Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

04
Jan20

The Mainan Store: uma loja solidária com mais de 1.500 brinquedos para dar

Niel Tomodachi

Rita abriu uma loja onde mais de 1.500 brinquedos serão distribuídos gratuitamente. A The Mainan Store é a face visível de um projeto maior. Para 2020, o objetivo é construir uma escola na Indonésia.

1q9a8226_770x433_acf_cropped.jpg

A paixão de Rita Xavier pela Indonésia acabou numa missão solidária. Com apenas 24 anos, planeia a construção de uma escola numa das vilas afetadas pelo sismo que atingiu a ilha de Lombok, em agosto de 2018. A meta é ambiciosa, embora o trajeto até aqui tenha um quê de mirabolante. Um ano e meio e milhares de brinquedos (e de quilómetros) depois, Rita decidiu começar por Lisboa antes de fazer chegar a boa vontade portuguesa ao outro lado do mundo. No dia 16 de dezembro, abriu uma loja só para crianças. Está cheia de brinquedos, mas nenhum deles tem etiqueta de preço.

 
 

À esquerda, à direita, em frente — o pequeno espaço, situado na Avenida Álvares Cabral, está repleto de entretenimento, com personagens de séries animadas, peluches e bonecos tradicionais. Juntam-se os livros em prateleiras improvisadas, feitas com caixotes de madeira, uma tenda ao canto e um rolo de papel branco pronto a colorir. Até dia 6 de janeiro, a The Mainan Store vai receber centenas de crianças carenciadas. Depois de brincarem, todas elas vão poder levar um brinquedo para casa.

Rita Xavier tem 24 anos e é a responsável pela missão que tentou levar cerca de 6.000 brinquedos até às crianças da ilha de Lombok. Agora, o objetivo é construir uma escola © João Porfírio/Observador
 
 

Rita arquitetou o conceito, em parte, para trazer visibilidade ao projeto Mainan (“brinquedo” em bahasa, língua oficial da Indonésia). A história que une as duas longitudes é tão longa quanto parece e começa mesmo em agosto do ano passado, com o terramoto de Lombok. “Era a terceira ou a quarta vez que ia à Indonésia e estava a ir quando aconteceu tudo. Quando chegámos, fez-me imensa impressão estarmos ali a aproveitar as praias quando ao lado estava tudo destruído. Levava sempre algo quando viajava para a Indonésia e, dessa vez, levei uma mala de brinquedos”, recorda Rita Xavier ao Observador.

“Os miúdos reagiram como se lhes tivesse a dar a melhor coisa do mundo”, acrescenta. No regresso a Portugal, contactou escolas e espalhou a mensagem. A ideia era levar um carregamento de brinquedos até ao outro lado do mundo. “Tinham de ser brinquedos em bom estado, que oferecêssemos aqui”, continua. Pode dizer-se que o apelo foi um sucesso, com a marca portuguesa Knot a ceder as suas lojas como pontos de recolha. Foram sete as escolas lisboetas envolvidas, 12.000 objetos angariados e, desses, 6.000 aproveitados para a missão. Com o apoio de um patrocinador, conseguiu levar tudo até ao destino, em dezembro do ano passado. No total, embarcaram 200 caixas de brinquedos.

No início deste ano, Rita e outros sete voluntários passaram três semanas em Lombok, onde estabeleceram laços com dezenas de crianças da ilha © Facebook.com/mainandreams

Rita voltou a fazer as malas e, com ela, foram mais sete voluntários. Em Lombok, o cenário continuava a ser de destruição e a população permanecia em condições precárias. Os brinquedos nunca lá chegaram, aliás, oficialmente, nunca chegaram a entrar no país. “Pediram-nos 35.000 dólares para tirá-los da alfândega. Passou-me tudo pela cabeça — voltar a contactar patrocinadores, pedir um empréstimo. Voltei a contar a embaixada da Indonésia cá, falei com a embaixada portuguesa lá, mas ninguém interferiu”, recorda Rita.

O desfecho não podia ter sido mais imprevisível. A 20 de janeiro de 2019, as autoridades alfandegarias decidiram o destino dos milhares de brinquedos — terão sido queimados em Jacarta. “No meio daquilo tudo, aprendi uma lição: mais do que de bens materiais, aqueles miúdos precisam do nosso tempo”, conta. Os restantes voluntários, que entretanto tinham regressado a Portugal, voltaram e passaram três semanas em Lombok. Rita esteve lá durante um mês e meio.

A última passagem pelo arquipélago foi documentada através de fotografia. Em março deste ano, as imagens deram origem a uma exposição. Foi ainda filmado um curto documentário no terreno, com a experiência dos voluntários envolvidos. No regresso, a missão tinha redefinido os seus objetivos. Levar brinquedos para as cerca de 4.000 crianças das oito principais vilas da ilha deixou de ser uma prioridade. Atualmente, a meta é reunir 20.000 euros para a construção de uma escola em Desa Santong, uma das localidades mais afetadas pelo sismo de há um ano e meio.

Enquanto isso, do lado de cá do globo, o propósito é arrancar uns bons sorrisos a centenas de crianças. Em Lisboa, apenas algumas das escolas que tinham participado na doação permitiram que a equipa relatasse aos alunos o triste destino dos brinquedos doados. Mas, para surpresa de todos, sobraram cerca de 50 caixas que, por terem chegado atrasadas, escaparam à sentença. Feitas as contas, são mais de 1.500 brinquedos agora expostos na The Mainan Store. “As crianças podem vir, ficar aqui a brincar e no final levar um brinquedo para casa. É uma loja de brinquedos completamente gratuita. Naturalmente, esta é também uma oportunidade para as pessoas conhecerem o projeto Mainan”, explica Rita Xavier.

Em março deste ano, Rita Xavier juntou as fotografias tiradas na Indonésia numa exposição © Facebook.com/mainandreams

A loja funciona articulada com as juntas de freguesia da Estrela e de Santo António. O acesso é reservado a instituições como a Santa Casa da Misericórdia e a Renovar a Mouraria, e a crianças de famílias sinalizadas. As portas estarão abertas até 6 de janeiro e para crianças até aos 6 anos. Por estes dias, Rita sente-se uma espécie de pai natal e estima que cerca de 2.000 crianças venham a passar por este espaço ao pé do Largo do Rato.

A previsão é que a construção da nova escola arranque em abril de 2020, momento em que o projeto cumprirá a sua missão. Depois disso, a jovem portuguesa, que estudou Marketing e Publicidade no IADE, quer canalizar a sua área de formação para outros projetos de intervenção social. Fala em munir de ferramentas de comunicação outras organizações, que procurem em empresas apoios financeiros e patrocínios. No meio de todos os planos para o futuro estará sempre a Indonésia.

 

Source: https://observador.pt/2019/12/21/the-mainan-store-uma-loja-solidaria-com-mais-de-1-500-brinquedos-para-dar/

 

03
Jan20

Movimento Lixo Zero Portugal

Niel Tomodachi

lixo-zero-portugal-800x800.jpg

Movimento Lixo Zero Portugal é um projecto inspirado em Bea Johnson e criado em 2016 pela Ana Milhazes. Tem como base o estilo de vida desperdício zero, assente num conjunto de práticas (5 Rs) destinadas a evitar o desperdício o máximo possível no nosso dia-a-dia:

1.Recusar aquilo que não necessitamos (Refuse)

2.Reduzir o que necessitamos (Reduce)

3.Reutilizar aquilo que consumimos (Reuse)

4.Reciclar aquilo que não conseguimos recusar, reduzir ou reutilizar (Recycle)

5.Fazer compostagem (Rot)

A missão do Lixo Zero Portugal passa essencialmente pela transmissão de conhecimento e partilha dos desafios do estilo de vida zero desperdício. Começou por ser uma página com partilha de dicas sustentáveis, apoiando quem está a começar a transição. Desde então a sua abrangência aumentou e desenvolve as seguintes actividades:

-Palestras e workshops

-Acções de sensibilização

-Limpezas de praia

-Jogos e actividades educativas para crianças

-Organização de eventos dedicados à promoção de práticas desperdício zero

-Consultoria a marcas e empresas

Adicionalmente, foi também criada a primeira comunidade de zero wasters em Portugal, o grupo de Facebook Lixo Zero Portugal. O objectivo deste grupo é estabelecer um espírito de comunidade e entreajuda, fazendo com que seja mais fácil a caminhada para o estilo de vida desperdício zero.

:::::::::::::

BOOK:

"Vida Lixo Zero - Aprenda a viver de forma mais simples, sustentável e feliz"

350x (2).jpg

Mude agora. Fazer diferente está nas suas mãos.

Sobre a Obra:

Ana Milhazes adorava o seu trabalho na área das tecnologias de informação e era viciada em compras. Até que começou a deixar de sentir prazer naquilo que fazia, a sentir-se muito cansada e desmotivada. Acabou por adoecer: entrou em burnout e foi-lhe diagnosticada uma depressão. Nessa altura, decidiu mudar de vida. E mudou mesmo.
Depois de se despedir, optou por abrandar e simplificar ainda mais a sua vida, vivendo inteiramente de acordo com aquilo em que acreditava.

Hoje, é autora do blogue Ana, Go Slowly, instrutora de yoga, embaixadora do movimento Lixo Zero Portugal, oradora e formadora nas áreas do minimalismo e da sustentabilidade e sente-se verdadeiramente feliz.
Neste livro inspirador, e partindo do seu próprio exemplo, Ana Milhazes mostra-nos como podemos ser mais felizes com menos e dá-nos dicas para facilitar e transformar a nossa vida: do consumo sustentável à tecnologia, passando pelos meios de transporte, pela organização e limpeza da casa, pela higiene, o desperdício zero na cozinha e a economia de partilha. A autora aborda ainda os desafios sociais, os mitos em torno da sustentabilidade e partilha algumas ideias para o futuro.

Vida Lixo Zero é um livro feito em papel reciclado e sem plastificação, porque mudar e fazer diferente está nas nossas mãos. E a mudança começa agora.

 

Autora:

GetResource.jpg

Ana Milhazes é socióloga, formadora, ativista ambiental, instrutora de yoga, autora do blogue Ana, Go Slowly e fundadora do movimento Lixo Zero Portugal.
Despediu-se, em 2017, depois de vários anos a trabalhar na área das tecnologias de informação, após lhe terem sido diagnosticados burnout e depressão.
Vive com a missão diária de viver mais devagar e de fazer o mínimo de lixo possível, de partilhar os desafios que enfrenta e de inspirar a mudança. Já realizou mais de 150 palestras e workshops.

 

03
Jan20

2020

Niel Tomodachi

estrada-2020-ano-1119-1400x800.jpg

1.Ano Novo, vida velha???

Não sei... neste último ano não tenho sido feliz no meu trabalho! Trabalhar numa empresa em que todos os dias alguém falta só porque não lhe apetece ir trabalhar torna-se esgotante!

Num local onde ninguém tem consideração pelos outros e só pensa que a vida deles é o importante!! Porque não consigo ser assim também? 

Este ano à custa de tantas faltas nem Natal e Ano Novo consegui gozar com a minha família!

Em 11 anos de trabalho nunca faltei, nem por estar doente... mas agora o facto de ter de tapar sempre estas faltas sem sentido durante meses começou afetar me a saúde e o meu relacionamento. 

Como é possível que os outros não pensem que faltando vão prejudicar quem tem de ir trabalhar!?

Tanta gente a precisar de emprego e estas pessoas são assim quando o têm!! Muitas vezes penso que acabam por ocupar lugares de quem precisa mesmo.

 

2.Por isso... resoluções para 2020? 

1. Procurar um novo rumo profissional (pode não ser fácil voltar ao "zero" a nível salarial, mas como diz o meu noivo mais vale ganhar pouco e ser feliz que ganhar bem e não ser feliz, nem ter vida em comum.);

2. Casar em JUNHO!!!! (depois de 13 anos juntos vamos finalmente casar, no dia em que nos conhecemos);

3. Desejo Saúde, para fazer sempre mais e melhor, para mim e para todos;

4. Desejo Paz, para todos no mundo.

5. Desejo que todos continuem ajudar as instituições de solidariedade com doações e voluntariado.

6. O resto o futuro o dirá....

 

P.S.: Quero perder também os quilinhos, que ganhei com tanta comida, nestas duas festas passadas.

 

03
Jan20

Book: "No Final, Morrem os Dois"

Niel Tomodachi

Este livro foi me oferecido no Natal pelo meu noivo! Era um dos livros que tinha pedido na minha lista de para ler em 2020!! 

::::::::::::::::

Para nos lembrarmos de que todos os dias contam.

dsfw.jpg

 

Sobre a Obra:

Sem morte, não há vida. Sem perda, não há amor.

Pouco depois da meia-noite, Mateo e Rufus, dois completos estranhos, recebem a notícia de que vão morrer dentro de 24 horas. Neste último dia que lhes resta, ambos anseiam por fazer um amigo.

A boa notícia é que existe uma aplicação para isso. Chama-se Último Amigo e, através dela, estes dois jovens encontram-se para uma derradeira e intensa aventura: viver toda uma vida num só dia.

Para nos lembrarmos de que todos os dias contam.

Sobre o Autor:

Adam Silvera nasceu e cresceu em Nova Iorque. Já trabalhou como livreiro, gestor de comunidades e de redes sociais, e ainda como crítico de livros para crianças e jovens adultos.
É autor de vários bestsellers.
Vive em Los Angeles, EUA, e é alto porque sim.

 

«Dois jovens refletem com honestidade e fervor sobre o destino, a injustiça e o significado da vida, até que a amizade que os une se transforma em algo mais.» - Publishers Weekly

«Nesta história cativante e repleta de emoção, Adam Silvera aborda com mestria temas como a diversidade e a homossexualidade. Um livro inesquecível e obrigatório!» - School Library Journal

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pág. 8/8

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub