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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

08
Mar21

"A Livraria dos Finais Felizes"

Niel Tomodachi

Novidade de Março 2021

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Sobre o Livro:

Nina Redmond é literalmente uma casamenteira. Encontrar o livro perfeito para cada leitor é a sua paixão... e também o seu trabalho. Ou pelo menos era, até a biblioteca pública onde trabalhava fechar as portas. Determinada a encontrar um novo rumo, Nina muda-se para uma pacata vila na Escócia, onde compra uma carrinha e a transforma numa livraria itinerante, viajando pelas Terras Altas e transformando as vidas daqueles com quem se cruza com o poder da literatura. É então que descobre um mundo de aventura, magia e romance num lugar que aos poucos se vai tornando no seu lar… um lugar onde ela poderá escrever o seu final feliz para sempre.

 

Sobre a Autora:

Jenny Colgan nasceu na Escócia e viveu em Londres, nos Países Baixos, nos Estados Unidos e em França. Reside atualmente no norte de Edimburgo com o marido, os três filhos e o cão. É autora de vários romances bestsellers.

 

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08
Mar21

Hollywood otimista: "Um Lugar Silencioso 2" vai chegar mais cedo aos cinemas

Niel Tomodachi

A estreia do fIlme de terror de John Krasinski com Emily Blunt estava prevista para setembro.

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Num sinal de otimismo de Hollywood face à vacina contra a COVID-19, a estreia nos cinemas de "Um Lugar Silencioso 2" foi antecipada de 17 de setembro para 28 de maio.

A nova data foi a que ficou vaga por "Velocidade Furiosa 9", adiado ontem (4) para 25 de junho.

Recorde-se que este é um dos títulos que ficará disponível na plataforma de streaming Paramount+ após 45 dias.

Novamente realizado por John Krasinski e com Emily Blunt, o filme de terror foi um dos mais afetados pela pandemia pois a sua estreia a 20 de março de 2020 foi adiada com uma semana de antecedência.

Após passar para 4 de setembro de 2020, ainda foi anunciado para 23 de abril de 2021 antes de passar para 17 de setembro de 2021.

"Peter Rabbit: Coelho à Solta" foi outro filme que antecipou recentemente por causa do otimismo com a vacina e a reabertura limitada de cinemas no importante mercado de Nova Iorque, passando de 11 de junho para 14 de maio (espera-se um anúncio semelhante em breve para Los Angeles).

Mas estes dois filmes têm um orçamento bem mais pequeno do que "Velocidade Furiosa 9" e outros "blockbusters", que precisam da reabertura o mercado dos cinemas ao seu máximo para serem rentáveis.

Espera-se para breve que a Marvel adie outra vez "Viúva Negra", que está a 7 de maio, enquanto "Venom 2" não deverá competir a 25 de junho com o novo capítulo da saga de Vin Diesel.

 

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08
Mar21

"Vozes a crescer" by esqrever

Niel Tomodachi

Pensando nas crias adolescentes que me rodeiam, que bom que é que possam ver que não temos, enquanto mulheres ou enquanto pessoas excluídas, de resignar-nos ao silêncio, à invisibilidade ou à violência. As raparigas continuam a ser julgadas e avaliadas pelos seus corpos, continuam a ser objetificadas, retiradas de um lugar de afirmação e poder - pior ainda continuam a fazer isso a si mesmas. Com filmes de adolescentes assim, talvez possam olhar-se de outra forma, exigir mais à sociedade para elas. 

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A estreia, há uns dias na Netflix, do filme “Moxie” não podia ser mais oportuna. Um filme de adolescentes em que a luta, a revolta e os direitos das mulheres entram em primeiro plano é um acontecimento digno da semana do Dia Internacional das Mulheres, hoje celebrado.

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“Moxie”, de Amy Poehler, é um filme de adolescentes, típico no ambiente, no tom e na dinâmica, mas atípico na perspetiva em que se centra a ação. É a perspetiva das personagens femininas, é o seu olhar que vemos e é exatamente nessa condição que se centra o tema do filme. Vivian, a protagonista, é quem nos guia no processo de encontrar a sua voz, levando-nos por uma escola secundária cheia de preconceitos machistas, práticas misóginas e uma violência “consentida” pelo silêncio generalizado e a cumplicidade da Diretora. Vivian passa da “mais obediente”, da miúda introvertida, para a revolucionária feminista disposta a ir até ao fim. Encontra a sua voz, entre a inspiração do passado da mãe (a própria Amy Poehler) e a insubmissão de uma nova colega, e nós lá estamos a torcer por ela.

Amy Poehler não é propriamente novata nestas andanças. O seu filme anterior como realizadora, Wine Country (também na Netflix), já reunia um cast incrível de mulheres numa comédia que evidenciava uma vez mais o female gaze, afastando as personagens femininas do dominante universo/olhar masculino. Como artista, atriz, comediante e figura pública, Amy Poehler tem desenhado um percurso bem feminista, até em projetos menos mediáticos como o Amy Poehler’s Smart Girls. Neste projeto, focado num público jovem, celebra-se também a diversidade de cada pessoa e de cada rapariga. Podemos ler “We celebrate curiosity over gossip. We are a place where people can truly be their weird and wonderful selves. We are funny first, and informative second, hosting the party you want to attend.”

Este também podia ser o mote de Moxie. E mostrar de uma forma divertida (mas bastante genuína) como a realidade das mulheres está comprometida pela sociedade patriarcal e como a voz das mulheres é silenciada diariamente, como a sua ação é subjugada pelo status quo e por uma tabela de valores indiferente à sua vontade.

Uma das cenas mais marcantes do filme é quando Vivian diz, acerca do personagem masculino que simboliza esse poder, que ele é “irritante” e a nova amiga Lucy lhe responde que, em vez disso, ele é “perigoso”. É aqui que o olhar de Vivian começa a mudar, quando deixa de aceitar aquela realidade como normalidade “irritante” e começa a exigir a igualdade e a liberdade das mulheres como a normalidade necessária, que a liberta de um perigo bem real.

“Moxie” é um filme baseado num livro e isso por vezes nota-se, pois há muitos fios que vemos que dariam para uma meada maior. Não há tempo para tudo, mas há para o mais importante: dar às pessoas adolescentes um filme divertido que é reflexo dos tempos em que vivem e da luta que tantas e tantos de nós travamos. Tem ainda a beleza da diversidade, conseguindo retratar a interseccionalidade da luta feminista, com personagens e mulheres não-normativas, em raça, orientação sexual, identidade de género ou deficiência. É um hino à sororidade, à solidariedade e à empatia.

Pensando nas crias adolescentes que me rodeiam, que bom que é que possam ver que não temos, enquanto mulheres ou enquanto pessoas excluídas, de resignar-nos ao silêncio, à invisibilidade ou à violência. As raparigas continuam a ser julgadas e avaliadas pelos seus corpos, continuam a ser objetificadas, retiradas de um lugar de afirmação e poder – pior ainda continuam a fazer isso a si mesmas. Com filmes de adolescentes assim, talvez possam olhar-se de outra forma, exigir mais à sociedade para elas. Filmes diferentes dos que eu e a Amy Poehler vimos em adolescentes. Há outros excelentes exemplos desta tendência que esperamos crescente, como os recentes e excelentes “Booksmart“, realizado por Olivia Wilde, curiosamente uma mulher que também é atriz, ou “Alice Júnior“. Mais representatividade, mais female gaze, mais autenticidade e mais mudança em filmes simples e leves que são também inspiradores. Que nos inspirem hoje e todos os dias fazendo as vozes crescer até ser impossível não as escutar.   

 

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08
Mar21

Daniel Silva publica 'A Ordem', mais uma aventura do espião Gabriel Allon

Niel Tomodachi

Daniel Silva, escritor americano filho de açorianos, traz de volta o espião e restaurador de arte Gabriel Allon no romance 'A Ordem'.

naom_6046698c55bd3.jpg"Gabriel Allon está a passar umas discretas e muito necessárias férias familiares em Veneza. O seu sossego é interrompido quando o Papa Paulo VII morre de forma inesperada e o leal secretário pessoal do Santo Padre, o arcebispo Luigi Donati, chama Gabriel a Roma".

É assim lançada a trama do romance de suspense 'A Ordem', da autoria do escritor americano Daniel Silva, que volta a colocar o espião dos serviços secretos israelitas e restaurador de arte Gabriel Allon na luta pelo bem comum.

Fazendo lembrar 'Anjos e Demónios', de Dan Brown, a história prossegue com suspeitas de assassinato do Sumo Pontífice e revelações encobertas sobre o Novo Testamento. Existe, porém, a ameaça de "uma obscura sociedade católica com ligações à extrema-direita europeia".

Notícias ao Minuto

'A Ordem' é o 20.º livro protagonizado pelo espião israelita Gabriel Allon e está à venda a partir de amanhã, 9 de março© HarperCollins

Allon, recorde-se, é o personagem principal de uma série de livros de suspense do mesmo autor, que começou em 2002 com 'O Artista da Morte'. Este novo tomo é o 20.º título, de uma série que inclui 'O Espião Inglês', 'A Viúva Negra', 'Casa de Espiões' ou, mais recentemente, 'A Rapariga Nova', editados em Portugal pela HarperCollins.

Membro do Conselho do Museu do Holocausto dos Estados Unidos, Daniel Silva, de ascendência portuguesa, vive atualmente na Flórida.

 

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08
Mar21

Estudo revela desigualdades de género em teatros de toda a Europa

Niel Tomodachi

Os homens continuam a ultrapassar as mulheres e a ocupar os mais prestigiados cargos nas programações teatrais, segundo um estudo sobre igualdade e diversidade de Género nos Teatros Europeus, da Convenção Europeia de Teatro (ETC), hoje divulgado.

24005312.jpgO estudo conclui que há quatro mulheres para cada seis homens mencionados nos programas de teatro, e que os homens dominam as categorias profissionais de dramaturgo, realizador e pessoal técnico, enquanto as mulheres ocupam mais de 70% dos cargos de "figurino" e "cabeleireiro".

Não obstante, o estudo, publicado no Dia Internacional da Mulher, também revela o impacto "notável" das mulheres diretoras de teatro e dramaturgas na diversidade das equipas criativas.

O estudo surge numa altura em que muitos teatros europeus permanecem fechados, reconhecendo ainda assim a necessidade de utilizar este tempo para refletir sobre como construir um futuro mais inclusivo no teatro e na vida pública.

O estudo abrangeu 22 países europeus, incluindo mais de 4.000 funcionários de teatros e uma análise de mais de 11.500 artistas em 650 espetáculos.

Verificou-se que as mulheres têm situações contratuais menos seguras do que os homens, e estão "menos presentes no topo da hierarquia".

Os resultados encontraram uma "significativa" ausência de pessoas de origens minoritárias (incluindo orientação sexual, etnia, trans e pessoas com deficiência) entre o pessoal dos teatros membros da ETC.

Os homens são mais visíveis do que as mulheres nas programações de teatro, e dominam os "prestigiados cargos" de dramaturgo, realizador e pessoal técnico, enquanto as mulheres ocupam mais de 70% dos cargos de "figurino" e "cabeleireiro".

O estudo demonstrou também que o género dos decisores no teatro tem um impacto significativo nas suas escolhas: "Autores e realizadores femininos demonstram uma clara tendência para a igualdade de género, em comparação com os seus colegas masculinos, que estão em maioria e que tornam os homens mais visíveis".

Segundo a análise, em palco, 43% das personagens eram mulheres, em comparação com 57% das personagens que eram homens.

Este estudo, a primeira análise da diversidade entre os funcionários e em palcos de teatros de toda a Europa, foi realizado para a ETC por investigadores da Universidade Católica de Lovaina (UCLovaina), na Bélgica.

As conclusões resultam de um autoexame voluntário feito pelos teatros membros da ETC, numa tentativa de descobrir e impulsionar a mudança sobre as desigualdades de género e a falta de diversidade que prevalecem em todos os setores do entretenimento.

 

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07
Mar21

Como ler 100 livros num ano

Niel Tomodachi

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Meta: ler 2 livros por semana. Parece-lhe muito? Na realidade, até nem é. Mas não existe um segredo ou uma fórmula mágica, se é isso que procura. Há, porém, uma série de “truques” que pode adotar se uma das resoluções que definiu para 2019 é ler mais.

Se já é um leitor assíduo e gostava de aumentar o ritmo (até porque as editoras não esperam por nós), este artigo também é para si.

Aqui tem cinco dicas que podem ajudar – e muito – a alcançar este objetivo (que, na verdade, com a prática, verá que até pode ler mais do que uma centena de títulos por ano). E são mesmo muito simples.
 
#1 – LEIA OS LIVROS QUE LHE INTERESSAM
 
Quando pegar num livro, pergunte-se se ele vale a pena. Ler livros que nos interessam é meio caminho andado para querer continuar a ler. Encontre livros que despertem a sua curiosidade. A leitura nunca deve ser um suplício.
 
#2 – REDUZA AS DISTRAÇÕES
 
A quantidade de coisas que podemos fazer além de pegar num bom livro é cada vez maior. E, a bem da verdade, nem todas são tempo perdido. Mas na hora da leitura, só há espaço para duas coisas: nós e o livro.
 
#3 – CRIE O HÁBITO
 
Uma solução para não se desviar do seu livro é definir uma hora da leitura e encontrar um cantinho confortável. Depois, basta fazer disso uma rotina. Todos sabemos que os bons hábitos viciam. :)
 
#4 – PROCURE CURADORIA
 
Informação especializada vale ouro e mantém a sua mente fresca para novos livros. Procure blogues literários (o nosso está sempre atualizado :) ), junte-se a um clube de leitura, ouça podcasts, procure recomendações. Bill Gates tem sempre as suas sugestões ocasionaisRyan Holiday também. Mas há muitos mais. Basta estar atento.
 
#5 – COMPROMETA-SE COM O LIVRO (E APONTE OS QUE JÁ LEU)
 
Estabelecer um prazo para ler um livro é uma excelente dica para se manter focado e motivado; a outra é apontar os livros que já leu (título e autor). No final do ano, é gratificante ver a lista a aumentar. E, além disso, ainda pode fazer recomendações. Uma boa ferramenta para isso é o Good Reads.
 
Por fim, importa lembrar que quantidade e qualidade não têm de estar necessariamente em polos opostos. Existem livros excecionais com 100 páginas ou até menos.
E, se não conseguir ler 100 livros, leia 50, ou 20, e não se martirize. Criar um novo hábito não depende apenas da força de vontade.
----
FAÇA AS CONTAS!
— 100 livros x 50 mil palavras/livro* = 5 milhões de palavras
— 5 milhões de palavras/400 palavras por minuto** = 12,5 mil minutos
— 12,5 mil minutos/60 minutos por hora = 208 horas

Para ler 100 livros são necessárias 208 horas. Um ano comum (365 dias) tem 8760 horas.

Independentemente da sua velocidade de leitura, 100 livros é uma média razoável.

*200 páginas por livro
**um leitor médio lê 300/400 palavras por minuto
«Que outros se gabem das páginas que escreveram; eu orgulho-me das que li.» Jorge Luis Borges
 
Source: wook
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07
Mar21

"Limpeza Cerebral"

O detox da mente - Pense com clareza, pense melhor e seja mais feliz

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Ao acordar, quanto tempo leva até pegar no seu telemóvel ou a ver o que há de novo nas redes sociais? Graças à tecnologia, conseguimos hoje ter o mundo nas mãos. Com um toque, compramos bens ou serviços. Com o deslizar de um dedo, eliminamos um amigo da rede de contactos. É tudo tão mais fácil. Mas, mais difícil também. Porque viver nessa realidade paralela que é o universo digital tem um preço. A nossa saúde física e mental ressente-se, bem como a qualidade das nossas relações, connosco próprios e com os outros.

Limpeza Cerebral parte de um pressuposto muito simples: o nosso cérebro está a ser gravemente manipulado pelos estímulos da tecnologia - e por empresas sem escrúpulos que apenas pretendem lucrar com a nossa dependência. Como consequência, desenvolvemos comportamentos que nos deixam mais sozinhos, ansiosos, deprimidos e propensos a doenças.

A partir dos mais recentes estudos científicos, o neurologista David Perlmutter e o médico internista Austin Perlmutter identificam neste livro as armadilhas comportamentais em que caímos. E mostram o antídoto: técnicas que nos permitem pensar de forma mais clara, tomar melhores decisões e criar hábitos mais saudáveis.

Como temos de usar o corpo para tratar do cérebro, o livro propõe um Plano de Dez Dias Para a Limpeza Cerebral e ainda 40 receitas que lhe vão dar os ingredientes de que precisa para começar, cheio de energia, a libertar-se desta nova escravidão.

 

Sobre os Autores:

David Perlmutter, Austin Perlmutter e Kristin Loberg 

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O Dr. David Perlmutter é um prestigiado neurologista e dirige o Perlmutter Health Center, na Flórida, e a Perlmutter Brain Foundation, sendo ainda membro do American College of Nutrition (ACN). Recebeu várias distinções, como o Prémio Humanitário do Ano e o Prémio Linus Pauling. Participa frequentemente em conferências promovidas, entre outras instituições, pelo Banco Mundial, pelas universidades de Columbia, Nova Iorque, Harvard e Yale, e dá aulas na Faculdade de Medicina da Universidade de Miami. É autor de vários livros, entre os quais os bestsellers internacionais Cérebro de Farinha e Cérebro de Fibra.

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O Dr. Austin Perlmutter, médico especializado em Medicina Interna, formou-se nas universidades de Miami e de Portland. Como investigador dedica-se sobretudo ao estudo dos efeitos clínicos do burnout e da depressão, e ao papel da medicina preventiva.

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Kristin Loberg

 

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07
Mar21

“A Era dos Samurais” é a surpreendente (e violenta) série histórica da Netflix

Niel Tomodachi

Um fascinante período da história ganha outra dimensão no documentário de seis partes da plataforma.

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A Netflix continua a diversificar-se. Há projetos da plataforma que sabemos à partida que vão ser um sucesso. Outros fogem ao padrão e, no entanto, reservam o seu lugar de destaque. “A Era dos Samurais” é um destes casos. Estreada em 24 de fevereiro, tem reservado por estes dias lugar no top 10 das tendências da plataforma (e não só em Portugal).

1551. “O Japão está um caos.” É assim que tudo nos é apresentado, num tempo de guerra civil, anarquia, e lutas bem violentas entre senhores da guerra rivais. Na pequena província de Owari, o clã Oda perde o seu líder e quem assume a liderança é Nobunaga, o filho mais velho do líder, errático, mal educado, que vai marcar a história do Japão nos séculos seguintes.

Este era um tempo em que as lutas pelo poder abriam caminho a rivalidades fratricidas. Os homicídios em família eram comuns. “Pais matavam filhos, filhos matavam pais, irmãos matavam irmãos”, introduz um dos historiadores.

Nobunaga é mal amado entre os seus, muito por culpa própria. Ao ponto de planearem matá-lo. Avisado dos planos do irmão mais novo, este adorado por todos, Nobunaga apanha-o e executa-o, decapitando a cabeça do irmão mais novo. Foi o primeiro de várias decisões tão brutais quanto estratégicas que vão moldar o futuro do país.

Em 1453, um navio português vindo de Macau foi atingido por uma tempestade e naufragou na pequena ilha de Tanegashima, na costa sul do Japão. Era pouco provável que o destino daquele navio português fosse o Japão mas o destino ditou ali o seu fim (e os destroços desaguaram em território japonês). Entre a carga perdida, havia arcabuz e armas de fogo que fizeram parte dos planos de expansão portuguesa.

Um século após o naufrágio luso, Nobunaga percebe que pode fazer a diferença. Compra armas de fogo e não só. Decide treinar e armar camponeses. E mostra ainda ter um olho clínico para surpreender inimigos. É assim que de líder de um simples clã se torna um dos senhores de guerra mais temidos do Japão.

Uma história de violência.
 

Há mil anos, o termo samurai era associado a servo. Estes guerreiros temidos foram ganhando cada vez mais estatuto ao longo dos séculos. A série coloca-nos já num tempo em que estes são preponderantes para definir os destinos do Japão. Pelo meio, vamos sendo educados em incríveis e bastante violentos rituais.

É o caso do suicídio por honra, o seppuku, em que um homem se trespassa a si próprio e se esventra. Há também um macabro ritual em que as cabeças decepadas de derrotados eram exibidas, limpas e maquilhadas, a senhores da guerra vencedores. Era um misto de humilhação mas também reconhecimento de quem haviam derrotado.

A série documental em seis partes apresenta-nos reconstituições de batalhas e traições com atores japoneses, interpretadas na língua do país, acompanhadas pelo contexto de historiadores, a maioria deles em inglês.

Matthew Booi, criador do projeto, explicava numa recente entrevista ao “Screenrant” que isto não era um mero detalhe. “Fomos buscar ótimos atores japoneses para papéis essenciais. Sabíamos que íamos estragar as coisas, se na primeira cena em que alguém falasse, ouvíssemos inglês.” O trabalho de casting foi também dedicado na hora de juntar credibilidade e emoção narrativa. Falaram com especialistas de todo o mundo para acertar não só detalhes, mas para que não fosse preciso ligar tudo com narrador. Os historiadores dão o contexto e entretanto somos brindados com cenas de intriga e violência.

“A cronologia é aborrecida”, explica Matthew Booi. “O que dá entretenimento é ter protagonistas concretos, à procura de alcançar objetivos.” É por essa razão que a série centra as suas atenções em Nobunaga, mas também em Hideyoshi e Ieyasu. São três homens de passados diferentes cuja história iremos acompanhar e que foram fulcrais em mudar a vida política e social do Japão nos séculos seguintes.

Entre os códigos de honra, a violência e o lado cénico, há algo de fascinante neste Japão feudal. O cinema de Akira Kurosawa já mostrara isso a todo o mundo. Aqui o foco é na história mas há o cuidado na gestão do orçamento. As armaduras variam, as armas idem, tudo isto em reconstituições de batalhas em que os efeitos especiais são cuidados.

Foram tempos violentos os que o Japão viveu mas a história dos samurais é algo que ainda hoje alimenta lendas e narrativas. Agora podemos ter um olhar mais profundo sobre o que aconteceu numa produção que procura juntar retrato histórico e ritmo de narrativa. Percebe-se assim porque é que este “A Era dos Samurais” tem sido uma boa surpresa.

 

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07
Mar21

A Netflix tem uma nova aplicação inspirada no TikTok

Até à data, apenas está disponível nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

Niel Tomodachi

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Neste momento, a Fast Laughs deve estar no top das aplicações mais descarregadas. É a mais recente invenção da Netflix, lançada a 2 de março, que está a ser designada com uma app inspirada no TikTok.

Por lá é possível ver pequenos clips de séries e filmes de comédia e performances de stand up originais da plataforma de streaming. Estes pequenos vídeos podem durar entre 15 a 45 segundos.

Como é possível ver no vídeo divulgado pela Netflix, a app funciona exatamente como o TikTok. Tem um feed de pequenos vídeos na vertical, para que seja mais intuitivo e até descobrir novos conteúdos. É também possível colocar um gosto (que neste caso é um “lol”), reagir com emojis e partilhar os conteúdos com os amigos.

Por enquanto a Fast Laughs está apenas disponível para iOS. Além disso, até à data, a app só pode ser descarregada nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

 

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