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Little Tomodachi (ともだち)

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Quotes: ("Sempre Estrangeira")

"Quando tudo cai, permanece, indomável, o amor" - Claudia Durastanti
Seg | 31.08.20

Ao lado do Baloiço do Mezio, vai nascer um incrível miradouro suspenso

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Aquele que é provavelmente o maior baloiço do País ganha um novo ponto de atração, anunciou o autarca local.

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Em julho deste ano, Portugal era apresentado a mais um miradouro incrível, vertiginoso, fotogénico e nostálgico, acabado de abrir em Arcos de Valdevez.

Trata-se do Baloiço do Mezio, na Serra do Soajo, freguesia de Cabana Maior. Às portas do Parque Nacional Peneda-Gerês nasceu aquele que é provavelmente a maior estrutura de cordas e madeira do País, onde pode estar, pensar, usufruir da natureza, recordar as memórias de infância e aproveitar vistas absolutamente deslumbrantes. 

O projeto do Baloiço do Mezio foi lançado por Joaquim Campos, presidente da junta de freguesia de Cabana Maior: primeiro em maio, nas redes sociais. Depois, e “porque uma questão de licenciamento demorou dois meses até à sua inauguração”, chegou a abertura, no passado dia 11 de julho.

Agora, o mesmo autarca anunciou um novo projeto para a região: um miradouro suspenso. Na sua conta de Facebook, Joaquim Campos apresentou este sábado, 29 de agosto,  as projeções de como será “o mais fascinante projeto de 2021”: “O Miradouro do Fojo do Lobo”, no Mezio.

Segundo Joaquim Campos, trata-se de um miradouro panorâmico com base, “Um pouco de História da topografia do território”, desenhado numa plataforma em forma de fojo, através da construção de paredes graníticas que terminam num poço.

Ao localizar-se no alto do Mezio, terá vista para o verdadeiro fojo do lobo “O fojo de Bragadela”, da freguesia de Cabana Maior, que promete trazer as “melhores vistas”, adianta ainda.

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Seg | 31.08.20

Júri de Guadalajara destaca a "imensa humanidade" da carreira literária de Lídia Jorge

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O júri do Prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, que distinguiu a carreira literária de Lídia Jorge, realçou a sua "originalidade e subtileza de estilo"e "imensa humanidade".

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A escritora Lídia Jorge foi esta sexta-feira distinguida com o Prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, de Literatura en Línguas Românicas. O galardão mexicano junta-se ao Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro/2019 atribuído, em julho passado, à obra de Lídia Jorge.

O júri do Prémio da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, que esta sexta-feira distinguiu a carreira literária de Lídia Jorge, realçou a sua “originalidade e subtileza de estilo”, a independência da obra e a “imensa humanidade” da escritora portuguesa.

O júri deste ano foi constituído pelo professor Mario Barenghi, da Universidade Bicocca, de Milão, Itália, pela escritora e crítica literária Anna Caballé, assim como pelo escritor Javier Rodríguez Marcos, ambos de Espanha, pela investigadora Luminita Marcu, da Universidade Bucareste, na Roménia, pelaa editora livreira francesa Anne Marie Métailié, pelo docente mexicano Rafael Olea Franco, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e pela escritora e ensaísta brasileira Regina Zilberman.

O júri destacou “o nível literário” de Lídia Jorge, e o modo “como a sua obra novelística retrata a forma como os indivíduos enfrentam os grandes acontecimentos da História”.

A “imensa humanidade” da escritora, “na forma de se aproximar tanto dos temas tratados na sua obra – adolescência, descolonização, lugar da mulher, emigração, agentes da História -, assim como na apresentação das personagens que a protagonizam”, foi outro fator sublinhado pelo júri do principal prémio literário da Feira Internacional do Livro (FIL), de Guadalajara.

Lídia Jorge foi apontada como “uma das principais autoras de língua portuguesa, por uma obra não só novelística mas também poética, ensaística e teatral”.

No ata, o júri explica que a escritora obteve “o respeito unânime da crítica com o seu chocante romance ‘A Costa dos Murmúrios’ (1988), escrito em resultado da sua passagem por Angola e Moçambique, em processo de descolonização. Nele, as terríveis consequências do colonialismo são descritas com um realismo às vezes brutal, emergindo também no romance um problema que passará por toda a sua literatura: a reflexão sobre como a História é construída e escrita”.

“Raramente o dizer e o pensar literários, para usar dois termos ‘heideggerianos’, oferecem maior prazer à leitura de uma obra. A fala literária da autora nunca é um exercício solitário, pois ela sempre convida seus leitores a irem a algum lugar com ela e o faz com uma subtileza estética que não pode e não deve passar despercebida no contexto da literatura em línguas românicas”, afirma ainda o júri.

Na sessão de anúncio do vencedor da edição deste ano do prémio, o presidente da FIL de Guadalajara, Raúl Padilla López, felicitou o júri pela “escolha desta magnitude”, que distinguiu a escritora portuguesa. Esta é a 30.ª edição do prémio que será entregue a Lídia Jorge no próximo dia 28 de novembro, na cerimónia de abertura da FIL de Guadalajara, no México, que decorrerá até 6 de dezembro.

 

Escritora Lídia Jorge lamenta “confinamento do pensamento crítico” apesar da liberdade

 

Lídia Jorge disse à Lusa que temos hoje “uma liberdade ilimitada e, ao mesmo tempo, parece haver um confinamento do pensamento crítico”. A autora afirmou-se “surpreendida” e “muito contente” com a atribuição do prémio, a distinção máxima da Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL Guadalajara), que lhe deu eco de outros leitores, além de Portugal.

Lídia Jorge, em declarações à agência Lusa, considera que “há uma contradição nos tempos que correm, em que há uma liberdade ilimitada e, ao mesmo tempo, parece haver um confinamento do pensamento e da reflexão crítica”.

“Este prémio, como que me veio dizer que escrevo para alguma coisa, e a minha vida tem um sentido”, afirmou.

Lídia Jorge disse que se sentiu “comovida” por o júri a ter apontado como uma das mais importantes vozes da literatura em língua portuguesa.

A autora está a trabalhar no seu próximo romance, “agora parado, devido a outros afazeres”, sobre o qual não adiantou pormenores, embora na sessão de anúncio do vencedor do prémio, que decorreu pela Internet, tenha aludido a uma nova obra, que poderá ter por título “Misericórdia”, influenciada pela recente perda da mãe e pela pandemia da Covid-19.

O homem é um hospedeiro e o hóspede é o Covid-19. Tem milhares de letras no seu genoma, mas não o conhecemos. É insidioso. Pensamos na ‘Origem das Espécies’, que explica que uns comem os outros. A natureza é uma questão de fome”, disse. “A escrita é um ato de jubilação e luta interior, muito solitário”, disse à Lusa a autora d’”A Noite das Mulheres Cantoras”.

Durante o conferência de imprensa deste tarde, que a anunciou como vencedora, Lídia Jorge afirmou que “a literatura é um ato de resistência absolutamente indispensável” e que é preciso “publicar, ler e divulgar”. Na mesma sessão, também dedicou o prémio aos “companheiros” da literatura portuguesa, citando autores como, entre outros, Nuno Júdice, Hélia Correia, Mário Cláudio, Mário de Carvalho e Almeida

Lídia Jorge estreou-se em 1980 com o romance “O Dia dos Prodígios”.

É também autora dos romances “O Cais das Merendas” (1982), “Notícia da Cidade Silvestre” (1984), “A Última Dona” (1992), “O Jardim Sem Limites” (1995), “O Vale da Paixão” (1998), “O Vento Assobiando nas Gruas” (2002), “Combateremos a Sombra” (2007), “A Noite das Mulheres Cantoras” (2011), “Os Memoráveis” (2014) e “Estuário – 2018”.

Da sua bibliografia fazem igualmente parte coletâneas de contos (“A Instrumentalina”, “O Conto do Nadador”, “Marido”, “O Belo Adormecido”, “O Organista”, “O Amor em Lobito Bay”), obras de literatura infantil (“O Grande Voo do Pardal”, “Romance do Grande Gatão”, “O Conto da Isabelinha”), de ensaio (“Contrato Sentimental”), de teatro (“A Maçon”, “Instruções para Voar”), de poesia (“Livro das Tréguas”).

Este ano publicou o livro de crónicas “Em Todos os Sentidos”.

O prémio máximo de Guadalajara junta-se a uma carreira já distinguida com o Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro (2019/2020), o Grande Prémio de Literatura dst (2019), o Prémio Vergílio Ferreira (2015), da Universidade de Évora, o Prémio Luso-Espanhol de Cultura (2014), o Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass (2006), o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Correntes d’Escritas (2002), o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia (2000) e o Prémio D. Diniz da Casa de Mateus (1998), entre outros galardões.

Com um valor pecuniário de 150 mil dólares norte-americanos (cerca de 126 mil euros), o prémio da FIL de Guadalajara reconhece uma vida dedicada à literatura, e é patrocinado pelo Ministério da Cultura do Governo mexicano, a Universidade de Guadalajara, o Governo estadual de Jalisco, os municípios de Guadalajara e Zapopan, o Bancomext, Arca Continental e Fundação UDG, que fazem parte do Prémio Associação Civil Feira Internacional do Livro de Literatura em Línguas Românicas.

Este ano, segundo o comunicado divulgado, foram recebidas 68 propostas de 18 países, em que estiveram representados 55 escritores e sete línguas, como o catalão, espanhol, francês, italiano, romeno e o galego, além do português. As candidaturas foram apresentadas por instituições culturais e educacionais, associações literárias, editoras e pelos próprios membros do júri.

António Lobo Antunes, premiado em 2008, e os escritores brasileiros Ruben Fonseca, em 2003, e Nélida Piñon, em 1995, são os outros autores de língua portuguesa distinguidos com o principal prémio da FIL de Guadalajara.

A lista que também inclui autores como Juan José Arreola (1992), Augusto Monterroso (1996), Juan Marsé (1997), Tomás Segovia (2005), Fernando del Paso (2007), Rafael Cadenas (2009), Fernando Vallejo (2011), Claudio Magris (2014), Enrique Vila-Matas (2015), Norman Manea (2016), Emmanuel Carrère (2017), Ida Vitale (2018), entre outros.

O prémio foi entregue pela primeira vez ao chileno Nicanor Parra, em 1991.

Lídia Jorge sucede ao mexicano David Huerta, premiado em 2019.

Portugal foi o país convidado da FIL de Guadalajara, na edição de 2018.

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Dom | 30.08.20

"Cidade infecta", o novo romance de Teresa Veiga que fala de solidão e desamor

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O novo livro de Teresa Veiga, "Cidade infecta", tem como pano de fundo um crime, mas gira em torno de duas amigas, explorando conceitos como relações tóxicas, violência doméstica, solidão e desamor.

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O novo livro de Teresa Veiga, “Cidade infecta”, tem como pano de fundo um crime, mas gira em torno de duas amigas, explorando conceitos como relações tóxicas, violência doméstica, solidão e desamor, num romance inspirado pelo confinamento da autora.

“Cidade Infecta”, editado pela Tinta-da-China, e com chegada às livrarias marcada para dia 28 de setembro, é o mais recente livro da designada “misteriosa” autora portuguesa Teresa Veiga e o seu segundo romance, género a que volta 21 anos depois do único que escrevera, “Paz Doméstica”.

Como no anterior, também em “Cidade Infecta” a autora explora a questão dos laços familiares, da luta pela manutenção da paz doméstica, ainda que seja uma paz podre, das complexas relações humanas, sobretudo conjugais, e volta a ter como protagonistas mulheres, que, à sua maneira, são personagens fortes.

Raquel e Anabela são duas amigas improváveis, na medida em que nada teriam em comum, a não ser uma forte determinação em conduzir a vida familiar e a frequência de um curso de informática. Uma, professora do ensino secundário, é bonita, vistosa e voluntariosa, a outra, empregada de uma loja de tecidos, é mais apagada e humilde, e deslumbrada pela nova amiga, que conhece durante o curso.

Apesar de diametralmente opostos, os seus traços de caráter aproximam-nas uma da outra, levando-as a perceber que na intimidade pouco diferem: têm casamentos tumultuosos, com maridos que as tentam oprimir, relações péssimas com a restante família e vivem numa solidão que só aquela nova amizade vem colmatar. É a partir dessa relação que se vai revelando uma vivência íntima semelhante, dominada por um machismo patriarcal e violência doméstica, a que uma reage com luta e confronto e a outra com mutismo.

A tensão permanente vivida nos dois lares está patente em várias situações, como uma em que se descreve que Raquel “percebe que estava aberto o caminho para o diálogo, ainda que não fosse propriamente um diálogo mas um dueto de vozes alteradas e desafinadas”.

Nessa luta de emancipação feminina, que garantem com trabalhos que lhes dão autonomia financeira, com a frequência do curso de informática, e com a resistência aos avanços dos maridos, as duas amigas insistem, ainda assim, em manter a relação conjugal e a vida familiar, fazendo levantar a questão: por que se fica preso a um casamento? Este aspeto é referido pelo marido de Raquel que a dada altura a acusa de “espezinhar levianamente o casamento, apesar de ninguém a ter obrigado a proferir o sim sacramental”.

Uma das razões sugeridas pela história é a manutenção das aparências e o evitar da maledicência dos vizinhos, o que se pode explicar pela época em que a história se passa, quando a “supremacia do homem macho” – como refere Raquel – era um ‘status quo’ e os métodos violentos contra o desrespeito das mulheres relativamente aceites.

Apesar de o tempo em que se passa a trama não ser definido, várias pistas colocam-na várias décadas atrás, como a referência à velocidade de 70/80 quilómetros por hora numa viagem de carro, ao dinheiro em escudos, ou a programas como a telenovela brasileira “O bem-amado” ou “Quando o telefone toca”, na rádio.

A história passa-se numa pacata cidade do interior, chamada Oliveira, e como pano de fundo do enredo está o assassínio de uma mulher e um criminoso à solta, que lançam sobre a localidade, outrora segura e tranquila, o medo e a suspeição, que leva os moradores a recolherem-se quando cai o entardecer.

O romance “Cidade Infecta” foi escrito em 2020 e foi inspirado pelo confinamento da autora, embora não seja sobre essa situação em particular, explicou a editora.

No entanto, algumas passagens parecem aludir a esses tempos, ainda que metaforicamente, como quando se fala da ânsia com que uma das personagens esperava a primavera e de repente sentia-se como “capturada por uma rede invisível, manietada e atirada para um canto, privada para sempre do verão e da felicidade”; ou, numa referência ao crime que assolou a cidade, “um sentimento de medo estava a espalhar-se pela comunidade e a infiltrar-se nos hábitos de cada um”.

Numa outra passagem, um jovem químico alerta para os malefícios do plástico como “um dos grandes problemas do futuro”, que se manterá “até que surja uma catástrofe pior e o plástico seja reabilitado”. A cena passa-se durante uma festa e o jovem acrescenta: “por isso, vamos mas é comer enquanto podemos com estas belas facas e garfos de níquel a cheirar a metal”.

Cada um dos 14 capítulos do livro está escrito como um mosaico autónomo, aprofundando uma situação ou uma personagem e sem ter ligação direta com o capítulo que lhe sucede, mas no final todos se encaixam, compondo e ligando a história num todo.

Teresa Veiga é uma autora de quem muito pouco se conhece, incluindo o nome verdadeiro, já que este é o pseudónimo sob o qual se esconde uma escritora que praticamente não aparece em cerimónias públicas, nem dá entrevistas, apesar de já ter recebido vários prémios literários, como o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco/APE (três vezes) e o Prémio de Ficção do PEN Clube Português.

O que se sabe é que nasceu em Lisboa, em 1945, licenciou-se em Direito, em 1968, e em Filologia Românica, em 1980, e exerceu a atividade de Conservadora do Registo Civil entre 1975 e 1983.

Essencialmente contista, Teresa Veiga escreveu ao longo de 40 anos apenas oito livros: além dos dois romances, é autora de cinco livros de contos — “Jacobo e outras histórias”, “História da Bela Fria”, “As enganadas”, “Uma aventura secreta do Marquês de Bradomín” e “Gente melancolicamente louca” – e um de novelas – “O último amante”.

 

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Dom | 30.08.20

Quinze autores portugueses entre os 54 finalistas do Prémio Oceanos de Literatura

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Entre 1.872 obras concorrentes, foram selecionados 22 romances, 22 livros de poesia, cinco livros de contos e cinco de crónicas. Quinze autores portugueses estão entre os 54 finalistas

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Quinze escritores portugueses estão entre os 54 semifinalistas do Prémio Oceanos de Literatura, que distingue anualmente as melhores obras publicadas em língua portuguesa, e que conta ainda com 37 brasileiros, um moçambicano e um cabo-verdiano.

Os semifinalistas foram esta terça-feira anunciados numa sessão virtual, motivada pela pandemia da Covid-19, e contou com a participação de Selma Caetano, na coordenação do Oceanos, e dos curadores Isabel Lucas (Portugal), Adelaide Monteiro (Cabo Verde) e Manuel da Costa Pinto (Brasil).

Nesta edição, entre 1.872 obras concorrentes, foram selecionados 22 romances, 22 livros de poesia, cinco livros de contos e cinco de crónicas, num total de 54 obras de três continentes, publicadas por 34 editoras.

Portugal, com 187 obras em competição, viu escolhidos sete romances, quatro livros de poesia, três de crónicas e um de contos. Com 1.649 livros a concurso, o Brasil destacou-se em 15 romances, 17 livros de poesia, quatro de contos e um de crónicas. Já os países africanos de língua portuguesa Angola, Cabo Verde e Moçambique, com 17 livros concorrentes, elegeram dois livros, um de poemas — cabo-verdiano — e um de crónicas — moçambicano.

De Portugal, foram selecionados os romances “A Imortal da Graça”, de Filipe Homem da Fonseca, “A Visão das Plantas”, de Djaimilia Pereira de Almeida, “Autobiografia”, de José Luís Peixoto, “O Beco da Liberdade”, de Álvaro Laborinho Lúcio, “O Gesto que Fazemos para Proteger a Cabeça”, de Ana Margarida de Carvalho, “O Processo Violeta”, de Inês Pedrosa, e “Um Passo para o Sul”, de Judite Canha Fernandes.

Na poesia, foram selecionados “Fósforo e Metal sobre Imitação do Ser Humano”, de Filipa Leal, “Frentes de Fogo”, de A. M. Pires Cabral, “Giz Preto”, de Gonçalo Fernandes, e “O Quarto Rosa”, de Francisca Camelo.

“Obnóxio”, de Abel Barros Baptista, “Imagens Imaginadas”, de Pedro Mexia, e “Quotidiano Instável”, de Maria Teresa Horta, foram as crónicas portuguesas escolhidas pelos júris. “Todos Nós Temos Medo do Vermelho, Amarelo e Azul”, de Alexandre Andrade, foi o único livro de contos português selecionado como semifinalista do Oceanos.

De Cabo Verde, o autor José Luiz Tavares foi selecionado com a obra de poesia “Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio” e, de Moçambique, Mia Couto tornou-se semifinalista com o romance “O Universo num Grão de Areia”.

Entre os 37 autores brasileiros semifinalistas, encontra-se Chico Buarque com “Essa Gente”, Márcia Barbieri com “A Casa das Aranhas”, José Rezende Jr., autor da obra “A Cidade Inexistente”, Joca Reiners Terron com “A Morte e o Meteoro”, Julián Fuks com “A Ocupação”, Paulo Dutra, autor de “Abliterações”, Betty Milan com “Baal: Um Romance da Imigração”, e Margarida Patriota, com “Cárcere Privado”.

Na sequência dos livros brasileiros selecionados surgem ainda “Agora Serve o Coração”, de Nei Lopes, “As Durações da Casa”, de Julia de Souza, “As Solas dos Pés de Meu Avô”, de Tiago D. Oliveira, “Carta à Rainha Louca”, de Maria Valéria Rezende, “Casa de Boneca para Elefantes”, de Patrícia Porto, “Cerração”, de Alexei Bueno, “Contos de Antes”, de Ana Vargas, “Deriva”, de Adriana Lisboa, “Isto Não é um Documentário”, de Marcos Ciscar, e “Janelas Abertas n.º 3”, de Liv Lagerblad.

“Esta Solidão Aberta que Trago no Punho”, de Dércio Braúna, “Estreitas Amplidões”, de Rejane Gonçalves, “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott, “Monstruário de Fomes”, de Ruy Proença, “O Homem Ridículo”, de Marcelo Rubens Paiva, “O Melindre nos Dentes da Besta”, de Carol Rodrigues, “O Que Resta Está Por Vir”, de Maria Carpi, “O Verão Tardio”, de Luiz Ruffato, “Pontos de Fuga”, de Milton Hatoum, e “Retratos com Erro”, de Eucanaã Ferraz, fazem também parte dos semifinalistas brasileiros.

A lista termina com as obras brasileiras “Torto Arado”, de Itamar Vieira Junior, “Rosa que Está”, de Luci Collin, “Sombrio Ermo Turvo”, de Veronica Stigger, “Squirt”, de Telma Scherer, “Talvez Eu Tenha Morrido”, de Juba Maria, “Tudo Pronto para o Fim do Mundo”, de Bruno Brum, “Ulpiana”, de Bernadette Lyra, “Uma Furtiva Lágrima”, de Nélida Piñon, e “Véspera: Debris”, de Pedro Mohallen, um jovem de 24 anos, o mais novo semifinalista do Prémio Oceanos, segundo o curador Manuel da Costa Pinto.

Os livros inscritos foram lidos e analisados por um corpo de 88 profissionais de letras — entre professores de literatura, escritores, poetas e jornalistas — de seis países de língua portuguesa.

O júri intermédio irá analisar, entre este mês e novembro, os 54 semifinalistas para eleger os 10 finalistas, cabendo ao júri final avaliar os finalistas, entre novembro e o início de dezembro, para eleger os três vencedores.

valor total do Prémio Oceanos soma 250 mil reais (cerca de 38,2 mil euros ao câmbio atual). O autor do livro vencedor receberá 120 mil reais, o segundo 80 mil reais e o terceiro 50 mil reais

O Prémio Oceanos conta com os patrocínios do Banco Itaú e da República de Portugal, o apoio do Itaú Cultural, responsável também pela governança do prémio, e do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, além do apoio institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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Dom | 30.08.20

Manter plástico descartável na restauração é retroceder na informação ambiental

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A Quercus considerou que adiar a proibição do uso de descartáveis de plástico é "retroceder na educação ambiental" e defendeu que o país precisa é de sensibilizar e informar a população.

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A associação ambientalista Quercus considerou esta sexta-feira que adiar a proibição do uso de descartáveis de plástico é “retroceder na educação ambiental” e defendeu que o país precisa é de sensibilizar e informar a população.

Em vez de adiar a proibição no setor da restauração, diz a Quercus, devia sim haver uma informação correta, porque com cuidados de segurança e higiene era possível “conter a pandemia sem graves prejuízos ambientais”.

A posição da Quercus, em comunicado, surge um dia depois de o Governo, em Conselho de Ministros, ter adiado o prazo para a proibição do uso de copos, embalagens, talheres, palhinhas, pratos, tigelas e palhetas de plástico descartável no setor da restauração e similares.

A proibição devia começar no início de setembro, antecipando uma diretiva da União Europeia nesse sentido que entra em vigor em julho do próximo ano, mas o Governo adiou a proibição para 31 de março de 2021, argumentando que “no atual contexto de combate à propagação da Covid-19, e em virtude das imposições de encerramento e suspensão de atividades dos estabelecimentos, os operadores económicos não tiveram capacidade de escoar existências nem tempo para preparar a transição para o novo regime”.

No comunicado a Quercus lembra que já tinha alertado para as consequências da pandemia de Covid-19, nomeadamente o aumento do uso de materiais descartáveis, e diz que este adiamento “irá provocar um retrocesso nos hábitos dos portugueses, numa altura em que muitos portugueses já tinham começado a abandonar os materiais descartáveis no dia a dia”.

Em vez do adiamento do prazo para o abandono dos descartáveis, “o que Portugal precisa é de uma campanha de sensibilização e informação direcionada para a população, com diretrizes estabelecidas pela Direção Geral da Saúde e pelo Ministério do Ambiente, que garantam a segurança e proteção contra o Covid-19, neste retorno da economia, garantida através de materiais reutilizáveis devidamente higienizados”, afirma a Quercus no comunicado.

A associação apela a que não se abandonem as preocupações com o ambiente e, em particular, com a gestão de resíduos, e considera que com informação correta e cuidados de segurança e higiene “é possível conter a pandemia sem graves prejuízos ambientais”.

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Dom | 30.08.20

As bolachas de caju saudáveis e fáceis de fazer que vai querer experimentar

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Uma receita bem fácil de fazer e que não precisa de açúcar nenhum.

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É em climas quentes e húmidos de regiões tropicais da América, África e Ásia que o caju nasce. O facto de hoje em dia chegar a regiões de todo o mundo é um pouco culpa dos portugueses, que levaram este fruto nativo do Brasil para outras regiões onde também se dava.

Hoje em dia, os maiores produtores estão precisamente na Ásia e África, em países como o Vietname, a Nigéria a Índia ou a Costa do Marfim. Por cá, é um dos frutos de eleição que encontramos em qualquer supermercado. E é um fruto rico em minerais que funciona na perfeição como bolacha. Não acredita?

Maria Gama, a nutricionista e autora do blogue “Põe-te na Linha”, conta com uma receita de bolachas de caju que abrem o apetite só de olhar. Ainda para mais, é uma opção bem saudável em que cabe ao mel, e não ao açúcar, o toque doce das bolachas.

Para as preparar não precisa de material complexo nem de ingredientes difíceis de encontrar. Além dos obrigatórios cajus e mel, de que já falámos, só vai precisar de flocos de aveia e água. Nada mais simples.

É rico em minerais.

Do que precisa

— 100 gramas de flocos de aveia

 

— Duas colheres de sopa rasas de mel

— Duas colheres de sopa de água

Como se faz

Comece por triturar os cajus num processador de alimentos. De seguida, junte os flocos de aveia, o mel e a água e misture tudo até ficar bem envolvido. Faça bolinhas (não se esqueça que vai crescer um pouco no forno), distribua as bolinhas em papel de alumínio num tabuleiro de forno e espalme. De seguida, é só levar ao forno (pré-aquecido a 180 graus) durante 20 minutos. Vire as bolachas após os primeiros 10 minutos.

 

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Sex | 28.08.20

Feira do Livro regressa ao Porto com 120 stands e milhares de livros à venda

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O evento arranca esta sexta-feira, 28 de agosto, e prolonga-se até 13 de setembro nos Jardins do Palácio de Cristal.

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Este ano, as feiras do livro de Lisboa e Porto decorrem em simultâneo. Depois da inauguração na capital portuguesa (onde há dezenas de descontos imperdíveis), esta sexta-feira, 28 de agosto, começa a iniciativa nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto.

É um dos primeiros grandes eventos na cidade desde que a pandemia começou. A lotação máxima será restringida a 3500 pessoas — para que se possa cumprir o distanciamento social —, por isso o recinto estará delimitado, com a ajuda de assistentes e monitores, assim como da proteção civil. Nas atividades em espaços fechados, vai ser necessário usar máscara — mas para circular pelo recinto ao ar livre não será obrigatório. Contudo, terá de a colocar sempre que se dirigir a uma banca.

A organização incentiva aos pagamentos com cartões e vai haver diversos postos de gel desinfetante espalhados pelo espaço. A circulação deverá ser feita sempre pela direita e deverão ser respeitados os acessos de entrada e saída.

Este ano, há 120 stands, de mais de 80 chancelas editoriais, alfarrabistas e livreiros, com milhares de livros à venda. Como sempre, e apesar de agora existirem mais regras e medidas de segurança, vai haver apresentações de novas obras, sessões de autógrafos, debates e oficinas infantis. Todas terão lotações limitadas.

Pela primeira vez, o recinto estende-se até à Casa do Roseiral. A Super Bock Arena — Pavilhão Rosa Mota irá acolher os debates e uma sessão especial das Quintas de Leitura.

O público vai poder folhear um livro antes de o comprar, mas antes e depois de o fazer terá de desinfetar as mãos — ou, em alternativa, vai precisar de usar luvas que serão disponibilizadas pela organização.

A edição deste ano da Feira do Livro do Porto, que se prolonga até 13 de setembro, tem como mote “Alegria Até ao Fim do Mundo”, inspirado no título do livro de Andreia C. Faria. Anabela Mota Ribeiro e José Eduardo Agualusa foram os curadores convidados.

A grande figura homenageada é a poetisa Leonor de Almeida e a imunologista e também poetisa Maria de Sousa, que morreu este ano, vítima da Covid-19. Por isso mesmo, trata-se de um evento marcado pelo poder da palavra no feminino.

O espaço cultural portuense Maus Hábitos programou uma série de concertos que irão acontecer no terreiro exterior da Casa do Roseiral. Os Concertos de Bolso vão ter atuações de Peixe, Keso, White Haus, João Pais Filipe, S. Pedro e Osso Vaidoso, entre outros.

Haverá ainda espetáculos promovidos pela associação Porta-Jazz, com uma performance de encerramento por Mário Laginha e Pedro Burmester.

Em declarações à Agência Lusa, citada pelo “Dinheiro Vivo”, as editoras e os livreiros mostraram-se confiantes e esperançosos com a adesão do público — depois de vários meses em que as vendas de livros caíram vertiginosamente — mas também apreensivos com a generalizada perda de rendimentos das famílias.

A Feira do Livro do Porto vai abrir de segunda a sexta-feira ao meio-dia, e aos sábados e domingos vai começar uma hora mais cedo. Entre domingo e quinta-feira encerra às 21h30, e às sextas-feiras e sábados só fecha a partir das 23 horas.

 

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(Amanhã lá estarei, para ver os descontos imperdíveis e comprar bons livros!!!)

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Sex | 28.08.20

O novo paraíso de Lisboa tem mais de 70 mil livros de todos os géneros

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A Tantos Livros tem ainda uma cafetaria, uma galeria de arte e serviço de papelaria. Tudo isto numa zona central da cidade.

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É o novo paraíso para os fãs de livros em Lisboa. A Tantos Livros, Livreiros fica nas Avenidas Novas e quer ser uma casa confortável onde os visitantes se podem sentar a descobrir um livro enquanto bebem um café ou provam uma fatia de bolo.

Foi inaugurada a 15 de junho, no local da antiga livraria Europa-América, uma das mais antigas editoras em Portugal, que foi à falência no final do ano passado. É um projeto conjunto de duas amigas, Almira Vilanova e Frederica Santos, com 28 e 38 anos de carreira nesta área, respetivamente. Depois do fecho da Europa-América, onde trabalhavam, quiseram abrir o próprio projeto num espaço com história e com um público fiel.

“Não é um negócio para enriquecer, mas foi uma oportunidade para alguém como eu para fazer aquilo de que gosta. Não queremos ser uma Fnac ou uma Bertrand, não é para as massas, é para o nicho”, diz à NiT Almira Vilanova, de 51 anos. “E depois de tanto tempo a trabalhar com livros, não quero fazer mais nada.”

Tanto Almira como Frederica foram gerentes de várias livrarias e conhecem por dentro o mercado livreiro e editorial em Portugal, com todas as suas “dificuldades”. As duas amigas esperam contornar este cenário com a experiência e o talento.

A Tantos Livros, Livreiros tem novidades e livros em segunda mão, de ficção ou categorias técnicas, para adultos e miúdos, e muitos títulos que são difíceis de encontrar noutras livrarias. Têm o fundo de catálogo de dezenas de editoras, tanto grandes como pequenas, e em Lisboa têm cerca de 71 mil títulos disponíveis.

Além disso, vendem revistas e têm um espaço de alfarrabista dedicado às edições antigas e raras. Se estiver à procura de uma obra do século XIX ou de uma edição específica de, por exemplo, 1930, pode deslocar-se até esta livraria, que o poderá ajudar a encontrar essas raridades.

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A loja foi inaugurada em junho.
 

O espaço de 400 metros quadrados tem ainda uma pequena cafetaria — que serve cafés, chás, águas ou bolo à fatia. A ideia é ter uma oferta maior quando as restrições de segurança se tornarem mais ligeiras, até porque as obras que duraram vários meses serviram para construir uma cozinha no espaço, além de fazer uma série de remodelações decorativas.

Há também um serviço de papelaria — o objetivo é ser de luxo, mas é um setor do negócio que ainda está a ser desenvolvido. Tanto vendem material escolar como de escritório, e todas as semanas têm novidades.

Por último, a Tantos Livros, Livreiros tem outra valência. O seu espaço inclui uma galeria de arte que acolhe exposições mensais de fotografia, pintura e escultura, entre outras expressões. Este espaço está preparado para também poder receber apresentações de livros.

A pandemia e a outra loja da Tantos Livros, Livreiros

O projeto tem outra livraria, que foi inaugurada na Parede — noutro espaço que pertencia à Europa-América — no Dia dos Namorados deste ano, 14 de fevereiro. Almira Vilanova e Frederica Santos não conseguiam adivinhar que uma pandemia ia abalar o mundo e obrigar toda a gente a ficar em casa. Ainda assim, não desistiram e decidiram-se a avançar com o projeto e a abrir a livraria em Lisboa, que estava prevista para abril mas que só pôde ser aberta em junho.

Na Parede, que tem um espaço bastante mais reduzido, de 120 metros quadrados, só têm o serviço de papelaria e o catálogo (menos alargado) de livros. Fecharam a 17 de março, mas uma semana depois conseguiram reabrir por ser permitida a venda ao postigo. Assim, conseguiram sobreviver e continuar a trabalhar.

Os clientes nas Avenidas Novas ainda não são muitos — com muitas empresas grandes em teletrabalho e poucos turistas em Lisboa — mas já têm recebido bastantes visitas e um feedback positivo. “Valeu a pena termos feito isto só para ouvir coisas boas todos os dias. Temos tido visitas até de escritores, como o Daniel Sampaio ou a Alice Vieira, que nos ajudou a divulgar o projeto.”

 

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