros tesouros; e então pensámos que seria um ótimo objetivo poder compartilhá-los com um público de entusiastas".

Atualmente a editora dispõe de um catálogo com cerca de 40 títulos, que são manuscritos de grandes obras francesas, inglesas e americanas, alemãs e, agora, em língua portuguesa.

Os livros são distribuídos pelo mundo através do site da editora (disponível em várias línguas) e das "livrarias que confiam" no seu trabalho.

 

29
Abr21

"Breve História de Inglaterra" de Simon Jenkins

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Um livro curto, mas rigoroso, sobre os principais personagens e eventos da história da Inglaterra.

 

Sobre o Autor:

Simon Jenkins preside ao National Trust e é um dos mais proeminentes jornalistas do Reino Unido. Foi editor do Evening Standard e do jornal The Times, bem como colunista do jornal The Guardian. É autor dos bestsellers A Short History of England, Britains 100 Best Railway Stations, Englands Thousand Best Churches e Englands Thousand Best Houses.

 

«Jenkins fez um trabalho maravilhoso Chama-se a isto a melhor forma de contar histórias à moda antiga, cravejadas de episódios interessantes.»
Good Book Guide

29
Abr21

"A Importância de Dante" de John Took

Um Guia para Pessoas Inteligentes

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Em 2021 assinalam-se os 700 anos da morte de Dante Alighieri, um poeta que, nas palavras de T. S. Eliot, «divide o mundo com Shakespeare, não havendo um terceiro». Dante, tal como nós, viveu num mundo de violência política e incerteza moral, o que tornou o seu exílio uma agonia e lhe suscitou uma profunda meditação sobre a natureza da felicidade.

Em A Importância de Dante, John Took parte de três obras - Vita Nova, a obra inovadora da sua juventude; Convivio, trabalho maior da sua meia-idade; e a Commedia, o grande projeto da sua maturidade - como mapas para o desenvolvimento de Dante enquanto poeta e filósofo. Estas obras são ainda importantes testemunhos do papel ainda relevante de Dante como guia do nosso bem-estar e felicidade.

O pensamento de Dante, que refletiu a fundo sobre o bem-estar não só dos seus contemporâneos mas também dos que «pensarão nestes tempos como antigos», atravessa séculos e confirma o seu merecido estatuto não só como ícone cultural, mas como companheiro de viagem.

 

Sobre o Autor:

John Took é professor emérito em Estudos de Dante na University College London. Especializado em literatura italiana, em particular na obra de Dante, tem inúmeros artigos e livros publicados, incluindo a biografia Dante (Princeton University Press, 2020) e os títulos L'Etterno Piacer: Aesthetic Ideas in Dante (Oxford University Press) e Dante: Lyric Poet and Philosopher: An Introduction to the Minor Works (Clarendon Press).

 

29
Abr21

"Brincar à Maneira Dinamarquesa" de Iben Dissing Sandahl

Niel Tomodachi

O famoso modelo escandinavo que desperta a felicidade, confiança e espontaneidade das crianças

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Sobre o Livro:

Depois do grande sucesso alcançado pelo bestseller Pais à Maneira Dinamarquesa, a psicoterapeuta e professora Iben Dissing Sandahl aprofunda o que torna a Dinamarca tão especial, um dos pilares mais importantes para educar crianças saudáveis e felizes a brincadeira livre, não estruturada.

Sandhal defende uma sociedade onde prestemos mais atenção à educação de crianças equilibradas e com grande força interior, a fim de melhor as prepararmos para os desafios que as esperam no futuro.
Para tal, oferece aos pais e educadores em todo o mundo uma visão sobre como integrar a brincadeira livre na vida das crianças.

Um guia prático para brincadeiras livres, não estruturadas, que define claramente as etapas a ter em conta para criar filhos fortes e saudáveis.

Com tópicos práticos e exemplos inspiradores, Brincar à Maneira Dinamarquesa ajudará pais e educadores a tornar as crianças ainda mais felizes e mais bem integradas.

 

Sobre a Autora:

Iben Dissing Sandahl é coach certificada, oradora, autora e psicoterapeuta, com uma clínica privada às portas de Copenhaga. Especializou-se no aconselhamento de famílias e crianças. Professora de formação, trabalhou durante dez anos no sistema de ensino dinamarquês antes de se licenciar em Psicoterapia. Desde 2015, Iben Sandahl faz palestras, organiza workshops e presta aconselhamento a pais e famílias, organizações públicas e empresas privadas em todo o mundo. É muito apaixonada pelo seu trabalho e regularmente citada em revistas, jornais e na rádio nacional dinamarquesa pela sua opinião especializada. Internacionalmente os seus artigos foram publicados na The Vanity Fair, Huffington Post, The_Wall Street Journal, The Washington Post, Psychology Today, The Greater Good Science Center Berkley para citar apenas alguns.
O seu livro Pais à Maneira Dinamarquesa foi traduzido para 27 línguas. Iben também é autora de Brincar à Maneira Dinamarquesa (Arena, 2021) e Hold my hand. Os seus principais objetivos são inspirar, ajudar e apoiar pais e profissionais a fim de garantir que as novas gerações de crianças possam crescer com o máximo de saúde social e mental, oferecendo alternativas à violência e abusos de que as crianças têm sido alvo, tanto no passado como no presente. É casada e mãe de duas meninas, Ida e Julie.

 

«Brincar à Maneira Dinamarquesa é um guia bem escrito e de fácil leitura para criar crianças equilibradas, resilientes e saudáveis através da brincadeira. Este livro é uma excelente mistura de experiência e investigação científica. É um contributo inspirador para a atividade cognitiva na era moderna.»
Kjerd Fredens, médico e professor no Institute of Learning and Philosophy, Universidade de Aalborg

«Brincar à Maneira Dinamarquesa defende energicamente a brincadeira livre e dá sugestões práticas aos pais, educadores e médicos para a sua implementação. Concordo que a liberdade de resolver conflitos, medos, e exprimir criatividade só pode ajudar a reduzir o stress, a aumentar a autoconfiança, a diversão, as competências para resolver problemas e a resiliência.»
Barbara Lavine, conselheira profissional licenciada, Virginia, EUA

«Este livro torna fácil entender o tesouro escondido da brincadeira. Dá uma valiosa perspectiva de como a brincadeira das crianças as ajuda a desenvolver-se como seres humanos e diz a nós, pais, quando nos afastarmos e quando interferirmos.»
Nicole P., Mãe

 

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