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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

Quotes: ("Sempre Estrangeira")

"Quando tudo cai, permanece, indomável, o amor" - Claudia Durastanti
Qua | 30.09.20

"Amália nas suas palavras"

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Sobre o Livro:

Em 1973, a Editora Arcádia encarregou o escritor Manuel da Fonseca de escrever uma biografia de Amália Rodrigues. A ideia parecia genial - pôr um escritor famoso e conhecido pela sua militância comunista a traçar o perfil daquela que era então considerada o ícone do Fado e um dos «pilares» da propaganda do Regime. Essa biografia nunca foi escrita, mas ficaram gravadas longas horas de conversa entre os dois, quer na casa da Rua de São Bento, quer na herdade que Amália tinha no Brejão. Entretanto, a Arcádia acabou e as gravações ficaram esquecidas. Até hoje...

Neste que será certamente o mais importante livro publicado no Centenário de Amália, essa conversa - até hoje inédita - é finalmente revelada, permitindo-nos acompanhar a vida de Amália, nas suas próprias palavras, desde a pobreza em que nasceu e cresceu até ao auge da sua carreira artística.

 

Sobre o Autor:

Manuel da Fonseca nasceu em Santiago do Cacém, em outubro de 1911. Poeta, romancista, contista e cronista, foi uma das figuras centrais do movimento neorrealista. A sua obra poética, o livro de contos O Fogo e as Cinzas e os romances Cerromaior e Seara de Vento destacam-se numa produção literária que teve sempre o Alentejo como pano de fundo. Faleceu a 11 de março de 1993, aos 81 anos.

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Qua | 30.09.20

"Primeiros socorros pediátricos"

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Sobre o Livro:

As crianças, pela sua vivacidade, curiosidade e espontaneidade, são muito suscetíveis a acidentes. E estes acontecem quando menos esperamos.

Sabe como reagir se presenciar uma convulsão febril? Sabe quais são as prioridades nos primeiros socorros à criança com queimaduras? E se a criança se engasgar? Sabe como intervir da forma mais correta?

Objetivo e prático, este livro reúne a informação necessária, para que possa prestar os melhores primeiros socorros nos principais incidentes que afetam as crianças: traumatismos, envenenamento, reação alérgica grave, hemorragias, desmaios, picadas, etc. Inclui também um capítulo sobre a COVID-19 - formas de transmissão, sintomas, boas práticas e mitos!

A prevenção não consiste apenas em evitar o acidente, mas também na procura de conhecimentos adequados para que nada falhe quando mais se precisa. Por isso, aprenda! Aprenda para que nunca seja preciso, mas na certeza de que estará preparado caso aconteça.

O livro obrigatório para todos os cuidadores de bebés e crianças – pais, avós, profissionais de educação, e não só!

 

Sobre o Autor:

José António Silva Coentrão é enfermeiro especialista em Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, com atividade diária no Serviço de Urgência Pediátrica do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde. Exerce também funções na ambulância de suporte imediato de vida do Instituto Nacional de Emergência Médica. É fundador e formador da Escola Pediatria (www.escolapediatria.pt), um projeto inovador dedicado exclusivamente à formação certificada na área de pediatria, com atividade em todo o território nacional. Formou centenas de pais, professores, educadores de infância e auxiliares de ação educativa, um processo altamente enriquecedor que permitiu recolher as principais dúvidas, erros e mitos associados à prestação de primeiros socorros em pediatria, transpondo-os para este livro.

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Qua | 30.09.20

O chá que pode beber à noite para dormir bem (e que ajuda a emagrecer)

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É conhecido por todos, mas nem sempre se tira proveito dos seus benefícios.

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A história do cá tem mais de cinco mil anos, mas falemos dos dados mais recentes: é um dos alimentos mais populares no mundo do emagrecimento. As propriedades de algumas variedades são vistas como verdadeiras ajudas e, segundo os especialistas, podem mesmo fazer a diferença. 

Há chás, por exemplo, que têm efeito duplo: ajudam a dormir melhor e também a emagrecer. É o caso do chá de rooibos, do qual a NiT já lhe falou. Mas não é o único. Existe outro que, embora seja conhecido de toda a gente, não é consumido para conseguir essas duas vantagens: o chá de hortelã.

Porquê este ingrediente? Já lá vamos. A hortelã, um género botânico da família Lamiaceae, cujas espécies são popularmente chamadas de menta ou hortelã, também é conhecida por aliviar dores de cabeça, acabar com o nariz entupido e melhorar a energia. 

Agora, a explicação: trata-se de um alimento com um valor calórico muito baixo e isso faz dele um bom aliado para quem quer perder peso. A hortelã possui cerca de 44 calorias por cada 100 gramas. Se imaginar uma porção de 235 mililitros, preparada com apenas duas folhas frescas ou secas, estará a ingerir apenas duas calorias.

O ingrediente de que vai precisar.
 

“Como este chá contém fibras, pode ajudar a manter a sensação de saciedade, quando conjugado com outros alimentos saudáveis”, destaca a nutricionista Bárbara de Almeida Araújo, autora do blogue “Manias de Uma Dietista”.

Mas há mais: à noite deve optar pelo chá de hortelã que não só é digestivo como ajuda o corpo a eliminar toxinas, garante a especialista. 

“Além disso, e é aí que está o duplo efeito, esta bebida tem propriedades calmantes, ajudando a aliviar o stress e a dormir melhor”, diz, acrescentando que as folhas de hortelã podem ser utilizadas de variadas formas, desde inteiras, partidas, secas, moídas ou congeladas.

Para quem não é fã de chá e não consegue mesmo ingerir esta bebida, nada está perdido. Existem outros alimentos que podem ser consumidos à noite para ter uma noite mais descansada e, ao mesmo tempo, conseguir uma ajuda extra no processo de perda de peso.

Para beber à noite.
 

Antes de mais, é essencial acabar com a ideia de que comer antes de dormir aumenta as reservas de gordura e provoca o aumento de peso.Isto pode acontecer, claro, se escolher por produtos que nada têm de saudáveis, como batatas fritas e doces.

“O truque está em optar opções de baixo índice glicémico, portanto, que promovem uma digestão mais lenta e libertam menos açúcar no sangue. Isto quer dizer que não vão criar picos de glicémia no sangue”, explica Bárbara de Almeida Araújo.

Essa descrição corresponde a alimentos com proteína de alto valor biológico e ricos em gorduras boas e fibra. Eles vão ajudá-lo a dormir melhor e a ter menos ataques de fome quando acordar.

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Qua | 30.09.20

Há uma casa onde pode ir passar férias — e que recria o mundo de “Harry Potter”

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Esta já não é a primeira propriedade desta responsável dedicada à saga do feiticeiro.

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O sucesso de “Harry Potter” foi único e universal, e mesmo agora que o universo dos filmes terminou, isso não tem necessariamente de significar o fim do mito. É em Inglaterra, a casa dos cenários da saga, que há mais uma atração imperdível. Os fãs já podem entrar dentro do mundo do seu feiticeiro favorito —  tudo graças a uma casa em Yorkshire que é inspirada pela ala de Gryffindor. 

O espaço, totalmente à imagem dos cenários do filme de J K Rowling, tem seis camas de madeira, feitas à mão, uma sala de estar, que relembra a sala dos alunos, com uma lareira e uma cozinha onde os Potterheads podem fazer um feitiço para criar uma caneca de sumo de abóbora, se quiserem. Além disso, a magia continua na casa de banho — um espaço inspirado na grandiosa casa de banho dos professores — com torneiras douradas, espelhos de estilo gótico e lavatórios em forma de concha.

Há também  vidros com a imagem de uma sereia do filme “Harry Potter e o Cálice do Fogo”. Esta propriedade conhecida como “The Dorm” faz parte de um terreno de seis hectares em Liverton, na ponta do Parque Nacional de North York. A responsável chama-se Carol Cavendish e a casa está aberta desde 2010, sendo que surgiu 18 meses depois de ter criado outro espaço inspirado neste universo. 

“Hoje, quando existe tanto medo em relação à pandemia, as pessoas estão à procura de novas formas de regressar à realidade e de se sentirem confortáveis num mundo imaginário, que é exatamente isso que o The Dorm quer ser, além das nossas outros espaços”, revelou a responsável ao “Daily Mail”. 

 

FOTOS

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Qua | 30.09.20

"Os Templários em Portugal e nas Cruzadas"

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A História dos Cavaleiros do Templo de Salomão

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Sobre o Livro:

A Ordem do Templo marcou de forma profunda a história do nascimento de Portugal e teve um papel primordial nas operações militares das Cruzadas à Terra Santa, onde foi fundada. Este período da época medieval, com todos os seus ingredientes, razões e causas, é um momento fascinante da nossa história.

Neste livro aborda-se uma série de temas, como a origem dos Templários - com Hugues de Payens e a influência de São Bernardo de Claraval -, a vida quotidiana dos monges guerreiros, os cargos, as relações com a Igreja, os seus mestres, os combates em que se envolveram, o seu fardamento, os seus símbolos, as lendas, os mitos e as relíquias com eles relacionadas, as comendas e os seus castelos, os vestígios gravados na pedra e os escritos depositados nos arquivos da época - das certezas próprias do que se espelha nos documentos originais, às interpretações de cada um -, para além de uma cronologia das Cruzadas na Europa, na Terra Santa e em Portugal, em matérias que se cruzam com os Templários, espelhadas com objectivas notas telegráficas que melhor esclarecem a acção, no seu tempo exacto de acontecimento.

Um estudo amplo e abrangente para que o leitor possa consolidar uma ideia, a sua ideia, sobre os homens que, num determinado tempo preciso, vestiram de branco, carregaram uma cruz vermelha junto ao coração e que, combatendo sem quartel, não estando autorizados a fugir ou a render-se perante o inimigo, tudo por Cristo, morriam em terras estranhas em defesa da Cristandade, da Fé e da Cruz e que, no seu final, acabaram por ser considerados hereges que repudiavam e cuspiam nessa mesma Cruz.

 

Sobre o Autor:

Lídio Lopes nasceu em Braga, em 1962, tendo residido em Coimbra, na Figueira da Foz e, agora, em Samora Correia. Dedica-se a diversas actividades, focando especialmente a sua atenção pessoal e profissional na área da segurança e da protecção civil. Mestre em Direito e Segurança, é Secretário-Executivo do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, Presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Presidente do Conselho Fiscal da Liga de Bombeiros Portugueses e, profissionalmente, responsável pela área da segurança de pessoas e bens na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa.

Com dezenas de textos publicados em jornais e revistas, tem seis livros publicados, sublinhando-se a sua paixão pela fotografia e a sua especialidade em Protocolo Oficial, especialmente o autárquico. Dedica-se à investigação da temática templária há vários anos, como autodidacta, revelando-se um profundo conhecedor da mesma e tendo participação activa na OSMTH-GPP

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Qua | 30.09.20

Este livro explica-te (na boa) como navegar na Internet de forma segura

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Provavelmente, pensas que já sabes tudo o que há para saber sobre o fascinante mundo da Internet – incluindo como reconhecer e evitar os seus perigos. Mas há detalhes que te podem escapar e truques ou ferramentas que não faz mal nenhum acumulares.

Já do lado dos teus pais, por mais que confiem em ti, há também dúvidas que certamente os assolam.

Para ajudar e equilibrar estes dois mundos surgiu um livro que pode ser útil e esclarecedor.

A ideia é simples: sem stress ou pânicos, sabendo que ninguém te vai dizer para largares o telemóvel, pores de lado o tablet ou fechares o computador, é importante perceberes que tipo de pessoa és quando usas as novas tecnologias.

Podes descobrir se estás a exagerar, a partilhar demais, avaliar todos os riscos e aprender a estabelecer regras, aproveitando o bom do mundo digital, porém de forma segura. Aqui conheces o Miguel, de 13 anos, e o seu grupo de amigos. São eles quem, de forma divertida, lançam os desafios e as informações mais preciosas sobre este universo, que tem muito de incrível, mas também tem alguns riscos.

O livro “Liga-te na boa: A uma net segura!”, da professora Margarida Gaspar de Matos, inclui ainda quizzes e um contrato para fazeres com a tua família. É um livro para todos aqueles que, entrando numa idade em que começam a ter mais autonomia na navegação online, querem fazê-lo em segurança.

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Qua | 30.09.20

Adidas e LEGO lançam edição especial de sapatilhas que já são um sucesso

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O modelo desportivo foi criado para ser utilizado durante a prática de exercício físico.

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Setembro é o mês do regresso ao trabalho e às aulas, mas também pode ser a altura de renovar o seu guarda-roupa ou calçado. A Adidas quis mostrar que nunca se é demasiado crescido para brincar e uniu-se à LEGO para lançar uma edição divertida dos ZX8000 Silhouette, que junta a estética da marca de brinquedos dinamarquesa a um dos grandes ícones da marca de sapatilhas. 

Este modelo é desenhado com uma ode ao tijolo clássico da LEGO, sendo compostos por uma mistura multicolor de camurça sintética, com uma sola de borracha. Além disso, as sapatilhas têm encaixes LEGO nos calcanhares e na língua, onde estão presentes os logotipos das duas marcas, e palmilhas amarelas. Há ainda a possibilidade de conjugar com seis opções de atacadores e com um tijolo da marca de brinquedos para complementar o modelo.

Já estão disponíveis.
 

A primeira linha de corrida foi lançada pela Adidas em 1984 com o nome de série ZX, sendo que na década seguinte a marca celebrou o acontecimento com uma coleção especial. Este ano, a empresa alemã traz de volta esta coleção icónica, com um modelo diferente do habitual. As sapatilhas custam 129,95€ e já estão esgotadas, mas a marca poderá repor o stock a qualquer momento.

Enquanto espera, pode conhecer os restantes novos lançamentos da Adidas. Entre mais de 300 novas propostas, a NiT fez uma seleção de 14 modelos que, muito provavelmente, vão ser daqueles que desaparecem cada vez que são repostos. Cada um deles aliam as características mais difíceis de juntar num só par: estilo e conforto.

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Ter | 29.09.20

Desperdício alimentar, uma luta que devia ser de todos

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Em média, estima-se que cada português deita 100 quilos de comida para o lixo por ano. Na maioria das vezes, por desconhecimento do que fazer com as sobras e por não saber interpretar os prazos de validade ou como conservar os alimentos.

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Todos os anos, 89 milhões de toneladas de alimentos adequados para consumo humano são perdidos ou desperdiçados nos países que fazem parte da União Europeia. As famílias são apontadas como responsáveis por 53,6% desse valor, ou seja, 47 milhões de toneladas. O desperdício alimentar começa nas decisões e nos comportamentos dos consumidores. E não só.

A partir de 2020, por decisão das Nações Unidas, 29 de setembro é o Dia Internacional da Consciencialização Sobre Perdas e Desperdício Alimentar. Uma maneira de sensibilizar para o problema e alertar para possíveis soluções e esforços globais e coletivos. A sensibilização vem de vários lados e de diversas formas. Há sugestões para aproveitar as sobras alimentares e as partes que normalmente vão parar ao lixo. Vendem-se produtos em fim de validade com descontos. Doam-se alimentos a instituições de solidariedade. O PAN, partido político, quer que as grandes superfícies e as cantinas públicas passem a ter o dever legal de doar os géneros alimentares que tenham perdido a sua condição de comercialização, mas que continuem em condições de serem consumidos – e já apresentou um projeto de lei.

O desperdício alimentar é um assunto de todos. A distribuição de bens carrega, na sua raiz, desigualdades. Uns têm mais, outros têm menos. E o desperdício alimentar é um problema. Muita produção sem destino, apenas uma parte consumida, o que sobra vai para o lixo. Como sensibilizar a população para esta questão? “A melhor forma de sensibilização passa pela informação e formação, as pessoas desde novas saberem o que é gerado, como é gerado, o que necessitam, e o que as decisões que individualmente tomamos afetam o todo e que, particularmente na alimentação, podem gerar desperdício, criando muitas vezes desigualdades”, refere Nuno Jardim, diretor-geral da CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo.

“Muitos alimentos estão em perfeito estado de utilização e não faz sentido deitar fora porque não foram vendidos”, refere Nuno Jardim, diretor-geral da CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo

“Desde novos que devemos incutir a boa gestão da nossa alimentação e definir, de forma mais rigorosa, o que compramos para consumirmos apenas o que necessitamos. Vai com certeza trazer melhor saúde, menos gasto financeiro e, claro, menos desperdício”, sublinha o responsável.

Os restos de uns são a comida de outros. Tudo devia ser aproveitado, nada deveria ser desperdiçado. Segundo Nuno Jardim, várias instituições têm feito um bom trabalho nesta área, promovendo a recolha diária de alimentos de superfícies comerciais, mesmo, destaca, “apesar de todas as exigências inerentes e da falta de recursos humanos e técnicos que por vezes existe.”

Há vários anos que o que sobra na alimentação é aproveitado, utilizado e reintroduzido na cadeia alimentar, nomeadamente através do trabalho de várias associações que fazem doações aos seus utentes. “Muitos alimentos estão em perfeito estado de utilização e não faz sentido deitar fora porque não foi vendido.” Cadeias alimentares, restaurantes, mercearias fazem essas doações.

“O trabalho a fazer passa por nós, consumidores, termos mais informação sobre como funciona a rede e como podemos ajudar na redução do desperdício”, sublinha o diretor-geral da CASA. Mas há ainda muito para fazer. “O Estado, via comunicação social, via escolas, universidades, e outros meios de comunicação, deve investir para que todos saibamos como atuar, como diminuir o desperdício e como utilizar na plenitude os alimentos.” “Como estruturar um frigorífico ao nível da distribuição dos alimentos e como organizar uma despensa, no fundo sabermos como fazer uma gestão eficiente da nossa economia familiar”, acrescenta Nuno Jardim.

O que podemos e devemos fazer em casa para evitar o desperdício alimentar? Uma melhor gestão da economia doméstica, adquirir apenas as quantidades necessárias, não descurar o armazenamento dos alimentos. São passos para atenuar um problema que é educacional, informativo, económico, ambiental, social. “Não sou um apologista de obrigações, as pessoas para o fazerem corretamente necessitam compreender o objetivo, parece-me muito mais eficaz haver uma informação contínua sobre a temática e agilizar alguns procedimentos legais para a distribuição alimentar”, defende.

Uma gestão eficiente da economia familiar é um pormenor importante para evitar o desperdício alimentar

“O que precisamos todos é de mais informação e formação, esses parecem-me pontos mais úteis para que possamos reduzir e até acabar com desperdícios, sejam eles quais forem.” A pandemia veio alertar para a importância de evitar o desperdício alimentar? Nuno Jardim tem a sensação de que nada mudou. “Julgo que a pandemia gerou outras preocupações nas pessoas que, se olharmos para o momento atual, vemos uma ânsia grande da normalidade que conhecíamos e que nos trazia segurança. Sou um pouco cético no sentido de a pandemia ajudar a mudar algo no sentido positivo no mundo, seja ambiental, social ou político, temo que tenha o efeito oposto, mas isso também vai depender dos diversos discursos e da comunicação que vai sendo feita, nomeadamente na comunicação social e nos diversos agentes da nossa sociedade”, comenta.

Várias empresas e estruturas fazem doações. O Pingo Doce é um desses exemplos. Fernando Ventura, chefe da área de Projetos Ambientais de Eficiência e Inovação do Grupo Jerónimo Martins, refere que a empresa foi o primeiro grupo de retalho alimentar em Portugal a calcular, a verificar de forma independente, e a divulgar publicamente a sua pegada de desperdício alimentar.

“Estando consciente de que os recursos do planeta são finitos, e no âmbito da sua política de atuação sustentável, o Pingo Doce assume há muitos anos o combate ao desperdício alimentar como uma missão, em diferentes vertentes. Só em 2019, evitou-se o desperdício de cerca de 10 700 toneladas de alimentos, através de diversas iniciativas, sendo a cadeia de retalho alimentar que mais alimentos doa em Portugal”, revela.

Este grupo económico atua em quatro vertentes no que diz respeito ao desperdício alimentar. A doação de alimentos faz parte da sua política. “Quando os alimentos estão aptos para serem consumidos, mas não para venda, são doados a IPSS que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade nas comunidades próximas das lojas Pingo Doce. Atualmente, são apoiadas regularmente mais de 500 instituições, sendo que, só no primeiro semestre deste ano, foram doadas cerca de 2 800 toneladas de alimentos”, garante Fernando Ventura.

Cadeias alimentares fazem descontos nos produtos em final de validade

Os “legumes feios” são outra forma de não desperdiçar alimentos aptos a consumir. São legumes com tamanhos, cor ou forma não padronizados, mas com perfil nutricional igual aos outros. “Estes legumes são comprados aos produtores e incorporados nas sopas confecionadas nas cozinhas centrais, ou transformados em legumes prontos a utilizar. Só em 2019, o Pingo Doce utilizou mais de 3 700 toneladas de legumes não calibrados em sopas e produtos de 4.ª gama.”

Descontos nos produtos em final de validade é outra estratégia. Fernando Ventura lembra que essa iniciativa foi implementada em março de 2019 e “permitiu evitar o desperdício de 1 100 toneladas de alimentos, até final desse mesmo ano.” Além disso, o grupo tem receitas de desperdício zero online e na sua revista “Sabe Bem”, precisamente para aproveitar partes de alimentos ou sobras de refeições que habitualmente não são valorizadas. Mais uma forma de evitar o desperdício, poupar dinheiro, preservar recursos.

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